Maior qualidade já estimula compras de produto chinês

De olho no aumento da qualidade e da competitividade do papel asiático nos últimos anos, importadores, distribuidores e indústrias gráficas do Brasil vêm gradualmente ampliando as compras na região, sobretudo na China e na Indonésia, em busca de alternativas aos fornecedores europeus e americanos.   Até aqui o movimento tem se concentrado em algumas linhas de produtos para imprimir e escrever como papel couchê e off set “woodfree”, feitos a partir de polpa pura de celulose, livre de lignina.   “Todo mundo está indo comprar na Ásia porque nos últimos quatro ou cinco anos é lá que estão sendo feitos os grandes investimentos em capacidade instalada, enquanto os europeus até fecham fábricas devido aos altos custos de produção”, explica Mário Vicencio, diretor da importadora Paperx, de São Paulo, vinculada à canadense Copap.   De acordo com a Associação da Indústria de Papel da China, a China Paper Association, a produção do setor no país cresceu de 11 milhões para 19 milhões de toneladas de 2002 a 2008 e neste ano deve chegar perto de 20 milhões de toneladas.         Gigante asiática mira o mercado brasileiro  Valor Econômico – Por Sérgio Bueno   Ao mesmo tempo em que

Ler mais

Brasil pode cumprir meta de universalização do ensino

O Brasil está próximo de alcançar a meta de universalização da educação primária, um dos oito objetivos do milênio estabelecidos em 2000 pela ONU para 2015. O documento foi assinado por 191 Estados-membros da organização.    Em 2007, último período de análise disponível nos dados oficiais, o índice de crianças brasileiras de 7 a 14 anos que frequentavam a escola básica era de 97,6% -contra cerca de 80% das crianças nessa faixa etária no começo dos anos 90. A média, no entanto, esconde disparidades importantes, entre elas a baixa frequência   escolar em regiões isoladas, sobretudo no Norte e no Nordeste. Os altos índices de evasão escolar no ensino fundamental e no ensino médio igualmente prejudicam a avaliação positiva.   Na média global, segundo dados do Pnud (Programa da ONU para o Desenvolvimento), a realidade escolar é pior. A média de matrículas do ensino básico no planeta cresceu de 80% das crianças em idade escolar em 1991 para 88% em 2005. “Mais de 100 milhões de crianças em  idade escolar continuam fora da escola. A maioria são meninas que vivem no sul da Ásia e na África Subsaariana”, relata o Pnud em seu site institucional. Na América Latina e Caribe, segundo

Ler mais

Educação exige presença do setor privado

Para especialistas no assunto de mais de 120 países reunidos em Doha, investimento não depende apenas do setor público. Educação do século 21 requer investimentos complexos que muitas vezes o Estado não dá conta de suprir, diz diretora-geral da Unesco.    É um debate polêmico. Afinal, não é dever do Estado garantir educação de qualidade para toda a população? A resposta é positiva para grande parte dos especialistas, mas não encontra respaldo na realidade. Mesmo gestores que sempre defenderam o financiamento estatal como modelo único para a universalização da educação, caso do ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, começam a jogar a toalha.   Garantir o acesso a uma educação básica de qualidade, um dos desafios do milênio estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) para 2015, exigirá mais do que recursos e esforços do setor público. Exigirá, também, uma participação ativa do setor privado, seja na exploração do segmento, seja no financiamento de atividades educativas e no engajamento com os governos. Essa é a síntese de debates realizados na última semana em Doha (Qatar) durante o World Innovation Summit for Education (Wise), encontro que reuniu especialistas em educação de mais de 120 países.   “O direito à educação não é garantido

Ler mais

Debates sobre a educação trazem especialistas de vários países a Brasília

Especialistas de 16 países estarão reunidos a partir desta segunda-feira, 23, em uma semana de conferências e debates no Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica (FMEPT). O Brasil é a sede do evento, que vai até sexta-feira, 27, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O público estimado é de 15 mil participantes.   O encontro será aberto às 19h, no ginásio Nilson Nelson, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Fernando Haddad. A cerimônia contará com as apresentações da Escola de Teatro Bolshoi e do Grupo Tholl Trupe Circense.   Estudantes, professores, pesquisadores, trabalhadores, governos, sindicatos, associações e sociedade civil organizada são os convidados a dividir experiências, compartilhar conhecimento e levantar propostas para integrar a plataforma mundial da educação, além de colaborar para a promoção de melhorias das políticas públicas de educação. O tema do evento é educação, desenvolvimento e inclusão. Conferencistas de quatro continentes já estão confirmados na programação. Nomes como Filomena de Fátima Vieira Martins (Cabo Verde), Leonardo Boff, Miguel Nicolelis e Paul Singer (Brasil), Bernard Charlot (França), Maria Victoria Angulo (Colômbia), Álvaro Marchesi (Espanha), Alessio Surian (Itália), Liliana Rodrigues (Portugal) e Changhong Yuan (China).

Ler mais

A internet deve ser uma aliada na formação de leitores, diz Ministério da Cultura

Crianças e jovens entre 5 e 17 anos leem três vezes mais que os adultos, mas 45% afirmam que o fazem por obrigação. Apenas 26% consideram o hábito da leitura um prazer.Os dados, que estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2007 com 5.012 pessoas em 311 municípios, indicam que o jovem leitor não manterá o hábito da leitura depois de concluída a fase escolar.   A diretora editorial da Editora Record, Luciana Villas-Boas, avalia que, embora envolvidos com os meios eletrônicos, os jovens estão cada vez mais interessados nos livros. Segundo ela, mesmo quando já tiveram acesso ao texto na internet, o jovens não abrem mão da relação física com a  obra.   “O livro é melhor. Além do prazer, a relação física com a obra influencia a absorção do conhecimento e os jovens perceberam isso”, disse Luciana Villas-Boas.   Na tentativa de ampliar o acesso ao livro e incentivar a formação de leitores, o Ministério da Cultura trata a internet como “aliada”. A modernização das bibliotecas públicas inclui a instalação de centros digitais. “Nada substitui o livro. Não vamos cair na armadilha de opor a internet ao livro. Mas, inevitavelmente, a internet leva o jovem

Ler mais

Governo quer zerar municípios sem biblioteca até junho de 2010

Três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas. Para reverter este quadro, ampliar o acesso ao livro e formar novos leitores, o Ministério da Cultura aposta na construção e modernização de bibliotecas municipais.   A meta, segundo o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, é zerar, até junho de 2010, o número de municípios sem biblioteca. Desde 2004, 1,2 mil foram implantadas. Mais mil foram modernizadas nos últimos dois anos, disse.   “Um acervo desatualizado e pouco atraente não ajuda. É preciso transformar as bibliotecas em espaços culturais, fazer do cartão da biblioteca um passaporte para o universo literário, e não mantê-las como meros depósitos de livros”, afirmou Fabiano dos Santos.   A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita com 5.012 pessoas em 311 municípios em 2007, revela que o brasileiro não frequenta bibliotecas. Esta foi a resposta dada por 73% dos entrevistados, que representam 126 milhões de pessoas. Os argumentos vão desde a falta de interesse ou hábito pela leitura (24%) à ausência de uma biblioteca próxima (16%). Mesmo os leitores não têm o hábito de ir à biblioteca, como afirmaram 58% dos entrevistados, que representam 55 milhões de brasileiros.  

Ler mais

Para indígenas, livro didático precisa refletir diversidade

Cerca de 600 delegados indígenas de 210 povos se reuniram nesta terça-feira, 17, em Luziânia (GO), para discutir educação escolar, territorialidade e autonomia. As discussões fazem parte da programação da 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, que ocorre até sexta-feira, dia 20.   Um dos delegados do Amazonas, Marivaldo Bosco, acredita que os debates são importantes para que antigas reivindicações de diferentes povos sejam ouvidas. “Nós, do povo parintintin, sempre defendemos que os livros didáticos mostrem traços mais específicos de cada povo”, disse.   Na opinião dele, os atuais livros trazem conteúdos muito amplos e não conseguem dar conta da diversidade de etnias. “Os livros do nosso povo poderiam ter atividades com as nossas principais festas, como a do guerreiro, no mês de agosto”, exemplifica. Reunidos em dez grupos de discussão sobre os temas, os indígenas terão a oportunidade de propor idéias como a defendida por Marivaldo.   Na opinião do coordenador de educação indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Gersem Baniwa, o encontro também é importante para que estados, municípios e o governo federal aperfeiçoem o sistema de colaboração por meio da articulação de políticas educacionais que privilegiem as características dos povos.   “Hoje,

Ler mais

Educação é prioridade para paulistanos, diz pesquisa

 O que é importante para a sua qualidade de vida e para o seu bem-estar na cidade? O Movimento Nossa São Paulo fez essa pergunta a 32 mil paulistanos, entre junho e setembro deste ano. No topo da lista está a preocupação com educação. O trânsito, que costuma ganhar destaque nos bate-papos informais sobre os maiores problemas da cidade, ficou em 17º lugar.   Os dados chamaram a atenção dos organizadores da pesquisa, num momento em que a capital paulista recebe investimentos pesados para reduzir o congestionamento, com a criação de uma terceira pista na Marginal do Tietê, Rodoanel e expansão das linhas da Companhia do Metropolitano (Metrô). “Será que estamos no caminho certo? A pesquisa nos aponta uma nova direção”, disse o idealizador do Movimento, Oded Grajew.   Os dados foram divulgados ontem e serão encaminhados ao poder público. O levantamento é inédito e se propõe a criar um indicador que possa “medir” a qualidade de vida na cidade. Os apontamentos feitos pela população servirão de base para novas pesquisas, que devem avaliar os serviços públicos. Além de adultos, crianças e adolescentes de escolas públicas com idade entre 10 e 15 anos também foram ouvidos. Cerca de 50% dos

Ler mais
Menu de acessibilidade