Editoras trocam conteúdo por mais lucro

O mote “livro bom é livro que vende“ virou regra no mercado editorial brasileiro. Títulos com excelentes conteúdos, mas que não trazem receita, estão sendo descartados pelas editoras. O preciosismo perde lugar para a realidade imposta pelos números – a venda de exemplares saiu de 410 milhões de exemplares, em 1998, para 255 milhões no ano passado, uma queda próxima a 40% em cinco anos. “Não temos mais margem para errar com livros que dão prejuízo“, diz Bernardo Gurbanov, vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).     Com a expectativa de manutenção das vendas neste ano e pressionadas pelo interesse crescente das companhias internacionais no mercado local, as editoras estão buscando caminhos alternativos para ficar acima da média do setor e crescer. As estratégias incluem desde a oferta de produtos mais baratos para quebrar a mais reconhecida barreira ao acesso à leitura no país – a falta de renda dos consumidores -, até investimentos mais pesados em propaganda e diversificação dos pontos de venda.    A gaúcha L&PM, por exemplo, prevê um crescimento de 30% nas vendas de livros de bolso neste ano, para 1 milhão de exemplares, graças à utilização de pontos de venda pouco convencionais, explica o

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Gilberto Gil faz promessas joyceanas em Porto Alegre

A mesma Porto Alegre que foi palco do lançamento da primeira versão infantil de um dos romances mais enigmáticos do mundo viu na mesma semana a promessa de algo quase tão difícil quanto o trabalho de Donaldo Schüler.    No mesmo palanque em que o “patrono“ e outras cinco dezenas de convidados inauguraram a 50ª Feira do Livro de Porto Alegre, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que o governo apresentaria em dezembro um plano para o livro e a leitura no Brasil que “deve durar até 2022“. Gil foi além. “Aumentaremos em três anos o índice de leitura do país em 50%.“    Não ficou só na boca do compositor de “andar com fé eu vou/que a fé não costuma faiá“. No mesmo dia, pela tarde, dois assessores de Gil apresentaram com detalhes as silhuetas desse projeto, durante o 32º Encontro Nacional de Editores e Livreiros.    Galeno Amorim, coordenador do programa Fome do Livro, e o presidente da Biblioteca Nacional, Pedro Corrêa do Lago, afiançaram para mais de uma centena de profissionais que participaram do evento organizado pela Câmara Brasileiro do Livro que as coisas correriam bem.    Amorim disse que 2005, escolhido Ano Ibero-Americano da Leitura

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Mudanças no processo de aquisição do Livro Aberto

O Programa Livro Aberto da Fundação Biblioteca Nacional terá mudanças em seu processo de aquisição de livros. Outrora conhecido como Fome de Livro, o programa governamental tem por objetivo zerar o número de municípios brasileiros sem bibliotecas até o fim do governo Lula. Em e-mail encaminhado a várias editoras que tiveram títulos selecionados para o programa pela FBN, a Coordenadora-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Maria Regina Sales, comunica: “Por orientação da Coordenação-Geral de Planejamento e Administração e da Procuradoria Federal da FBN foi suspenso o processo de aquisição dos livros para o Programa Livro Aberto através de Inexigibilidade de Licitação. Informo que todos os títulos serão adquiridos através de processo licitatório na modalidade Pregão.“ Ainda não foram divulgadas informações sobre como funcionará o pregão.         Dia do livro deve ser comemorado   O Estado de S. Paulo – por Galeno Amorim     Neste 29 de outubro, quando se comemora o Dia Nacional do Livro, certamente não passará batida por toda parte deste País aquela incômoda pergunta que, durante anos a fio, não tem querido se calar: mas festejar o que? Afinal, argumentam as mais diferentes vozes, de escritores a editores, de livreiros a bibliotecários,

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Setor editorial discute tática para conter queda na venda de livros

Livreiros e editores se reúnem entre 28 e 30 de outubro, em um encontro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, para delinear estratégias que tentem reverter a queda verificada pelo setor na venda de livros no Brasil. De acordo com dados da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que serão apresentados no 32º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, caiu em 8% o número de exemplares vendidos no ano passado, se consideradas apenas as vendas para o mercado, e em 20%, se levadas em conta também as vendas para o governo federal.    Entre os motivos que levam a essa queda, segundo o setor, estão o aumento da reutilização e do empréstimo de livros e a queda do número de alunos matriculados em escolas particulares. O crescimento das escolas e órgãos públicos cujo material didático é editado por eles mesmos, e não pelas editoras de livros didáticos, também contribui para o encolhimento das vendas, de acordo com a câmara.    “Nosso encontro servirá para verificarmos vários itens que afetam o mercado, inclusive em relação às autoridades. O índice de vendas para órgãos públicos [federais, estaduais e municipais] é de 53% do total das vendas“, afirmou o

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Boletim Fome de Livro

  Ministro Gilberto Gil anuncia Câmara Setorial do Livro e Leitura    O ministro Gilberto Gil anunciou na segunda-feira, 25/10, em São Paulo, a criação das Câmaras Setoriais da Cultura nas áreas de Música, Artes Cênicas, Artes Visuais e Livro e Leitura. A decisão, no caso do Livro e Leitura, institucionaliza o espaço de debate e concertação iniciado em junho com uma série de debates e reuniões com editores, livreiros, escritores, bibliotecários, professores e órgãos de governos federal, estaduais e municipais. Como resultado concreto até agora, estão em fase final de elaboração a proposta de Política Nacional do Livro, Leitura e Bibliotecas e a regulamentação da Lei do Livro, entre outros. Segundo Gil, a própria Câmara Setorial definirá a composição do Conselho Nacional do Livro e Leitura, que constará do decreto de regulamentação a ser assinado em breve.    Setor prestigia cerimônia de lançamento da Câmara Setorial    Foi bastante prestigiada por profissionais e dirigentes do mercado editorial e livreiro e entidades de escritores a cerimônia de lançamento da Câmara Setorial do Livro e Leitura. Presidentes e ex-presidentes das diversas entidades da área (CBL, Snel, Libre, ANJ, UBE, entre outras), além dos dirigentes de inúmeras grandes, médias e pequenas editoras

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Plano do Livro e Leitura será concluído até final do mês de Outubro

O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) estará concluído até o final de outubro. O primeiro plano do gênero no País tem a participação de 13 ministérios – Educação, Cultura, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologia, Saúde, Trabalho, Meio Ambiente, Agricultura, Fazenda, Integração Nacional, Planejamento – e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), com coordenação do Ministério da Cultura, responsável institucional pela política cultural no País. Fazem parte do Plano Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Embrapa, entre outros.    A construção do PNLL Fome de Livro para 2005/2007 é feita de forma coordenada pelos ministérios da Cultura e da Educação, com a participação dos órgãos do governo federal em reuniões e oficinas de trabalho mensais. Além do governo federal, vão integrar o PNLL Fome de Livro os governos estaduais, prefeituras, universidades, centros de pesquisas e organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc). Cem encontros foram realizados em 2004 para

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Gilberto Gil lança Fome de Livro na Bahia

O ministro da Cultura Gilberto Gil lançou no dia 22 de outubro, em Salvador, o Programa Fome de Livro, que visa aumentar em 50% o índice de leitura no Brasil, em um prazo de três anos. O anúncio oficial foi feito na visita de Gil à Biblioteca Petrobras, na capital baiana, onde deu palestra sobre a importância da leitura como recurso auxiliar para o exercício da cidadania. “Pela primeira vez, o governo federal está implantando uma política pública para o segmento da leitura“, afirmou o ministro.     Entre as metas do programa estão previstas a implantação de duas mil bibliotecas, especialmente nas cidades que não dispõem de salas de leituras; distribuição de um milhão de livros gratuitos, a cada ano, em estádios, e outro um milhão em cestas básicas; formação de cem mil mediadores de leitura; e financiamento a editoras para aumentar a tiragem das publicações e reduzir custos.     O tema também é debatido no dia 25 de outubro no lançamento das Câmaras Setoriais de Cultura, no Espaço da Cinemateca Brasileira, onde o coordenador do Fome de Livro, Galeno Amorim, vai expor as estratégias para o setor. O programa integra o Plano Nacional do Livro e Leitura

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A duras penas

Depois de anunciar, durante a Festa Literária Internacional de Paraty, a renovação do Programa de Apoio à Tradução, a Biblioteca Nacional (BN) já tem a lista de seus primeiros contemplados com o cheque de US$ 3 mil para o auxílio na versão de autores brasileiros para o inglês, espanhol e francês. O projeto fez com que reascendesse no mercado editorial a esperança da expansão da literatura brasileira no exterior, já que hoje sua aceitação no mercado mundial é mínima.     Na lista divulgada pela BN, sete editoras foram beneficiadas com a verba para tradução de 11 livros de diferentes autores. Com isso, apenas US$ 36 mil dos US$ 174 mil previstos para o programa em 2004 estão comprometidos. Como esclarece o cordenador-geral do Livro e da Leitura, Luciano Trigo, responsável pelo programa, a renovação foi importante:     – O programa já existia, mas achamos que ele era feito de forma aleatória. Então, fizemos um levantamento do que era importante na literatura brasileira e que ainda estava inédito em inglês, francês ou espanhol e publicamos três livros – um para cada língua – apenas com o primeiro capítulo dessas obras, para avaliação de editores. Tentamos dosar autores consagrados com

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Começa a distribuição dos livros didáticos

O Ministério da Educação começou em 22.10.04 a distribuição dos livros didáticos destinados aos alunos das escolas públicas de ensino fundamental e ensino médio. No total, serão distribuídos 95.848.161 livros didáticos, sendo 93.143.113 para o ensino fundamental e 2.705.048 para o ensino médio. Para a distribuição, o MEC gastará R$ 68,4 milhões, por meio de contrato firmado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE/MEC) e os Correios. Até o início do ano letivo de 2005, todas as escolas públicas receberão os livros didáticos.    Serão beneficiados mais de 25 milhões de estudantes do ensino fundamental e 1,3 milhão do ensino médio de cerca de 140 mil escolas. Para a aquisição do acervo, o investimento foi de R$ 488 milhões. Pela primeira vez, o Ministério da Educação estará distribuindo livros didáticos para as escolas de ensino médio. O projeto é piloto e destina-se aos alunos da 1ª série do ensino médio matriculados em escolas públicas das regiões Norte e Nordeste. Os livros são de matemática e língua portuguesa.    Já os livros do ensino fundamental são de língua portuguesa (incluindo alfabatização), matemática, história, ciências e geografia. Serão atendidos todos os alunos de 1ª, 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries.

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