Tecnologia muda a educação

Em dois anos, aumentou de 41% para 65% o percentual de crianças e adolescentes, com idade entre dois e 17 anos, que têm contato com informática. Esse avanço da tecnologia mudou o cenário da educação. O aluno hoje tem interesse em buscar informações que despertam sua curiosidade, saindo da posição de mero ouvinte na sala de aula e tornando-se alguém que busca conhecimento.    “Os professores e a escola devem participar dessa mudança“, recomendou Ruy Castro, da Fundação Intel, na abertura da Febrace 2004 durante o 1º Seminário Brasileiro de Educação para a Criatividade, Inovação e Desenvolvimento Sustentável. Segundo Castro, esse quadro aumenta a criatividade e facilita a descoberta das habilidades da criança e do adolescente. A professora da USP, Rosely Lopes, que também participou da a mesa redonda Cenário Atual e Tendências da Educação no Brasil, afirmou que estimular as habilidades deveria ser a principal função da escola. “É preciso estimular os alunos a criar e desenvolver suas habilidades, sem medo de errar. Essa é a principal importância da realização das feiras de ciência nas escolas“, disse a professora que estava acompanhada de sua colega da USP, Sônia Teresinha de Souza Penin. 

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Biblioteca escolar atrai crianças na hora do recreio

O interesse pelos livros é tão grande entre os 400 alunos do pré-escolar à 4ª série do Colégio Termomecânica, em São Bernardo do Campo (SP), que eles disputam senhas para freqüentar a biblioteca durante o recreio. “Distribuímos cinco para cada uma das 13 turmas, mas sempre deixo entrar alguns que não têm senha”, afirma a infoeducadora Cláudia Guedes. “Livres para circular pelo espaço amplo, bonito, colorido, bem equipado e com acervo de qualidade e com a possibilidade de escolher o que fazer dele, as crianças trocam a brinquedoteca e as quadras esportivas pela biblioteca”.    Cláudia Guedes foi preparada para facilitar o acesso das crianças a informações na biblioteca de uma outra escola municipal de São Bernardo do Campo, onde já existem 60 espaços como o do Termomecânica. “Com a quantidade de informações que dispomos atualmente, o problema não é o acesso à informação”, afirma Edmir Perrotti, professor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Comissão Nacional do programa Leituração, da Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (Seea) do Ministério da Educação. “A questão é a competência para selecionar, interpretar e estabelecer relações entre elas,

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MEC quer ampliar ensino fundamental para nove anos

O secretário da Educação Infantil e Fundamental (Seif) do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Rodrigues, apresentou aos conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) a proposta de ampliação do ensino fundamental para nove anos. Segundo o secretário, a entrada das crianças de seis anos na escola reforça o propósito de inclusão no sistema educacional. “Quanto mais cedo lhes for assegurado o acesso à escola, maior probabilidade elas têm de concluir a escolaridade obrigatória e prosseguir os seus estudos”, disse.     O conselheiro Bizzo foi indicado para acompanhar o último dos sete encontros regionais promovidos pela Seif para discutir, com os Estados e municípios, as implicações pedagógicas, planejamento, implantação e o acompanhamento do MEC.    Para a próxima reunião do CNE, estão previstas a posse dos novos conselheiros e a criação de uma comissão para discutir e sugerir ações legais que possam dar suporte à ampliação do ensino fundamental para nove anos.    

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Justiça determina apreensão do dicionário Aurélio no Paraná

O desembargador Eraclés Messias, do Tribunal de Justiça do Paraná, autorizou ontem, por meio de liminar, a apreensão de 21 mil exemplares do novo dicionário Aurélio, editado pela Posigraf, do grupo Positivo. Messias aceitou pedido de tutela antecipada da Jemm Editores, do Rio de Janeiro. O Positivo informou que irá recorrer da decisão. Os sócios da Jemm, Joaquim Campelo Marques e Elza Tavares Ferreira, reclamam que seus nomes não foram citados como co-autores no expediente da nova edição do dicionário. Marques e Ferreira foram assistentes de Aurélio Buarque de Holanda. Com o grupo Positivo como editor do Aurélio, os colaboradores esperavam que o crédito da Jemm como co-autora fosse mantido. Mas os nomes do donos da editora carioca acabaram integrando a equipe lexicográfica. O advogado do Grupo Positivo, René Dotti, disse que vai contestar no Tribunal de Justiça a a decisão. Ele afirmou que a Jemm não pode reclamar de direito autoral do Aurélio. “Eles não têm direito à participação porque eram colaboradores e não co-autores“. Dotti, que apresentou cartas de Holanda se referindo aos reclamantes como colaboradores, disse que o “direito de executar uma busca e apreensão é inadequado, porque não há alegação de fraude“.

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Abril ficou com Ática e Scipione por R$ 116 milhões

O acordo de compra das editoras Ática e Scipione, assinado entre o Grupo Abril, que ficou com 100% do negócio, e a Vivendi Universal Publishing (antiga Havas e uma divisão da Vivendi Universal), foi de R$ 116 milhões (US$ 40 milhões), valor que o grupo vai pagar à empresa francesa, segundo fontes bem informadas sobre o negócio. A transação foi assessorada pelo Unibanco. Já foram anunciadas, inclusive, mudanças no comando das duas editoras.     O diretor-superintendente da Unidade de Negócios Educação, João Arinos, acumula esse mesmo cargo na Ática e Scipione, no lugar de Vicente Paz, que deixa a empresa. Na nova estrutura, são cinco diretorias. A área financeira fica com Luiz Barreto e a responsável pela diretoria administrativa é Vera Balhestero. Manoel Antonio P. Oliveira permanece no comando da diretoria de operações.     A diretoria editorial e comercial da Ática continua sob o comando de Alfredo do Amaral Chianca. Eliseu Urban assume como diretor de marketing, vindo da TVA. Já a diretoria editorial e comercial da Scipione, entre outras mudanças na empresa, fica interinamente com Arinos. “Em alguns casos, foram trocadas posições-chave, já que houve mudança também no capital acionário“, explica Arinos.     Abril e Vivendi

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Tarso Genro anuncia mudanças na Educação

O ministro da Educação, Tarso Genro, anunciou ontem no Rio como serão redistribuídos os recursos do salário-educação, depois das mudanças aprovadas em dezembro do ano passado. De acordo com a nova lei, 10% da arrecadação total, prevista em R$ 4 bilhões para este ano, serão desvinculados da verba repassada para Estados e municípios e ficarão retidos na União.     Segundo Genro, os 10% (R$ 306 milhões) serão aplicados no Programa Nacional do Transporte Escolar (PNTE), no Programa Fazendo Escola, no Educação de Jovens e Adultos (EJA) e no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), executados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (FNDE).  Para o PNTE serão destinados dois terços da verba desvinculada, complementando recursos anteriores já previstos, totalizando R$ 246 milhões – disse o ministro.     O Grupo Executivo da Educação – formado pelo Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), pela União Nacional de Secretários dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pelo MEC – vai decidir sobre a operação do PNTE. Os recursos devem ser destinados ao custeio do transporte de alunos residentes na área rural.     O presidente do Consed, Gabriel Chalita, comemorou o resultado. Transporte, que parece não ter a

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MEC busca acelerar inclusão da educação básica no Fundef

O Ministério da Educação (MEC) tenta acelerar a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Na prática, a medida implicaria a inclusão do ensino básico no atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef).    “O Fundef está cumprindo um grande papel, só que ele foi uma etapa que está superada“, disse o ministro Tarso Genro na quarta-feira (3), após reunião com os representantes da Campanha Nacional pelo Direito à Educação –composto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e Movimento dos Sem-Terra (MST), entre outras organizações.    Tarso convidou os representantes da campanha a integrarem grupo executivo para discutir as reivindicações da sociedade em relação à educação.     Além das mudanças no fundo, o grupo vai definir uma data para a realização da Conferência Nacional da Educação e propor mecanismos para o controle social do setor.    Ensino superior    O secretário-executivo do ministério, Fernando Haddad, e representantes de 11 entidades do ensino superior privado reuniram-se na quarta-feira (3) para debaterem tópicos do programa Universidade para Todos.     Foi levantada a

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Colégios de SP vão terceirizar professor por causa da crise

O ensino básico e médio pode ser um bom e um mau negócio no Brasil. Bom porque, com os olhos em lucros vultosos, cresce o número de empresas que estão dispostas a investir na educação de crianças e adolescentes (ver matéria nesta página). E mau, uma vez que as escolas particulares passam por uma crise financeira nunca antes vista. É exatamente esse paradoxo entre as oportunidades futuras e as dificuldades presentes que tem levado o sistema de educação a soluções pouco usuais. A mais polêmica delas é a terceirização de professores.     Difundida pelo ex-presidente do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo (Sieeesp), José Aurélio de Camargo, a proposta de mudar o esquema de contratação de professores já tem adesão de 49 escolas no Estado de São Paulo. Trata-se do projeto Colégio Brasil Novo. A idéia é formar uma holding de diversos colégios que buscarão reduzir suas mensalidades. Para isso, todos os professores serão contratos como pessoas jurídicas, fora do esquema da CLT.  Segundo Camargo, a ambição do economista, que é dono do Colégio Pequenópolis, um estabelecimento de ensino com 400 alunos em São Paulo, é ter 500 escolas em todo Brasil envolvidas até o começo do ano

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MEC dará apoio a quem ampliar ensino fundamental

Os Estados e municípios que quiserem incluir as crianças de seis anos no ensino fundamental vão contar com apoio técnico e pedagógico da Secretaria de Educação Infantil e Fundamental (Seif/MEC). Segundo a diretora do Departamento de Políticas Educacionais, Lúcia Lodi, a entrada da população infantil mais cedo na escola exige uma reestruturação didática e pedagógica do ensino fundamental. “É importante assegurarmos diretrizes pedagógicas coerentes e consistentes e acompanhamento dos sistemas de ensino responsáveis pela inclusão dessas crianças”, disse. Além disso, esses Estados e municípios poderão obter ajuda financeira do MEC, por meio de projetos aprovados na forma de Plano de Trabalho Anual (PTA).     A primeira etapa desse processo aconteceu durante o mês de fevereiro, quando a Seif promoveu sete encontros regionais, ocorridos em Campinas, Florianópolis, Rio Branco, Goiânia, Recife, São Luís e Belo Horizonte. Deles participaram representantes de mais de 250 municípios e 16 secretarias estaduais de educação. Nas reuniões, foram discutidas as implicações pedagógicas da ampliação do ensino fundamental e as experiências de municípios e Estados que já tornaram obrigatória a entrada das crianças de seis anos na rede de ensino. É o caso, por exemplo, de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Goiás e de

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