Nova prova para alunos prejudicados no Enem não compromete isonomia, diz Haddad

A repetição de provas apenas para os alunos prejudicados por erros da impressão de provas no último exame do Enem não afeta a isonomia do exame. A afirmação é do ministro da Educação, Fernando Haddad.     Foi afirmado em audiência pública nesta terça-feira (16/11) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). De acordo com o ministro, os problemas do exame neste ano afetaram apenas 0,1% dos inscritos. A esses alunos prejudicados será assegurado o direito de fazer uma nova prova, sem que isso quebre a igualdade de condições para o conjunto de inscritos.   Conforme ressaltou, essa sistemática do Enem – de repetição de provas para parcela dos inscritos – é utilizada em exames mundialmente reconhecidos, como o Toefl e o SAT. A isonomia seria garantida pela utilização da metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI).       Enem poderá passar a valer por dois anos Folha de São Paulo – Larissa Guimarães de Brasília  Após enfrentar problemas, MEC planeja ainda realizar mais de um exame por ano   Após enfrentar problemas com o Enem, o governo poderá ampliar de um para dois anos o prazo de validade da prova. A ideia, segundo a Folha apurou, é anunciar ainda neste ano a

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Encontro Nacional de Livro e Leitura

Acontece esta semana, nos dia 18 e 19, em Brasília, o Encontro Nacional de Livro e Leitura, quando será realizado um balanço das ações de livro, leitura, literatura e bibliotecas dos últimos anos.   O objetivo é estabelecer propostas e diretrizes para continuidade destas políticas, construindo um documento a ser entregue aos ministros de Cultura e de Educação e para a presidente eleita Dilma Rousseff.   Representantes estratégicos do poder público e da sociedade civil terão como base para os debates as demandas identificadas nas três edições do Fórum do PNLL, na Pré-Conferência Setorial de Livro e Leitura e na II Conferência Nacional de Cultura.   O Encontro é realizado pelo MinC por meio da Diretoria de Livro, Leitura e Literatura da SAI e da Secretaria Executiva do PNLL, em parceria com o Instituto Pró-Livro, OEI e Fundação Santillana.

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Deputados cobram envio ao Congresso de plano de educação

Parlamentares governistas e oposicionistas se declaram preocupados com a demora no envio, ao Congresso, da proposta de novo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2011 a 2020, que precisa ser votada até 31 de dezembro.   Segundo eles, o problema pode deixar o ensino do País sem metas e sem formas de aferição de resultados a partir de 2011. O deputado Carlos Abicalil (PT-MT) levanta, inclusive, a possibilidade de um parlamentar elaborar o próximo PNE, usando a recente Conferência Nacional de Educação como base.   “Se não ocorrer o encaminhamento dentro do processo regular de iniciativa do Executivo, qualquer parlamentar terá a liberdade de fazê-lo. A proposta deve guardar vínculo com essa conferência, que mobilizou mais de 2,5 milhões de participantes”, ressalta Abicalil.   Segundo o Ministério da Educação (MEC), o texto deverá ser remetido até o final deste mês. O PNE é decenal — a vigência atual termina neste ano e o próximo vai vigorar a partir de 2011. A elaboração do PNE cabe ao Executivo, mas o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado para entrar em vigor.   De acordo com a Constituição, o plano deve definir objetivos e estratégias que assegurem a manutenção e

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Enem cresce em custo e erros, mas recebe apoio

Exame custa hoje três vezes mais que antes de virar vestibular, em 2009. Representantes de escolas e educadores afirmam que ganhos com exame são maiores do que problemas.    Um exame que passou a servir como vestibular nacional, com 4,6 milhões de inscritos, e visa melhorar o ensino médio do país. Mas que também enfrenta problemas de aplicação e custa três vezes mais que há dois anos.    Considerados os prós e os contras do novo Enem, o exame deve continuar, afirmam à Folha educadores, dirigentes e representantes de escolas e universidades. Todos, porém, cobram mudanças.   OBJETIVOS   Um dos objetivos mais elogiados é a tentativa de induzir o currículo das escolas a seguir o padrão do exame, que privilegia mais o raciocínio que o aprofundamento de matérias. Isso é factível porque o Enem ganhou mais peso ao virar um vestibular -e ficar mais importante para as escolas.   A mudança começou em 2009. Em 2010, a prova seleciona 83 mil calouros para as universidades federais. Junto com a expansão, veio o aumento de custos. O gasto com o exame passou de R$ 65 milhões para R$ 178 milhões, mais que o MEC destina a entidades de educação especial.

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“É uma medida antieducacional”

Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Cesar Callegari condena a aprovação automática dos alunos. Ele afirma que esta também é a posição do Conselho.   Para o ex-presidente da Comissão de Educação Básica do CNE, a aprovação automática, para qualquer fim, é um equívoco educacional grave.   – É uma medida antieducacional. Não é que somos a favor da reprovação, mas caso um aluno seja aprovado com dificuldades, cabe à escola oferecer algum suporte para ele recuperar o conteúdo.   Callegari acredita que Santa Catarina deveria providenciar um diagnóstico preciso e de qualidade, medindo o nível de aprendizagem dos alunos que deveriam ter sido reprovados, mas passaram de ano.   – Todos os estudantes devem receber um reforço e a complementação da aprendizagem.   De acordo com ele, as escolas ainda estão em fase de adaptação, mas as regras de transição foram claramente repassadas. O Ministério da Educação criou um guia de implementação do novo ensino fundamental de nove anos. Nele, está determinado que as séries do antigo sistema fossem extintas à medida que o novo modelo fosse sendo implantado.   Além disso, há também a orientação para que caso não possam ser criadas séries para os estudantes reprovados,

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Congresso aprova Plano Nacional da Cultura

Texto foi escrito após a realização de seminários e audiências públicas e define as diretrizes culturais para os próximos 10 anos.   O Plano Nacional de Cultura (PNC) foi aprovado, por unanimidade, nesta terça-feira (9), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano. Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC define as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos, garantindo, assim, a sua continuidade. O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005. As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas. Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em

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Justiça acata liminar e suspende prova do Enem; MEC admite erros

O Ministério da Educação (MEC) pode recorrer da decisão, válida para todo o País. A medida, porém, deve abrir caminho para uma longa batalha jurídica. Ainda ontem (08/11), a Defensoria Pública da União (DPU) recomendou ao MEC anular o primeiro dia de prova de todos os candidatos.   A juíza da 7.ª Vara Federal do Ceará, Karla de Almeida Miranda Maia, acatou pedido de liminar do Ministério Público Federal do Ceará e suspendeu ontem o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), aplicado no final de semana em 3,3 milhões de estudantes, até o julgamento do mérito da representação do MPF-CE – que pede a anulação das provas dos dois dias por causa de erros no cabeçalho do cartão-resposta e em parte do caderno de perguntas da prova amarela de sábado.   O exame gerou confusão e reclamações de muitos estudantes – o que havia levado o MEC a admitir, ainda no domingo, a possibilidade de aplicar outra prova aos alunos que se sentiram prejudicados.   O ministro Fernando Haddad, da Educação, atribuiu ontem os problemas de encadernação à gráfica RR Donnelley, encarregada de imprimir as provas, mas admitiu que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)

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Memória da educação paulista

O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de lançar o Memória da Educação, um novo site temático sobre a educação paulista que abriga documentos raros dos séculos 19 e 20.   O site é direcionado a pesquisadores e interessados em história da educação. São disponibilizados relatórios, dados estatísticos, instruções pedagógicas, revistas, trabalhos escolares, além de imagens e outros documentos raros.   Cada documento traz um pouco da história da educação no campo, na cidade e no litoral, contada por alunos, professores, inspetores, diretores.   A partir deles, é possível conhecer melhor os métodos pedagógicos, as modificações na estrutura física e patrimonial da educação pública e diversos aspectos da vida cotidiana da sociedade, por meio de suas relações com o meio escolar.   Fatos históricos marcantes – como a utilização dos prédios de vários grupos escolares e escolas como quartéis nas Revoluções de 1930 e 1932 – são destacados.   O site traz também curiosidades da época, como uma prova realizada pela aluna Maria Carolina Marins, matriculada em 1896 no 4º ano do Grupo Escolar Antonio Padilha, em Sorocaba, interior de São Paulo.   Na prova da aluna são apresentados os conhecimentos adquiridos pela aluna no decorrer do ano

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Data de aprovação do Plano Nacional de Educação ainda é indefinida

Com menos de dois meses para expirar a validade do atual Plano Nacional de Educação, ainda não há data definida para aprovação do novo documento – que vai nortear políticas públicas de ensino entre 2011 e 2020.   As propostas estão sendo trabalhadas pelo Ministério da Educação (MEC) e devem ser enviadas para o Congresso Nacional até o final de novembro, segundo a Comissão de Educação do Senado. A previsão inicial para o envio era julho. Francisco Chagas, coordenador da Conferência Nacional de Educação (Conae), de onde foram levantadas as propostas, não quis dar entrevista ao Portal Aprendiz, mas afirmou que tem a pretensão de terminar o documento até o final deste ano, mantendo a previsão inicial. Ele informou que os encaminhamentos do Plano foram suspensos durante o período eleitoral e que serão retomados com o fim das campanhas. “Foi compreensível a posição de não encaminhar o Plano naquele momento, mas ficamos com tempo curto para aprovação, principalmente porque é um Plano diferente”, avalia o membro do Conselho Nacional de Educação, Mozart Neves. “As comissões terão pouco tempo para analisar e discutir as propostas. Temo que não consigamos aprovar o documento este ano, o que deixaria um hiato para o

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