Sem recursos, o projeto da Escola Ideal vai ser extinto

O programa, criado pelo então ministro Cristovam Buarque, será extinto e os recursos recambiados para outras áreas do Ministério da Educação     Transformar escolas públicas de municípios pobres do interior em centros de educação bem equipados e com professores bem treinados era a meta de um programa lançado no ano passado pelo então ministro da Educação, Cristovam Buarque. Seis meses depois uma das principais idéias de Cristovam está fadada ao fracasso. Os 29 municípios de sete Estados que foram selecionados para o projeto-piloto, na maior parte dos casos, ainda estão por receber os recursos previstos. O projeto de expansão para outros 315 este ano ficou no papel. A idéia do Escola Ideal foi lançada pelo ex- ministro no início de 2003. Em dezembro foram assinados os primeiros convênios, com municípios escolhidos em cada região de acordo com o seu .ndice de Desenvolvimento Humano (IDH). Cada um receberia recursos para melhorar a educação, especialmente em infra-estrutura. Cristovam acredita que isso criaria um movimento para melhorar a educação em todo País, chegando a todas os municípios. Até agora, os Estados receberam apenas parte dos recursos. A segunda parcela do convênio foi assinada na última semana e só agora os municípios vão

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Cultura transversal

Antropólogos, sociólogos, filósofos, educadores, políticos, líderes comunitários e empresários estarão reunidos de quarta-feira (30/6) a sábado, em São Paulo. A principal pergunta que estará nas discussões da Convenção Global do Fórum Cultural Mundial pode ser inspirada no “e agora, José?” de Carlos Drummond de Andrade.     “Os caminhos que podem ser seguidos para que a massificação não se imponha de forma definitiva sobre o pluralismo cultural que ainda resiste em vários pontos da América Latina” deverão ser esboçados no evento, segundo a organização. Para estruturar a convenção – e tentar entender alguns dos principais dilemas da sociedade atual –, as atividades foram divididas em seis grandes áreas temáticas, cada uma com um chamado título poético:     Cultura e Desenvolvimento Social: Partilhando Responsabilidades (Você que faz versos, que ama, protesta?)   Identidade e Autonomia: Desenhando Novas Cartografias (Você que é sem nome)   Conhecimento, Educação e Solidariedade: Dimensões Culturais de um Novo Tempo (Sua biblioteca, sua lavra de ouro)   Diversidade Cultural: Patrimônios e Paradigmas da Humanidade (E tudo fugiu e tudo mofou)   Economia e cultura: Produção e Circulação de Valores (Com a chave na mão, quer abrir a porta)   Novas Configurações do Mundo: O impacto sobre

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Fundeb será discutido em São Paulo no próximo dia 30

O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Francisco das Chagas, participa na quarta-feira, 30, das 9 às 12 horas, do debate sobre a criação do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SP). O encontro servirá para a discussão do projeto a ser enviado pelo MEC, em agosto próximo, à apreciação da Presidência da República e, depois, ao Congresso Nacional.    O Fundeb substituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que destina recursos da educação para os municípios conforme o número de alunos da rede pública municipal do ensino fundamental. O Fundeb deverá financiar não só a educação fundamental, mas, também, a educação infantil, a média e a de jovens e adultos.     “Queremos saber, por exemplo, com quantos anos começa a educação infantil? O Fundeb vai financiar as creches? Vai atender aos três anos do ensino médio? Qual vai ser a diferença percentual de aplicação do Fundo na educação infantil, fundamental e média?”, afirma o secretário estadual de Educação e presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Gabriel Chalita. A seu ver, essas

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Só 1/3 do ensino particular é adequado

O diagnóstico do quadro precário da educação brasileira costuma ser feito olhando-se só para as escolas públicas. No entanto dados tabulados a pedido da Folha pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do MEC, mostram que a situação dos alunos de escolas privadas no ensino básico também não é satisfatória. Apenas 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa do Saeb (exame do MEC que avalia a qualidade da educação) tiveram desempenho considerado adequado pelo ministério. Comparando com o desempenho da rede pública, o resultado pode parecer uma maravilha -a porcentagem de alunos no nível adequado nas públicas foi de 3,7% no teste de língua portuguesa e de 2,1% no de matemática.   Para o presidente do Inep, Eliezer Pacheco, porém, os resultados são preocupantes: “Os alunos de escolas particulares, em sua maioria, têm muito mais acesso a bens culturais do que os da rede pública. Se a clientela desses estabelecimentos é de pessoas de nível socioeconômico muito mais favorável ao aprendizado, esse resultado é motivo de preocupação“. Para Pacheco, é preciso sempre levar em consideração na comparação do resultado entre colégios públicos e particulares que o perfil

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Presidente da Abrelivros deixa Editora Saraiva

Corria o ano de 1974. Anderson Fernandes Dias, fundador e editor da Ática, decide buscar em Belo Horizonte um especialista para realizar um trabalho de consultoria na editora paulistana. O consultor que o professor Anderson tinha em mente exercia a função de Superintendente Educacional da Secretaria de Educação de Minas Gerais, além de lecionar na Universidade Federal de Minas Gerais. O trabalho foi aceito e o resultado agradou o editor paulista a ponto deste convidar aquele jovem economista mineiro para trabalhar em São Paulo, na função de Diretor de Marketing da Editora Ática. Já era 1975 quando Wander Soares chegava de mala e cuia à capital paulista. Wander permaneceu na Ática até 1990 quando trocou a empresa pela Editora Saraiva, onde ocupou até agora um posto híbrido que, apesar de ser chamado de Gerência de Marketing, tinha grande envolvimento em questões e projetos editoriais. “Quem me conhece sabe que há muito tempo venho dizendo que preciso reduzir o ritmo“, declarou o editor educacional mineiro para explicar sua saída da Editora Saraiva, decisão que foi tomada nos últimos dias. “Por isso, procurei a direção da empresa com o objetivo de iniciar um processo gradual de desligamento“, continuou. Wander explicou, no entanto,

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Tucanos omitem dados negativos do ensino

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo gastou R$ 9,9 milhões para fazer o maior levantamento do país sobre a qualidade do ensino, mas omitiu dados da pesquisa, limitando-se a divulgar aspectos positivos da avaliação.    O Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), feito pela Fundação Carlos Chagas, avaliou no ano passado 4.274.404 alunos de todas as séries do ensino fundamental e médio, o equivalente a 89,4% do total de estudantes da rede estadual. Foram aplicadas provas de redação e objetivas (habilidade de leitura e escrita). Não foi avaliado o ensino de matemática, como ocorreu entre 1996 e 2000.    A pesquisa foi divulgada ontem, em evento que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com transmissão via satélite para as principais diretorias de ensino no interior.    O secretário da Educação, Gabriel Chalita, ao justificar a não-divulgação da pesquisa completa -que já está tabulada-, disse que é preciso evitar o estabelecimento de rankings por aluno, escola ou cidade. “Não é edificante do ponto de vista educacional.“    Segundo Sônia Maria Silva, coordenadora de estudos e normas pedagógicas, a idéia é “disponibilizar os dados aos poucos“. Ela afirma que a

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Sistema controla distribuição de livros a escolas públicas

O ministro da Educação e presidente do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Tarso Genro, assinou a Resolução nº 30, publicada no Diário Oficial da União de 22 de junho, que dispõe sobre a composição e a distribuição da reserva técnica e o remanejamento dos livros didáticos e de literatura enviados anualmente às escolas públicas do País. A medida visa implantar, definitivamente, o Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort), o instrumento oficial para atender as escolas criadas após o Censo Escolar e suprir as demandas ocasionadas por eventuais acréscimos de matrículas.    Anualmente, o FNDE/MEC distribui livros didáticos, de literatura e dicionários, obedecendo ao número de matrículas registradas no Censo Escolar do ano anterior. Para evitar a falta de livros, são enviados mais 3% do total de obras destinadas a cada estado para que as coordenações do livro das secretarias estaduais de Educação constituam uma reserva técnica. A partir de agora, essa percentagem poderá variar, de acordo com as informações do Siscort. Dessa forma, as escolas que não foram cadastradas no banco de dados do FNDE ou que receberam um número insuficiente de obras devem solicitar às coordenações do livro as obras que

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MEC volta a integrar ensino médio e técnico

As antigas escolas de ensino técnico vão voltar. Nos próximos dias, o Ministério da Educação vai publicar um decreto permitindo a integração do ensino médio com o técnico, uma possibilidade que havia acabado com a reforma de 1997 e que separou as duas modalidades de ensino. Os Estados poderão voltar a ter escolas em que, obrigatoriamente, o ensino médio será junto com o técnico. Mas os dois sistemas – integrado e separado – poderão conviver. Antes da reforma, o ensino técnico de nível médio era dado apenas nas escolas de ensino médio profissionalizante. Uma pessoa que já tivesse terminado a escola, por exemplo, teria que cursar de novo o ensino médio se quisesse o diploma profissionalizante. A mudança permitiu mais flexibilidade ao sistema mas, na avaliação do MEC, dificultou o acesso dos estudantes ao ensino técnico.  Mais vagas – Com a mudança, avalia o secretário de ensino técnico, Antonio Ibañez, aumentará o acesso dos jovens. “Hoje, de cada cinco estudantes que saem do ensino médio apenas um entra na universidade. Sobram 1,6 milhão. E só temos 600 mil vagas no ensino profissionalizante. Os demais vão para o mercado de trabalho, mas sem uma formação específica“, afirma o secretário. Ao colocar

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Reestruturação do FNDE já tem etapas de definidas

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação, já definiu as cinco estratégias de reestruturação do orgão com o objetivo de ganhar mais eficiência. Entre as ações previstas estão: prática da ouvidoria interna, sistema eletrônico de compras governamentais, constantes investimentos em informática, fortalecimento institucional, e a ambientação institucional, que facilitará o intercâmbio de conhecimentos e informações entre gestores, servidores e prestadores de serviço. Estão previstos, ainda, ciclos de palestras com seminários institucionais, atuação pró-ativa na área de informática e o início do curso de alinhamento das competências básicas, além de várias ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida no trabalho e um seminário em novembro, no aniversário do FNDE.   

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