Analfabetismo cai 7% no país; nordeste e norte apresentam maiores reduções, diz Ipea

O número absoluto de analfabetos com 15 anos ou mais no país caiu 7% entre 2004 e 2009, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A queda representa, aproximadamente, 1 milhão de analfabetos a menos no Brasil –que ainda tem 14.104.984 de pessoas nessa situação. Desse total, 93% ganham até dois salários mínimos.   O estudo foi realizado a partir de dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2009 e todas as regiões acompanharam a tendência de queda do país.   No período analisado, as maiores variações da taxa de analfabetismo foram registradas no nordeste –que passou de 22,4% para 18,7%– e norte, cuja taxa diminuiu de 12,7 para 10,6. Com uma redução de 66%, o Amapá passou a ter a menor taxa de analfabetismo do Brasil: 2,8%.   Apesar da queda geral, cinco Estados brasileiros tiveram crescimento no número de analfabetos: Rondônia, Acre, Mato do Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina. No sudeste, a redução na quantidade de analfabetos foi de 6,6% no período. Com exceção do Rio de Janeiro, cuja queda foi de 12,3%, todos os demais estados tiveram índices de redução do analfabetismo abaixo da média nacional.

Ler mais

Avanço não pode ser desconsiderado, diz ministério

O Ministério da Educação reconheceu que precisa melhorar a aprendizagem dos alunos e investir mais em Estados com menos condições. Segundo o MEC, não pode ser desconsiderado o avanço de cinco pontos dos estudantes com mais dificuldades.   Representante dos secretários estaduais de Educação, Maria Corrêa da Silva aponta que a dificuldade de melhorar alunos com maior defasagem é, em parte, resultado do aumento de matrículas das últimas décadas. “São alunos que muitas vezes já repetiram e têm baixa autoestima”, afirma Silva, secretária de Educação do Acre. “Mas tem que melhorar. Já aumentamos, por exemplo, a quantidade de escolas em tempo integral.”   Para o ex-diretor da Unesco no Brasil Jorge Werthein, é fundamental atrair os melhores professores para escolas com mais problemas. “Vai haver dificuldades, porque a legislação permite que o professor escolha onde quer dar aula. Mas a mudança é necessária. Pode ser até com incentivo financeiro para esses profissionais”, disse Werthein, vice-presidente da Sangari Brasil.   INCLUÍDOS – O presidente executivo do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves, avalia a situação com otimismo. “No começo dos anos 2000, ainda havia muitos jovens foram da escola. Hoje eles estão incluídos. Num primeiro momento você perde qualidade, mas foi

Ler mais

Portugal aplica Acordo Ortográfico gradualmente até 2012

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que unifica as diferenças do idioma entre as variantes europeia, brasileira e africana, será aplicada gradualmente até 2012 no sistema educacional e na Administração pública de Portugal, anunciou o governo de Lisboa nesta quinta-feira (09).   O Acordo entrará em vigor em 2011-2012 no ensino, mas a agência estatal de notícias Lusa, o jornal Correio da Manhã – o mais lido em Portugal -, o periódico esportivo Record e as revistas Expresso e Visão já começaram a usar as novas regras.   A norma foi estabelecida inicialmente em 1990 pela Academia de Lisboa, pela Academia Brasileira de Letras e por delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.   No Brasil, a norma entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2009 e foi ratificada em 2006 junto com Cabo Verde e São Tomé, enquanto Portugal, no meio de uma grande polêmica, aprovou o acordo somente no ano passado.  

Ler mais

Em carta ao MEC, alunos pedem que ensino médio dialogue com ciência e trabalho

Bolsas de iniciação científica, cursos extracurriculares, aulas de libras, parceiras com comércio local e monitoria remunerada. Essas são algumas das propostas de 115 alunos do ensino médio, de 18 estados, para tornar essa etapa da educação mais interessante.     A ideia é que essas diretrizes — levantadas no Seminário Nacional do Ensino Médio Inovador, no último mês, em Bertioga (SP) — inspirem políticas de ensino do novo governo.   As propostas, reunidas na chamada Carta de Bertioga, devem ser publicadas ainda nesta semana no site do Ministério da Educação (MEC). “Elas consolidam as expectativas dos jovens. Estará no pacote de informações que será transmitido para os técnicos do novo governo para inspirar propostas para o ensino médio”, afirma Ana Beatriz Cabral, diretora substituta de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica, do MEC.   A carta foi elaborada durante o Seminário Nacional do Ensino Médio Inovador, que reuniu 313 escolas de 18 estados, que fazem parte do programa Ensino Médio Inovador, lançado pelo MEC há cerca de um ano. As escolas participantes se comprometeram a aumentar a carga horária e trabalhar com cultura, tecnologia e protagonismo do aluno.   Pensada a partir do tema: “O Ensino Médio que Queremos”,

Ler mais

Lei (12.343/10) que institui o Plano Nacional de Cultura (PNC) é sancionada

Lei (12.343/10) que institui o Plano Nacional de Cultura (PNC) foi sancionada na semana passada pelo presidente Lula.   O deputado Gilmar Machado (PT-MG) afirmou nesta segunda-feira que o principal mérito do Plano Nacional de Cultura (PNC) é definir claramente o papel de cada ente da federação no apoio à cultura e aos artistas. “Agora, quem quer gravar um CD, fazer dança ou teatro vai ter apoio efetivo e o governo terá de colocar fontes claras de financiamento”, disse.    Machado é um dos autores do projeto (PL 6835/06) que deu origem à Lei 12.343/10 – sancionada no último dia 2 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva –, que cria o PNC. A lei define princípios e objetivos para a área cultural para os próximos dez anos; discrimina os órgãos responsáveis pela condução das políticas para a área; e aborda aspectos relativos ao financiamento. O plano está previsto na Constituição, mas não ainda havia sido regulamentado. A primeira revisão do PNC está prevista para daqui a quatro anos, com a participação da sociedade civil.   O presidente vetou dispositivo que previa, como uma das estratégias para o setor, a articulação dos órgãos competentes para o uso de

Ler mais

Lula destaca a evolução do ensino fundamental no país

No programa semanal Café com o Presidente, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta segunda-feira, 6, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que o Brasil começa a apresentar melhora efetiva no ensino fundamental.   A constatação tem como base estudos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República a serem divulgados na próxima semana, segundo Lula.   O presidente afirmou também que ainda este mês serão entregues as últimas unidades de escolas de educação profissional e extensões universitárias prometidas. Na semana passada, foram inauguradas 30 escolas técnicas e 25 campi de universidades federais. “Tínhamos prometido 82 extensões universitárias e vamos entregar 126; prometemos 214 escolas técnicas e vamos entregar 214”, disse o presidente.   Lula citou ainda os programas Universidade para Todos (ProUni) e de  Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) como responsáveis pela entrada de mais jovens na educação superior. “Estamos dando um salto de qualidade para colocar o Brasil num outro patamar”, afirmou.   Ouça as palavras do presidente.  

Ler mais

Brasil tem 3ª maior evolução no Pisa, mas matemática ainda é desafio

País superou barreira em leitura e ciências; exame internacional avalia estudantes a cada 3 anos.   O Brasil pode comemorar, mesmo que sem muita empolgação, os resultados do o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O País teve a terceira maior evolução nas médias de 65 nações e conseguiu superar a barreira dos 400 pontos em leitura e ciências, mas ficou abaixo desse patamar em matemática. O resultado, no entanto, ainda está longe de ser positivo. Nas três áreas, pelo menos a metade dos jovens brasileiros não consegue passar do nível mais básico de compreensão.   O Pisa avalia estudantes de 15 anos completos em todos os países membros da OCDE, mais os convidados – como Brasil, México, Argentina e Chile, entre outros. Em 2009, ano da prova mais recente, foram selecionados 400 mil jovens em todo o mundo, incluindo 20 mil brasileiros de todos os Estados. A escolha pela faixa etária permite uma comparação entre os diferentes países, mesmo que os sistemas de ensino sejam diferentes.   A matemática ainda é o ponto mais fraco dos estudantes do País. Apesar de

Ler mais

Brasil terá prova para avaliar alfabetização de crianças de 8 anos

Objetivo da avaliação – organizada pelo Movimento Todos Pela Educação, Fundação Cesgranrio, Instituto Montenegro e Inep – é verificar o patamar de alfabetização dos estudantes brasileiros; exame deverá ser aplicado no início do próximo ano.   O Brasil terá uma nova prova para avaliar o nível de alfabetização dos alunos do 3.º ano do ensino fundamental – série em que, com 8 anos de idade, deveriam saber ler e escrever. O exame é uma parceria entre o Movimento Todos Pela Educação, a Fundação Cesgranrio, o Instituto Paulo Montenegro (do Ibope) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação. A prova ainda não tem nome oficial, mas é chamada pelos organizadores de “Inafinho”, em alusão ao Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que mede o nível de alfabetismo funcional da população adulta.   O “Inafinho” não deve substituir avaliações já existentes – a ideia surgiu, segundo os organizadores, porque hoje não há um monitoramento público que avalie em que patamar está a alfabetização das crianças dessa faixa etária. A alfabetização até os 8 anos é uma das metas do Todos Pela Educação. A prova deveria ser aplicada até o fim deste ano, mas isso não foi

Ler mais

Pobreza dificulta aprendizado das crianças, diz secretária de Ensino Básico do MEC

O Brasil precisa continuar investindo na erradicação da pobreza para acabar com as desigualdades sociais e obter melhoria na qualidade do ensino, disse nesta quarta-feira (1/12), em São Paulo, a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação ( MEC), Maria do Pilar Lacerda.   Na avaliação da secretária, o fato de haver no país baixa aprendizagem de matérias como português e matemática está associada à condição de vida da maioria das crianças de 6 a 14 anos, embora sejam oferecidas a esses alunos vagas na rede pública de ensino. Além do impacto da renda, ela atribui o baixo desempenho à falta de formação dos pais.   “Temos, praticamente, todas as crianças de 6 a 14 anos na escola, mas filhas de pais que não tiveram o direito à educação”, disse Maria do Pilar. Segundo ela, o país tem 40 milhões de brasileiros sem qualquer formação acadêmica, cujos filhos estão estudando. Apesar disso, a secretária mostrou otimismo quanto às mudanças que poderão ocorrer no futuro. Ela acredita que as novas gerações, com a melhoria de renda e o maior acesso ao ensino, estarão mais preparadas para ajudar na educação dos filhos.   “A pobreza é um grande dificultador da vida escolar das

Ler mais
Menu de acessibilidade