Editoras criam plataforma para livros digitais

Numa clara reação ao crescente interesse pelos e-books, no Brasil e no exterior, a Editora Objetiva, o Grupo Editorial Record e a Editora Sextante anunciaram ontem a associação em uma nova empresa, batizada de Distribuidora de Livros Digitais (DLD).   O projeto, que já contava com a participação das editoras Intrínseca e Rocco, é, segundo nota enviada à imprensa, “uma plataforma de hospedagem e distribuição de livros no formato digital”, com “direitos exclusivos de distribuição dos livros publicados pelas editoras integrantes do projeto.”   Entre os objetivos da DLD está o de garantir, segundo a nota, “uma proteção eficaz contra a cópia ilegal e o acesso das editoras em tempo real aos dados necessários para faturamento, liquidação de direitos autorais e geração de estatísticas comerciais”. A DLD, ainda de acordo com o comunicado, não venderá diretamente os e-books ao consumidor final, atuando apenas como distribuidora para livrarias on-line e empresas de conteúdo digital. Além disso, oferecerá seus serviços a qualquer editora interessada.

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Corte no orçamento não compromete universidades

Ministério da Educação assegura que entrada de novos recursos vão acomodar os gastos da pasta.O corte de R$ 1,28 bilhão no orçamento do Ministério da Educação não vai afetar as universidades nem a educação como um todo. O ministro Fernando Haddad garante que a entrada de dois novos recursos superam o que foi contingenciado após a sanção da lei orçamentária.    A primeira verba virá de um projeto de lei que prevê R$ 1,2 bilhão para recompor os gastos de merenda e de transporte escolar. Outros R$ 800 milhões são referentes a uma Medida Provisória que financia o ensino médio nas regiões Norte e Nordeste.   “Não vai ter nenhum corte. O Ministério não trabalha com essa possibilidade. Haverá uma acomodação de gastos”, afirmou o assessor especial do ministro, Nunzio Briguglio Filho.   A acomodação dos gastos é uma surpresa para a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. No início da noite dessa terça-feira, 1º de junho, eles não haviam recebido nenhum contato do governo federal sobre o possível corte ou qualquer mudança no orçamento da pasta. “Tudo que soubemos foi pela imprensa. Nossa orientação é que se siga os desejos do presidente. Segundo ele, a

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Audiência debate programa Ensino Médio Inovador

A Comissão de Educação e Cultura realiza nesta terça-feira (1) audiência pública sobre o programa Ensino Médio Inovador, do Ministério da Educação. O programa surgiu como forma de incentivar as redes estaduais de educação a criar iniciativas inovadoras para o ensino médio.   A proposta do MEC tem cinco questões centrais a serem discutidas no currículo do ensino médio. A primeira é estudar a mudança da carga horária mínima do ensino médio para 3 mil horas – um aumento de 200 horas a cada ano. Outra mudança é oferecer ao aluno a possibilidade de escolher 20% de sua carga horária e grade curricular, dentro das atividades oferecidas pela escola.   Faz parte ainda da proposta associar teoria e prática, com grande ênfase a atividades práticas e experimentais, como aulas práticas, laboratórios e oficinas, em todos os campos do saber; valorizar a leitura em todas as áreas do conhecimento; e garantir formação cultural ao aluno.   O debate foi proposto pelo deputado Iran Barbosa (PT-SE). “Apesar do esforço ocorrido nos últimos anos e os progressos obtidos na expansão dos diversos níveis de ensino, existe um quadro de elevada desigualdade educacional e situação precária em relação à permanência e à aprendizagem dos estudantes nas

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Livros didáticos no lixo

Centenas de livros didáticos novos foram encontradas nesta quinta-feira (27) em um barracão da Cooperativa de Reciclagem em Colina, a 399 km de São Paulo, na região de Ribeirão Preto.    O material impresso em anos anteriores a 2010 faz parte do Programa Nacional do Livro Didático do governo federal e foi flagrado pela reportagem da EPTV prestes a ser reciclado pelos catadores. Em uma parte dos livros que ainda estavam embalados era possível identificar uma nota endereçada a escola municipal José Venâncio Dias. A diretora não quis comentar o assunto.   Segundo a secretária da Educação, Elizabeth Melani Neme, o material foi distribuído pelas editoras, mas não chegou a ser usado pelos alunos. Como estava ultrapassado, foi doado para entidades assistenciais de Colina e levado pelo caminhão que faz a coleta do lixo reciclável na cidade. Por telefone, a coordenadora geral do Programa de Livros do Ministério da Educação, em Brasília, Sonia Shuartz, disse que a sobra do material deveria ter sido comunicada ao Ministério. Segundo ela, esses livros poderiam ter sido utilizados em outras cidades do país.  

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Escolas podem programar visitas gratuitas à Bienal do Livro de SP

Expectativa é que visitação escolar programada atraia cerca de 140 mil alunos para participar do maior evento editorial do País ao longo de seus 11 dias de duração.   A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo – que acontece de 12 a 22 de agosto de 2010, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, Zona Norte da capital paulista – espera receber cerca de 140 mil alunos a partir de seu programa gratuito de visitação escolar programada. Para recebê-los, e também às demais crianças e adolescentes que forem à feira, a organização do evento prepara uma série de atividades e atrações culturais e educativas voltadas ao entretenimento e ao estímulo ao hábito da leitura.   Entre as inúmeras atrações, destaque para dois espaços pensados e preparados para mostrar às crianças e adolescentes a magia que envolve o mundo do livro: “O livro é uma viagem”, organizado pelo IPL (Instituto Pró-Livro); e “Fábulas da Turma da Mônica”, que tem a curadoria do desenhista Maurício de Souza, criador da famosa turma de personagens de histórias em quadrinhos brasileiras.   “O livro é uma viagem”   O espaço “O livro é uma viagem” pretende passar a sensação para as crianças e adolescentes

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Congresso poderá ampliar recursos para a educação

Novo plano nacional do setor, que será analisado pelos parlamentares, deve prever metas para garantir a continuidade de programas educacionais.    Desde 2001 está em vigor o Plano Nacional de Educação, o PNE (Lei 10.172/01), que traçou as metas educacionais para o País pelo prazo de dez anos. Até 31 de dezembro o Congresso precisa aprovar o 2º PNE, que vai definir as diretrizes para 2011 a 2020. A previsão é a de que o Executivo envie à Câmara o texto do novo plano nas próximas semanas, com base nas propostas aprovadas durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), em março deste ano em Brasília. O aporte de mais recursos para a educação pública e a instituição de metas claras que garantam a continuidade dos programas educacionais são pontos que dominam as propostas da conferência e que devem entrar no 2º PNE.   Além disso, os deputados da Comissão de Educação e Cultura da Câmara já realizam, desde 2009, encontros nos estados para subsidiar o novo plano. As propostas apresentadas aos deputados também pedem mais recursos (a meta é dobrar em quatro anos a participação da educação no PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de

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Rede quer liberação da reprodução “sem finalidade de lucro” de obras

Um em cada três livros universitários está esgotado. Grupo de 20 organizações realizou um ato pela revisão da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.160/98) nesta quarta (26), às 19h, em São Paulo. Nessa ocasião, a “Rede pela Reforma da Lei dos Direitos Autorais” vai pedir abertura de consulta pública da legislação.   “O Brasil possui uma das leis mais rígidas do mundo”, diz Guilherme Varella, advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), um dos integrantes da rede. “Precisamos de algo mais flexível, que facilite o acesso às obras por todos, uma lei mais adequada à nova realidade digital. O direito autoral tem o papel de proteger o autor, mas também de garantir os direitos fundamentais à educação e à cultura”, completa.   Em sua carta-manifesto, o grupo tem como primeira medida a “permissão da cópia integral privada sem finalidade de lucro”. De acordo com a legislação atual — dependendo da interpretação dada — tirar cópias de um capítulo de um livro poderia ser considerado “ofensa aos direitos autorais”.   Interpretação diferente No artigo 46, inciso II, a lei é vaga ao determinar o que não é “ofensa aos direitos autoriais”. O texto na íntegra é: “a reprodução,

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Apenas metade das escolas no Brasil oferece acesso à internet para alunos

Apenas metade das escolas brasileiras tem acesso à internet. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 25, pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que indica que a taxa brasileira é bem inferior à média dos países ricos. O acesso de escolas brasileira à internet é ainda inferior às taxas de Omã, Chile, Arábia Saudita, Tunísia e Turquia.   Na Jordânia, 80% das escolas estão conectadas. Nos países ricos, praticamente 100% das escolas estão conectadas à internet e a maioria à banda larga. Na Croácia, Suécia e Reino Unido, todas as escolas já contam com a internet de alta velocidade. Já em 2004, 97% dos colégios canadenses estavam conectados. No caso do Brasil, a taxa ao final de 2009 seria de 56%. No Chile, a taxa é de mais de 65%. No Uruguai, o governo conseguiu garantir que 100% das escolas tenham acesso à internet de alta velocidade. Outra constatação é de que menos de 10% das bibliotecas brasileiras fornecem acesso à internet aos visitantes. No México, a taxa é de 40%.   Língua   Apesar da baixa presença em escolas brasileiras, a internet vem observando um aumento importante no uso do português na rede. Hoje, a língua de Camões é a

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Escolas recebem prêmio por incluir aluno com deficiência

Cinco escolas, uma de cada região brasileira, foram premiadas na noite de segunda-feira, 24, por desenvolver práticas de inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. A entrega do prêmio Experiências Educacionais Inclusivas fez parte da abertura do seminário internacional A Escola Aprendendo com as Diferenças, que vai até quinta-feira, dia 27, em Brasília.   “Sempre que falamos em aferir a qualidade da educação, pensamos em exames de proficiência, mas esquecemos que a avaliação de uma escola também deve ser medida pela capacidade de formar cidadãos plenos”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, as escolas devem ensinar, acima de tudo, o convívio harmonioso entre as crianças e jovens, baseado no respeito mútuo. “Todos se beneficiam com a inclusão.”   Haddad destacou os programas do Ministério da Educação que dão condições às escolas regulares de receber alunos com deficiência, como a implantação de salas de recursos multifuncionais, que reforçam o aprendizado de acordo com as peculiaridades de cada estudante. O ministro citou, também, a contagem de dupla matrícula no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para as escolas regulares que oferecem atendimento

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