O livro continua insubstituível
Produção não-didática cresce e é a maior dos últimos cinco anos. Após conviver nos últimos anos com a propalada hipótese da própria extinção diante da chegada feroz da internet e de pretensos substitutos digitais, o livro – o primeiro meio impresso de multiplicação do conhecimento humano – já se sente suficientemente forte para assegurar que não morre tão cedo. Na semana entre 27 e 30 de outubro, empresários, autoridades governamentais, presidentes de entidades e profissionais do livro de todo o País estarão reunidos em Porto Alegre para discutir o futuro da indústria livreira, que movimentou R$ 3,3 bilhões no ano passado, no 32 Encontro Nacional de Editores e Livreiros. “Não vejo neste momento ou num futuro próximo nenhuma plataforma eletrônica capaz de desbancar o velho livro de papel. Por isso, não parece demais prever vida longa ao livro, seja porque entendo ser difícil que um e-book ofereça o mesmo conforto para leituras longas, seja pelo fetichismo que o produto tradicional provoca a uma parte dos leitores“, diz o vice-presidente da organizadora do evento, a Câmara Brasileira do Livro, Bernardo Gurbanov. A tecnologia, ao contrário, tem ajudado o mercado editorial, na medida em que