Leitura distante

MEC decide suspender edital de definição dos livros infantis que seriam distribuídos em 2005 a alunos da rede pública, alegando que é preciso avaliar se obras estão sendo realmente lidas     A formação de um leitor pode começar num dia de chuva em que não há nada de bom na TV, ninguém para brincar na rua e se é jovem o suficiente para transformar a primeira incursão às prateleiras de livros de casa numa paixão para toda a vida. Às vezes, não é preciso chuva nem falta de opções de lazer, mas um elemento, certamente, é indispensável para que essa paixão comece: o livro. O Ministério da Educação, no entanto, acredita que os títulos distribuídos à rede de ensino público por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) podem estar apenas juntando poeira na casa dos alunos. Por essa razão, suspendeu o lançamento do edital do PNBE, que aconteceria este mês, para a escolha dos títulos não-didáticos a serem distribuídos em 2005.     Sob a coordenação da Secretaria de Educação Fundamental (SEF, que tratava da seleção dos livros desde o surgimento do Programa, em 1998) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE, responsável pela aquisição

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Biblioteca Nacional inova

Um prêmio de R$ 80 mil e uma nova revista literária, bolsas para pesquisa, coedições e exposições, um novo programa de incentivo a traduções: tudo isso está nos planos da Biblioteca Nacional para este ano. Segundo o coordenador-geral do Livro e da Leitura, Luciano Trigo, o objetivo é reformular os projetos da Biblioteca voltados para a literatura. A partir de agora, eles serão julgados por um conselho consultivo formado por intelectuais de peso, que também vai escolher o melhor livro de literatura (poesia, conto e romance) publicado em 2003.     Com base no sucesso da revista Nossa História, cuja tiragem já chegou aos 50 mil exemplares, a Biblioteca Nacional planeja dar um novo formato à Revista do Livro. A revista Poesia sempre também será modificada. Trimestral, tratará só de poesia brasileira, abrindo espaço para ensaios e textos inéditos. Uma ampla reforma está sendo feita para abrigar exposições permanentes dos tesouros da biblioteca, como a Bíblia de Mogúncia. Entre as exposições, está prevista, em junho, uma megacomemoração dos 60 anos do compositor Chico Buarque, que vai ceder manuscritos inéditos para o acervo. A BN também publicará, em co-edição com a Garamond, um livro sobre Chico. Outra co-edição será feita com

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São Paulo ganha mapa da juventude

Saber onde vivem os jovens, quais os seus gostos e objetivos são dados fundamentais para a elaboração de políticas públicas. Com essa premissa, pesquisadores do Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (Cedec) fizeram um mapeamento da presença juvenil na cidade de São Paulo.     O Mapa da Juventude, encomendado pela prefeitura do município, pretendeu verificar homogeneidades e segregações dos jovens no espaço urbano paulistano. A pesquisa ouviu pessoas entre 15 e 24 anos nos mais diversos bairros da capital em 2003.     Os resultados do estudo foram apresentados no artigo A construção do mapa da juventude de São Paulo, da Lua Nova: Revista de Cultura e Política, publicação do Cedec. As autoras foram Aylene Bousquat, que também é professora do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos, e Amélia Cohn, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.     A primeira etapa da pesquisa consistiu na divisão de São Paulo em cinco grandes áreas, agrupando os 96 distritos administrativos nas chamadas Zonas Homogêneas (ZH). O intuito foi elaborar o Indicador Composto Juvenil (ICJ), uma espécie de ranking que leva em conta as condições de vida da

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Boletim Fome do Livro – Definindo o acervo

Mais de 40 bibliotecários, técnicos e especialistas em leitura devem concluir nesta semana o trabalho de avaliação das obras que vão formar o acervo das mais de mil bibliotecas que o Programa Fome de Livro vai instalar nos municípios brasileiros que ainda não têm a sua. Na última semana, a equipe que integra a comissão de seleção dos livros trabalhou, em média, mais de dez horas diárias para analisar e pontuar cada uma das mais de 22 mil obras inscritas. Serão selecionados, na fase inicial do programa, 2 mil títulos de Ficção (30%), Não-ficção (30%) e Infanto-Juvenil (40%). Outras 500 obras serão escolhidas e adquiridas nos próprios estados e destinadas às bibliotecas pelo Projeto Quero Ler e seus parceiros (empresas, instituições e Governo Federal). O resultado final da seleção será divulgado em cerca de 30 dias.   Vários ministérios no Fome de Livro    Representantes de diversos ministérios, estatais e programas do Governo Federal na área do livro, leitura e bibliotecas se reuniram na última quinta-feira, no auditório do Ministério da Cultura, em Brasília, para debater a integração das ações e projetos no Programa Fome de Livro. Estiverem presentes dirigentes e técnicos dos ministérios da Cultura, Educação, Trabalho, Saúde, Fazenda

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Prefeitos querem que União se responsabilize por Fundeb

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) entregou nesta quarta-feira (28) ao ministro da Educação, Tarso Genro, um documento que pede que os recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) sejam destinados pela União.     “Não podemos onerar mais ainda os municípios“, afirmou o presidente da comissão de educação da FNP, Newton Lima Neto, prefeito de São Carlos. Uma possibilidade no novo projeto é que as prefeituras entrem com parte da verba.     O Fundeb vai substitui o atual Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental) e deve ser enviado ao Congresso como projeto de lei. A proposta ainda não está fechada.     Neto pediu também mais participação das prefeituras nas discussões. “É preciso que os estudos a serem realizados contem com a participação dos municípios, para que possamos fazer todas as simulações, de modo a que o Fundeb venha ao encontro do que nós queremos“, disse.     Tarso afirmou que o projeto será feito após amplos debates e consultas à FNP. O assunto voltará a ser discutido no próximo dia 18, em Goiânia, quando haverá reunião da entidade.        

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Bienal do Livro tem aprovação de 98% do público

A 18ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada neste domingo (25), foi a primeira da história que contou com a presença de um presidente da República em sua inauguração, e destacou-se pela qualidade das centenas de eventos culturais, pelo alto percentual de compras, pela boa presença de público e pela satisfação das pessoas que foram ao Centro de Exposições Imigrantes.     Segundo pesquisa promovida pela organização do evento, 98% dos visitantes avaliaram satisfatoriamente a Bienal (78% classificaram-na como positiva e 20% regular). O índice de compras também foi alto: 72% dos presentes adquiriram livros, alcançando uma média de 5,5 livros por comprador.     Em apenas 11 dias passaram pelo Centro de Exposições Imigrantes 557 mil pessoas. Os 45 mil m2 de área foram explorados por um público que mostrou que tem sede de cultura, entretenimento e conhecimento através da leitura. Os 320 expositores trouxeram para o evento mais de dois mil lançamentos e 150 mil títulos que, segundo muitos editores, foram rapidamente consumidos.  

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MEC cancela compra de livros paradidáticos

Lançamento de edital previsto para maio foi suspenso; 2005 pode começar sem obras novas nas escolas públicas    Por não estar certo da eficácia de um de seus principais projetos, o Ministério da Educação decidiu não lançar em maio um edital para o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), que leva livros paradidáticos – especialmente de literatura- à rede pública de ensino.  Com isso, se o programa não for reavaliado até o início do segundo semestre, tempo hábil para realizar nova compra, os alunos não encontrarão títulos novos dessa área quando começarem as aulas em 2005. O PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) não sofreu alterações.    A decisão do ministério acompanha a insatisfação demonstrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última Bienal do Livro de São Paulo. “Não adianta o livro estar na prateleira (…). É preciso que nós tenhamos políticas para garantir que essa criança (…) adquira o prazer, o gosto e a fome de leitura“, foi o que disse o presidente em discurso.    Para Jeanete Beauchamp, diretora do Departamento de Política de Educação Infantil e do Ensino Fundamental, o ministério tem hoje controle da distribuição dos livros para as escolas, mas não da utilização

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MEC pode deixar de administrar verbas da educação

A formulação e o acompanhamento das políticas públicas para a educação poderão contar com o apoio de uma agência organizada especificamente para gerir as funções redistributiva e supletiva das verbas para a educação. É o que prevê a PEC 259/04, do deputado Almir Moura (PL-RJ), que começa a ser analisada na Câmara dos Deputados.     Essas funções consistem na destinação e suplementação de verbas, pelo MEC, para estados e municípios, e têm por objetivo prover um padrão mínimo de qualidade no ensino e garantir oportunidades iguais de educação. Caso a agência seja criada, seu dirigente será escolhido pelo Senado Federal.     A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados analisará a admissibilidade da proposta. Se for aceita, será criada uma Comissão Especial para tratar do assunto.        

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Boletim Fome de Livro

Fome de Livro no Fórum de Secretários Estaduais da Cultura  .   Secretários de Cultura de quase todos os estados brasileiros conheceram e discutiram as linhas gerais e estratégias do Programa Fome de Livro durante o Fórum Nacional de Cultura, realizado na semana passada em São Paulo. Com isso, os governos estaduais, através de suas secretarias de Cultura e, em alguns casos, também de Educação, devem assinar, nas próximas semanas, acordos de cooperação com a Fundação Biblioteca Nacional, responsável pela execução, no âmbito do Ministério da Cultura, do Fome de Livro para a implantação das bibliotecas nas cidades que ainda não têm uma. Além do apoio logístico para a seleção de títulos regionais e catalogação de obras, os estados também devem, como contrapartida, criar suas leis estaduais do livro e suas políticas públicas de leitura.   Bibliotecários discutem participação no Fome de Livro    Durante uma mesa-redonda realizada dentro da programação paralela da 18a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, os bibliotecários conheceram detalhes do planejamento estratégico do Fome de Livro e apresentaram propostas e sugestões para o programa, que terá suas primeiras bibliotecas abertas nos próximos 60 dias, segundo anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na

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