MEC quer que recém-alfabetizados continuem estudando

O novo secretário responsável pelo programa Brasil Alfabetizado, Ricardo Henriques, quer potencializar os bons resultados obtidos pelo MEC, referindo-se aos três milhões de alfabetizados em 2003 e à prioridade de atendimento às regiões com mais analfabetos. “Precisamos criar um foco crescente para que as famílias alfabetizadas possam continuar imediatamente na Educação de Jovens e Adultos“, afirma Henriques.     Enquanto a alfabetização está a cargo da Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo, a Educação de Jovens e Adultos é responsabilidade da Secretaria de Educação Infantil e Fundamental (Seif). O ministério pretende articular estas duas modalidades de educação, pois a continuidade do processo educacional garante que o alfabetizado use a linguagem escrita e mantenha o aprendizado. Caso contrário, ele se arrisca a voltar à condição de analfabeto.     Para Henriques, a alfabetização de adultos deve ser entendida como a porta de entrada para a inclusão educacional, dando prioridade aos jovens, promovendo a aceleração escolar dos que estão defasados em termos de série e idade e, finalmente, encaminhando-os para o ensino profissionalizante ou médio. As diversas fases serão coordenadas no MEC, articulando o Brasil Alfabetizado com outros programas, como o Diversidade na Universidade, da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). 

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Grupo Abril teria adquirido o total de Ática e Scipione

Anúncio de compra da maior editora de livros do País deve ser feito hoje. De acordo com fontes do mercado editorial, o Grupo Abril teria fechado, na última sexta-feira, contrato de compra do controle acionário integral das editoras Ática e Scipione, das quais detinha até então 50% das ações. O negócio teria sido fechado com a Vivendi Universal Publishing, subsidiária da Vivendi Universal, que desde 1999 dividia com o grupo brasileiro o controle da maior editora de livros do País, adquirida em parceria na época por US$ 100 milhões. Consultados, executivos da Editora Abril não quiseram confirmar mas não desmentiram a informação.     O Grupo Abril e a Vivendi (na época com a sua subsidiária de nome Havas) anunciaram no final de agosto de 1999 a compra do total do capital acionário das editoras Ática e Scipione, que juntas já lideravam com mais de 30% de participação nas vendas no mercado de livros didáticos no Brasil. Com a transação, a Abril retornou ao segmento de livros didáticos, em que atuou nos anos 70. Outro dado da época é que a antiga Havas havia se associado ao grupo brasileiro por meio de sua subsidiária espanhola, a Anaya.     “No

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Freio de mão

O dia 27 de fevereiro é “conhecido“ como o Dia Nacional do Livro Didático. Mas esse segmento editorial não anda assoprando velas e batendo palmas.    Donas da fatia indiscutivelmente maior do universo do livro, as editoras escolares começaram o ano de testa enrugada -e começos de anos, obviamente, são seus filés mignons (as vendas de janeiro a abril representam 80% do faturamento dessas editoras).    Diretor da líder do mercado, a Ática, Alfredo Chianca diz que a projeção do tamanho da diminuição das vendas neste ano ainda não é consenso, mas trabalha-se com queda de 10%.    Chianca vê duas explicações, modus grossus, para isso. Uma, “muito saudável“, é “o reaproveitamento do livro cada vez maior“. O outro é a adoção de números mais restritos de livros pelas escolas, reflexo da crise.    Wander Soares, presidente da Abrelivros, que congrega editores do setor, diz que as vendas de março serão o fiel da balança. “O Carnaval foi mais cedo este ano. Só nos resta esperar que as vendas cresçam muito em março.“ Esperar para ver. 

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MEC passa por mudanças internas

Até junho deste ano o Ministério da Educação (MEC) deverá concluir um amplo processo de reorganização interna. De acordo com o deputado Carlos Abicalil (PT-MT), na atual Secretaria de Educação Infantil e Fundamental, a principal mudança deverá ser a criação de uma secretaria de educação básica, que reunirá a gerência dos ensinos infantil, fundamental e médio. Abicalil obteve informações sobre as medidas durante encontro com o secretário de Educação Infantil e Fundamental do MEC, Chagas Fernandes.     Com a nova instância, a cargo da Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico ficaria apenas a gestão do ensino profissionalizante e tecnológico.     Abicalil acredita que a criação de uma secretaria de educação básica no MEC fortalece a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), uma das principais reivindicações do magistério e assunto cujas primeiras discussões já evoluíram na Câmara dos Deputados.        

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Custo força opção por rede pública

Com a renda do trabalhador brasileiro em franco declínio -ela atingiu, no final de 2003, seu menor nível em dez anos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)-, o aumento das mensalidades das instituições de ensino tem feito com que pais optem por transferir seus filhos de escolas particulares para a rede pública. O assessor imobiliário Murilo Martim, 45, teve de retirar sua filha Carolina da escola particular onde estudava e onde tinha uma bolsa de 20% de desconto na mensalidade. Martim, que pagava R$ 195 à escola, optou pela rede pública para poder manter o filho mais velho na Universidade Mackenzie, que aumentou a mensalidade do curso de engenharia de R$ 600, em janeiro de 2003, para R$ 1.027, em janeiro deste ano. “Mesmo com a bolsa de estudos dela, ficou inviável pagar os dois cursos. Neste ano, perdi parte da minha renda e, se meu filho, que é atleta, não conseguir uma bolsa, terei de trancar a matrícula dele“, afirma Martim. O gestor de trânsito José Anselmo também diz que a alta das mensalidades foi o motivo pelo qual tirou sua filha de uma escola particular para uma pública. “O motivo, obviamente, é financeiro.

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Tarso quer mudar perfil do Conselho Nacional de Educação

Governo vai nomear 12 integrantes do órgão, que opina sobre abertura de faculdades     O ministro da Educação, Tarso Genro, disse ontem que o perfil do Conselho Nacional de Educação (CNE) “vai mudar“. Nas próximas semanas, o governo definirá os nomes que substituirão 12 dos 24 conselheiros. O CNE é um órgão auxiliar do Ministério da Educação que, entre outras atribuições, opina sobre o credenciamento e descredenciamento de universidades e centros universitários e a autorização para o funcionamento de cursos de direito, medicina, odontologia e psicologia.     Tarso não revelou quais serão os nomeados para as 12 vagas – 6 para a Câmara de Educação Superior e 6 para a Câmara de Educação Básica. O MEC já recebeu as indicações das entidades do setor. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a prerrogativa de nomear 50% dos novos conselheiros a seu critério, independentemente da lista de indicados. Os conselheiros cumprem mandatos de quatro anos e podem ser reconduzidos uma vez. Dos 12 cujo mandato termina no próximo dia 13 de março, apenas 5 não poderão ser nomeados novamente. São eles o atual presidente do CNE, José Carlos Almeida da Silva; o presidente da Câmara de Educação

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Combatendo a desnutrição literária

No último dia 13 de fevereiro, reuniu-se na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, a Comissão Especial Consultiva do Programa Fome de Livro, do MinC. A formação de tal comissão visa o estabelecimento de critérios normativos para a seleção de livros que comporão os acervos das bibliotecas públicas municipais que serão implantadas através do programa. A comissão é composta pelos seguintes membros: Luciano Trigo (FBN), Célia Ribeiro Zaher (FBN), Elisabeth Serra (FNLIJ), Ivan Junqueira (ABL), Paulo Rocco (SNEL), Oswaldo Siciliano (CBL), Angel Bojadsen (LIBRE), Luis Milanese (USP) e Antonio Carlos Secchin (UFRJ). A presidência da comissão está a cargo de Galeno Amorim, Coordenador Nacional de Leitura e Bibliotecas Públicas. Um dos principais objetivos do Fome de Livro é zerar os municípios brasileiros sem bibliotecas até o fim do atual governo, os quais alcançam hoje o número 1.300. A princípio planeja-se a aquisição de 2.500 títulos para cada biblioteca, sendo 2.000 comuns a todas elas e 500 definidos regionalmente. Nesta primeira reunião da comissão, discutiu-se os problemas e falhas do Programa Uma Biblioteca em Cada Munícipio, alvo de muitas críticas em 2001 e 2002. Na reunião, foi abordada a baixa participação de livros infantis e infanto-juvenis no programa anterior (18,59% e

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Arca das Letras leva livros a comunidades rurais

O projeto Arca das Letras – uma parceria entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Educação, da Cultura, do Meio Ambiente, da Justiça e do Banco do Nordeste – recebe nesta semana, do Ministério da Educação, 68.400 livros de literatura. As obras compõem um total de 600 acervos (com 230 livros cada) que serão distribuídos em comunidades rurais, onde o governo federal deseja oferecer às populações acesso ao conhecimento com vistas a melhorar a qualidade de vida dos habitantes. As arcas com livros são distribuídas em assentamentos da reforma agrária, comunidades de agricultores familiares e remanescentes de quilombos. Cada baú contém livros de literatura infanto-juvenil e adulta, além de obras de pesquisa e de referência, como dicionários, gramáticas e atlas, fornecidas pelo Ministério da Cultura e por editoras privadas.    “Procuramos fortalecer os processos educacional, cultural e econômico, além de oferecer entretenimento”, diz a coordenadora de ação cultural do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Cleide Soares. A ação busca, também, incentivar o hábito da leitura entre recém-alfabetizados.    Desde o ano passado, o projeto beneficia 55 populações do sertão pernambucano e do pampa gaúcho, mas, a partir deste ano, começará a chegar a outras regiões do País. O Arca das Letras

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Argentina congela preço de livros escolares

Ontem, 17 de fevereiro, a Câmra Argentina do Livro (CAL) assinou uma carta de compromisso com o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia daquele país pela qual se estabelece que a política do mercado editorial argentino será a de não aumentar os preços dos livros didáticos. O principal objetivo do acordo é revalorizar o uso do livro texto no âmbito educativo. Atualmente, na Argentina, se utiliza apenas um livro didática para cada três alunos matriculados.

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