Ministro pede vistoria em contratos do MEC

Uma auditoria pedida à CGU (Corregedoria Geral da União) pelo ministro Tarso Genro (Educação) causou um choque com seu antecessor direto, Cristovam Buarque. A investigação será feita sobre as contratações e processos em andamento de serviços prestados por empresas terceirizadas. Cristovam diz que é “estranho“ e “injustificada“ a medida. Segundo a assessoria do Ministério da Educação, Tarso considerou excessivamente elevado o orçamento para uma reforma em seu gabinete, que seria feito por uma empresa terceirizada. A reestruturação da sala custaria R$ 120 mil. Então decidiu enviar um ofício à CGU pedindo uma análise sobre os processos e acordos com esse tipo de empresa. No ofício, segundo relato do senador Antero Paes de Barros PSDB-MT),que diz tê-lo visto, Tarso pede uma investigação de serviços terceirizados contratados na “administração anterior“. A CGU afirmou que a vistoria era justificada pela “entrada de uma nova gestão“ e que não havia uma administração específica para ser analisada. O ofício, que chegou ao corregedor-geral, Waldir Pires, no último dia 3, no entanto, também não recomenda a verificação dos contratos e da empresa que faria a reforma. O órgão afirma que regularmente os contratos são verificados.   Cristovam, trocado por Tarso na reforma ministerial de janeiro, diz

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Número de escolas particulares no Estado triplicou desde 1996

Pesquisa do sindicato de estabelecimentos de ensino mostra que mais da metade tem até 100 alunos       Se abrir uma escola particular em São Paulo já foi um bom negócio, hoje é uma aposta de risco. Por quê? Por causa da concorrência desenfreada. Dados divulgados ontem pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp) mostram que de 1996 a 2003 o número de particulares quase triplicou. Enquanto o de alunos ficou praticamente estável. Não é à toa que 52,8% das escolas do Estado têm somente até cem alunos. Na capital, esse índice é de 56,5%. Muitas têm dificuldade de se manter. “Quem está tirando alunos da particular é a própria particular e não a pública, como às vezes se imagina“, diz o diretor do sindicato, Roberto Prado. Somente na capital, de 2002 a 2003, surgiram 118 escolas. Entre as regiões campeãs em expansão estão Freguesia do Ó e Penha (com 20 novas instituições cada uma). “A concorrência é muito grande. Você nunca tem a escola cheia. Muitas escolas conseguem cobrar abaixo da média porque não têm pessoal especializado, não estão regulamentadas nem têm método pedagógico“, diz Karen Giovana Queiróz Cardoso, diretora-administrativa da Escola de

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FNDE inaugura sala de atendimento institucional

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do Ministério da Educação, vai inaugurar na próxima quarta-feira, 17, a Sala de Atendimento Institucional. A sala é um espaço diferenciado de diálogo entre o Fundo e os representantes municipais, estaduais e federais. A cerimônia de abertura será às 18h30, no térreo do edifício sede do Fundo, no Setor Bancário Sul – Quadra 2 – Bloco F – Edifício Áurea, em Brasília.    O objetivo do FNDE é esclarecer dúvidas e prestar informações sobre os programas e projetos desenvolvidos pelo Fundo de maneira ágil e precisa, além de oferecer um tratamento cordial e especializado. Para isso, é necessário que o interessado agende o seu horário por telefone ou endereço eletrônico.    Segundo a assessoria parlamentar do FNDE, na Sala de Atendimento Institucional, prefeitos, parlamentares, secretários de educação e outras autoridades encontrarão informações centralizadas sobre as atividades do órgão. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, 9h às 17h. Para o agendamento, basta ligar nos telefones (61) 212.4609, 212.5808 e 212.4877 ou enviar um e-mail para atend.institucional@fnde.gov.br .     

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Estudo derruba mito de que o jovem é folgado

A maioria dos jovens brasileiros (80%) estuda, trabalha ou se ocupa de ambas atividades. Esta é uma das principais surpresas do inédito Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), que a Unesco divulga hoje. O estudo derruba o preconceito de que jovem não quer trabalhar e não gosta de estudar, informa o coordenador do novo relatório da Unesco, Julio Jacobo Waiselfisz. O IDJ também contesta outro mito, o de que violência é produto da pobreza. Ela é resultado da desigualdade. Estados onde acesso à escola é garantido e renda familiar é elevada registram altas taxas de mortalidade por acidente de carro, crime e suicídio. São Paulo, por exemplo, tem a segunda menor taxa de analfabetismo e a renda familiar per capita dos jovens é a segunda maior do País. O Estado, porém, aparece em 23.º lugar em mortes violentas. O Distrito Federal, com o maior número de alunos cursando a série adequada à idade e melhor renda, está em 22.ª colocação em homicídio e mortes em acidentes.   O Rio é o campeão em mortes violentas. O narcotráfico, que domina o Estado, explica em parte o resultado de 128,5 mortes em cada grupo de 100 mil jovens. Mas São Paulo e Distrito

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O livro em curso

O mercado editorial sempre alardeia que o cenário do livro no país está feio, mas é um quadro-negro nada pessimista o que tem se reproduzido no setor. O quadro-negro das salas de aula. Nunca houve no país tantos cursos voltados para o segmento. Além da veterana Escola do Livro, da CBL, e da Universidade do Livro, da Fundação Editora Unesp, que já ofereciam (e vêm aumentando a oferta de) aulas de curto prazo, o mercado terá neste ano a consolidação dos cursos de longa duração.    O “Publishing Management“, que está sendo dado na FGV do Rio, terá sua “dissidência“ “Programa de Formação Executiva na Indústria do Livro“ começando no dia 6 de abril na ESPM-RJ, ambos com duração de mais de 180 horas de aula e profissionais de primeira linha.    Agora será a vez de São Paulo. O “Publishing Management“ deverá ter versão na FGV-SP em junho/julho e a CBL deve inaugurar em 3 de maio o Curso de Aperfeiçoamento para Executivos do Mercado Editorial, na FEA-USP e na sua parceira FIA.    “O mercado editorial está vivendo uma profissionalização espantosa“, diz Miriam Goldfeder, da Universidade do Livro.     

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Tecnologia muda a educação

Em dois anos, aumentou de 41% para 65% o percentual de crianças e adolescentes, com idade entre dois e 17 anos, que têm contato com informática. Esse avanço da tecnologia mudou o cenário da educação. O aluno hoje tem interesse em buscar informações que despertam sua curiosidade, saindo da posição de mero ouvinte na sala de aula e tornando-se alguém que busca conhecimento.    “Os professores e a escola devem participar dessa mudança“, recomendou Ruy Castro, da Fundação Intel, na abertura da Febrace 2004 durante o 1º Seminário Brasileiro de Educação para a Criatividade, Inovação e Desenvolvimento Sustentável. Segundo Castro, esse quadro aumenta a criatividade e facilita a descoberta das habilidades da criança e do adolescente. A professora da USP, Rosely Lopes, que também participou da a mesa redonda Cenário Atual e Tendências da Educação no Brasil, afirmou que estimular as habilidades deveria ser a principal função da escola. “É preciso estimular os alunos a criar e desenvolver suas habilidades, sem medo de errar. Essa é a principal importância da realização das feiras de ciência nas escolas“, disse a professora que estava acompanhada de sua colega da USP, Sônia Teresinha de Souza Penin. 

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Biblioteca escolar atrai crianças na hora do recreio

O interesse pelos livros é tão grande entre os 400 alunos do pré-escolar à 4ª série do Colégio Termomecânica, em São Bernardo do Campo (SP), que eles disputam senhas para freqüentar a biblioteca durante o recreio. “Distribuímos cinco para cada uma das 13 turmas, mas sempre deixo entrar alguns que não têm senha”, afirma a infoeducadora Cláudia Guedes. “Livres para circular pelo espaço amplo, bonito, colorido, bem equipado e com acervo de qualidade e com a possibilidade de escolher o que fazer dele, as crianças trocam a brinquedoteca e as quadras esportivas pela biblioteca”.    Cláudia Guedes foi preparada para facilitar o acesso das crianças a informações na biblioteca de uma outra escola municipal de São Bernardo do Campo, onde já existem 60 espaços como o do Termomecânica. “Com a quantidade de informações que dispomos atualmente, o problema não é o acesso à informação”, afirma Edmir Perrotti, professor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Comissão Nacional do programa Leituração, da Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (Seea) do Ministério da Educação. “A questão é a competência para selecionar, interpretar e estabelecer relações entre elas,

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MEC quer ampliar ensino fundamental para nove anos

O secretário da Educação Infantil e Fundamental (Seif) do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Rodrigues, apresentou aos conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) a proposta de ampliação do ensino fundamental para nove anos. Segundo o secretário, a entrada das crianças de seis anos na escola reforça o propósito de inclusão no sistema educacional. “Quanto mais cedo lhes for assegurado o acesso à escola, maior probabilidade elas têm de concluir a escolaridade obrigatória e prosseguir os seus estudos”, disse.     O conselheiro Bizzo foi indicado para acompanhar o último dos sete encontros regionais promovidos pela Seif para discutir, com os Estados e municípios, as implicações pedagógicas, planejamento, implantação e o acompanhamento do MEC.    Para a próxima reunião do CNE, estão previstas a posse dos novos conselheiros e a criação de uma comissão para discutir e sugerir ações legais que possam dar suporte à ampliação do ensino fundamental para nove anos.    

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Justiça determina apreensão do dicionário Aurélio no Paraná

O desembargador Eraclés Messias, do Tribunal de Justiça do Paraná, autorizou ontem, por meio de liminar, a apreensão de 21 mil exemplares do novo dicionário Aurélio, editado pela Posigraf, do grupo Positivo. Messias aceitou pedido de tutela antecipada da Jemm Editores, do Rio de Janeiro. O Positivo informou que irá recorrer da decisão. Os sócios da Jemm, Joaquim Campelo Marques e Elza Tavares Ferreira, reclamam que seus nomes não foram citados como co-autores no expediente da nova edição do dicionário. Marques e Ferreira foram assistentes de Aurélio Buarque de Holanda. Com o grupo Positivo como editor do Aurélio, os colaboradores esperavam que o crédito da Jemm como co-autora fosse mantido. Mas os nomes do donos da editora carioca acabaram integrando a equipe lexicográfica. O advogado do Grupo Positivo, René Dotti, disse que vai contestar no Tribunal de Justiça a a decisão. Ele afirmou que a Jemm não pode reclamar de direito autoral do Aurélio. “Eles não têm direito à participação porque eram colaboradores e não co-autores“. Dotti, que apresentou cartas de Holanda se referindo aos reclamantes como colaboradores, disse que o “direito de executar uma busca e apreensão é inadequado, porque não há alegação de fraude“.

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