Quanto vale a indústria do livro

“A indústria do livro sempre achou que pouco contribuia para a economia, mas isso é um erro”, disse Jens Bammel, secretário geral da International Publishers Association (IPA) durante a apresentação da pesquisa “Global Publishing Market” na manhã desta quarta-feira (13), na Feira do Livro de Londres.   Se somadas, as vendas (em euros) das outras indústrias criativas, como música (18,2 bi), filmes (17,9 bi) e jogos (32,5 bi), não chegam ao total do mercado editorial, avaliado em 80 bi de euros. Mas os dados devem ser olhados com cautela, alerta o coordenador da pesquisa Rüediger Wischenbart, da empresa Content and Consulting, já que esta é uma versão preliminar do que ele espera que seja o mais completo mapa da indústria do livro.   Bammel fez um apelo aos editores e pediu o comprometimento de todos e transparência no fornecimento de dados. Para esta primeira versão, foram consultadas associações, imprensa especializada e outras estatísticas de 50 países.   “A indústria do livro é de longe a maior indústria criativa”, disse Wischenbart, que avaliou o faturamento das editoras e o tamanho do mercado consumidor. Mais para frente o relatório será mais detalhado, com informações sobre as exportações e importações.   Os maiores

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Senado aprova projeto que cria Fundo Nacional Pró-Leitura

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou há pouco, em caráter terminativo (sem a necessidade de passar pelo plenário), o projeto de lei que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura.   A proposta visa a captar recursos para estimular a publicação de livros e a leitura no país. De autoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o projeto, que tramitava na Casa desde 2005, também tem como objetivo “propiciar aos leitores, autores, editores, distribuidores e livreiros as condições necessárias para o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro”.   A proposta visa ainda a ampliar a exportação de livros nacionais, tornar o Brasil um grande centro editorial, aumentar o número de bibliotecas, livrarias e pontos de vendas de livros no território nacional e assegurar às pessoas com deficiência o acesso à leitura.   De acordo com o projeto, o Fundo Nacional Pró-Leitura será composto por recursos oriundos do Tesouro Nacional, doações, subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive de organismos internacionais, e reembolso das operações de empréstimos   realizadas por meio do fundo.   O capital do fundo será administrado por conselho a ser criado, que integrará a estrutura do Ministério da Cultura. Deverão

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Só banda larga não basta

Um projeto de lei no Congresso que propõe levar internet em alta velocidade às escolas públicas brasileiras reacendeu a discussão sobre o uso da tecnologia em sala de aula.   Para especialistas, a ideia de instalar banda larga é boa, mas não é garantia de que os conteúdos escolares serão transmitidos com mais qualidade. “Isso é o primeiro passo. Para ensinar a nadar, é preciso ter piscina. Mas só ela não significa nada”, explica o professor José Armando Valente, coordenador-associado do Núcleo de In­for­­mática Aplicada à Educação (Nied) da Universidade de Cam­­pinas (Unicamp).   Segundo ele, quando se fala em tecnologia na escola as ideias ainda estão muito ligadas a questões de infraestrutura, como acesso a equi­­pamentos, laboratórios e co­­ne­­xão, e inclusão digital, que objetiva ensinar a mexer em computadores, usar softwares e hardwares. Já para ensinar conteúdos, a tecnologia deve ser um meio, não um fim.   É preciso ensinar como lidar com a tecnologia para o processo de ensino e apren­­dizagem. E isso tudo passa por uma figura central na escola: o professor.   Capacitar os docentes para fa­­zer uso desses recursos é tão im­­portante quanto dar a infraestrutura necessária. “Esse é o grande problema. E não é

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Apoio ao Ministério da Cultura

O encontro com 150 representantes dos amantes dos livros, na Biblioteca Nacional, sexta-feira, rendeu a Ana de Hollanda, apoio.   De quem? Da Câmara Brasileira do Livro e do sindicato nacional dos editores, em sua decisão de reacender o debate sobre a Lei do Direito Autoral.   Conforme a coluna Direto da Fonte, a Liga Brasileira de Editoras entregou à ministra e a Galeno Amorim, da BN, no mesmo encontro, o Programa em Defesa da Bibliodiversidade. Estão propondo limitar o capital estrangeiro no setor e pedindo adoção de linhas de crédito especiais para pequenas e médias editoras e livrarias.

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O livro de papel já morreu?

Usando as novas ferramentas de comunicação, um grupo de professores da África do Sul está inovando o jeito como se produzem livros didáticos e acabaram se transformando numa experiência acompanhada por diversos centros de tecnologia do mundo. Espalhados em diversas partes do país, eles escrevem coletivamente, numa página da internet, livros sobre todas as matérias ensinadas nas escolas. Mas cada professor adapta o conteúdo para sua realidade local, a começar do seu bairro. Um mesmo livro, portanto, pode ter centenas de diferentes versões. Como nem todas as escolas têm acesso à internet (onde os conteúdos estão disponíveis gratuitamente), encontraram uma saída. Sem cobrar direitos autorais, eles organizam o material e entregam textos para editoras tradicionais. O livro chega às escolas com um preço mais barato. “Em pouco tempo, o papel será dispensável”, disse o físico Mark Horner, um dos coordenadores do projeto batizado de Siyavula. Essa foi uma das experiências que chamaram a atenção num encontro na semana passada que reuniu, nos EUA, alguns especialistas em inovações tecnológicas e educação. Serve como mais uma provocação sobre o futuro da produção e distribuição do conhecimento no geral e dos livros e dos escritores em particular.   O fim do livro de papel é

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Plano de livro e leitura perde secretário

Desde 2006 à frente do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto entregou o cargo na última quarta-feira fazendo críticas à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e ao presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim.   Numa carta enviada à ministra, com quem tenta sem sucesso encontrar-se desde o início do governo Dilma, Castilho questiona a “concentração de toda a gestão da política de leitura na FBN”.    A decisão, firmada num decreto ainda a ser assinado pela presidente, subordina o PNLL, responsável pela formulação de políticas e metas na área do livro e da leitura, ao presidente da FBN, que passa a abrigar também a Diretoria do Livro e da Leitura do Ministério da Cultura (MinC).   Em entrevista ao Globo, Castilho diz que a concentração de atribuições na FBN é um erro e não existe em outros países.   Ministério rebate acusações  Procurado pelo Globo, o presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, não quis comentar as críticas de José Castilho Marques Neto.   O Ministério da Cultura divulgou uma nota em resposta à carta de demissão de Castilho: “A unificação das políticas de Livro, Leitura e Literatura sob uma mesma área

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Câmara reestuda usar fundo do pré-sal para educação

Vetada pela administração Lula, a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino pode ressuscitar na Câmara dos Deputados, sob a forma de emenda ao novo Plano Nacional de Educação (PNE).   Entidades aguardam o retorno do PNE à pauta legislativa para pressionar as autoridades a aceitar as mais de 130 sugestões ao projeto de lei, como a elevação do investimento público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020 – o Executivo prevê 7%. O objetivo é tornar o plano mais ambicioso e encurtar os prazos de algumas das metas estabelecidas pelo governo para o decênio 2011-2020.   Uma comissão especial presidida pelo deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) deverá ser instalada na próxima quarta-feira para cuidar do PNE. A  versão encaminhada por Lula ao Congresso no final do ano passado contém dez diretrizes e 20 metas – entre elas, a erradicação do analfabetismo.   Prevê “destinar recursos do Fundo Social ao desenvolvimento do ensino”, sem determinar uma porcentagem, e “ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7%” do PIB.   “Os movimentos sociais e as entidades representativas de ensino superior

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Professores inseguros para usar tecnologia

Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 253 docentes de escolas estaduais paulistas mostra que 85% deles não sabem usar o computador e seus recursos como ferramenta pedagógica. E perdem, assim, uma boa chance de capturar a atenção de seus alunos, naturalmente interessados pelas novidades tecnológicas.   Segundo os docentes, a dificuldade é atribuída, em geral, à deficiência na formação profissional e à falta de tempo, além do pouco incentivo para se aprimorarem e a infraestrutura deficiente no local de trabalho.   O secretário- adjunto da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, João Cardoso Palma Filho, contesta as queixas dos professores. “Também há muita resistência dos docentes com a tecnologia”, afirma Palma.   Os professores entrevistados na pesquisa da Unicamp não sabem, por exemplo, usar um software simples como o Power Point, e relatam problemas com navegadores de internet. “Fazendo cursos já é difícil acompanhar a tecnologia. Imagine sem eles”, diz a professora da rede municipal Ana Maria Perressim. “O que sei e uso em sala de aula (de computador) aprendi por conta própria.”   O estudo foi realizado em 27 escolas de Campinas, a 100 quilômetros da capital, entre 2009 e 2010, mas a pesquisadora

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Governo chileno aprova anúncios publicitários em livros didáticos

Entre o abecedário e a tabuada, estudantes menores de 12 anos estão recebendo nas escolas privadas do Chile um bombardeio de propagandas feitas por empresas multinacionais, como a Claro, do setor de telefonia, a Monarch, fabricante de bicicletas, e a Nestlé, gigante mundial produtora de alimentos.   Os banners, jingles e reproduções de outdoors aparecem entre diálogos de personagens infantis e inseridos em exercícios de leitura em voz alta. As editoras do Chile dizem não receber nada pela propaganda e o Ministério da Educação define o conteúdo como exemplos de textos “autênticos e de circulação nacional”.   Em alguns livros, os anúncios aparecem em página inteira. Em outros, sites de empresas privadas estão indicados no final das lições, como sugestão de leitura para os estudantes.   Em um dos livros, o enunciado convida o estudante a cantar: “Meu primeiro Claro (celular) é a forma mais legal de falar com meus amigos. Meu primeiro Claro é estar longe e me sentir em casa. Se fala Claro, é claro que tem mais.” O conteúdo é apresentado como um modelo de texto publicitário para alunos da 5ª série.   Carmen Ureña, vice-diretora do Grupo Santilla Chile, uma das maiores editoras do país, diz

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