Empresas: jovens chegam despreparados

Pais, educadores e escolas concordam: é preciso, em alguma medida, preparar os estudantes de hoje para o mercado profissional de amanhã. Mas, afinal, qual a visão do mercado sobre essa questão?   De acordo com Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH, consultoria especializada em recrutamento e seleção de pessoal para empresas, a missão é urgente. “Infelizmente, os jovens de hoje não chegam preparados para o mercado de trabalho”, avalia.   Ela aponta algumas das falhas mais comuns constatadas entre os novatos no momento em que eles se candidatam ao emprego. Na visão dela, faltam capacidade de argumentação, senso crítico e habilidade de realizar tarefas em grupo, por exemplo.   “É importante desenvolver essas capacidades, mas geralmente as escolas não conseguem desempenhar essa função”, afirma. Para suprir as deficiência, a dica da especialista é manter-se constantemente atualizado, participar de atividades extracurriculares e cultivar a  porção empreendedora que há em cada um.   Eliane acredita que o profissional do futuro será capaz de identificar as peculiaridades de cada contexto e, rapidamente, buscar alternativas ou soluções compatíveis a cada uma das situações. “As habilidades necessárias serão aquelas voltadas ao relacionamento, como liderança, comunicação, trabalho em equipe, resolução de conflitos, gerenciamento de emoções e construção

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Município deve aderir a programa de livro didático

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) iniciou, nesta semana, o envio pelos Correios do termo de adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).Endereçado a todas as secretarias estaduais e municipais de educação, o documento deve ser assinado pelos gestores e devolvido ao FNDE até 31 de maio.     Segundo a coordenadora geral dos programas do livro, Sonia Schwartz, é necessário aderir para receber as obras. “A obrigatoriedade da adesão muda as regras de distribuição dos livros didáticos às escolas. Até agora, todas recebiam o material, exceto as que se manifestassem em contrário”, afirma. “Isso mudou devido à existência de municípios que recebiam gratuitamente os livros do governo federal e não os utilizavam”. A nova medida valerá para a distribuição das obras didáticas a partir de 2011.   Novas disciplinas   Programa federal que seleciona, compra e distribui gratuitamente obras didáticas para estudantes da educação básica da rede pública, o PNLD entregou cerca de 114,8 milhões de exemplares de língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, química, física e biologia para serem usados durante o ano letivo de 2010.   No final deste ano, o FNDE passará a distribuir, também, obras de língua estrangeira (inglês ou espanhol) para

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Reforma ortográfica ainda patina em Portugal

Em vigor desde o início do ano passado, a reforma ortográfica está longe de ser realidade em Portugal.   Firmado em 1990 pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o acordo foi aprovado no Brasil pelo Congresso Nacional, em 1995, e regulamentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 29 de setembro de 2008, por meio de um decreto.   Para o professor de Língua Portuguesa Douglas Tufano, o Brasil se precipitou ao sair na frente dos demais países com a intenção de pressioná-los a se adaptarem às novas normas. Para ele, o que seria unificação está se tornado reforma unilateral.”A precipitação do Brasil causou certa situação de defesa da língua pátria. Portugal sempre se manifestou como sendo dona da língua e com mais direitos de tomar iniciativa”, afirma.   Por aqui, as alterações atingiram aproximadamente 0,5% das palavras. Nos demais países, que adotam a ortografia de Portugal, o percentual de mudança alcança 1,6% do total.   O correspondente da Folha em Portugal João Pereira Coutinho ressalta que a oposição às mudanças ainda é muito grande por lá. Segundo ele, os que são favoráveis às alterações entendem que o acordo é inevitável para a afirmação internacional da

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Para entender a matéria

Em São Paulo, 44 alunos do ensino médio estão tendo oportunidade de conhecer mais de perto noções atualizadas e complexas sobre a composição da matéria, partículas elementares e suas interações.   O grupo está entre os mais de 6 mil de diversos países que participam até o dia 5 de março do programa MasterClass: Trabalhando com a Física de Altas Energias.   Os estudantes paulistas do ensino médio terão seu segundo dia de atividades nesta quarta-feira (24/2). Na cidade de São Paulo, o evento contará com a presença de estudantes e professores do Colégio Dante Alighieri, da Escola Vera Cruz, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e da Escola Nossa Senhora das Graças. As atividades ocorrerão no Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).   Por meio de videoconferência, com início às 12h30 (horário de Brasília), os participantes se juntarão a colegas da Bélgica, França, Grécia, Noruega e Portugal para, ao lado de cientistas de 90 universidades e institutos de pesquisa de 22 países, analisar dados de colisões de partículas elementares produzidos no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN).   O MasterClass, organizado pelo sexto ano consecutivo pelo European Particle Physics Outreach Group, permite que

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Brasil participa de competição que reúne melhores países em olimpíadas de matemática

O Brasil vai participar pela primeira vez da Romenian Masters in Mathematics, que começa quarta-feira (24) em Bucareste (Romênia). O evento reúne os melhores países do mundo em olimpíadas internacionais de matemática.   O Brasil ocupa a 16ª colocação no ranking mundial e foi chamado pela primeira vez. “É o único país latino-americano e ibero-americano a ser convocado em todos os tempos, porque o nosso desempenho é realmente muito bom”, afirmou Nelly.   A equipe brasileira é composta de seis alunos do ensino médio do Ceará (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2) e Santa Catarina (1), além de dois professores. “Eles serão submetidos a dois dias de provas, com três problemas de matemática em cada dia e quatro horas e meia para resolver os três problemas”. A assessora explicou que são problemas olímpicos, que visam a um maior raciocínio lógico. Não há espaço para “decoreba”, disse.   Esta é a terceira edição do Romanian Master in Mathematics, que se estenderá até o dia 1º de março. Além do Brasil, participarão delegações da Alemanha, Bielorússia, Bulgária, Coreia do Sul, China, dos Estados Unidos, da Hungria, Itália, do Irã, Japão, Reino Unido, da Romênia, Rússia, Sérvia, Turquia e Ucrânia. A participação

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Livros didáticos poderão ser reescritos digitalmente

Criando uma espécie de Wikipédia dos livros, a Macmillan, uma das cinco maiores editoras de livros didáticos e técnicos dos Estados Unidos, está lançando um software chamado DynamicBooks.   Os leitores podem modificar o conteúdo da web. Por que o mesmo não acontece nos livros?   “Basicamente, o professor entra na rede, se conecta à ferramenta de redação e tem o conteúdo do livro ao seu dispor para realizar as alterações que deseje”, disse Brian Napack, presidente da Macmillan. “E nós nem veremos o que ele mudou”.   Em agosto, a Macmillan planeja começar a vender 100 títulos abertos ao DynamicBooks. As edições eletrônicas alteráveis serão muito mais baratas que os livros didáticos tradicionais. Psychology, por exemplo, que tem preço de tabela de US$ 134,29, será vendido por US$ 48,76 em sua versão DynamicBooks.  

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79 mil crianças de 6 anos são reprovadas

MEC quer vetar a reprovação de crianças nessa faixa etária, pois teme prejudicar aluno tão jovem por toda a vida escolar. Até 2005, antigo primário começava aos 7 anos; prefeituras alegam que crianças chegam à escola sem passar por creche ou pré.   Crianças de seis anos têm sido reprovadas no país, depois que essa faixa etária passou a integrar o ensino fundamental. Em 2008, 79,3 mil alunos do novo primeiro ano da educação fundamental não passaram de ano, conforme dados inéditos do MEC, obtidos pela Folha. O número representa 3,5% das matrículas dessa série.   Até 2005, o antigo primário começava aos sete anos. Uma lei daquele ano antecipou o início para os seis anos, para garantir mais anos de estudo para alunos pobres, que não tinham acesso à pré-escola. A transição terminou agora em 2010. O Ministério da Educação quer vetar a reprovação de crianças de seis anos, pois entende que o novo primeiro ano é apenas um início de alfabetização. O temor, diz o MEC, é prejudicar uma criança tão jovem por toda a vida escolar (pesquisas mostram que reprovação pode acarretar notas baixas e abandono).   As prefeituras, que têm autonomia, apontam diferentes explicações para os

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Livro escolar distribuído pelo governo do MS “esquece” cidade do próprio Estado

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), distribui 360 mil exemplares de material escolar contendo um mapa que “esquece” um município do próprio Estado: Figueirão (emancipado desde 2003, localizado a 265 km de Campo Grande).   O mapa foi reproduzido na contracapa dos cadernos de desenho e caligrafia que compõem o kit –que inclui ainda o uniforme escolar e materiais como lápis, borracha e canetas. Ao todo, foram investidos R$ 11 milhões na compra dos kits.   Distribuídos desde o início deste mês nas escolas estaduais, os cadernos chamaram a atenção da geógrafa Glacie Loureiro, que é professora da rede pública estadual. “É algo constrangedor, especialmente para quem lida com geografia, ter de trabalhar com um material incorreto”, avaliou.   A assessoria do governo Puccinelli admitiu a falha e disse que prepara uma correção para ser anexada aos cadernos. O custo da operação, segundo o governo, ficará a cargo da empresa responsável pela produção do kit.   Em processo de emancipação desde dezembro do ano passado, o município de Paraíso das Águas também não foi citado no mapa. Neste caso, afirmou a assessoria, “não houve erro pelo fato de o processo estar inconcluso”.  

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Com vontade de aprender

Levantamento do MEC aponta crescimento no número de matrículas de crianças cegas ou com problemas crônicos de visão.   Em 10 anos, o número de matrículas em escolas públicas de alunos portadores de algum tipo de deficiência visual cresceu 620% no Brasil. Em 1998, eram 8.963 estudantes. Em 2008, foram 55.915, dos quais 4.604 alunos eram cegos e 51.311 apresentavam problemas crônicos de visão. Os dados são do Censo Escolar de 2008, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no fim do ano passado.   A inclusão de cada vez mais jovens e crianças foi acompanhada do melhor preparo dos centros de ensino para acolher os estudantes com esse tipo de deficiência. Porém, apesar do avanço, professores, alunos e pais acreditam que ainda há muito o que melhorar para que o acesso à educação seja totalmente eficaz.   De acordo com a supervisora pedagógica do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais de Brasília, Susana Carvalho, na cidade não existe escola pública que não tenha pelo menos um aluno com qualquer tipo de deficiência.Porém, diz a especialista, o sistema educacional ainda não está totalmente preparado para receber um número grande desses alunos. “Falta gente especializada, recursos físicos e humanos e ainda

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