Livros digitais em todo o lado

Para ler um livro digital não é obrigatório que adquira um leitor digital. Na verdade, pode não ser necessário gastar um único euro, nem nos livros. Muitas lojas on-line oferecem conteúdos que também podem chegar ao PC ou ao celular. Muitas vezes, sem custos.   Com os computadores cada vez mais portáteis e os celulares em sistemas de computação, faz pouco sentido que o fenômeno emergente dos livros digitais se esgote ou limite à utilização num leque restrito de equipamentos, promovidos por fabricantes que apostam em modelos fechados de plataformas de conteúdos. E de fato, é cada vez menos assim.   A oferta de livros digitais multiplataforma está crescendo e permite a quem gosta de ler experimentar a versão digital sem precisar comprar um leitor ou, mesmo que o faça, sem ficar restrito à loja promovida pela fabricante do equipamento. Mesmo entre as marcas com leitor para promover, nem sempre a estratégia é a de manter uma loja de livros eletrônicos exclusivamente focada no seu próprio dispositivo.   Que o diga a Amazon, que ao contrário da Apple – com uma loja criada apenas para alimentar o seu midiático e aguardado iPad – tem tentado assegurar massa crítica para a

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Reforma revê Direitos Autorais

O Ministério da Cultura (MinC) lançou na segunda-feira (14/06) a consulta pública que ajudará a definir o texto da reforma da Lei de Direitos Autorais. Foram vários adiamentos sucessivos e muita discussão – principalmente entre o MinC e as entidades de arrecadação privada. A consulta pública será totalmente online. “A ideia é debater aspectos mais ou menos nos moldes do Marco Civil da Internet”, explica Alfredo Manevy, secretário executivo do MinC.    “Eu acho que o processo demorou bastante, bem mais do que o previsto. Poderia ter sido concluído há um ano e meio”, critica Pablo Ortellado, professor da USP e coordenador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai). O grupo participa da Rede pela Reforma da Lei de Direito Autoral, que reúne 20 organizações (como CTS-FGV, UNE e Idec) e pressiona o MinC a liberar o texto desde o ano passado.   Distração   O temor é que o debate perca força por causa da Copa do Mundo e das eleições. Além da pressão pela aprovação, o MinC também enfrentou resistência das entidades privadas contrárias à mudança. A Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus) diz, por exemplo, que a lei 9.610 é atual

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Livro digital enfrenta dilema

Um grupo de editoras anunciou há alguns dias uma associação para dar início à distribuição de livros digitais no Brasil. Diferentemente das gravadoras, que demoraram para entrar no ramo digital e abriram espaço para piratas, as editoras não querem perder tempo. Estão certas. No entanto, há um duplo dilema no horizonte.    O primeiro é a questão do preço dos livros digitais. Imagine que você compra a cópia física de Leite derramado, do Chico Buarque. O preço é R$ 39. Se você não gostar, dá para vendê-lo talvez por R$ 15 ou R$ 20. Agora imagine que você compra a versão eletrônica do livro, que custa R$ 29. Se você não gostar dele, vai ser praticamente impossível vendê-lo. Não há mercado secundário para livros digitais. O custo de uma cópia adicional de um livro digital é zero. Com isso, o seu preço final também tende a zero. Por essa razão, as editoras vão precisar pensar com cautela como definir os preços dos livros digitais. Se forem altos demais, abre-se espaço para a pirataria. Se baixos demais, põem risco o negócio. É um dilema tão duro quanto ser ou não ser.      

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Livro eletrônico começa a mudar indústria

Em agosto, a Amazon publicará uma versão impressa de bolso de A Scattered Life, seu primeiro romance. Autores como McQuestion estão na vanguarda de uma reviravolta tecnológica que está enfraquecendo o tradicional controle das editoras sobre o mercado literário e aumentando o poder de empresas de tecnologia como a Amazon, que passaram a determinar quais livros e autores vão dar certo.   Por trás dessa mudança está a popularidade crescente dos livros eletrônicos. As vendas americanas de livros caíram 1,8% no ano passado, para US$ 23,9 bilhões, mas as de e-books triplicaram, para US$ 313 milhões, segundo a Associação de Editores Americanos. Alguns analistas calculam que as vendas de livros eletrônicos podem chegar a compor entre 20% e 25% do mercado de livros em 2012. (The Wall Street Journal).   A escritora Karen McQuestion passou quase dez anos tentando convencer algum editor nova-iorquino a publicar seus livros. Aí, em julho, McQuestion, de 49 anos e mãe de três filhos, decidiu publicar por conta própria na internet. Onze meses depois, McQuestion já vendeu 36 mil livros eletrônicos para o Kindle e tem uma opção para um filme com um produtor de Hollywood.      

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Antonio Ronca é o novo presidente do CNE

Professor da PUC-SP assume presidência do Conselho Nacional da Educação (CNE) por dois anos. Câmaras de Educação Básica e Superior também têm novos líderes.    O escolhido pelos conselheiros na tarde de terça-feira (8) foi o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Antonio Carlos Caruso Ronca.Formado em pedagogia e filosofia, Caruso possui títulos de mestrado e doutorado na área de psicologia da educação. Caruso atua no CNE desde 2004 e ocupará a presidência por dois anos. O professor também é integrante do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), do Conselho Consultivo do Centro de Atendimento ao Trabalhador e do Conselho da Fundação Abrinq.   Na Câmara de Educação Básica, o novo presidente será Francisco Aparecido Cordão, também antigo conselheiro. O primeiro mandato no CNE foi em 1998. Cordão foi presidente dessa câmara entre 2002 e 2006.   O vice será Adeum Hilário Sauer, que foi secretário de Educação da Bahia e do município de Itabuna. Os escolhidos para comandar a Câmara de Educação Superior são: o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Paulo Speller, que será o presidente, e o professor da Universidade Federal de Juiz de

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Mais de 19 milhões de alunos participam da primeira etapa da 6ª Olimpíada de Matemática

As provas da primeira fase da 6ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) serão realizadas nesta terça-feira (8) por 19,6 milhões de alunos, do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio. São 44,7 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal.   Nessa etapa escolar, os alunos deverão responder 20 questões de múltipla escolha que serão aplicadas e corrigidas pelos professores. A correção dos testes deve ser imediata, pois o prazo de envio à direção regional da Obmep dos cartões-resposta dos classificados para a segunda fase termina no dia 22 deste mês.   As provas da segunda fase acontecerão em 11 de setembro, às 14h30. Os alunos responderão de seis a oito testes discursivos em centros de ensino definidos pela coordenação. A correção será feita por comitês de professores de matemática. Desse grupo de alunos sairão os 500 medalhistas de ouro, 900 de prata e 1,8 mil de bronze, além de 30 mil com menção honrosa. A divulgação dos vencedores está prevista para o dia 26 de novembro.   A Obmep é promovida pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Educação, e realizada pelo Impa (Instituto Nacional de Matemática

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Olimpíada da Língua Portuguesa tem 59 mil escolas inscritas

Cerca de 141 mil professores de 59 mil escolas públicas da educação básica de 5.222 municípios se inscreveram para participar da próxima Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. A participação é maior do que a da primeira edição do concurso, em 2009, que contou com 130 mil professores inscritos.   O concurso, que ocorre a cada dois anos, destina-se a alunos dos últimos anos do ensino fundamental e do ensino médio. Todos os participantes terão que escrever um texto sobre o tema “O Lugar Onde Vivo”. Para os estudantes do 5º e 6º anos, o formato deve ser de poesia. Os alunos do 7º e 8° anos participam com dissertações do tipo memória. Os concorrentes do 9° ano do ensino fundamental e do 1° ano do ensino médio escreverão crônicas e os estudantes do 2° e 3° anos do ensino médio participam com artigos de opinião.    Na primeira fase da olimpíada, os professores trabalham com os estudantes a elaboração dos textos para depois selecionar os melhores de cada escola, que seguem para uma etapa municipal. Esse processo deve ser concluído até 16 de agosto, segundo o calendário da competição.   Em seguida, há uma etapa estadual, em que

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MEC deve finalizar proposta para Plano Nacional até julho

O Ministério da Educação (MEC) prevê enviar ao Congresso Nacional até julho um documento com as propostas para o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai nortear políticas públicas para o ensino formal entre 2011 e 2020. Depois da entrega, fica sob responsabilidade da Câmara dos Deputados e do Senado votar a validade de cada proposta e formular o Plano. A expectativa é que ele seja aprovado ainda este ano. As demandas foram levantadas pela sociedade civil durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceu entre 28 de março e 1º abril de 2010, em Brasília. As plenárias aprovaram propostas como eleição para diretor escolar, diminuição do número de alunos nas salas de aula e reserva de 50% das vagas de universidades para alunos da rede pública de ensino. Sobre orçamento, eixo mais polêmico da Conferência, os delegados aprovaram a implantação do custo-aluno qualidade, que determina um investimento nacional mínimo por aluno, e a aplicação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2011 e 10% até 2014. Também foram aprovadas a Lei de Responsabilidade da Educação, que prevê punir desvios de verba pública para o setor. “O documento final da Conferência traz diretrizes e reivindicações,

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Países do Mercosul sugerem metas para a universalização

Ministros da Educação do Mercosul e representantes das centrais sindicais do Cone Sul, reunidos em Buenos Aires, assinaram nesta quarta-feira, 9, declaração conjunta de diretrizes necessárias para alcançar a meta de universalização do ensino médio em toda a região. Eles estiveram na capital argentina para participar do seminário internacional A Educação no Contexto da Integração Latino-Americana e o Papel do Ensino Médio. As nove ações sugeridas ao fim do evento abrangem, entre outros temas, a criação de políticas públicas de inclusão, ingresso, permanência, aprendizagem e, por consequência, conclusão do ensino médio. Estudantes, professores, gestores e comunidade devem participar como protagonistas da construção democrática de políticas educativas. O documento também reitera a importância de garantir financiamento público integral do sistema educativo para que se chegue efetivamente à universalização. Na terça-feira, 8, o ministro Fernando Haddad lembrou que até alguns anos atrás o Brasil não contava com programas de alimentação e de transporte escolares e de material didático para o ensino médio. Além de garantir os benefícios a todos, da creche ao fim da educação básica, o orçamento do Ministério da Educação triplicou em cinco anos — de R$ 19 bilhões para os aproximadamente R$ 59 milhões atuais. Professor — No Brasil,

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