Livro aberto
A história que conto aqui é antiga. Mas não ultrapassada ou finalizada. Sua versão brasileira começou a ser escrita com a Constituição de 1946, e seu primeiro capítulo teve como protagonista Jorge Amado. O escritor e deputado federal que, com uma emenda, garantiu a isenção de impostos para o papel usado na impressão de livros e jornais. Tão atemporal e marcante quanto best-sellers como “Tieta do Agreste” são suas palavras à época: “Nossa emenda visa libertar o livro brasileiro daquilo que mais trabalha contra ele, daquilo que impede que a cultura brasileira mais rapidamente se popularize, daquilo que evita que chegue o livro facilmente a todas as mãos, fazendo dele no Brasil um objeto de luxo. Quando tanto o livro escolar quanto o de cultura mais alta constituem necessidade de todos os brasileiros”.