Governo distribui kit para combater racismo em escola
A valorização da influência africana no português popular deverá ser uma das vertentes da inclusão da cultura negra no currículo escolar, como determina lei aprovada em 2003. Será ensinado, então, que não provêm de ignorância expressões na fala popular como “muié“ (mulher), “simbora“ (ir-se embora) e “zoiá“ (olhar). Além disso, atenção redobrada para o preconceito em livros didáticos. Nem o “Aurélio“ escapa. No verbete “cabelo“, estão variantes que depreciam o negro: “cabelo cocô-de-rola“, “cabelo ruim“, “cabelo de cupim“ e “carapinha“. “Os livros escolares continuam mostrando a mulher negra como a empregada gorda com um pano na cabeça“, disse a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). Segundo ela, os professores ficam paralisados diante do racismo, em vez de intervir. “É um mito dizer que o professor não sabe lidar com a situação. Os alunos são crianças em fase de aprendizado. O preconceito nem sempre é racional ou proposital. Quando um xinga o outro de preto macumbeiro, o professor precisa agir.“ Para reverter esse quadro, o governo lançou na semana passada um programa piloto no qual 40 cidades receberam um kit pedagógico para orientar a inclusão da cultura negra no currículo, atribuição formal do Ministério da Educação e que deverá