Direito autoral flexível pode baratear educação pública

A avaliação foi feita pelo professor norte-americano Lawrence Lessing, criador do Creative Commons, durante a feira de tecnologia Campus Party.   Disponibilizar livros didáticos na Internet com direitos autorais flexíveis reduziria os gastos com educação pública e permitiria que o conteúdo fosse adaptado para a realidade de cada país, tornando a escola mais interessante.  A avaliação foi feita pelo professor norte-americano Lawrence Lessing, criador do Creative Commons — projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais —, durante a feira de tecnologia Campus Party, na última sexta-feira (29/1), em São Paulo (SP).   “O setor de educação gasta muito dinheiro todos os anos comprando trabalhos publicados que ficam obsoletos muito rapidamente”, afirmou o professor. “A Creative Commons pegaria os livros de histórias e os disponibilizariam de graça para professoras na África ou no Brasil”.   Com esse recurso, cada país pode aproximar o conteúdo dos livros didáticos da realidade dos alunos e dos professores, afirmou Lessing. “Mais útil do que enviar um livro norte-americano sobre história americana para a África é permitir que eles adaptem as informações e publiquem localmente. Além de reduzir os custos, isso pode tornar os alunos mais criativos”.   Para que esse processo

Ler mais

Povo do livro discute e vota

De acordo com Galeno Amorim, perto de mil pessoas participaram das 16 assembleias do livro, leitura e literatura realizadas nas últimas semanas pelo Ministério da Cultura.   Além de avaliar a primeira edição trienal do Plano Nacional do Livro e Leitura e insistir na necessidade de se criar um Instituto Nacional do Livro e Leitura, o povo do livro elegeu seus delegados para a pré-conferência da área, que acontece em fevereiro, em Brasília. O Rio de Janeiro elegeu a contadora de histórias Benita Lamas Gonzalez, a autora Lucia Maria da Cruz Fidalgo e a editora Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros e do Instituto Pró-Livro. Já em São Paulo foram eleitos Rachel Barbosa Gomes Carneiro, do Instituto Ecofuturo, pela cadeia mediadora, e o sociólogo e pesquisador Felipe Lindoso, pela cadeia produtiva. A cadeia criativa não conseguiu eleger ninguém e novas inscrições on-line estão abertas no blog do Ministério da Cultura. Confira no Blog do Galeno como foram as eleições pelo resto do País.

Ler mais

Abrelivros se reúne com representantes do Instituto Brasileiro da Diversidade

O encontro serviu para dar andamento a uma parceria que busca aprimorar a questão da diversidade nos livros didáticos.   Dialogar sobre a diversidade nos livros didáticos. Esse foi o principal objetivo do encontro do dia 21 de janeiro, na sede da Abrelivros, entre membros da entidade e do Instituto Brasileiro da Diversidade (IBD). Membros da associação estiveram presentes, como Beatriz Grellet (gerente executiva), Vicente Paz (diretor adjunto), José Carlos Monteiro da Silva (comissão editorial) e Antonio Nicolau Youssef (comissão editorial). O instituto esteve representado por seu presidente, Helio Santos e duas assistentes.    O primeiro contato entre as partes havia ocorrido em 26 de novembro de 2009 no I Seminário do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnicorracial do Estado de São Paulo, quando o presidente da Abrelivros, Jorge Yunes, realizou a abertura do evento. Este foi o segundo encontro para viabilizar uma parceria em busca da melhoria da educação e da abordagem da diversidade nos livros escolares.    

Ler mais

PNLL estimula crescimento de 1.500% do orçamento para as ações no segmento cultural

A institucionalização do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) foi destacada na Assembleia de Livro e Leitura, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 28 de janeiro, na Biblioteca Pública Municipal João Palma da Silva, em Canoas, no Rio Grande do Sul.   A atividade integrou um dos 230 debates promovidos naquela cidade gaúcha como parte da programação do Fórum Social 10 Anos: Grande Porto Alegre.   Para o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), Fabiano dos Santos Piuba, “a elaboração do PNLL proporcionou um discurso mais qualificado em torno do tema, o que gerou aumento expressivo no orçamento do Programa Mais Cultura direcionado às ações de livro e leitura, passando de R$ 6 milhões, em 2003, para mais de R$ 90 milhões, em 2009”.   O secretário de Cultura de Canoas e ex-coordenador de Livro e Leitura do MinC, Jefferson Assumção, ressaltou a importância de “assumirmos a tarefa de transformação do Brasil como uma sociedade leitora”.   Segundo Assumção, a mudança já começou, “estamos aprendendo a trabalhar em rede, a conectar um livreiro com um bibliotecário, por exemplo”.   II CNC A partir dos eixos que estruturam o PNLL –

Ler mais

Lei Rouanet sai da gaveta e enfrenta o Congresso

É uma mudança radical na filosofia de incentivo à cultura no País. A nova Lei Rouanet, cujo texto foi assinado na terça, 26, pelo presidente Lula, prevê que o Fundo Nacional de Cultura (FNC) nunca poderá ter menos do que 40% do orçamento do MinC.   Até hoje, o fundo (que permite o incentivo direto, sem que o produtor precise captar dinheiro no mercado) recebe valores irrisórios e aleatórios. A maior parte dos recursos chega via renúncia fiscal – empresas adiantam o dinheiro aos produtores culturais, e depois são reembolsadas na hora de declarar o seu Imposto de Renda (IR).    Leia a íntegra da nova Lei Rouanet.   Foram criados nove fundos setoriais – Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Acesso e Diversidade, Patrimônio e Memória, Ações Transversais e Equalização, Audiovisual, Inovação do Audiovisual (o que compreende curtas-metragens, médias-metragens e experimentalismo) e Livro, Leitura, Literatura e Humanidades (cuja divisão, para separar literatura do mercado, será definida em lei específica). Desses nove fundos, sete terão entre 10% a 30% do total dos recursos – o restante irá para o audiovisual, segundo o texto, que ainda deverá passar pela aprovação da Câmara e do Senado.   Para decidir quais projetos serão incentivados,

Ler mais

Fundo de Leitura com H

O Fundo Pró-Leitura ganhou uma perninha na nova lei de incentivo à cultura, enviada esta semana pelo governo ao Congresso, em substituição à Lei Rouanet.   Ele, que já ganhara um L de literatura, agora vai ficar assim: Fundo Setorial do Livro, Leitura, Literatura e Humanidades. O funcionamento do Fundo será explicado num outro projeto de lei, que o Ministério da Cultura reprogramou para enviar em fevereiro.  É uma mudança radical na filosofia de incentivo à cultura no País. Pelo menos 40% do dinheiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) terá de vir, necessariamente, do orçamento do MinC, que será o maior da história.    

Ler mais

Interdisciplinaridade é meta de programa de ensino médio

A elaboração de projetos voltados para a interdisciplinaridade é uma das principais metas dos participantes do curso de formação continuada para professores do ensino médio, realizado pelo programa Ensino Médio Inovador.   A formação, que será concluída esta semana, reúne no Rio de Janeiro cerca de 500 educadores, entre diretores, equipes pedagógicas, professores, representantes das secretarias estaduais de educação e do Ministério da Educação.   Para Benedito Oscar Santos, professor de artes da Escola Estadual Tiradentes, de Macapá, a importância da interdisciplinaridade — interação entre disciplinas ou áreas do saber, em níveis de complexidade diferentes —está em oferecer aos alunos uma visão geral do mundo. Ele planeja usar os recursos do programa Ensino Médio Inovador, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, para implantar projeto que una geografia, biologia e música. “A ideia é partir da região geográfica estudada e associá-la com biodiversidade e música regional”, explica. O professor pretende que os alunos tomem maior consciência de seu estado e de sua cultura.   Silvana Silva, do Centro de Ensino Maria Mônica Vale, de São Luís, pretende aplicar os recursos do programa em um trabalho de interdisciplinaridade que envolva as comunidades próximas à escola. “A cada ano,

Ler mais

Sob nova direção

Andrés Cardó, que comandou a estruturação do Grupo Santillana no Brasil e fez da filial brasileira a joia da coroa do Grupo Prisa, assumirá uma de suas diretorias em Madri.   Câmara Brasileira do Livro, Sindicato Nacional dos Editores de Livros e Abrelivros perderam, esta semana, um de seus mais ativos dirigentes.   Sempre com atuação discreta, teve boa participação em momentos importantes das políticas públicas nesta década no País, como a desoneração do livro e a criação do Prêmio Vivaleitura e do Plano Nacional do Livro e Leitura. Sérgio Quadros assume a direção do grupo e Mônica Messenberg a responsabilidade pela Fundação.         Grupo Santillana anuncia mudanças PublishNews   O Grupo Santillana, braço editorial do Grupo Prisa anunciou através de sua assessoria de imprensa mudanças em sua estrutura de atuação no Brasil. O anúncio se deve à promoção para um cargo de diretoria na corporação de Andrés Cardó, que acumulava no País a direção geral do Grupo Santillana e a representação da Fundação Santillana, braço social da empresa.   Com a transferência de Cardó, o executivo Sérgio Quadros, há sete anos na empresa, assumirá a direção geral do Grupo Santillana no Brasil. Para a representação da

Ler mais

Leya deve investir em editora na área escolar

O Grupo Leya planeja criar neste ano uma editora direcionada para a área escolar no Brasil, disse à Agência Lusa o administrador do Grupo, Isaías Gomes Teixeira.   “Os treze títulos colocados no mercado brasileiro pela editora do grupo, Leya-Brasil, tiveram muita boa aceitação, tendo três deles entrado diretamente para o top dos mais vendidos”, completou Teixeira. O responsável pelo grupo, que reúne 20 editoras de língua portuguesa, afirmou que “está em estudo a entrada em breve no mercado brasileiro de uma editora vocacionada para a área escolar”, recusando-se, contudo, a adiantar uma data concreta. A Leya-Brasil foi inaugurada em setembro do ano passado.    

Ler mais
Menu de acessibilidade