Professor da rede pública põe o filho na particular

O dinheiro é curto, mas não para a educação. Apesar de se considerar pobres ou de classe média baixa, os professores brasileiros preferem sacrificar parte da sua renda familiar e pôr os filhos em escolas particulares. A pesquisa O Perfil dos Professores Brasileiros, divulgada ontem pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), mostra que 54% dos 5 mil entrevistados escolheu pagar pela educação dos filhos.     Uma decisão que, mesmo quando a escola não está entre as mais caras, pode comprometer parte da renda familiar. A maioria (65,5%) tem renda de até 10 salários mínimos e um terço ganha no máximo R$ 1,2 mil. Os pesquisadores apontam essa tendência como um esforço dos professores em garantir a “mobilidade social“ para seus filhos – um futuro melhor do que eles tiveram.     A maior parte dos professores estudou em escolas públicas e hoje dá aulas no mesmo tipo de instituição. Apesar de ainda terem uma renda baixa, o estudo garantiu a essas pessoas uma vida melhor do que a de seus pais. A pesquisa mostra que 64,2% dos atuais professores têm pais que não completaram o ensino fundamental. “Há uma aposta dos professores na educação

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O olho da “Caras”

O governo brasileiro paga menos do que uma revista “Caras“ por cada livro adquirido para distribuição nas escolas. O preço médio das compras governamentais é de R$ 4, a quilômetros de distância do preço médio dos didáticos vendidos no mercado: R$ 16,94.    Os cálculos são de um veterano do ramo didático, o editor José Bantim Duarte. Ex-diretor da Ática, da Ediouro e da Macmillan, hoje sócio da editora Disal, de livros para ensino de idiomas, ele defende que vender para o mercado é “mau negócio“, “um mau negócio do qual as editoras não podem sair“.    As compras efetivadas pela Viúva (como diz o colega Gaspari) são, de fato, 69% do bolo dos didáticos. E, por mais que 95% do espaço dedicado aos livros na mídia trate das obras chamadas “trade“, os romances, ensaios etc., são os didáticos (e o governo) que mandam no jogo. Segundo o Diagnóstico do Mercado Editorial, feito pela CBL e pelo Snel, em 2003 os didáticos ocuparam 63% da produção e 54% do faturamento 

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Apoio da Abrelivros ao Programa Fome de Livro

  Fome de Livro na Quebrada    Os dirigentes do Movimento Hip Hop Organizado do Brasil (MHHOB) acertaram sua participação no Fome de Livro. Os grupos desenvolverão uma série de atividades de fomento à leitura em todo o País a partir de um projeto de apoio que eles próprios batizaram de Fome de Livro na Quebrada. Os detalhes foram acertados em reunião na semana passada na sede da coordenação do Fome de Livro, no Rio, com a presença de diversos militantes (Paulo Lins, Ferrez, Fabiana Merini e Preto Ghóez, entre outros) e de vários assessores do ministro da Cultura, Gilberto Gil.       Bibliotecas no Hip Hop     Além das bibliotecas públicas que começam a ser instaladas no segundo semestre nos mais de mil municípios que ainda não têm a sua, o Ministério da Cultura, através da Fundação Biblioteca Nacional, vai apoiar a abertura desses equipamentos nas periferias de 25 grandes cidades brasileiras, em especial nas regiões metropolitanas das capitais. Elas funcionarão em locais onde o movimento Hip Hop já desenvolve ou vai iniciar projetos de fomento à leitura. O formato dessas bibliotecas será definido nos próximos dias por um grupo formado por pesquisadores ligados aos movimentos populares

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FNDE escolhe empresa para expedir livros de literatura

Os 11 milhões de livros de literatura do Programa Nacional Biblioteca da Escola estarão todos expedidos dentro de 60 dias, no máximo. A empresa Vip Logística e Distribuição, com sede em Brasília, foi a vencedora do pregão nº 13 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tinha por objetivo a contratação de empresa para fazer a mixagem, embalagem, paletização e postagem junto aos Correios dos 11 milhões de livros de literatura do Programa Nacional Biblioteca da Escola.    O valor do contrato da empresa vencedora é de R$ 1,5 milhão. O pregão de fato ocorreu dia 14, mas uma equipe técnica do FNDE solicitou uma vistoria na empresa classificada em primeiro lugar para se certificar de que ela estava de acordo com as exigências do edital. Por essa razão, somente na terça-feira, 18, o FNDE bateu o martelo em favor da Vip Logística e Distribuição.    Com a escolha da empresa, o Fundo soluciona o problema dos livros de literatura estocados em depósitos de Brasília aguardando expedição para as diversas escolas do País.        

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Prefeituras de SP serão premiadas por programas de leitura

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do programa “São Paulo: Um Estado de Leitores“ lançou dia 18 às 15h o Prêmio Prefeito Amigo da Leitura, que será concedido anualmente às cidades que mantiverem programas de incentivo à leitura.    Para concorrer, os municípios interessados têm de ter projetos de incentivo à leitura em andamento. A seleção dos projetos será feita por uma comissão julgadora instituída pelo Conselho Paulista de Leitura. As prefeituras deverão se inscrever na sede da Secretaria de Estado da Cultura, na capital, no período de 20 de maio a 16 de julho.    O prêmio é dividido em três categorias: municípios até 10 mil habitantes, de 10 mil a 50 mil habitantes e acima de 50 mil habitantes.    Serão contempladas cinco cidades entre as menores; quatro de médio porte e uma entre as grandes cidades concorrentes.    Esta primeira edição, patrocinada pela Portugal Telecom Brasil, vai premiar os 10 municípios que se destacaram na área.    A premiação será no mês de agosto. Mais informações e regulamento estão nos sites www.darc.sp.gov.br e www.cultura.sp.gov.br  

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Indicadores de leitura

A parceria do Fome de Livro com o IBGE já começou a render frutos. O instituto acaba de elaborar uma proposta que inclui um conjunto inicial e preliminar de indicadores de leitura que vão nortear muitas das ações do programa, desde o diagnóstico da atual situação das bibliotecas públicas no Brasil até os impactos da leitura. Gráficos, mapas e tabelas, detalhando os municípios sem biblioteca, também foram entregues pelo IBGE, na semana passada, ao Programa Fome de Livro. Foi constituído um grupo de discussão na Internet para debater as propostas até a elaboração do projeto da pesquisa.       Seleção de acervo na reta final     Terminou na semana passada a avaliação dos livros de Ficção e Não-Ficção inscritos no Programa Fome de Livro por 323 editoras de todo o País. Agora, os avaliadores (de um total de mais de 40 especialistas em leitura e bibliotecários vindos de todas as regiões do País) estão examinando os últimos títulos da categoria Infanto-Juvenil. No total, foram inscritos 22 mil livros, o equivalente ao triplo da quantidade de inscrições do último programa de compras feito pelo Ministério da Cultura. Serão selecionados 2.000 títulos nesta fase (outros 500 serão escolhidos nos próprios

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Livros sem leitores

Ao lado de toneladas de soja e milho estão estocados 2 milhões de livros, pertencentes ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mais 9 milhões de livros, também de literatura, poesia e não-ficção estão armazenados em depósitos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do MEC responsável pela compra do lote. Ao todo, 11 milhões de livros paradidáticos estão acumulando poeira em armazéns, desde que o governo – ao custo de R$ 64 milhões – assinou, em dezembro, contratos de compra com mais de 20 editoras. O MEC paga R$ 11.517,00, por quinzena, a título de taxa de armazenagem.     Os livros não chegam até os alunos por problema de distribuição. O FNDE promete distribuir o estoque entre junho e julho, mas isso depende do pregão eletrônico para a escolha da empresa que empacotará os lotes de livros destinados a cada escola. No primeiro semestre do ano passado, foram comprados 37 milhões de paradidáticos para doar a todos os estudantes de 4.ª e 8.ª séries. No segundo semestre de 2003, o MEC lançou três novos programas Biblioteca Escolar, Biblioteca do Professor e Casa

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Pregão escolhe empresa para empacotar livros

Estoque de 11 milhões de obras comprado em dezembro está parado em Brasília     O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove amanhã o pregão eletrônico para escolher a empresa que empacotará 11 milhões de livros de literatura, poesia e não-ficção estocados em Brasília à espera de distribuição para escolas públicas, professores e mais de 3 mil prefeituras. Compradas em dezembro, na gestão do ex-ministro Cristovam Buarque, as obras estão armazenadas em galpões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio FNDE, conforme reportagem publicada ontem pelo Estado.     Os 11 milhões de livros fazem parte do Programa Nacional Biblioteca da Escola e foram adquiridos ao custo de R$ 64 milhões – a assinatura dos contratos com mais de 20 editoras ocorreu em 20 de dezembro. Sob a alegação de que vai dedicar este ano à distribuição dos livros, deixando para 2005 a compra de novos exemplares, o FNDE decidiu suspender novas aquisições do programa em 2004. Cristovam criticou a iniciativa.   Preocupado em evitar constrangimentos com o antecessor, Tarso Genro convidou Cristovam de última hora ontem para uma solenidade no Conselho Nacional de Educação, marcada para as 14 horas. Foi

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PNBE – 11 milhões de livros à espera de leitores

MEC ocupa 3 armazéns com livros comprados na gestão Cristovam e ainda sem destino     Onze milhões de livros de literatura, poesia e não-ficção comprados pelo Ministério da Educação para escolas públicas, professores e prefeituras estão estocados em armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília, à espera de distribuição. Ao custo de R$ 64 milhões, o governo assinou os contratos com mais de 20 editoras em dezembro, na gestão do ex-ministro Cristovam Buarque (PT-DF), e promete distribuir todo o estoque em junho e julho. O pregão de escolha da empresa que empacotará as obras para envio pelo correio será realizado sexta-feira.     Os livros começaram a chegar a Brasília em fevereiro e logo lotaram o galpão do FNDE. Foi preciso então firmar convênio com o TSE, que cedeu gratuitamente uma área usada para guardar urnas eletrônicas, e alugar um armazém da Conab. O FNDE está pagando R$ 11.517,00 por quinzena para manter cerca de 2 milhões de volumes na Conab. É lá, tendo como vizinhos estoques de soja e milho, que estão empilhadas obras consagradas da literatura e da poesia brasileira, como

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