Câmara de Educação Básica elege novo presidente

O paulista Antonio César Russi Callegari, conselheiro recém-empossado, é o novo presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE). Para a vice-presidência, foi eleita Cléia Brandão Alvarenga, da Faculdade Católica de Goiânia. Ex-secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Callegari pretende começar a implementação dos planos definidos pela Câmara durante as reuniões da semana.     Ele acredita que um dos pontos mais importantes é a reformulação do sistema de financiamento da educação básica. “Isso significa a participação do CNE nos debates sobre a construção de um novo pacto federativo para a educação no País, do qual devem participar estados e municípios, educadores, estudantes, órgãos governamentais, o Congresso Nacional e as assembléias legislativas”, disse. “Talvez seja a grande oportunidade de discutirmos a prioridade que a educação básica deve ter no Brasil”.    Dentre os desafios que a Câmara de Educação Básica terá pela frente, está a formação de professores. “Não há educação de boa qualidade se não tivermos professores de boa qualidade. Esse é um dos eixos estruturantes da Câmara de Educação Básica”, afirmou Callegari. Além disso, está prevista para este ano a revisão do Plano Nacional de Educação.    Pareceres — Na quarta-feira, 5, primeiro

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Ensino fundamental será avaliado em todo o País

O governo federal, em parceria com os estados, municípios e universidades, vai implementar políticas e mobilizar a sociedade pela qualidade da educação básica, atuando diretamente na escola. Entre as medidas estão a avaliação do ensino fundamental em todos os estabelecimentos escolares do País, a realização de uma pesquisa com os pais dos alunos e comunidade escolar e a criação da Escola Nacional de Gestores Escolares. Ao mesmo tempo, serão desenvolvidos programas para melhorar a qualidade do aprendizado dos estudantes brasileiros. A proposta foi apresentada ontem, 5, pelo ministro Tarso Genro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou a sua execução.     Está prevista para novembro a aplicação de provas e questionários a 7,5 milhões de alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental de 169 mil escolas. Para que o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) seja ampliado, será criada a Rede Nacional de Avaliação com a participação de estados e municípios que aderirem ao programa. Em 2005, a avaliação será estendida à 3ª série do ensino médio.     Avaliação – Ao realizar uma avaliação periódica do desempenho dos alunos por escola, o governo pretende valorizar o processo de aprendizagem, promover políticas de eqüidade

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Livro detalha ensino médio no Brasil

O Ministério da Educação põe à disposição dos gestores de política governamental, escolas e universidades o livro Ensino Médio, Ciência, Cultura e Trabalho, organizado pelos especialistas em educação Gaudêncio Frigotto e Maria Ciavatta. A publicação é um dos resultados do seminário Ensino Médio: construção política, promovido no ano passado pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec), hoje Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação.    O seminário foi precedido de oficinas preparatórias sobre quatro grandes temas: os jovens e a política curricular; a formação de professores; a gestão democrática e o livro didático. A publicação é uma conseqüência dos debates entre especialistas em educação, estudantes e representantes do Governo e de entidades educacionais. “Ao publicar o livro, o MEC devolve à sociedade, de forma sistematizada, um conhecimento por ela produzido, cuja essência, se apropriada pelo governo, pode potencializar transformações desejadas há muito”, disse o secretário de educação profissional e tecnológica, Antonio Ibañez Ruiz.    Os interessados em adquirir a obra, já distribuída em escolas públicas de ensino médio e nas secretarias estaduais de educação, devem fazer o pedido no endereço eletrônico ensinomedio@gov.mec.br      

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Programa de formação de professores vai receber R$ 8,68 milhões

Foi publicada no Diário Oficial da União do dia 3/05 a resolução que regulamenta o Programa de Formação de Professores em Exercício (Proformação). O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação irá liberar, nos próximos dias, os recursos destinados ao programa. Para sua execução, foram destinados pela União R$ 8 milhões e 685 mil, que serão liberados em duas parcelas, até o final deste ano.     Desde 1998, o Proformação capacita professores da 1ª à 4ª série do ensino fundamental e das classes de alfabetização da rede pública por meio de cursos de magistério de nível médio. Implementado pelo Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola) em 1998 e funcionando sob a responsabilidade da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), o Proformação é desenvolvido em parceria com estados e municípios, tendo capacitado mais de 30 mil professores nos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo a gerente do programa, Luciana Gatto, o nível de aprovação dos professores é de mais de 85%, e 60% deles são oriundos da área rural.       Novidades – A partir de julho, os professores do estado do Amazonas, que estavam fora da capacitação desde 2002, voltam a ser treinados,

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Leitura distante

MEC decide suspender edital de definição dos livros infantis que seriam distribuídos em 2005 a alunos da rede pública, alegando que é preciso avaliar se obras estão sendo realmente lidas     A formação de um leitor pode começar num dia de chuva em que não há nada de bom na TV, ninguém para brincar na rua e se é jovem o suficiente para transformar a primeira incursão às prateleiras de livros de casa numa paixão para toda a vida. Às vezes, não é preciso chuva nem falta de opções de lazer, mas um elemento, certamente, é indispensável para que essa paixão comece: o livro. O Ministério da Educação, no entanto, acredita que os títulos distribuídos à rede de ensino público por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) podem estar apenas juntando poeira na casa dos alunos. Por essa razão, suspendeu o lançamento do edital do PNBE, que aconteceria este mês, para a escolha dos títulos não-didáticos a serem distribuídos em 2005.     Sob a coordenação da Secretaria de Educação Fundamental (SEF, que tratava da seleção dos livros desde o surgimento do Programa, em 1998) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE, responsável pela aquisição

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Biblioteca Nacional inova

Um prêmio de R$ 80 mil e uma nova revista literária, bolsas para pesquisa, coedições e exposições, um novo programa de incentivo a traduções: tudo isso está nos planos da Biblioteca Nacional para este ano. Segundo o coordenador-geral do Livro e da Leitura, Luciano Trigo, o objetivo é reformular os projetos da Biblioteca voltados para a literatura. A partir de agora, eles serão julgados por um conselho consultivo formado por intelectuais de peso, que também vai escolher o melhor livro de literatura (poesia, conto e romance) publicado em 2003.     Com base no sucesso da revista Nossa História, cuja tiragem já chegou aos 50 mil exemplares, a Biblioteca Nacional planeja dar um novo formato à Revista do Livro. A revista Poesia sempre também será modificada. Trimestral, tratará só de poesia brasileira, abrindo espaço para ensaios e textos inéditos. Uma ampla reforma está sendo feita para abrigar exposições permanentes dos tesouros da biblioteca, como a Bíblia de Mogúncia. Entre as exposições, está prevista, em junho, uma megacomemoração dos 60 anos do compositor Chico Buarque, que vai ceder manuscritos inéditos para o acervo. A BN também publicará, em co-edição com a Garamond, um livro sobre Chico. Outra co-edição será feita com

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São Paulo ganha mapa da juventude

Saber onde vivem os jovens, quais os seus gostos e objetivos são dados fundamentais para a elaboração de políticas públicas. Com essa premissa, pesquisadores do Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (Cedec) fizeram um mapeamento da presença juvenil na cidade de São Paulo.     O Mapa da Juventude, encomendado pela prefeitura do município, pretendeu verificar homogeneidades e segregações dos jovens no espaço urbano paulistano. A pesquisa ouviu pessoas entre 15 e 24 anos nos mais diversos bairros da capital em 2003.     Os resultados do estudo foram apresentados no artigo A construção do mapa da juventude de São Paulo, da Lua Nova: Revista de Cultura e Política, publicação do Cedec. As autoras foram Aylene Bousquat, que também é professora do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos, e Amélia Cohn, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.     A primeira etapa da pesquisa consistiu na divisão de São Paulo em cinco grandes áreas, agrupando os 96 distritos administrativos nas chamadas Zonas Homogêneas (ZH). O intuito foi elaborar o Indicador Composto Juvenil (ICJ), uma espécie de ranking que leva em conta as condições de vida da

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Boletim Fome do Livro – Definindo o acervo

Mais de 40 bibliotecários, técnicos e especialistas em leitura devem concluir nesta semana o trabalho de avaliação das obras que vão formar o acervo das mais de mil bibliotecas que o Programa Fome de Livro vai instalar nos municípios brasileiros que ainda não têm a sua. Na última semana, a equipe que integra a comissão de seleção dos livros trabalhou, em média, mais de dez horas diárias para analisar e pontuar cada uma das mais de 22 mil obras inscritas. Serão selecionados, na fase inicial do programa, 2 mil títulos de Ficção (30%), Não-ficção (30%) e Infanto-Juvenil (40%). Outras 500 obras serão escolhidas e adquiridas nos próprios estados e destinadas às bibliotecas pelo Projeto Quero Ler e seus parceiros (empresas, instituições e Governo Federal). O resultado final da seleção será divulgado em cerca de 30 dias.   Vários ministérios no Fome de Livro    Representantes de diversos ministérios, estatais e programas do Governo Federal na área do livro, leitura e bibliotecas se reuniram na última quinta-feira, no auditório do Ministério da Cultura, em Brasília, para debater a integração das ações e projetos no Programa Fome de Livro. Estiverem presentes dirigentes e técnicos dos ministérios da Cultura, Educação, Trabalho, Saúde, Fazenda

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Prefeitos querem que União se responsabilize por Fundeb

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) entregou nesta quarta-feira (28) ao ministro da Educação, Tarso Genro, um documento que pede que os recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica) sejam destinados pela União.     “Não podemos onerar mais ainda os municípios“, afirmou o presidente da comissão de educação da FNP, Newton Lima Neto, prefeito de São Carlos. Uma possibilidade no novo projeto é que as prefeituras entrem com parte da verba.     O Fundeb vai substitui o atual Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental) e deve ser enviado ao Congresso como projeto de lei. A proposta ainda não está fechada.     Neto pediu também mais participação das prefeituras nas discussões. “É preciso que os estudos a serem realizados contem com a participação dos municípios, para que possamos fazer todas as simulações, de modo a que o Fundeb venha ao encontro do que nós queremos“, disse.     Tarso afirmou que o projeto será feito após amplos debates e consultas à FNP. O assunto voltará a ser discutido no próximo dia 18, em Goiânia, quando haverá reunião da entidade.        

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