Pará discute a regionalização do livro didático

A programação da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que aconteceu em Belém (PA), na semana passada, teve como objetivo discutir propostas para a regionalização do livro didático no País. Além da Secretaria Estadual de Educação do Pará, o evento teve a participação de representantes das secretarias de educação dos estados do Amapá, Acre e Roraima.     Para uma platéia constituída, em sua maioria, por professores dos ensinos fundamental e médio das redes pública e particular do Pará, o presidente da SBPC, Ennio Candotti, falou sobre a necessidade e conveniência dos livros didáticos contemplarem as realidades locais. Ele convidou a todos para trabalhar para que os livros didáticos, “que formarão os cidadãos paraenses da próxima década”, falem das coisas do Estado: “Precisamos retirar as antologias do livro didático, onde a girafa é mostrada como se estivesse no quintal de sua casa”.    A secretária estadual de educação do Pará, Rosa Cunha, informou que a busca da regionalização do livro didático intensificou-se desde o ano passado e envolve os professores que analisam livros e pontuam aqueles que possuem maior grau de contextualização em relação à cultura regional. A secretária informou ainda que a temática foi

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Outra espanhola no mercado de didáticos brasileiro

A movimentação provocada pela compra da Best Seller pela Record não é a única novidade no mercado editorial brasileiro. Os sinais de vitalidade do setor também podem ser comprovados pela entrada de mais uma editora no mercado, a Edições SM — espanhola como a Planeta, que tem tirado o sono de alguns editores brasileiros. A SM fez sua apresentação oficial nesta semana anunciando um prêmio para estimular a literatura infanto-juvenil nacional, o Barco a Vapor, que vai dar R$ 30 mil a um original inédito em língua portuguesa, seja ele de um autor estreante ou consagrado. A primeira premiação acontecerá em setembro de 2005.     Com o prêmio, que existe há 25 anos na Espanha, a SM, que já atua no Chile, no México e na Argentina, quer mostrar a força e importância que a literatura de ficção para crianças e jovens tem em seu catálogo. Porém, ela também vai entrar firme num mercado que domina desde sua fundação, há 60 anos: o de livros paradidáticos e didáticos, tradicionalmente um rentável filão editorial no Brasil.     Para Alexandre Faccioli, diretor editorial da SM — que entra no mercado sozinha, diferentemente da também espanhola Santillana, que comprou em 2001

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Nova conquista de Sérgio Machado

O dono da Record, o editor Sérgio Machado, comemorou esta semana a aquisição da editora Best Seller, que pertencia ao grupo do empresário Richard Civita, o Nova Cultural, casa das novelas açucaradas das séries “Sabrina”, “Julia” e “Bianca”, vendidas em bancas de jornal. A Best Seller, criada em 1986 para edição de obras direcionadas a livrarias, tem 247 títulos em catálogo, com destaque para os livros de culinária de Ana Maria Braga, que já atingiram a marca de 300 mil exemplares, e os estrangeiros de Nora Roberts, Deepak Choppra e Michael Connelly. No bolo editorial de Sérgio Machado, a editora recém-comprada fica com a fatia de 5% do faturamento. Inicialmente. Animado e com muitos projetos, Machado quer aumentar a parcela, assim como o tamanho de seu grupo. Este mais recente negócio, diz ele, é uma maneira de queimar etapas — já que constituir catálogo não é coisa que se faça rapidamente — e ganhar vantagem no que ele mesmo chama de “guerra” do mercado editorial. Editoras que têm surgido com força, como a W11 e a Girafa, e estrangeiras como a espanhola Planeta, que chegam capitalizadas ao país, têm criado novos desafios ao setor.     O tradicional editor carioca,

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Ensino privado arrecadou R$ 26 bi em 2002 e gerou 1,3% do PIB

O setor privado de ensino arrecadou em 2002 com mensalidades R$ 26 bilhões e foi responsável por 1,3% do PIB. Os dados constam de um estudo da Fundação Getúlio Vargas divulgado ontem no 2º Congresso Rio de Educação. O estudo foi encomendado pela Federação Nacional das Escolas Particulares e mostrou também que o salário médio na área é de R$ 8.148 por ano. Essa média é 34% maior do que a verificada em funcionários do setor público de ensino, cujo salário médio anual foi de R$ 6.086 em 2002, e 116% maior do que a média de todo o setor privado, que foi de R$ 3.772. O faturamento de R$ 25,762 bilhões não significa, necessariamente, que as instituições tiveram lucro, já que a soma das despesas com pagamento de fornecedores, salários, obras, dívidas ou impostos pode ter sido maior.   Para o ensino básico, a pesquisa aponta uma tendência preocupante e já conhecida do setor privado: a oferta de vagas aumentou enquanto diminuiu a demanda. O número de estabelecimentos cresceu 10,3% de 1999 a 2002 no ensino fundamental, mas a matrícula diminuiu 1,3%. No ensino médio, a tendência foi a mesma: crescimento de 11,2% e queda de 8,3% nas matrículas.

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Record adquire Editora Best Seller

O namoro ponte-aérea já corria à boca pequena no mercado editorial brasileiro e não era negado pela Record: havia sim negociações em andamento para a aquisição da Editora Best Seller, selo da Nova Cultural. Em um determinado momento, segundo foi noticiado pela a Folha de S.Paulo, surgiu até o flerte de uma “outra namorada“, a Ediouro. Mas a editora paulista permaneceu fiel ao grupo carioca, encarou o noivado e terminou “casando“ na última semana. A compra da Editora Best Seller pelo Grupo Editorial Record foi formalizada na última sexta-feira, dia 20 de agosto. A editora paulista deixa então de ser um selo da Nova Cultural, de Richard Civita, e passar a integrar a família Record, de Sérgio Machado, ao lado de selos como José Olympio, Bertrand Brasil e Nova Era.     Com a efetivação da venda, encerrou-se oficialmente o acordo comercial que havia entre a Best Seller e a Varela Books, uma importante empresa de representação comercial do mercado livreiro brasileiro.     Segundo nota divulgada pela Varela Books, a empresa está atuando para que “a substituição da área comercial ocorra de maneira saudável“. A partir de hoje, portanto, a comercialização do catálogo da Best Seller – que possui

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Os xeroqueiros que se cuidem

Busca e apreensão. Estas duas palavras têm feito parte das ações mais recentes da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Na tarde desta última segunda-feira, 23 de agosto, duas ações policiais de busca e apreensão foram realizadas em empresas copiadoras localizadas nos arredores do campus Metrô Carrão da Universidade Cidade (UNICID), em São Paulo. O objetivo era claro: apreender cópias piratas de livros ou de porções deles. As ações foram resultado da atual política de combate à pirataria de livros empreendida pela ABDR e não são casos isolados – pelo contrário. Ações semelhantes já foram realizadas em Brasília e em Campo Grande (MS). Em São Paulo, há 12 pontos na mira da entidade, e ações de busca e apreensão já foram realizadas na Fundação Getúlio Vargas, na UniSantana e na PUC. No caso da UNICID, em uma das copiadoras, foram apreendidas 21 pastas de professores com cópias de livros, além das fotocópias não autorizadas que eram preparadas no local. As ações resultam de notícias crimes apresentadas pelos advogados da ABDR após um levantamento das atividades de pirataria nas copiadoras investigadas. No entanto, antes da ação policial, a entidade envia uma comunicação extrajudicial para a universidade e para a copiadora. Mas

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Unesco sugere a partidos uma política de Estado para o ensino

O Brasil perde tempo e desperdiça recursos quando um governo assume e decide reformular políticas de educação e ciência, que têm maturação lenta e frutos de longo prazo. Falta uma política de Estado e não só de governo para essas áreas, segundo Jorge Werthein, representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Inspirados em pactos como o de Moncloa, na Espanha, e no acordo pela educação, ciência e tecnologia que fez a Irlanda chegar ao 10.º lugar em desenvolvimento humano (IDH), em 2004, representantes de partidos vêm mantendo conversações desde fevereiro com a organização. Em entrevista ao Estado, Werthein, PhD em financiamento da educação, ressalta que esse pacto reduziria o desperdício e facilitaria o uso de recursos.    Estado – O MEC anunciou que terá R$ 1 bilhão adicionais no orçamento de 2005, enquanto alguns Estados dizem não ter dinheiro para bancar o ensino médio até o fim do ano. Quer dizer que o cobertor continua curto na educação?     Jorge Werthein – Cobertor curto existe em todos os países. A demanda é maior que a oferta de recursos. Países como o Brasil alocam recursos significativos, mas insuficientes. No entanto, sempre que

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Mutirão nacional para salvar o ensino infantil brasileiro

Existem 22 milhões crianças de 0 a 6 anos no Brasil. Se a questão fosse quantitativa, a educação infantil deveria ser uma das prioridades das políticas públicas para o setor. Mas não é isso que acontece desde a criação do Fundef, em 1996, quando os recursos públicos da área foram concentrados no ensino fundamental, relegando ao segundo plano a educação das crianças. Segundo dados do IBGE, na faixa etária de 0 a 3 anos, a taxa de freqüência à escola ou à creche é de apenas 10,6%. As creches para essa faixa etária foram praticamente abandonadas, e acabaram ficando sob a responsabilidade de igrejas, associações comunitárias e organizações não-governamentais (ONGs), muitas vezes sem condições de prestar bom atendimento. No caso de crianças de 4 a 6 anos, o índice de freqüência melhora e chega a 65,6%. Mas aí pesa a questão da falta de qualidade. Por conta da escassez de financiamento e de atenção, meninos e meninas são obrigados a enfrentar uma das etapas mais importantes para seu desenvolvimento físico e mental com professores despreparados e infra-estrutura precária. Para traçar uma Política Nacional de Educação Infantil com a participação de dirigentes estaduais e municipais de educação e de outros setores

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Proposta de criação do Fundeb já está na Casa Civil

O Ministério da Educação enviou nesta semana à Casa Civil da Presidência da República a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O novo fundo financiará a educação infantil, os ensino fundamental e médio, em todas as suas modalidades, a partir de 2005, em substituição ao atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).    Uma das principais mudanças do Fundeb, em relação ao Fundef, é a fonte de recursos. Hoje o Fundef é composto por 15% do total arrecadado pelos impostos e transferências: Fundo de Participação dos Estados (FPE), Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados proporcional às Exportações (IPIexp) e a desoneração das exportações prevista na Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir).     A proposta de criação do Fundeb prevê a participação de 25% de todos os impostos que compõem o Fundef e ainda acrescenta a mesma participação sobre o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto de Transmissão de Causa Mortis (ITCM), Imposto Territorial Rural (ITR) e o Imposto de Renda

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