Movimento Todos pela Educação estabelece cinco bandeiras para a área

O movimento Todos pela Educação lançou nesta quarta-feira (01/12) cinco bandeiras para a educação no país, com o objetivo de ajudar a cumprir até 2022 as cinco metas de qualidade que já tinham sido estabelecidas pela ONG.    As bandeiras são a adoção de currículo nas escolas, a valorização do professor (tanto com melhora na carreira quanto com melhor formação), a responsabilização dos gestores, avaliação educacional que leve às escolas mais informações sobre sua situação, e melhores condições dentro da sala de aula, com melhoria na estrutura física e mais tempo de aula para os alunos.   Formado principalmente por empresários, o grupo destacou hoje que essas bandeiras devem acelerar o atendimento de metas de qualidade estabelecidas em 2006, quando o movimento começou.   As metas que devem ser cumpridas são: toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola, toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos, todo aluno com aprendizado adequado à sua série, todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos e investimento em educação ampliado e bem gerido.         Educação básica só terá nível adequado em 2050, diz ONG Folha de São Paulo – Fábio Takahashi Estudo, divulgado ontem em

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Dezesseis Estados não têm plano de educação

Dos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, 16 não têm plano estadual de educação, que é previsto por lei. Isso significa que eles não apresentam um conjunto de metas que direcionem as políticas públicas na área por até uma década, o que, segundo especialistas, pode dificultar investimentos para a solução de problemas estruturais.   O levantamento, realizado pelo Observatório da Educação, da organização não governamental Ação Educativa, mostra que Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe não têm planos consolidados como lei e aprovados pelas respectivas assembleias.   De acordo com a lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, todos os Estados devem elaborar seus planos com base no federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, também prevê a criação de planejamentos estaduais na área.   Alguns dos Estados que não têm planos apresentam documentos internos de metas ou conjuntos de diretrizes, mas que não foram transformados em lei. É o caso do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo e Sergipe. Já o Amapá realizou, em abril,

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Olimpíada da Língua Portuguesa premia 20 alunos de escolas públicas

Vinte estudantes de escolas públicas de 12 estados foram premiados nesta segunda-feira (29) na etapa final da Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O concurso teve a participação de 239 mil professores e 7 milhões de alunos do 5° ano do ensino fundamental ao 3° ano do ensino médio.   Os 152 finalistas participaram da solenidade de entrega do prêmio, em Brasília. O projeto é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do MEC (Ministério da Educação). O objetivo é estimular o estudo da língua portuguesa e melhorar as habilidade de leitura e escrita dos estudantes brasileiros. Os educadores inscritos participaram de cursos presenciais e receberam material específico para desenvolver as atividades da olimpíada com seus alunos.   Durante a cerimônia, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que enviará uma minuta de decreto para a Casa Civil a fim de “institucionalizar” a olimpíada.“Políticas desse tipo não podem ser de governo, mas do Estado”, defendeu. Os estudantes e seus professores receberam as medalhas das mãos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Eles concorreram em quatro categorias, de acordo com a série: poema (5° e 6° ano do ensino fundamental), memórias literárias (7° e 8° ano do ensino fundamental),

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Haddad faz balanço sobre educação e diz que nenhuma promessa deixou de ser cumprida

Ao fazer um balanço das ações no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (29/11) que não há uma área na pasta que deixou de ser aprimorada nos últimos oito anos.    “São mais de 100 atos normativos. Nós praticamente redigimos uma nova Constituição. Todo o capítulo da educação foi reescrito”, disse. Haddad citou o que considera uma coleção de indicadores importantes para a educação do ponto de vista quantitativo e qualitativo, como a ampliação de universidades federais, de campi, de escolas técnicas e da frota escolar.   O ministro citou ainda as definições sobre o piso salarial dos professores e as melhorias na merenda escolar. “Nenhuma promessa deixou de ser cumprida”, afirmou. Para Haddad, a decisão do governo de triplicar o orçamento da educação foi fundamental.   “Quero crer que os próximos dez anos serão ainda melhores do que os últimos dez anos. Não há um único indicador que tenha sofrido qualquer retrocesso, ao contrário de décadas passadas. Conseguimos compatibilizar quantidade e qualidade”, concluiu. O ministro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram hoje da cerimônia de entrega de 30 escolas de educação profissional e de 25 campi de

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Após pressão, Dilma decide manter Haddad

Presidente Lula dedicou agenda de ontem (29) para tentar emplacar ministro da Educação, apesar de erros do Enem.   Críticas em relação à indicação do ministro vem de ala do PT que avalia que a ele falta atuação política.Após pressão do presidente Lula pela manutenção de Fernando Haddad no Ministério da Educação, a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), informou a auxiliares, na noite de ontem (29), que decidiu fazer o convite para sua permanência no cargo. A decisão decorre de uma espécie de campanha aberta por parte de Lula, que dedicou todo o dia de ontem para promover Haddad, cuja imagem foi arranhada pelas falhas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).   A escolha, no entanto, contraria parte do PT, que resistia à ideia por considerar que Haddad não tem relação política com a bancada. Lula começou o dia ao lado do ministro em um evento para inaugurar 25 campi (todos eles em funcionamento) e 30 escolas de ensino profissional (18 delas já abertas e as demais com obras concluídas para início das aulas no primeiro semestre de 2011).   “É dia de agradecimento. Só conseguimos fazer o que nós fizemos porque o companheiro Fernando Haddad conseguiu montar uma equipe

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Aulas atraentes e diversificação do currículo escolar podem diminuir evasão

Tornar as aulas mais atraentes e diversificar o currículo escolar. As duas alternativas foram apontadas como essenciais para evitar a evasão de jovens do ensino médio. O assunto foi discutido, na ultima semana, durante o seminário “Como Aumentar a Audiência no Ensino Médio”, que aconteceu em São Paulo (SP).   “Os alunos evadem, porque a escola é chata e longe do seu mundo”, afirmou o integrante do Instituto Inhotim, Cláudio de Moura Castro. Segundo ele, é preciso ensinar aquilo que faz parte do cotidiano do jovem. “Há maneiras de dar vida para assuntos que são obrigatórios”.   Durante o evento, foi lembrado que entre os jovens economicamente ativos de 18 a 24 anos, apenas 40% completam os primeiros 11 anos de estudo. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) sobre o ano de 2009.   “O Enem sinalizou para algo importante mesmo com o problema de logística. O que está por trás? Quatro áreas do ensino que mostram que a escola tem que mudar a maneira de ensinar”, analisou o professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco Soares. “Precisamos de propostas concretas, de ousadia. Alguns alunos aprendem o que o

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Menos da metade dos jovens conclui ensino médio na idade correta, diz estudo

Apenas 47% dos jovens das seis principais regiões metropolitanas no país terminam o ensino médio na idade adequada, prevista entre 17 e 18 anos. O diagnóstico é de um estudo encomendado pelo Instituto Unibanco à Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi divulgado na última quinta-feira (25/11), em São Paulo (SP). O abandono ou a repetência dos jovens começa antes do ensino médio: apenas 50% dos alunos do ensino fundamental concluem essa etapa na idade correta, segundo o levantamento, chamado “Os Determinantes do Fluxo Escolar entre o Ensino Fundamental e o Ensino Médio no Brasil”. Dessa parcela, 83% se matriculam no primeiro ano do ensino médio na idade correta, 65% no segundo e 55% no terceiro. Destes, apenas 47% concluem o último ano no tempo esperado. A cada 100 alunos que terminam o ensino fundamental na idade correta, nove ficam fora da escola pelo menos uma vez durante o ensino médio. “Manter o jovem estudando requer formular um currículo para o ensino médio, que antes de tudo seja interessante, que desenvolva as competências que ele precisa ter para continuar estudando ou entrar no mercado de trabalho”, sugere a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel. O estudo utilizou informações da Pesquisa Mensal

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Baixo desempenho e idade têm impacto no ensino médio

Pesquisas revelam os principais fatores que prejudicam alunos no ensino médio do Brasil: o baixo desempenho no ensino fundamental e a idade maior do que a esperada para a série (defasagem idade-série).   Os dados foram apresentados ontem, na capital paulista, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace) de Ribeirão Preto. Segundo o levantamento, 30% dos estudantes com as piores notas no nível fundamental sequer se matriculam no ensino médio. Entre os alunos com os melhores desempenhos, o índice de evasão cai para 3%. Hoje, os números serão analisados e comentados por especialistas em educação durante o seminário Como aumentar a audiência no ensino médio?, promovido pelo Instituto Unibanco.   A pesquisa, feita com jovens de escolas públicas e particulares de seis regiões metropolitanas do país, incluindo a Grande Belo Horizonte, mostra ainda que, chegar tarde ao ensino médio, tem um impacto extremamente negativo no futuro escolar dos estudantes. De cada 100 alunos que se matriculam no nível médio acima da idade recomendada (14 ou 15 anos), 16 abandonam a escola antes de completar os estudos. Já entre os sem defasagem idade-série, apenas nove desistem. O levantamento ainda revela

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Nova prova do Enem será em dezembro

Lista de alunos que enfrentaram erro no exame do dia 6 tem 2.817 nomes até agora; exame será no próximo dia 15. Candidatos que estão na lista para a avaliação e optarem por não fazer a prova terão o gabarito da primeira corrigido.   O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) definiu ontem a data da nova prova para os prejudicados por erros no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano: 15 de dezembro. O novo exame substituirá o realizado no dia 6 deste mês e será composto por questões de ciências humanas e ciências da natureza.   A prova será aplicada apenas para estudantes que receberam cadernos com erro de impressão. Por enquanto, apenas 2.817 estudantes dos mais de 3 milhões que fizeram a prova no início do mês foram identificados nessa situação. Na semana passada, o MEC (Ministério da Educação) estimativa que 2.000 alunos tinham sido prejudicados com o erro. Para chegar ao número de 2.817 estudantes, o MEC afirma ter verificado aproximadamente 116 mil atas dos locais onde o exame foi aplicado.   ATAS   De acordo com o ministério, os fiscais registraram nas atas os nomes dos estudantes que receberam o caderno de

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