MEC muda o sistema de classificação de livros
Material didático não recebe mais cotações e professores fazem escolhas a partir de mera descrição Pela primeira vez desde o início do programa governamental de distribuição de livros didáticos, em 1985, o Ministério da Educação (MEC) está abandonando este ano o sistema de classificação das obras. Até então, o governo fazia recomendações sobre a qualidade dos títulos a serem escolhidos pelos professores de cada escola do País. O critério ia de uma a três estrelas. No ano passado, o governo passou a usar os conceitos “pouco recomendado“, “recomendado“ e “muito recomendado“. Agora, os professores fazem suas escolhas apenas com a ajuda de uma descrição – sem julgamento – de cada livro. A descrição é preparada pelo MEC. Até 25 de junho, os professores podem escolher as obras que desejam usar com os alunos de 5.ª a 8.ª séries no ano que vem. Por incrível que pareça, o fim das recomendações do governo se deu porque os professores vinham optando principalmente por livros de um estrela ou os pouco recomendados. Ou seja, os piores entre os pré-avaliados pelo ministério. Por quê? “Não há nenhum estudo que mostre porque isso acontecia, mas eu suponho