Ensino médio poderá ter grade horária livre

As diretrizes brasileiras para o Ensino Médio, em vigor desde 1998, devem ser substituídas nas próximas semanas.   Conforme adiantou o iG, o novo texto vai enfatizar que não há uma grade currícular fixa para a etapa e incentivar que cada escola ou rede monte o próprio currículo com ênfase em trabalho, ou em ciência e tecnologia ou em cultura.   A proposta está em estudo pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) há 8 meses e aguardava um retorno das secretarias de educação estaduais – responsáveis por mais de 90% das matrículas desta etapa – que receberam o documento após a posse dos novos titulares da pasta, em janeiro.   Na ultima quarta-feira (30) o projeto foi apresentado pelo relator, José Fernandes de Lima, em reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) que ocorre em Palmas, no Tocantins.   “Com algumas sugestões de mudança de redação, eles aprovaram a essência  do projeto”, diz Lima. “Há um consenso de que é preciso mudar algo para tornar esta fase mais atrativa para o adolescente.”   O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados concluí os estudos e 10% aprende o que

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Educação integral é fundamental para melhorar qualidade da educação, diz Unicef

As práticas de educação em perspectiva integral são fundamentais para melhorar a qualidade da educação. Isso porque elas articulam diferentes áreas de conhecimento, o que pode despertar mais interesse dos alunos e envolver a família na vida escolar.   A avaliação é da coordenadora do Programa de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Maria de Salete Silva, que participou do Seminário Internacional de Educação Integral, promovido pela Fundação Itaú Social e pelo Unicef, na última terça-feira (29/3), em São Paulo (SP).   “A educação integral tem o ganho de não ser uma ação isolada. Ela articula mais de uma área do conhecimento e permite que a interferência do conteúdo ensinado na vida do aluno seja maior”, afirmou. “Ela não é uma solução, mas é uma estratégia fundamental para melhorar a qualidade da escola. Isso se a educação for tratada em uma perspectiva integral e não apenas em tempo integral”. A articulação entre os projetos permite que alunos e familiares se envolvam mais com as atividades escolares, observou Maria. “As escolas precisam chamar as famílias pobres e mostrar para elas que ter acesso à educação é um direito. E acesso não é só vaga ou entrega de

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Prova ABC vai criar índice para ciclo de alfabetização

Desde 28 de março, o programa Todos Pela Educação aplica a Prova Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização (Prova ABC).   O processo de aplicação, em parceria da organização não governamental Todos pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), deve ocorrer em até 45 dias. A divulgação dos resultados, nacionais e por região, está prevista para a segunda quinzena de junho.   Diferente da Provinha Brasil, aplicada a alunos no segundo ano de escolarização para diagnosticar a aprendizagem e intervir durante o ano letivo, a Prova ABC pretende criar um indicador para identificar o nível de alfabetização dessas mesmas crianças ao fim do ciclo.   Seis mil alunos de 262 turmas de escolas municipais, estaduais e particulares das 27 unidades da federação farão a prova, que será aplicada por um examinador designado pelo programa — na Provinha Brasil, os próprios professores aplicam a prova. As escolas foram selecionadas por sorteio, respeitada a distribuição de crianças matriculadas em cada rede de ensino.   Foram preparados 20 cadernos de prova diferentes — dez com 20 questões de matemática e dez com 20 questões de literatura —, compostos a

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Fórum divulga nota pública com recomendações ao Congresso

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira, 31, as entidades que compõem o Fórum Nacional de Educação fazem recomendações ao Congresso Nacional relativas à tramitação, no Poder Legislativo, do Plano Nacional de Educação (PNE).   Válido para o decênio 2011–2020, o projeto de lei do PNE (nº 8.035, de 2010) aguarda a apresentação de emendas.   Sobre esse processo, as entidades do fórum sugerem na nota, entre outras recomendações, o estabelecimento de um cronograma de audiências públicas “capaz de garantir a necessária capilaridade e legitimidade ao futuro mecanismo legal de planejamento da educação brasileira”.   De caráter permanente, o fórum define-se como espaço inédito de interlocução entre a sociedade civil e o Estado. Ele é composto por instituições como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e o Ministério da Educação.   Confira a íntegra da nota pública

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MEC e Inep chamam universidades para ampliar banco de itens do Enem

As instituições públicas de ensino superior vão participar da elaboração do banco de itens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir deste ano. O objetivo é aumentar o número de questões disponíveis para que o governo possa aplicar duas edições da prova ao ano.   O investimento nesse projeto será de R$ 100 milhões. As questões do Enem deixarão de ser feitas exclusivamente por professores ou especialistas contratados diretamente para a tarefa. Atualmente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, tem cerca de 10 mil questões no Banco Nacional de Itens (BNI) do Enem – a meta é chegar a 100 mil.   Cada edição do exame é formada por 180 questões. As universidades federais, estaduais e municipais, além dos institutos federais de educação profissional podem se cadastrar para participar do edital a partir desta quarta-feira, 30. Elas serão pagas pelos itens elaborados, testados e aprovados.   Segundo a presidente do Inep, Malvina Tuttman, a ideia é aproveitar a experiência acumulada pelas universidades na elaboração dos seus vestibulares para “engordar” o BNI. “É importante envolver cada vez mais as instituições públicas de ensino superior (no Enem). Elas vão compartilhar de

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Brasil tem de universalizar o ensino médio, diz Clinton

Desde que assumiu, no ano passado, o posto de chanceler honorário da Laureate Internacional Universities -um dos maiores grupos de educação privada do mundo, com investimentos de R$ 1 bilhão no Brasil-, o tema da universalização do ensino superior virou uma das bandeiras do ex- presidente dos Estados Unidos Bill Clinton (1993-2001).   No sábado passado, durante breve passagem por Manaus, ele conversou com a Folha com exclusividade, sob a condição de que fossem feitas apenas perguntas sobre educação. Em sua participação no Fórum  Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, Clinton falou sobre o potencial energético do Brasil. Entre outros temas, pediu desculpas pela crise financeira internacional e declarou acreditar que a ação militar na Líbia levará o país a incertezas políticas.   Folha – O sr. acha que o Brasil tem condições de se tornar liderança mundial com ensino público de baixa qualidade? Bill Clinton – No curto prazo, sim, pois vocês são um país grande e já possuem 5,5 milhões de estudantes no ensino superior. Não sei quantos diplomas são concedidos por ano, aqui. Mas olha o caso do Egito, um país com mais de 80 milhões de pessoas, quase metade do tamanho de vocês. Houve revolta social, pois

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Inep divulga os gabaritos da certificação de competência

Os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) já podem conferir o gabarito oficial das quatro provas aplicadas no dia 20.   A avaliação permite ao candidato maior de 15 anos pleitear a conclusão do nível fundamental, desde que alcance 100 pontos, no mínimo, em cada prova. O certificado será emitido pela secretaria de educação do estado ou do município do candidato.   A correção do exame é realizada com base na teoria de resposta ao item e não segue o padrão das avaliações tradicionais, em que o número de acertos corresponde à média final. Em breve, será possível consultar o desempenho individual na página eletrônica do Encceja.   Pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa também terão a oportunidade de terminar seus estudos. Nesses casos, o Encceja será aplicado nos presídios no dia 13 de maio.   Assim como os demais, os internos terão a chance de se certificar em todas as áreas.   As provas serão de manhã e à tarde, das 8h30 às 12h30 e das 14h30 às 19h30.  

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O jogo é violento

Em entrevista ao Estado, a ministra Ana de Hollanda garante que a ação do governo em relação aos direitos autorais terá como limite a não intervenção nas relações contratuais privadas.   Ana de Hollanda sabia que o jogo seria violento. Seu irmão Chico Buarque avisou. Seus melhores amigos alertaram. “E, olha, confesso que está sendo mais violento do que imaginei”, diz.   A vaidade denunciada no cuidado com as unhas e o batom, a voz macia de cantora desde a juventude e a aparência de fragilidade escondem a determinação de enfrentar os conflitos gerados desde sua posse.   Poucas vezes se viu um início de gestão de tamanha turbulência na pasta da Cultura. Antes mesmo de tomar pé dos problemas herdados e ainda sem saber de qual orçamento disporia, foi alvo de furiosa campanha de segmentos insatisfeitos com seu primeiro ato: a retirada do selo Creative Commons do site do ministério.   O CC oferece uma relação mais livre dos usuários com as obras artísticas, mas repassando o custo ao autor, instado a reduzir seus direitos autorais. O gesto lhe valeu a pecha de “ministra do Ecad”, para classificá-la de retrógrada.   Esse e outros episódios resultaram na desistência da contratação do

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FBN planeja biblioteca para empréstimo de e-books

A criação de uma biblioteca pública para empréstimo de livros digitais, nos moldes da desenvolvida pela New York Public Library, será uma das prioridades da Fundação Biblioteca Nacional na gestão de Galeno Amorim.   Para pilotar isso, o presidente da FBN convidou Carlo Carrenho, sócio fundador do Publishnews, ao cargo de coordenador-geral de pesquisa e editoração. Carrenho cuidará ainda do programa do livro popular, que inclui a criação de pontos de vendas de títulos com preços abaixo de R$ 10.   Como permitem acordos com o mercado, esses projetos podem evoluir apesar da possível redução nas verbas da FBN, decorrente do corte no orçamento do MinC.   DIGITAL-2   Nova livraria virtual Está prevista para 28 de abril a estreia de uma loja virtual da Abril que, entre outras coisas, entrará com força na venda de livros digitais. A empresa fechou acordo esta semana com a distribuidora Xeriph para usar sua base de dados e vem negociando com editoras. Quem já viu o projeto diz que ele tem o design todo cor-de-rosa.   DIGITAL-3   Filosofia eletrônica Os primeiros e-books nacionais de livros dos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels chegam ao mercado em abril. A Boitempo lançará nove títulos

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