Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

Saint Jordi: uma festa de coincidências     Há exatos 388 anos, no dia 23 de abril de 1616, morreram os escritores Miguel de Cervantes e William Shakespeare. Em 1930, a data foi escolhida pelos catalães para se comemorar o Dia do Livro, que desde 1926 era comemorado no dia 7 de outubro, data do nascimento de Cervantes. Em 1996, foi a vez da UNESCO oficializar o 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, globalizando a tradição catalã. Como se uma coincidência só fosse pouca, a data marca também o Diada de Sant Jordi (Dia de São Jorge), e os festeiros catalães fazem então uma comemoração múltipla, celebrando o dia do padroeiro, do amor e do livro. A tradição manda que os homens ofereçam flores às mulheres, que devem retribuir presenteando livros. Para facilitar os galanteios, as livrarias saem às ruas para expor seus livros em mesas e estantes. Segundo fontes do Grêmio de Livrarias da Catalunha e Barcelona, cerca de 300 livrarias devem invadir as calçadas da cidade de Barcelona, e outras 200 deverão fazer isto nas demais localidades da Catalunha. O setor livreiro catalão espera vender 1,5 milhão de livros hoje, arrecadando

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Pais vão avaliar o ensino básico público

Pais de alunos de escolas da rede pública deverão avaliar no final deste semestre a qualidade do ensino básico a que os filhos têm acesso. Diretores também devem contar até o final do ano com uma escola de gestores da educação básica para aperfeiçoar formas de gerenciamento. As duas medidas fazem parte de um “pacote“ a ser apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça com o objetivo de tentar melhorar a qualidade dos ensinos fundamental e médio no país. Entre as sugestões está um processo de mobilização de governadores e prefeitos, cujo início é previsto para o mês que vem, com a apresentação dos novos dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).   A Folha apurou que os resultados da prova de português apresentaram pequena melhora em relação a 2001. Já os de matemática se mantiveram em patamares semelhantes à avaliação anterior, considerados ruins. Os números finais ainda estão sendo fechados.   Dados do Saeb de 2001, último divulgado, apontam que 59% dos alunos da 4ª série tiveram desempenho crítico ou muito crítico na prova de português. Ou seja, não desenvolveram habilidades de leitura compatíveis com a série em que estavam matriculados. Em matemática, o

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Fome de Livros lança boletim eletrônico semanal

O Programa Fome de Livro lançou na semana passada um boletim eletrônico semanal que traz notícias bastante úteis para editores, bibliotecários, escritores e outros profissionais interessados em acompanhar as atividades do programa governamental coordenado pela Fundação Biblioteca Nacional. A assinatura do informativo é gratuita. Basta enviar um e-mail para flavialima@bn.br , pedindo para receber o boletim.    Quero Ler no Fome de Livro   Boletim Fome de Livro – 22/4/2004   Numa reunião no Palácio do Planalto com a coordenação nacional do Projeto Quero Ler, ficaram definidas as formas de participação do projeto no Fome de Livro. Formado pelo Instituto Ethos, Pão de Açúcar, Unimed, Abrapost, Correios e Banco do Brasil, além da Assessoria Especial da Presidência da República e da Fundação Biblioteca Nacional, o Quero Ler se responsabilizará pela aquisição de pelo menos 500 títulos regionais e um computador para cada biblioteca. Também caberá ao projeto a formação de um banco de empresas que vão apadrinhar cada uma das bibliotecas e ajudar na manutenção delas nos primeiros três anos. Os 500 títulos que serão adquiridos pelo Quero Ler e seus parceiros nos estados vão priorizar temas, autores e editoras das próprias regiões. A medida também ajuda a formar bibliotecas

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Ensino ruim é a maior ameaça, diz socióloga

A verdadeira ameaça para o futuro da democracia na América Latina, ao contrário do que muitos acreditam, não está na macroeconomia, mas na falta de investimentos na educação. A tese é defendida com números pela socióloga chilena Marta Lagos, diretora-executiva do Latinobarómetro, instituto que há 8 anos realiza pesquisas sobre a democracia nos 17 países da região. “Os problemas da macroeconomia vêm e vão e nem sempre podem ser manejados pelos governos“, diz. “Já o investimento na educação depende só do governo e seus benefícios são irreversíveis. Quando alguém aprende, não tem mais volta.“ .Conforme levantamentos do Latinobarómetro em 2003, o índice de mobilidade social na América Latina ainda é muito baixo. Em conseqüência, mantém-se uma perigosa combinação entre os baixos índices educacionais e o descrédito na democracia. .Segundo Marta, 65% em média dos latino-americanos cujos pais só cursaram o primário não conseguiram ultrapassar o mesmo estágio. “Significa que 6 em cada 10 pessoas do continente só têm a educação básica e seus filhos também não avançarão além dessa etapa.“ .Em 10 dos 17 países, incluindo o Brasil, apenas 1 entre 10 pessoas ultrapassou a formação dos pais. E mesmo os melhores colocados não apresentam dados animadores. A líder Argentina

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Professores da rede pública terão formação continuada em alfabetização

Secretarias municipais de educação poderão oferecer aos professores das escolas públicas o Programa de Aperfeiçoamento da Leitura e Escrita (Praler), desenvolvido pelo Ministério da Educação, por intermédio do Fundo de Fortalecimento da Escola, da Secretaria de Educação Básica (Fundescola/SEB). O Praler é um programa de formação continuada destinado a professores das séries iniciais do ensino fundamental e tem o objetivo de apoiá-los no desafio de alfabetizar seus alunos. A metodologia caracteriza-se por ser semipresencial, na modalidade de educação a distância, utilizando material impresso.    O material impresso é composto por uma coleção, com volumes dedicados à fundamentação teórico-prática para professores, incluindo muitas atividades a serem desenvolvidas em sala de aula. Cabe aos professores escolher a melhor estratégia, dentre as várias, e articulá-las ao ritmo e processo de desenvolvimento de seus alunos.    O programa tem a duração de dois semestres (um módulo por semestre), período em que os docentes participam de atividades coletivas (oficinas presenciais), organizadas e orientadas por um professor formador, e de estudos a distância. Cabe à Secretaria de Educação acompanhar e monitorar todo o processo.    Financiamento – A Secretaria de Educação Básica (SEB) irá financiar, a partir de planos de trabalhos aprovados, a reprodução do material

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SEB elabora novas políticas para o ensino básico

A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, responsável pela elaboração das políticas para educação infantil e ensinos fundamental e médio, estabeleceu quatro eixos de ação para aumentar a qualidade da educação básica no País: a discussão e implantação do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a ampliação do ensino fundamental para nove anos, a formação continuada de professores e a melhoria da educação infantil. “Com a junção desses três níveis numa única secretaria, queremos garantir a articulação dos programas desde o início até a conclusão da educação básica”, afirma o secretário de Educação Básica, Francisco das Chagas Fernandes.     Fundeb – A implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), é uma das prioridades do MEC. “O atual sistema financia apenas o ensino fundamental e, assim, estrangula o infantil e o médio. Isso agrava a situação desses dois níveis, que já têm uma demanda enorme por matrículas”, diz o secretário.     Segundo ele, a grande preocupação do MEC é não causar transtornos aos sistemas educacionais responsáveis pela execução das políticas para o ensino básico. A

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A esteira dos didáticos e outras informações

No meio do discurso que deixou a comunidade livreira insatisfeita, com sua comparação do ato da leitura ao de andar em esteiras elétricas, o primeiro presidente da República a abrir uma Bienal do Livro de SP recitou um número-chave para a sua audiência: “O MEC comprou 168 milhões de livros em 2003. Este ano comprará 124 milhões só de didáticos“.    É em direção a esse número acachapante, equivalente a quase cem Bienais do Livro, que estão se lançando duas grandes empresas neste momento.    Esta coluna já antecipara a vinda do grupo espanhol SM, que agora já tem equipe, endereço e vem dando tratos na bola para um grande prêmio de literatura infanto-juvenil.    Na semana passada o mercado didático teve outra decolagem. A editora Escala, da área de revistas, lançou as bases da Escala Educacional. Capitaneando a operação, um peso-pesado do setor, Vicente Paz Fernandez (25 anos de experiência no setor, ex-diretor superintendente do grupo Ática/Scipione).      NHÔ   A secretária de Estado da Cultura, Cláudia Costin, diz a “Entrelinhas“ que em 15 dias será lançado o programa Prefeito Amigo do Livro. Dez dirigentes de municípios paulistas serão contemplados. Levarão uma placa e um computador com multimídia. 

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Câmara aprova obrigação de compra de livro nacional

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o Projeto de Lei 3142/97, de autoria do deputado Fernando Gabeira (sem partido-RJ). O PL torna obrigatória a aquisição, pelas bibliotecas das instituições de ensino superior – de acordo com seus campos de especialização -, de obras publicadas no país.     Segundo o deputado, apesar de a Lei do Direito Autoral tratar do assunto, “não o faz com a devida eficácia e o mercado editorial ressente-se da falta de controle da prática generalizada da pirataria de livros e publicações nacionais“. O projeto, que na CCJ foi relatado pelo deputado Alexandre Cardoso (PSB-RJ), já foi aprovado também pela Comissão de Educação e Cultura. Será agora encaminhado ao Senado Federal.      

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Semana de Ação Global 2004

Nesta semana, de 19 a 25 de abril vai acontecer, no mundo inteiro, a Semana de Ação Global pela Educação. O evento que, no ano passado, mobilizou mais de dois milhões de pessoas em 70 países – e só no Brasil 69 mil pessoas – tem o objetivo de pressionar políticos(as) pela efetivação das leis nacionais e acordos internacionais assinados e por mais investimentos e condições que garantam a melhoria da educação pública.    Promovida internacionalmente pela Campanha Global pela Educação – uma aliança internacional de instituições e redes de educação – a Semana de Ação Global é desenvolvida por um conjunto de campanhas e articulações de educação de todo o mundo. O tema deste ano será “Um Grande Lobby pela Educação Pública“, assumido como oportunidade para que milhões de crianças e jovens expressem seu direito a uma educação gratuita de qualidade e perguntem aos políticos o que farão para tornar esse direito realidade. A  mobilização conta com o apoio da Unesco.    No Brasil, a Semana é organizada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação que, em 2004, pretende que a mobilização chame a atenção das  autoridades públicas e da sociedade civil para a necessidade urgente de mais investimento na educação

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