Grupo Positivo cria empresa para concentrar negócios

Pela primeira vez o Positivo vai investir em uma campanha de marketing nacional para divulgar suas operações. O paranaense Grupo Positivo, que atua nas áreas de educação, informática e gráfica, está reforçando sua atuação no mercado editorial. O grupo anunciou ontem a criação da Editora Positivo, que passa a concentrar todas as operações nesta área, com um portfólio de mais de 100 obras, com foco na área de educação e destaque para o “Dicionário Aurélio“. “Até 2007 queremos estar entre as cinco maiores editoras do País“, diz Oriovisto Guimarães, diretor-presidente do grupo paranaense.     Investimentos     Com investimento de US$ 1 milhão, a Editora Positivo vai consolidar as operações que já vinham sendo realizadas pelo grupo neste segmento. A área editorial surgiu com os primeiros livros didáticos lançados pelo grupo, que foi fundado em 1972 a partir de um curso pré-vestibular. A atividade ganhou fôlego e posteriormente foram criadas a Editora Nova Didática e a Distribuidora Positivo, que foram extintas e cujas atividades passam a ficar sob a tutela da nova editora. “O mercado não tinha, até agora, uma idéia muito clara de que o Positivo atua nesse segmento. O grupo é sempre muito associado a sistema de

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Escolas comercializam seus próprios métodos de ensino

A eficiência com que os cursos preparatórios, surgidos em sua grande maioria entre os anos 60 e 70, colocavam alunos nas principais universidades brasileiras fez com que suas marcas ganhassem a confiança de pais e estudantes. De lá pra cá, foi um passo para que expandissem seus métodos a outros níveis de ensino e alcançassem até mesmo colégios tradicionais. Os sistemas de ensino estão presentes em milhares de escolas, não só no país mas também no exterior. Comercializam material didático (apostilas, cadernos de exercícios e CD-ROM, entre outros) e oferecem treinamento a professores e coordenadores pedagógicos, além de serviços como cursos e palestras.     Uma das mais recentes incursões nesse mercado é a da católica Rede Salesianas de Escolas, que tem mais de 120 anos no Brasil. Com cerca de 90 mil alunos espalhados por 110 escolas, a rede acabou de desenvolver material didático próprio: vai introduzi-lo em suas unidades e partir para a sua comercialização no ano que vem. “As escolas religiosas têm perdido por ano cerca de 2% dos alunos. Não costumamos ter muitas estratégias de marketing e acabamos ficando isolados. Chegou a hora de mudar isso“, diz o padre Nivaldo Luiz Pessinatti, presidente da Conferência dos

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Inep terá sistema de controle de gastos públicos em Educação

Em outubro, o Inep apresentará o protótipo do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) para órgãos e entidades relacionadas ao financiamento público educacional. O encontro será em Brasília. A previsão é de que o Siope seja lançado oficialmente no primeiro semestre de 2005. A ferramenta permitirá o acompanhamento on-line das receitas e despesas públicas relativas à educação.     A exemplo do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde e que já existe há 5 anos, o Siope foi concebido com a finalidade de ajudar os gestores públicos no planejamento e na aplicação de recursos públicos voltados à educação, principalmente nas esferas estadual e municipal, além de permitir o acompanhamento e o controle desses gastos também pela sociedade. 

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Diferença entre escola pública e paga é maior até 8.ª série

As escolas públicas de ensino fundamental estão menos equipadas do que as de ensino médio, se comparadas com as instituições privadas. A conclusão é de um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep). Levando em conta a existência de laboratório de ciências, quadras de esporte, acesso a internet e bibliotecas, a distância entre as redes de ensino, já conhecida, mostra-se maior no ensino fundamental. “A diferença de infra-estrutura e acesso a recursos no ensino médio entre públicas e privadas não é tão grande. Já no ensino fundamental, sim. Aí as particulares estão bem mais à frente nesses quesitos“, afirma o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, responsável pelo levantamento.     Aparelhando – Segundo Quadros, setor público está se aparelhando. Mas, por enquanto, o hiato entre as redes ainda é maior no ensino fundamental. “Acredito que seja pela forma como foi expandida a rede de ensino fundamental e a de ensino médio. Na primeira, a grande quantidade de escolas por todo o País foi priorizada. No ensino médio, houve preocupação maior com os equipamentos.“ O levantamento, chamado O Ensino Privado em Números, foi feito com dados de 2003. Além

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Para construir leitores

Ele já ajudou a construir centenas de casas, mas talvez nenhuma como a dele próprio, com 40 mil livros e um nome, Biblioteca Comunitária Tobias Barreto, localizada no bairro de Vila da Penha, no Rio de Janeiro. O pedreiro sergipano Evando dos Santos, 40, declamou poesias enquanto era entrevistado e, além do autor preferido —o que deu nome à casa-biblioteca—, falou de Pablo Neruda, Che Guevara, Machado de Assis, Voltaire, Ramsés, Dom Pedro, Gabriela Mistral e Aluízio Azevedo. “Livro para mim é vida.“    Evando estudou na roça, na cidade de Aquidabã (SE), até o que ele acredita ser o segundo ano do ensino fundamental. “Quando eu ouvia falarem de língua portuguesa, pensava que portuguesa era uma pessoa, acredita?“ Como não havia livros em sua casa e ele deixou cedo a escola, a possibilidade de que surgisse alguma intimidade com a leitura era remota. “Meu único contato era com a literatura de cordel, que eu ouvia nas ruas“, conta.    Apesar das condições contrárias e da pouca educação formal, a erudição do pedreiro e sua história são uma rara exceção no universo da leitura no Brasil —Evando lê cerca de dez livros por mês, o que o coloca muito acima

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Alíquota zero para livro técnico não pode ser usada

A redução para zero da alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para importação e comercialização de livros técnicos e científicos não trouxe nenhum efeito prático para as editoras. A afirmação é do consultor Alessandro D’Andrea, da WAP Consultoria Tributária.     Foi editada em julho deste ano, a Lei 10.925, fruto de conversão da Medida Provisória 183 que trazia, dentre outras informações, a redução da alíquota dos tributos. Segundo D’Andrea trata-se, no entanto, de norma dependente, ou seja, há a necessidade de ocorrer a edição de norma conjunta do Ministério da Educação e da Secretaria da Receita Federal, de modo a estabelecer o conceito e de qual forma será aplicável esta norma. Segundo ele, a norma foi editada em um momento de euforia por parte do governo, para acalmar as crescentes críticas à sua política econômica. “Trouxeram uma norma, em que se lê alíquota zero, deixando a idéia de que o governo estaria incentivando o mercado editorial para desenvolvimento da educação e da cultura no país, porém isto não aconteceu.“     Para o consultor, a norma não trouxe nenhum efeito prático para as editoras. “Se as empresas deixaram de

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Plano B

Vai ganhando corpo no Planalto Central uma inédita política para o universo do livro brasileiro. O Plano Nacional do Livro e Leitura acaba de delinear os que devem ser seus quatro braços.    Aí vão: 1) democratização ao acesso ao livro e leitura (o que inclui abertura e distribuição de bibliotecas por todo o país); 2) investimento na formação (seja de professores, bibliotecários ou mediadores da leitura); 3) valorização do livro no imaginário coletivo (com campanhas em TV, rádio etc.); 4) apoio às cadeias produtivas e criativas do livro (política de fomento aos editores, linhas de créditos para aberturas de livrarias e prêmios para escritores).    O comandante do projeto, Galeno Amorim, diz que o plano deve entrar em prática em dezembro, em decreto de mr. Lula. Além dos ministérios da Cultura e da Educação (cujos titulares devem dividir ineditamente o timão), estão envolvidos no projeto mais dez ministérios, além de estatais e outras Funartes. Para centralizar as contas dessa Babel, está sendo desenvolvido um Fundo Nacional do Desenvolvimento do Livro e Leitura.    Essas e outras milongas devem ser debatidas, em Belém (PA), na Feira Pan-Amazônica do Livro. O encontro é mais um aquecimento para Fórum Nacional de Leitura

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MEC expõe políticas públicas

O secretário adjunto do Ministério da Educação (MEC), Jairo Jorge da Silva, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Eliezer Pacheco, e o presidente da Capes, Jorge Guimarães, visitaram a Ulbra/Canoas no dia 25 de setembro, em encontro de três horas, onde expuseram as mudanças da política educacional do país. Jairo destacou o crescimento de 3,4 milhões no orçamento do MEC em 2005, devendo atingir R$ 20,7 bilhões, a serem empregadas em 4 grandes áreas prioritárias: alfabetização, Ensino Básico, Educação Tecnológica e Profissional e reforma universitária (prevendo maiores investimentos nas federais). O presidente da Capes anunciou que a fundação crescerá 35% no orçamento, o maior salto em toda sua história, especialmente em programas que capacitem pesquisadores para a indústria nacional, para atender às prioridades da nova política industrial do governo Lula.     Recebidos pelo reitor da Ulbra, Ruben Becker, os dirigentes do MEC reuniram-se com pró-reitores, diretores e professores de unidades e cursos das oito unidades do Estado, enquanto diretores dos seis campi do Norte e Centro-Oeste participaram em sistema de telerreunião. Na alfabetização, Jairo assinalou que a meta prioritária é alfabetizar 1 milhão de crianças até 12 anos. Já os programas de Educação de

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TV Escola apresenta debate sobre o Fundeb

A TV Escola do Ministério da Educação apresenta, no dia 2 de outubro de 2004, às 15h, a teleconferência sobre a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada dia 22 de setembro de 2004 no auditório do edifício-sede do MEC, na Esplanada dos Ministérios. Foram quase duas horas de apresentação e debates, mediados pelo jornalista Geraldo Canali e abertos pelo ministro da Educação, Tarso Genro. Professores, especialistas em educação e outros cidadãos participaram da teleconferência, transmitida ao vivo pela Embratel, em auditórios de todas as unidades da Federação. As perguntas foram feitas por telefone, e-mail e diretamente do auditório do MEC.    O secretário de Educação Básica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, destacou que o debate serve para socializar propostas e problemas. “É importante ouvir a base”, comentou. O Ministério da Educação, após ter participado de vários colóquios e debates, fez uma Proposta de Emenda Constitucional, que se encontra na Casa Civil da Presidência da República. O MEC, porém, continua aberto ao diálogo para aperfeiçoar o texto, que deve ter sua versão final em 30 dias.     Francisco das Chagas lembrou que o Fundeb é um

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