Educação de jovens e adultos

A edição deste ano do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) será aplicada em 965 redes municipais e em 12 estaduais de educação, além do Distrito Federal. O período de inscrições vai até o dia 30 deste mês — mais de 250 mil candidatos já se inscreveram. As provas estão marcadas para 29 de novembro.   O Encceja é uma oportunidade para quem não concluiu o ensino fundamental no período regular adquirir o certificado de conclusão. A participação é voluntária. A idade mínima exigida para a certificação do ensino fundamental é de 15 anos completos até o dia do exame.   As provas contemplam as áreas básicas do conhecimento. A prova I abrange língua portuguesa, língua estrangeira moderna (inglês), artes, educação física e redação. A prova II, matemática; a III, história e geografia e a IV, ciências naturais. Serão 30 itens de múltipla escolha para cada uma das áreas, além de uma proposta de temas para a redação.   Além do Distrito Federal, participam do Encceja os estados do Amazonas, Maranhão, Minas Gerais Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Os

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Método fônico avança na alfabetização

Sem alarde, sistema que associa letras a sons ganha espaço no Brasil; em países desenvolvidos, houve embate contra construtivistas. No país, polêmica sobre escolha do método durou só dois meses, quando o MEC disse em 2006 que poderia priorizar um dos sistemas.  Nos EUA, elas ficaram conhecidas como Reading Wars” (guerras de alfabetização). Foi uma disputa encarniçada e com fortes tintas ideológicas, que chegou a ser comparada à polêmica em torno do aborto. De um lado, estavam os defensores dos métodos fônicos, que enfatizam a necessidade de ensinar a criança a associar grafemas (letras) a fonemas (sons). Do outro, perfilavam-se os construtivistas, para quem o aprendizado da leitura deve ser um ato tão “natural” quanto possível, a ser exercido com textos originais e não com obras artificiais como cartilhas. No Brasil, a coisa lembra mais a não havida Batalha de Itararé: o que prometia ser o mais sangrento conflito pedagógico do país acabou não acontecendo, e a controvérsia agora caminha para decidir-se sem traumas maiores, com os métodos fônicos ganhando espaço pelas bordas do sistema. “Os construtivistas não gostam muito, mas a questão [dos métodos] vem se resolvendo de forma pouco explícita”, declarou à Folha o ministro da Educação, Fernando

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Um viva à leitura

Como cenário, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, como anfitriões, os ministérios da Educação e da Cultura. Assim foram conhecidos na noite desta quinta-feira, dia 22, os vencedores do Prêmio Vivaleitura, reconhecimento que o MEC concede a iniciativas de todo o Brasil de incentivo à leitura e acesso aos livros. Os grandes contemplados da edição 2009 vieram dos estados de Mato Grosso, Pernambuco e Minas Gerais. Ao todo, quinze projetos finalistas concorreram ao prêmio.   Na categoria “Bibliotecas Públicas e Privadas” o projeto vencedor foi o “O Caminho da Leitura”, de Campinápolis (MT), na categoria “Escolas Públicas e Privadas” o reconhecimento foi para o trabalho “Flis – Festival Literário do Sertão”, de Sertânia (PE), já na categoria “Instituições e/ou Pessoas Físicas” quem faturou foi o trabalho “Poesia Viva – A Poesia Bate à sua Porta”, de Mariana (MG). Cada vencedor levou para a casa a quantia de R$ 30 mil. Na abertura do evento o ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse acreditar que à família, à escola e às bibliotecas são hoje o principal agente na construção de um Brasil leitor. “O livro e a leitura precisam ser melhor apresentados nas escolas, para que não sejam considerados pelos

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Acesso a Bibliotecas reduz evasão escolar, afirma pesquisa

O estudo avaliou como as bibliotecas poderiam influir, por exemplo, na aprovação e reprovação de alunos e no abandono da escola, englobando as bibliotecas implantadas antes de 2005 e após esse ano e comparando os resultados com o de comunidades onde não há bibliotecas.   Segundo a pesquisadora Mirela Carvalho, o resultado é expressivo. O estudo levou em conta as instalações do “Projeto Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso”. Em 2007, ele implantou 55 bibliotecas.   Esse programa sugere ainda premiar as melhores bibliotecas e criar um sistema de capacitação continuada de bibliotecários.   Jaqueline de Grammond, pesquisadora do departamento de Ciências da Educação da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rey), em Minas Gerais, responsável pela pesquisa de avaliação da biblioteca escolar, afirmou, por sua vez, que quanto mais estudam, mais os estudantes querem ler.   “Os dados mostram uma relação direta entre a escolarização e o gosto pela leitura” – disse, citando estudo feito em Portugal.

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MinC distribuirá revistas e publicações para bibliotecas públicas e espaços culturais

O Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, selecionará quatro publicações para aquisição de sete mil assinaturas por periódico, com investimento de R$ 2,1 milhões. As publicações serão distribuídas para bibliotecas públicas, Pontos de Leitura, Pontos de Cultura e outros equipamentos e espaços culturais.   O Edital de Seleção Periódicos de Conteúdo Mais Cultura foi publicado na quinta-feira, 15 de outubro, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 12 e 13). O objetivo da ação é popularizar materiais de leitura por meio de distribuição periódica de publicações de qualidade, estimulando o hábito da leitura e despertando o pensamento crítico, uma vez que possibilita o acesso de populações urbanas e rurais de baixa renda a publicações com conteúdos diversificados e de qualidade.   “Nós queremos incentivar o gosto de ler através de diferentes linguagens e formatos, que atendam os mais diversos públicos”, destaca Silvana Meireles, secretária de Articulação Institucional do MinC e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura.   Inscrições Podem participar da seleção pública pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que tenham por ofício a publicação de impressos de periodicidade mensal, bimestral ou trimestral distribuídos em território brasileiro, com ênfase mínima de 35% do conteúdo direcionado para cultura

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Reprodução ilegal soma 5.000 links na rede

Mais de 5.000 links ilegais na internet, contendo reproduções de conteúdos de livros, foram encontrados em funcionamento nos meses de agosto e setembro no Brasil.   Os dados são do primeiro levantamento de investigação feito pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros com a ABDR (Associação Brasileira de Diretos Reprográficos), que reúne 98 editoras e autores cuja produção representa mais de 90% do conteúdo de livros científicos, técnicos e profissionais no país.   Trata-se de sites que oferecem hospedagem de conteúdo como fotos e textos, cujos usuários disponibilizam ilegalmente reproduções de livros para download. “Os sites são lícitos, mas os usuários, por má-fé ou não, colocam livros”, diz Dalton Morato, advogado da ABDR.   A maior parte dos links foi encontrada a partir de denúncias à entidade. Do total, 92,3% já foram retirados da internet após notificação dos sites hospedeiros. “Nós comprovamos quem é o verdadeiro titular do direito autoral e o site retira rapidamente o conteúdo ilícito, pois, uma vez comunicado, ele se torna corresponsável.”   As obras mais pirateadas foram os volumes da coleção “Fundamentos de Matemática Elementar”, da Editora Atual, encontrados em 747 links. A editora mais prejudicada no período foi a Companhia das Letras, que teve

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Vale Cultura é aprovado na Câmara

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou anteontem à noite o projeto de lei que cria o Vale Cultura, encaminhado ao Congresso pelo Ministério da Cultura. Trata-se de um vale mensal de R$ 50, semelhante ao Vale Refeição (mas para ser gasto com cultura), que será destinado a trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. O projeto, que tramita em regime de Urgência Urgentíssima, agora vai ser votado no Senado e depois vai à sanção do Presidente Lula, e a previsão é a de que seja colocado em prática já no ano que vem. O Vale Cultura será distribuído às empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado na compra de livros, ingressos para cinemas, teatros e museus. A matéria precisa ser votada ainda pelo Senado.  O projeto aprovado permite a distribuição do vale a trabalhadores que ganham acima de cinco salários mínimos (R$ 2.325,00), mas somente se já tiverem sido atendidos todos os funcionários que ganham até esse valor. Para esses salários maiores, o desconto em folha do trabalhador será de 20% a 90% do vale.  Estima-se que a iniciativa vá injetar R$ 7,2 bilhões por ano no mercado cultural do País. “É um estímulo

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Feira tem edição “econômica”

Por mais que os organizadores tentem aparentar normalidade, é senso comum que a 61ª Feira do Livro de Frankfurt está mais econômica e modesta por conta dos efeitos da crise. As delegações internacionais estão enxutas, a oferta de títulos para editores diminuiu e o circuito “social” encolheu. Os dados oficiais indicam retração modesta. Segundo Roberto Feith, da Objetiva, com a retração vão sofrer mais os títulos “midlist”, aqueles que vendem bem, “mas não o suficiente para fazer o ano de uma editora”. Luciana Villas-Boas, diretora-editorial da Record, concorda que os títulos intermediários serão os mais afetados. Entre os best-sellers, no entanto, o mercado continua aquecido. O “título da feira” é a coletânea de diários, notas e cartas de Nelson Mandela. Outro título que está sendo muito comentado é uma “graphic novel” de Michael Jackson. Para Paulo Rocco, da editora Rocco, a disputa pelos best-sellers continua, ainda que a média dos preços negociados tenha caído. O livro de Mandela já provoca corrida entre editores brasileiros, que tiveram nos últimos meses disputas ousadas por best-sellers. O maior exemplo é o leilão que movimentou as editoras na semana passada, a trilogia A Discovery of Witches, de Deborah Harkness, que deve sair em 2011.

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Turmas de 1º e 2º anos receberão livros de referência

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou nesta quarta-feira, 14, os valores negociados com editoras para a aquisição de 6,6 milhões de obras complementares aos livros didáticos de 1º e 2º ano do ensino fundamental da rede pública brasileira. Ao todo, serão investidos R$ 28,7 milhões no material, que apoiará a aprendizagem dos alunos no ano que vem. Segundo a coordenadora geral dos programas do livro, Sonia Schwartz, o FNDE convocará agora as editoras para assinar os contratos e iniciar a produção. “Essa iniciativa do governo federal reforça a ênfase na qualidade da alfabetização das crianças”, afirma. Ligadas a temas de ciências da natureza e matemática; ciências humanas; e linguagens e códigos, as obras complementares são compostas por 149 títulos, divididos em cinco acervos. Cada turma receberá um acervo de 30 livros. “Para estimular a diversidade de títulos, as turmas de 1º e 2º ano de uma mesma escola receberão acervos diferentes”, explica Sonia. Conheça as obras selecionadas e os respectivos valores negociados.

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