MEC muda o sistema de classificação de livros

Material didático não recebe mais cotações e professores fazem escolhas a partir de mera descrição     Pela primeira vez desde o início do programa governamental de distribuição de livros didáticos, em 1985, o Ministério da Educação (MEC) está abandonando este ano o sistema de classificação das obras. Até então, o governo fazia recomendações sobre a qualidade dos títulos a serem escolhidos pelos professores de cada escola do País. O critério ia de uma a três estrelas. No ano passado, o governo passou a usar os conceitos “pouco recomendado“, “recomendado“ e “muito recomendado“. Agora, os professores fazem suas escolhas apenas com a ajuda de uma descrição – sem julgamento – de cada livro. A descrição é preparada pelo MEC.     Até 25 de junho, os professores podem escolher as obras que desejam usar com os alunos de 5.ª a 8.ª séries no ano que vem.     Por incrível que pareça, o fim das recomendações do governo se deu porque os professores vinham optando principalmente por livros de um estrela ou os pouco recomendados. Ou seja, os piores entre os pré-avaliados pelo ministério.     Por quê? “Não há nenhum estudo que mostre porque isso acontecia, mas eu suponho

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Base eletrônica do conhecimento em português

Em visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris, o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, deve anunciar nesta terça-feira (11/5), um acordo para a construção de um serviço na internet que deverá tornar disponível o conteúdo em português de mais de 20 mil títulos em ciência e tecnologia.     O objetivo é que o site, que se chamará E-livro, atenda a todos os países de língua portuguesa. O anúncio do apoio da Unesco à iniciativa contará com a presença do representante da organização no Brasil, Jorge Werthein, e de membros das missões diplomáticas das nações de língua portuguesa.     O E-livro funcionará como uma biblioteca virtual, dando acesso a publicações de cerca de 150 editoras de diversos países, em português, inglês e espanhol. Além da consulta à mais relevante produção científica mundial, os pesquisadores poderão publicar seus artigos. Com isso, os idealizadores esperam criar, a médio prazo, uma rede de intercâmbio de conhecimento entre os países.     “Essa é a forma mais direta de cooperação Sul-Sul, porque possibilita o acesso sem barreiras às informações, socializando o conhecimento”, disse Werthein.     O acordo é

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Pesquisa mostra queda na venda de livros

A combinação foi explosiva: a taxa de inflação do ano passado (8,95%, segundo IPCA), que deteriorou o poder de compra do brasileiro, aliada à falta de grandes incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas fez com que o setor editorial brasileiro apresentasse números em queda em 2003. A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindical Nacional dos Editores de Livros (Snel), foi apresentada ontem e mostrou que, no ano passado, houve uma queda no número de exemplares vendidos: 8%, se consideradas apenas as vendas ao mercado; e 20%, se levadas em conta também as vendas para o governo.    A elevada queda governamental tem uma explicação: as compras foram iniciadas apenas no fim de 2003; assim, as maiores cifras ficarão para este ano e vão refletir no relatório a ser divulgado em 2005. “O estado de saúde do setor editorial não é bom, mas também não é ruim, se levarmos em conta a situação econômica do País“, avaliou Oswaldo Siciliano que, além de editor, preside a CBL. “Afinal, há setores mais atingidos.“ É também a palavra de um empresário, que não se engana com alguns

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Ministérios discutem integração com Fome de Livro

Dirigentes e técnicos de diversos ministérios e estatais discutiram na semana passada, em Brasília, a integração dos seus projetos e ações que utilizam os recursos do livro e da leitura com o Programa Fome de Livro. Depois da apresentação dos projetos dos ministérios da Cultura e da Educação no encontro anterior, agora foi a vez dos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente e dos Correios e da Caixa Econômica Federal relatarem suas experiências na área e formas de participação na política nacional de leitura, livros e bibliotecas – que está sendo construída a partir do Fome de Livro. A próxima reunião será no dia 20 de maio (quinta-feira), no Auditório do Ministério da Cultura.       Correios vão ajudar a diagnosticar situação das bibliotecas     Uma das instituições brasileiras que mais se fazem presentes no território brasileiro, os Correios, vai ampliar nos próximos dias sua parceria com o Fome de Livro, integrando-se aos esforços para concluir o diagnóstico sobre a real situação das bibliotecas no País. A partir de estudos e pesquisas feitas pelo IBGE, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Ministério da Cultura e os governos estaduais, os carteiros – presentes em todas as cidades brasileiras

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MEC descobre fraude com livro didático em RO

O Ministério da Educação anulou o processo de escolha do livro didático em Rondônia e enviou novas senhas às escolas da rede pública, após denúncia de fraude. De forma ilícita, representantes de uma editora teriam obtido senhas em escolas de Porto Velho para garantir a venda de seus livros ao governo. Fraudes semelhantes podem ter ocorrido na Paraíba e no Rio Grande do Norte.     Com orçamento de R$ 620 milhões, o Programa Nacional do Livro Didático prevê a compra este ano de 124 milhões de exemplares de obras de português, matemática, ciências, história e geografia para a rede pública de ensino fundamental, em todo o País, além de 4 milhões de dicionários para a 1.ª série. Pela primeira vez, o MEC vai adquirir também 3,4 milhões de livros didáticos para o 1.º ano do ensino médio, no Norte e Nordeste, com custo extra de cerca de R$ 30 milhões.     Internet – Cada escola tem a prerrogativa de definir os títulos que receberá – a escolha é feita a partir de um guia elaborado pelo MEC. As senhas servem para que diretores façam os pedidos via internet.     Na briga para ter suas obras escolhidas, as

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Câmara de Educação Básica elege novo presidente

O paulista Antonio César Russi Callegari, conselheiro recém-empossado, é o novo presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Para a vice-presidência, foi eleita Cléia Brandão Alvarenga, da Faculdade Católica de Goiânia. Ex-secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Callegari pretende começar a implementação dos planos definidos pela Câmara durante as reuniões da semana.     Ele acredita que um dos pontos mais importantes é a reformulação do sistema de financiamento da educação básica. “Isso significa a participação do CNE nos debates sobre a construção de um novo pacto federativo para a educação no País, do qual devem participar estados e municípios, educadores, estudantes, órgãos governamentais, o Congresso Nacional e as assembléias legislativas”, disse. “Talvez seja a grande oportunidade de discutirmos a prioridade que a educação básica deve ter no Brasil”.    Dentre os desafios que a Câmara de Educação Básica terá pela frente, está a formação de professores. “Não há educação de boa qualidade se não tivermos professores de boa qualidade. Esse é um dos eixos estruturantes da Câmara de Educação Básica”, afirmou Callegari. Além disso, está prevista para este ano a revisão do Plano Nacional de Educação.    Pareceres — Na quarta-feira, 5, primeiro

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Ensino fundamental será avaliado em todo o País

O governo federal, em parceria com os estados, municípios e universidades, vai implementar políticas e mobilizar a sociedade pela qualidade da educação básica, atuando diretamente na escola. Entre as medidas estão a avaliação do ensino fundamental em todos os estabelecimentos escolares do País, a realização de uma pesquisa com os pais dos alunos e comunidade escolar e a criação da Escola Nacional de Gestores Escolares. Ao mesmo tempo, serão desenvolvidos programas para melhorar a qualidade do aprendizado dos estudantes brasileiros. A proposta foi apresentada ontem, 5, pelo ministro Tarso Genro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou a sua execução.     Está prevista para novembro a aplicação de provas e questionários a 7,5 milhões de alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental de 169 mil escolas. Para que o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) seja ampliado, será criada a Rede Nacional de Avaliação com a participação de estados e municípios que aderirem ao programa. Em 2005, a avaliação será estendida à 3ª série do ensino médio.     Avaliação – Ao realizar uma avaliação periódica do desempenho dos alunos por escola, o governo pretende valorizar o processo de aprendizagem, promover políticas de eqüidade

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Livro detalha ensino médio no Brasil

O Ministério da Educação põe à disposição dos gestores de política governamental, escolas e universidades o livro Ensino Médio, Ciência, Cultura e Trabalho, organizado pelos especialistas em educação Gaudêncio Frigotto e Maria Ciavatta. A publicação é um dos resultados do seminário Ensino Médio: construção política, promovido no ano passado pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec), hoje Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.    O seminário foi precedido de oficinas preparatórias sobre quatro grandes temas: os jovens e a política curricular; a formação de professores; a gestão democrática e o livro didático. A publicação é uma conseqüência dos debates entre especialistas em educação, estudantes e representantes do Governo e de entidades educacionais. “Ao publicar o livro, o MEC devolve à sociedade, de forma sistematizada, um conhecimento por ela produzido, cuja essência, se apropriada pelo governo, pode potencializar transformações desejadas há muito”, disse o secretário de educação profissional e tecnológica, Antonio Ibañez Ruiz.    Os interessados em adquirir a obra, já distribuída em escolas públicas de ensino médio e nas secretarias estaduais de educação, devem fazer o pedido no endereço eletrônico ensinomedio@gov.mec.br      

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Programa de formação de professores vai receber R$ 8,68 milhões

Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 3/05 a resolução que regulamenta o Programa de Formação de Professores em Exercício (Proformação). O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação irá liberar, nos próximos dias, os recursos destinados ao programa. Para sua execução, foram destinados pela União R$ 8 milhões e 685 mil, que serão liberados em duas parcelas, até o final deste ano.     Desde 1998, o Proformação capacita professores da 1ª à 4ª série do ensino fundamental e das classes de alfabetização da rede pública por meio de cursos de magistério de nível médio. Implementado pelo Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola) em 1998 e funcionando sob a responsabilidade da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o Proformação é desenvolvido em parceria com estados e municípios, tendo capacitado mais de 30 mil professores nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo a gerente do programa, Luciana Gatto, o nível de aprovação dos professores é de mais de 85%, e 60% deles são oriundos da área rural.       Novidades – A partir de julho, os professores do estado do Amazonas, que estavam fora da capacitação desde 2002, voltam a ser treinados,

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