Universalização: Novo desafio do ensino médio

O crescimento no número de matrículas no ensino médio registrado nos últimos anos – entre 1996 e 2007, passaram de 5.739.077 para 8.369.369, um aumento de 41,7%, segundo dados do Inep – ganhou um incentivo a mais com a Lei 12.061/09, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27 de outubro. De acordo com a lei, a partir de 2010, cabe ao Estado garantir o acesso ao ensino médio gratuito.    A medida foi bem recebida no meio educacional, mas com a garantia da vaga novos desafios estão colocados para governos, escolas e educadores. Um dos principais é reter este aluno na escola. Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária de Educação do Estado do Paraná, Yvelise Freitas de Souza Arco-Verde vê a medida como uma sinalização de que estamos avançando na educação. “A lei mostra que temos mais estudantes concluindo o ensino fundamental, o que é positivo. É claro que ainda temos crianças fora da escola, mas avançamos neste sentido. Agora, o desafio é pensar como manter este jovem na escola”, diz a secretária, que acredita que com a nova lei o desafio será ainda maior. “A escola terá que se preparar

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Diário Oficial publica emenda que determina o fim da DRU sobre educação

O Diário Oficial da União publica na edição de 12 de novembro a Emenda Constitucional 59, que determina o fim gradual da incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre os recursos federais destinados à educação, até a extinção do mecanismo, em 2011.    Ao excluir do cálculo da DRU os recursos destinados à educação, a emenda amplia os recursos para o setor. Desde 1994, a desvinculação retira 20% do total dos recursos que deveriam ser destinados à educação. A emenda reduz esse percentual para 12,5% no exercício de 2009 e para 5% em 2010, o que significa que, em 2010, ao invés de R$ 10 bilhões, a DRU ficará apenas com 2,5 bilhões da educação.   Em 2011 não haverá mais a desvinculação, gerando cerca de R$ 9 bilhões a mais no orçamento do setor, de acordo com os cálculos do Ministério da Educação. A EC 59 também assegura o direito ao ensino básico gratuito a criança e jovens com idade entre 4 e 17 anos. Atualmente, a universalização abrangia apenas o ensino fundamental, de 6 a 14 anos.

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Presença ilustre

Foi inaugurada ontem, dia 11/11 a Record por Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073 – São Paulo), que reunirá os catálogos completos dos doze selos e editoras que compõem o grupo: Record, Civilização Brasileira, José Olympio, Bertrand Brasil e Difel, Galera e Galerinha Record, Rosa dos Tempos, Best Seller, Nova Era, Best Bolso e Best Business. De Meg Cabot a Umberto Eco, de Edney Silvestre a Luciano Trigo, de Cristovão Tezza a Gabriel Garcia Marques e José Luiz Peixoto a variedade de autores e estilos é imensa. A oportunidade de aproximar a editora do leitor é o principal objetivo da parceria, segundo a diretora comercial do Grupo Editorial Record, Roberta Machado. “Estamos muito animados com a ideia de fazer da loja um belo showroom de toda a produção editorial do Grupo, misturando as editoras em mesas temáticas, que irão desde romances policiais, livros ‘chick-lit’ e romances históricos, até literatura clássica.” Toda a administração, atendimento e comercialização serão feitos pela Livraria Cultura.     A diferença para as outras unidades da rede de livrarias estará mesmo no acervo e na exposição permanente. “A gente precisava de um ponto em São Paulo onde o catálogo completo do Grupo estivesse exposto. Estamos muito animados

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Qual é o direito mais importante na educação?

Manter os professores motivados e garantir que eles sejam competentes são os direitos mais importantes ligados à educação, destaca pesquisa divulgada hoje (11) pelo Movimento Todos pela Educação.   Intitulado “A Participação dos Pais na Educação de seus Filhos”, o estudo constatou que um em cada quatro entrevistados acredita que um professor bem-capacitado é o fator mais importante para assegurar a boa educação das crianças e jovens do país.   Além da capacidade do professor, os entrevistados destacaram serem importantes para a educação a garantia de vagas nas creches e escolas, o reforço escolar contínuo ao longo do ano para os alunos com dificuldades e a presença de transporte gratuito para os alunos quando as escolas forem distantes.    

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MEC vai premiar experiências educacionais inclusivas

O MEC (Ministério da Educação) lançou hoje (11) o Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas – A Escola Aprendendo com as Diferenças. O objetivo é difundir experiências escolares inovadoras de inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotados em classes comuns do ensino regular da rede pública.   A premiação será coordenada pela Secretaria de Educação Especial do MEC, em parceria com a OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura).   Segundo o ministério, o Brasil tem avançado na política de inclusão educacional. Hoje, as matrículas no ensino regular superam aquelas em classes e escolas especiais.    No lançamento do prêmio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que a inclusão escolar contribui para diminuição das desigualdades.   “Precisamos estabelecer uma regra de sociabilidade. Para isso é preciso estabelecer políticas públicas que sejam benéficas a todos os alunos, construindo uma escola mais humana e que promova a inclusão, em que o portador de necessidades especiais possa se desenvolver em condições de igualdade com os demais estudantes.”   A secretária de Educação Especial, Cláudia Pereira Dutra, disse que, ao desenvolver políticas de inclusão, as escolas promovem o desenvolvimento de crianças, favorecendo

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Congresso promulga fim da DRU sobre educação

O Congresso Nacional promulga nesta quarta (11) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 60, que acaba com a incidência da DRU (Desvinculação das Receitas da União) sobre os recursos federais destinados à educação. Será às 10h30 no plenário.   O fim da DRU será feito de forma escalonada: 12,5 % neste ano e 5 % em 2010. A partir de 2011, deixará de incidir sobre o orçamento da educação. Com isso, o setor deverá receber neste ano um acréscimo de cerca de R$ 4 bilhões, no ano que vem de R$ 7 bilhões e em 2011, de mais R$ 11 bilhões.   O presidente do Congresso, José Sarney, também promulga hoje, às 11h30, a Emenda 59, que transfere para o quadro da União os servidores civis e militares do ex-território federal de Rondônia, e a Emenda 61, que faz do presidente do Supremo Tribunal Federal o presidente do Conselho Nacional de Justiça.   O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa da solenidade. Também participam o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes e o vice-presidente, Antonio Cezar Peluso.  

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Fundamental de nove anos sacrifica lazer, dizem estudos

Pesquisadoras de faculdades diferentes apontam restrição de atividades lúdicas. MEC confirma que colégios têm falhado no ensino de nove anos; secretária de Educação Básica diz que o brincar é “importantíssimo”.   Das escolas que já adotaram o ensino fundamental de nove anos, parte fez a adaptação impondo pesados sacrifícios às crianças mais novas. Pesquisas em diferentes Estados mostram que nessas escolas os alunos de seis anos perderam parte considerável do tempo destinado a brincadeiras e atividades ao ar livre. Agora ficam debruçadas sobre livros, exercícios e até provas. Especialistas alertam que isso pode ter efeito devastador no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças.   As escolas hoje dividem o ensino fundamental em oito séries. No ano que vem, todas -públicas e particulares- deverão seguir a lei que prevê a reorganização em nove anos. O ano extra foi colocado no início do ciclo. A criança passará a entrar no ensino fundamental com seis anos, não mais com sete. Assim, quem ia para a pré-escola irá para o primeiro ano. A primeira série se transformará no segundo ano. Muitas  escolas se adiantaram e já seguem a lei. O problema é que algumas limitaram-se a impor às crianças de seis anos os mesmíssimos conteúdos

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Ensino médio por módulos será expandido

Modelo, hoje usado por 111 escolas estaduais do ensino médio, deverá virar realidade em 330 colégios públicos do Paraná, no próximo ano       O número de colégios estaduais do Paraná que oferecem o ensino médio em blocos semestrais deverá passar de 111 para cerca 330 no próximo ano. E a tendência é de que, em alguns anos, todas as 1.225 escolas da rede, que têm ensino médio, adotem o sistema, considerado vantajoso pela Secretaria de Estado da Educação (Seed).   Pelo modelo, os alunos têm contato com todo o conteúdo do ano de determinadas disciplinas no primeiro semestre e as demais ficam para o período pós-férias de julho. Conforme Edna Amâncio, técnica pedagógica do Departamento de Educação Básica da Seed, as escolas decidem se terão o currículo anual ou por blocos semestrais. “Vemos o programa como positivo. O aluno vai vencendo etapas de seis em seis meses. Se precisar sair ou ficar retido, não perde o ano inteiro”, explica Edna. As escolas estão recebendo equipes pedagógicas do estado e de colégios que já adotaram o sistema, que agora atuam como multiplicadores. “As escolas colocam o que vivem e aquelas que fazem a opção realizam comparações com os outros colégios

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Ideb 2009 começa a ser medido nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira, até o dia 27 deste mês, todas as escolas públicas com mais de 20 alunos participam da Prova Brasil.     O exame, que é direcionado a estudantes da 4ª e da 8ª série do ensino fundamental e do 3° ano do ensino médio, é um dos principais componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que mede a qualidade do ensino no país. Em 2005, o Ideb foi medido pela primeira vez e a média nacional foi de 3,8 pontos para os primeiros anos do ensino fundamental.   Em 2007, chegou a 4,2, superando a meta de 3,9 pontos estabelecida para o período. O objetivo é atingir a nota 6 até 2022. Além da Prova Brasil, o Ideb leva em conta a taxa de aprovação do aluno. Cada escola, município e estado tem a sua própria nota.   Os estudantes serão avaliados em português e matemática. Para os alunos da 4ª série serão 22 questões de múltipla escolha para cada matéria.     Já os alunos do último ano do ensino fundamental e do 3° ano do ensino médio terão que responder a 26 questões de cada disciplina. Para cada nível avaliado existem 21

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