Arca das Letras leva livros a comunidades rurais

O projeto Arca das Letras – uma parceria entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Educação, da Cultura, do Meio Ambiente, da Justiça e do Banco do Nordeste – recebe nesta semana, do Ministério da Educação, 68.400 livros de literatura. As obras compõem um total de 600 acervos (com 230 livros cada) que serão distribuídos em comunidades rurais, onde o governo federal deseja oferecer às populações acesso ao conhecimento com vistas a melhorar a qualidade de vida dos habitantes. As arcas com livros são distribuídas em assentamentos da reforma agrária, comunidades de agricultores familiares e remanescentes de quilombos. Cada baú contém livros de literatura infanto-juvenil e adulta, além de obras de pesquisa e de referência, como dicionários, gramáticas e atlas, fornecidas pelo Ministério da Cultura e por editoras privadas.    “Procuramos fortalecer os processos educacional, cultural e econômico, além de oferecer entretenimento”, diz a coordenadora de ação cultural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Cleide Soares. A ação busca, também, incentivar o hábito da leitura entre recém-alfabetizados.    Desde o ano passado, o projeto beneficia 55 populações do sertão pernambucano e do pampa gaúcho, mas, a partir deste ano, começará a chegar a outras regiões do País. O Arca das Letras

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Argentina congela preço de livros escolares

Ontem, 17 de fevereiro, a Câmra Argentina do Livro (CAL) assinou uma carta de compromisso com o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país pela qual se estabelece que a política do mercado editorial argentino será a de não aumentar os preços dos livros didáticos. O principal objetivo do acordo é revalorizar o uso do livro texto no âmbito educativo. Atualmente, na Argentina, se utiliza apenas um livro didática para cada três alunos matriculados.

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Estudantes voltam às aulas com livros de qualidade e gratuitos

Com a volta às aulas, cerca de 32 milhões de estudantes do ensino fundamental da rede pública estão recebendo os novos livros didáticos. São 115.260.9563 milhões de exemplares e 4.026.920 dicionários de Língua Portuguesa distribuídos gratuitamente em 153 mil escolas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).    Os livros começaram a chegar às escolas no fim do ano passado para permitir o repasse aos alunos no início deste mês. A distribuição tem sido feita anualmente, sem falhas, numa megaoperação executada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em parceria com o FNDE. Os livros, de Língua Portuguesa, Alfabetização, Matemática, Ciências, Estudos Sociais, História e Geografia, saem diretamente das editoras para as escolas, pois os estudantes devem contar com o material didático assim que começa o ano letivo. O MEC, maior comprador de livros didáticos do mundo, investiu R$ 577,19 milhões no programa para 2004.    O PNLD baseia-se nos princípios da livre participação das editoras privadas e da livre escolha por parte dos professores. Cada livro deve ser utilizado por três anos para beneficiar a mais de um usuário. O FNDE centraliza as etapas do PNLD desde a indicação dos

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“Fome de Livro” terá “dezenas de milhões”

O mandato de Lula termina junto com o ano de 2006, mas nesta semana o Governo Federal colocou em marcha um projeto para as bibliotecas nacionais para as próximas duas décadas.    É isto o que afirma Galeno Amorim, ex-secretário de Cultura de Ribeirão Preto, gestão Palocci, que acaba de assumir a recém-criada Coordenação Nacional de Leitura e Bibliotecas Públicas.    Subordinada à Biblioteca Nacional, que passou no início do ano a concentrar as atribuições da extinta Secretaria do Livro e da Leitura (de Waly Salomão), a nova autarquia é a responsável pelo maior projeto do governo na área.    O Fome de Livro, o “Fome Zero“ da área da leitura, será lançado em abril, mas já está com suas linhas-mestras rascunhadas. “É um programa de algumas dezenas de milhões“, afirma Amorim.    Os recursos devem vir, segundo ele, do Ministério da Cultura, da Fundação Biblioteca Nacional, de empresas estatais e, em menor escala, de Estados e Prefeituras, costura política já em marcha.    Amorim diz que uma das prioridades do “Fome“ é encher a barriga de livros dos municípios sem bibliotecas públicas no país, cerca de 1.300 deles -para afirmar que vai cumprir a meta, o ex-secretário de Ribeirão

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Estudantes lutam contra preços de livros didáticos nos EUA

Na Califórnia, professores e legisladores estão unindo forças na luta contra os altos preços dos livros didáticos, num esforço para ajudar os estudantes que são forçados a adquirir livros bastante caros oferecidos pelas editoras. O California Public Interest Research Group (CALPIRG) distribuiu recentemente um novo relatório expondo muitas das práticas que os editores utilizam para aumentar os custos dos livros didáticos. O relatório diz que os estudantes vão gastar em média US$ 898 dólares em livros didáticos no ano escolar de 2003-2004. O relatório diz ainda que mais de 59% dos estudantes que procuraram por um livro usado durante o trimestre do outono de 2003 não o encontraram, e foram forçados a pagar em média US$ 102,44 por um novo, contra uma média de US$ 64,80 dólares por um usado. De acordo com o CALPIRG, o que contribuiu para com os altos preços é o fato de as editoras acrescentarem materiais adicionais – como CD-ROMS e cadernos de exercícios – que raramente são utilizados pelos estudantes. O relatório também afirma que os altos custos dos livros são provocados pela produção ininterrupta de novas edições.Leia mais

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Pesquisa mostra abismo entre escolas e grupos juvenis

Especialistas em educação têm falado nos últimos anos que a escola eficiente será aquela que, além de trabalhar o máximo possível com a experimentação e trazer o currículo para o cotidiano, terá de tirar proveito do que se chamaria de escolarização da sociedade. Sob esse prisma, tornam-se bases de um fracasso escolar os dados levantados por 11 professores da rede pública de São Paulo. A pesquisa “A presença de grupos juvenis em escolas da Zona Leste“ mostra, sem dúvidas, que as escolas estão desperdiçando todo um arcabouço cultural que turbinariam suas aulas. No total, foram identificados 900 estudantes que integram grupos juvenis, em 11 escolas da região – alguns dos quais participam de mais de um grupo. A maioria dos entrevistados, participam de grupos esportivos (31%), seguidos dos grupos religiosos (29%) e artísticos (27%). Organizações ambientais e político/partidários são minoria entre os grupos citados. Até aí, poucos fatos novos. No entanto, quando questionados se a escola contribui para o desenvolvimento do grupo, mais da metade ou não sabe – um sinal da ineficiência do corpo docente – ou é enfática ao dizer não. A situação mostra-se ainda mais alarmante quando os estudantes afirmam que a escola os desconhece: de 900

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Comitê executivo vai discutir pautas do Consed e da Undime

O ministro da Educação, Tarso Genro, anunciou hoje, 10, a formação de um comitê executivo para debater as pautas de reivindicações do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O comitê será formado por dois representantes do MEC e dois de cada entidade, e deverá iniciar suas reuniões já na próxima semana. O anúncio foi feito durante audiência com o presidente do Consed e secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, em Brasília. Também ficou definido que o ministro participará da próxima reunião do Consed, no dia 4 de março, no Rio de Janeiro.     O comitê executivo irá analisar questões como os repasses do salário-educação, merenda escolar e transporte escolar. Tarso Genro garantiu a Chalita que os problemas na área educacional serão debatidos com as entidades da área da educação, para que as decisões sejam sempre consensuais. “Não vamos tomar nenhuma decisão que não seja debatida e negociada com os estados e os municípios”, afirmou o ministro.    Para Gabriel Chalita, as inquietações dos membros do Consed referem-se, sobretudo, à lei que modificou a distribuição do salário-educação. O Consed quer que 100% dos recursos sejam partilhados

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Escolas públicas ganham 20 mil computadores

Escolas da rede pública receberão, neste ano, 20 mil computadores do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo/MEC). Até junho, o Ministério da Educação, mediante convênio com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), abrirá licitação para a compra dos equipamentos, com valor estimado em R$ 40 milhões. Os computadores serão entregues a 2,1 mil estabelecimentos de ensino.    Criado em 1997, o ProInfo já equipou 4.640 escolas públicas brasileiras com laboratórios de informática. São, ao todo, 53,8 mil computadores utilizados pelos alunos para desenvolver trabalhos e pesquisas. Os laboratórios são usados também na formação de professores. Segundo dados da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o ProInfo já beneficiou oito milhões de alunos e capacitou 138 mil professores.    “A proposta do ProInfo é instalar de 70 mil a 80 mil computadores nas escolas públicas até o fim do governo Lula”, adianta Américo Bernardes, diretor do Proinfo. Ele explica que a rede pública precisaria de 1,5 milhão de computadores para equipar as escolas com laboratórios de informática de uso pedagógico.    As escolas públicas brasileiras têm, hoje, apenas 220 mil computadores – além do MEC, recebem equipamentos, por meio de convênio, das secretarias estaduais e

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Um olhar de professor para professor

Em cursos, palestras e seminários de que participa pelo país, a professora e escritora Nilma Gonçalves Lacerda vem debatendo o papel do professor e reforçando a necessidade de que a reflexão sobre as condições do magistério seja feita pelo próprio educador. “Venho buscando a face do professor perdida no espelho. Cecília Meireles tem um poema belíssimo em que diz ‘Eu não tinha esse rosto de hoje, assim tão triste’. E no final ela pergunta ‘Em que espelho ficou perdida a minha face?’. Eu quero responder a isso. Quero que a professora e o professor possam perguntar se o seu rosto está perdido. Se está, vamos procurar, vamos restaurar. Vamos encontrar esse rosto e ver o que queremos fazer com ele – uma plástica, uma maquiagem, lavá-lo bem com água e sabão“, explica a professora. Com larga experiência e atuação na escola pública no ensino da Língua Portuguesa e da Literatura Brasileira, Nilma Lacerda já deu aulas em todos os níveis de ensino, desde a escola primária, até a pós-graduação, e cursos de formação continuada a professores. Seja qual for o grau de instrução ou faixa etária dos alunos, a escritora se dedica à tarefa de formar leitores. “Você não precisa

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