Ensino ruim é a maior ameaça, diz socióloga

A verdadeira ameaça para o futuro da democracia na América Latina, ao contrário do que muitos acreditam, não está na macroeconomia, mas na falta de investimentos na educação. A tese é defendida com números pela socióloga chilena Marta Lagos, diretora-executiva do Latinobarómetro, instituto que há 8 anos realiza pesquisas sobre a democracia nos 17 países da região. “Os problemas da macroeconomia vêm e vão e nem sempre podem ser manejados pelos governos“, diz. “Já o investimento na educação depende só do governo e seus benefícios são irreversíveis. Quando alguém aprende, não tem mais volta.“ .Conforme levantamentos do Latinobarómetro em 2003, o índice de mobilidade social na América Latina ainda é muito baixo. Em conseqüência, mantém-se uma perigosa combinação entre os baixos índices educacionais e o descrédito na democracia. .Segundo Marta, 65% em média dos latino-americanos cujos pais só cursaram o primário não conseguiram ultrapassar o mesmo estágio. “Significa que 6 em cada 10 pessoas do continente só têm a educação básica e seus filhos também não avançarão além dessa etapa.“ .Em 10 dos 17 países, incluindo o Brasil, apenas 1 entre 10 pessoas ultrapassou a formação dos pais. E mesmo os melhores colocados não apresentam dados animadores. A líder Argentina

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Professores da rede pública terão formação continuada em alfabetização

Secretarias municipais de educação poderão oferecer aos professores das escolas públicas o Programa de Aperfeiçoamento da Leitura e Escrita (Praler), desenvolvido pelo Ministério da Educação, por intermédio do Fundo de Fortalecimento da Escola, da Secretaria de Educação Básica (Fundescola/SEB). O Praler é um programa de formação continuada destinado a professores das séries iniciais do ensino fundamental e tem o objetivo de apoiá-los no desafio de alfabetizar seus alunos. A metodologia caracteriza-se por ser semipresencial, na modalidade de educação a distância, utilizando material impresso.    O material impresso é composto por uma coleção, com volumes dedicados à fundamentação teórico-prática para professores, incluindo muitas atividades a serem desenvolvidas em sala de aula. Cabe aos professores escolher a melhor estratégia, dentre as várias, e articulá-las ao ritmo e processo de desenvolvimento de seus alunos.    O programa tem a duração de dois semestres (um módulo por semestre), período em que os docentes participam de atividades coletivas (oficinas presenciais), organizadas e orientadas por um professor formador, e de estudos a distância. Cabe à Secretaria de Educação acompanhar e monitorar todo o processo.    Financiamento – A Secretaria de Educação Básica (SEB) irá financiar, a partir de planos de trabalhos aprovados, a reprodução do material

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SEB elabora novas políticas para o ensino básico

A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, responsável pela elaboração das políticas para educação infantil e ensinos fundamental e médio, estabeleceu quatro eixos de ação para aumentar a qualidade da educação básica no País: a discussão e implantação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a ampliação do ensino fundamental para nove anos, a formação continuada de professores e a melhoria da educação infantil. “Com a junção desses três níveis numa única secretaria, queremos garantir a articulação dos programas desde o início até a conclusão da educação básica”, afirma o secretário de Educação Básica, Francisco das Chagas Fernandes.     Fundeb – A implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), é uma das prioridades do MEC. “O atual sistema financia apenas o ensino fundamental e, assim, estrangula o infantil e o médio. Isso agrava a situação desses dois níveis, que já têm uma demanda enorme por matrículas”, diz o secretário.     Segundo ele, a grande preocupação do MEC é não causar transtornos aos sistemas educacionais responsáveis pela execução das políticas para o ensino básico. A

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A esteira dos didáticos e outras informações

No meio do discurso que deixou a comunidade livreira insatisfeita, com sua comparação do ato da leitura ao de andar em esteiras elétricas, o primeiro presidente da República a abrir uma Bienal do Livro de SP recitou um número-chave para a sua audiência: “O MEC comprou 168 milhões de livros em 2003. Este ano comprará 124 milhões só de didáticos“.    É em direção a esse número acachapante, equivalente a quase cem Bienais do Livro, que estão se lançando duas grandes empresas neste momento.    Esta coluna já antecipara a vinda do grupo espanhol SM, que agora já tem equipe, endereço e vem dando tratos na bola para um grande prêmio de literatura infanto-juvenil.    Na semana passada o mercado didático teve outra decolagem. A editora Escala, da área de revistas, lançou as bases da Escala Educacional. Capitaneando a operação, um peso-pesado do setor, Vicente Paz Fernandez (25 anos de experiência no setor, ex-diretor superintendente do grupo Ática/Scipione).      NHÔ   A secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, diz a “Entrelinhas“ que em 15 dias será lançado o programa Prefeito Amigo do Livro. Dez dirigentes de municípios paulistas serão contemplados. Levarão uma placa e um computador com multimídia. 

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Câmara aprova obrigação de compra de livro nacional

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o Projeto de Lei 3142/97, de autoria do deputado Fernando Gabeira (sem partido-RJ). O PL torna obrigatória a aquisição, pelas bibliotecas das instituições de ensino superior – de acordo com seus campos de especialização -, de obras publicadas no país.     Segundo o deputado, apesar de a Lei do Direito Autoral tratar do assunto, “não o faz com a devida eficácia e o mercado editorial ressente-se da falta de controle da prática generalizada da pirataria de livros e publicações nacionais“. O projeto, que na CCJ foi relatado pelo deputado Alexandre Cardoso (PSB-RJ), já foi aprovado também pela Comissão de Educação e Cultura. Será agora encaminhado ao Senado Federal.      

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Semana de Ação Global 2004

Nesta semana, de 19 a 25 de abril vai acontecer, no mundo inteiro, a Semana de Ação Global pela Educação. O evento que, no ano passado, mobilizou mais de dois milhões de pessoas em 70 países – e só no Brasil 69 mil pessoas – tem o objetivo de pressionar políticos(as) pela efetivação das leis nacionais e acordos internacionais assinados e por mais investimentos e condições que garantam a melhoria da educação pública.    Promovida internacionalmente pela Campanha Global pela Educação – uma aliança internacional de instituições e redes de educação – a Semana de Ação Global é desenvolvida por um conjunto de campanhas e articulações de educação de todo o mundo. O tema deste ano será “Um Grande Lobby pela Educação Pública“, assumido como oportunidade para que milhões de crianças e jovens expressem seu direito a uma educação gratuita de qualidade e perguntem aos políticos o que farão para tornar esse direito realidade. A  mobilização conta com o apoio da Unesco.    No Brasil, a Semana é organizada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação que, em 2004, pretende que a mobilização chame a atenção das  autoridades públicas e da sociedade civil para a necessidade urgente de mais investimento na educação

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Levantamento do Inep vai mapear bibliotecas do país

Os recursos disponíveis pelas bibliotecas escolares para oferecer um bom atendimento ao estudante serão detalhados pelo Censo Escolar de 2004.     O levantamento vai verificar se há, por exemplo, mesa para leitura, mapas, dicionário, obras literárias, didáticas e documentais, gramática e computador.     Também será pesquisada a formação do responsável pela biblioteca. O censo pretende mostrar, ainda, como são realizadas as visitas à biblioteca. 

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Pesquisa constata desigualdades nos indicadores sociais

O Brasil apresentou melhorias em vários indicadores sociais, mas ainda é um país com muitas desigualdades entre ricos e pobres. A Síntese dos Indicadores Sociais é baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2002 e do Censo 2000.     Os dados indicam que a população tem maior acesso a serviços de educação e saúde, o que explica a queda nas taxas de analfabetismo, natalidade e mortalidade. Estas melhorias também se refletem no envelhecimento dos brasileiros, que hoje tem seu maior percentual na faixa entre 30 e 49 anos.     Mas ainda há motivos para preocupação, como o fato de 20% das crianças nascidas em 2002 serem de mulheres com menos de 20 anos, o que atrapalha o rendimento escolar. E houve um aumento de 95% nas taxas de homicídios por armas de fogo, que têm como principais vítimas homens entre 15 e 24 anos – faixa de idade em que iniciam suas atividades no mercado de trabalho.     Saneamento     De acordo com a PNAD/2002, os serviços de abastecimento de água e canalização interna são satisfatórios em 89,3% das moradias brasileiras na zona urbana. Nas regiões Sudeste e Sul chegam a índices

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Lula abre Bienal do Livro

A 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, inaugurada ontem, foi a primeira a contar com um presidente da República em sua abertura. Em seu discurso, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai fortalecer a política cultural no país e difundir a necessidade da leitura. Lula lembrou ainda que no Brasil 52% das crianças das escolas primárias não conseguem interpretar um texto lido. “Precisamos, como governantes, fazer um esforço para que o gosto pela leitura seja adquirido no ensino primário. Desta forma, as crianças deixarão de ler apenas a orelha dos livros e passarão a ler o livro inteiro. É uma questão de educação“, disse Lula. Durante a visita aos estandes da Bienal, Lula foi presenteado com livros do escritor Ziraldo, do geógrafo Milton Santos e do ex-deputado Dante de Oliveira. O governador Geraldo Alckmin e a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, fizeram discursos parecidos, enfatizando a importância da leitura e lembrando que os brasileiros ainda não se interessam por literatura como deveriam. Alckmin disse que, até o fim do ano, irá construir bibliotecas nos municípios que ainda não as tenham.    Lula chama de “erro histórico“ sistema de ciclos    Caio Maia da Folha Online  

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