Governo brasileiro quer o português entre as línguas da ONU

De acordo com a coluna Avant Première, o governo brasileiro está abrindo mais uma frente de trabalho em sua agressiva política internacional. No fim do mês, o Itamaraty realiza um evento, em Brasília, para tentar adicionar o português às seis línguas de trabalho oficiais na ONU – inglês, espanhol, francês, chinês, árabe e russo.   A Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que ocorre nos dias 27 e 28, incluirá debates literários sobre tradução, o uso do português na internet, processo criativo, entre outros temas.  

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Novo plano prevê erradicação do analfabetismo no Brasil até 2020

A proposta para o novo Plano Nacional de Educação feita pelo Conselho Nacional de Educação prevê a erradicação do analfabetismo até 2020, tarefa que o atual plano ficou longe de cumprir. O analfabetismo funcional também terá de ser extinto pelo novo PNE, que norteará a educação no país por dez anos (2011-2020).   A proposta ainda será discutida na Conferência Nacional de Educação, que ocorre no fim de março e que levará subsídios ao projeto que o MEC enviará ao Congresso.   A Folha adiantou ontem que, assim como a erradicação do analfabetismo, dois terços das metas não foram cumpridas do atual PNE, que abrange o período de 2001-2010. Relatório feito por pesquisadores de universidades federais apontou que só 33% das metas foram alcançadas. O país ainda tem 14 milhões de analfabetos.   Outra prioridade que entrará no novo plano será a elevação dos investimentos em educação, que passarão a equivaler a 10% do Produto Interno Bruto até 2014. Em 2007, dado mais recente disponível, o percentual ficou em 5,1% ou 4,7%, dependendo da forma de cálculo.   Fernando Haddad (Educação) disse que pediu ao Inep, órgão ligado à pasta, para atualizar e revisar o balanço do PNE encomendado aos

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Lançado no Rio concurso para nove milhões de estudantes

Nove milhões de alunos de escolas públicas serão estimulados a ler mais e escrever melhor. Além dos estudantes, a segunda edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro deve alcançar 300 mil professores.  O concurso foi lançado nesta terça-feira, 2, na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro. Adesões de secretarias de educação e inscrições de professores estão abertas e se encerram em 14 de maio.Crianças e jovens matriculados em turmas do quinto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio podem participar com textos dos gêneros poesia, memórias, artigos de opinião e, novidade este ano, crônica. Alunos de todo o país têm a chance de expressar, por meio do aprimoramento da leitura e da escrita, o que pensam e sentem sobre o lugar onde vivem. Este é o tema da olimpíada que deve estar presente em todos os gêneros. Para o primeiro secretário da ABL, Domício Proença, a olimpíada está intimamente ligada ao objetivo primeiro da academia — o culto da língua e da literatura nacional. “A casa de Machado de Assis fica feliz ao se associar a essa iniciativa, que tem como objetivo aproximar o falante e escrevente da língua,

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País só cumpre 33% de metas de educação

Relatório mostra que ainda há alta repetência, a taxa de universitários é baixa e o acesso à educação infantil está longe do proposto. Estudo de pesquisadores de universidades federais abrange o período de 2001 a 2008, incluindo dois anos de governo FHC e seis de Lula .   Enquanto petistas e tucanos fazem alarde dos seus feitos na educação, um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas. Relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, aponta alta repetência, baixa taxa de universitários -apesar dos programas criados nos últimos anos- e acesso à educação infantil longe do proposto. O estudo, que abrange o período de 2001 a 2008, foi feito por pesquisadores de universidades federais, com apoio do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC). O plano foi criado com o objetivo de implantar uma política de Estado para a educação que sobrevivesse às mudanças de governo. As metas presentes nele são de responsabilidade dos três entes federados, mas municípios têm mais atribuição pela educação infantil e fundamental; Estados,

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Reforma ortográfica na internet; Kindle na ABL

A Academia Brasileira de Letras (ABL) teve uma ideia que vai ajudar quem leu a palavra “ideia” e achou que ela ainda tinha acento. Desde a última quinta-feira, o site da ABL traz uma versão para consulta online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp).   A ferramenta online faz parte de um projeto maior de ampliação do acesso digital da população ao trabalho da ABL.   Sessões da casa já podem ser assistidas em vídeo pela internet. Em janeiro, ela lançou um site comemorativo do centenário de morte de Joaquim Nabuco. E até março deve começar a distribuir Kindles aos acadêmicos. Há cerca de um mês, a ABL também entrou no Twitter.   “Antes do carnaval, nosso Twiter estava tendo bastante acesso. Agora, caiu um pouco — conta Vilaça, e faz piada: “É porque é mais informativo, não faz fofoca… Se a gente quisesse fazer, até que tinha bastante, viu? Mas aí seria um projeto mais audacioso”.      

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Aluno de hoje não quer ser o educador de amanhã

Se uma boa educação só é possível por meio de bons educadores, o mais recente estudo realizado pela Fundação Victor Civita (FVC), encomendado à Fundação Carlos Chagas (FCC), traz preocupação a quem se interessa pelo assunto. Ao pesquisar sobre a atratividade de jovens à carreira de docente, o levantamento mostra que apenas 2% dos estudantes do terceiro ano do ensino médio pensam em atuar em sala de aula.     Com 1.501 alunos participantes, o estudo foi aplicado em 18 escolas públicas e privadas de oito municípios (em cinco regiões do país) selecionadas por seu tamanho, abrangência regional, densidade de alunos e oportunidades de emprego. Segundo estes estudantes, as más condições de trabalho, a baixa remuneração e o pouco reconhecimento social são os motivos para se manterem longe da sala dos professores.   “Esse é um tema central e de médio prazo para a melhoria da qualidade de educação no país. O principal é mudar a formação para criar essa atratividade”, afirma o secretário estadual de Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza.   Curiosamente, há uma semana (26/02), o ex-ministro da Educação culpou a má formação dos professores pelo mau desempenho registrado nas provas de matemática aplicadas a estudantes

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Escolas privadas de nível médio deixam de atrair alunos

Na contramão do que ocorre no ensino superior, as escolas particulares de nível médio não estão conseguindo atrair mais alunos para suas salas.   Dados do censo escolar do MEC e da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostram que o setor não está crescendo –em alguns Estados, chega a perder alunos– e cede cada vez mais espaço para escolas públicas.   O censo do MEC indica que, de 1991 a 2008, a proporção de matrículas em escolas particulares no antigo segundo grau caiu de 27% para 12%. A razão principal para isso foi a expansão do setor público, mas os dados revelam também que o total de alunos vem oscilando entre 1,2 milhão e 900 mil, tendo atingido seu auge em 1997 (1,267 milhão de estudantes).   Como o censo escolar passou por algumas modificações nesse período, não é possível ter certeza sobre a magnitude da queda nas matrículas. A Pnad, feita pelo IBGE com outra metodologia, confirma, no entanto, que o setor não consegue mais se expandir e perde espaço para as públicas.   Pela Pnad, o pico das matrículas de 2001 a 2008 (período que a pesquisa abrange) ocorreu em 2004 (1,306 milhão). Em

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Editora Cortez completa 30 anos e lança documentário sobre seu criador

Nesta segunda (1/3) será um dia muito importante para um dos mais queridos e dedicados editores do País. A editora de José Xavier Cortez completa 30 anos.   Um evento no Tuca – Teatro da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo marcara a data. Na ocasião, acontece a avant-première do documentário “O Semeador de Livros”, de Wagner Bezerra, que conta a saga de Cortez no mundo dos livros. Narrado em primeira pessoa, o documentário mostra os caminhos percorridos pelo editor, que, ainda muito jovem, deixa a então pequena cidade de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, em direção ao Sul do País. O filme descreve o engajamento do Cortez em causas político-sociais, como a participação na famosa “Revolta dos Marinheiros”, que levou a sua expulsão da Marinha do Brasil. O documentário narra também a batalha para conseguir o primeiro emprego, que no caso do Cortez, aconteceu em um estacionamento, atuando como lavador de carros e depois promovido a manobrista.

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Escolas não se adaptam a aluno de 6 anos

No primeiro ano do ensino fundamental, colégios estaduais e municipais não têm estrutura ou projeto pedagógico adequado. Proposta era mesclar o início da alfabetização com atividades lúdicas, mas professores não foram preparados para isso.    Sentada em uma carteira de adulto, Isabela, 6, não consegue colocar o pé no chão. Suas sandalinhas balançam dois palmos acima do solo. Também com os pés no ar, colegas de sala dela sentam com a mochila nas costas, para ficarem próximas à mesa. Outras estão em pé, para alcançar lápis e papel. “Elas são pequenas para ficar cinco horas aqui. Estão sempre inquietas, incomodadas. Depois do lanche, coçam o olho de sono. Umas dormem apoiadas na mesa”, observa Maria, professora da turma.   A cena, passada em uma escola municipal em Cidade Dutra (zona sul), exemplifica a má notícia da volta às aulas na rede pública de São Paulo, segundo docentes: não houve preparação para receber crianças de seis anos nas escolas de ensino fundamental, norma implementada neste ano na cidade.   Até o ano passado, o antigo primário recebia alunos a partir dos sete. Lei federal determinou a antecipação da entrada para que os estudantes pobres tivessem mais um ano de escolarização (crianças

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