E-books abaixo de zero
A semana em Nova York começou fria. Ou melhor, gelada. Os termômetros bateram nos -15º na segunda-feira (26), e foi um dos dias mais frios dos últimos anos. Mas nada disso impediu que os 1.200 participantes da conferência Digital Book World, organizada pela F+W Media e pelo consultor Mike Shatzkin, marcassem presença no evento. Entre eles, mais de 30 brasileiros representando empresas como Companhia das Letras, GEN, Gente, Contexto, Saraiva, Callis, Livraria Cultura, Livraria da Vila, Ediouro e Singular, entre outros. O evento abriu as portas na própria segunda-feira com um coquetel, alguns workshops e algumas apresentações comerciais de produtos em uma espécie de pré-conferência. Mas foi na terça-feira que a conferencia começou de fato. De forma geral, as dúvidas e perguntas suplantaram as respostas e novidades. Muitos dos painéis e palestras foram bastante especulativos, e as exceções foram os eventos que trouxeram dados de pesquisas inéditos ou soluções consolidadas. A primeira apresentação plenária foi de James McQuivey, pesquisador da Forrester, que apresentou alguns números obtidos em uma pesquisa entre executivos do mercado editorial norte-americano. Como introdução, McQuivey lembrou que 10,5 milhões de pessoas são proprietárias de um leitor digital e 20 milhões de pessoas leram livros