Brasil precisa de convergência digital maior

Além de patinar na formação de profissionais, o Brasil caminha a passos lentos em direção à convergência digital, de acordo com o índice da Brasscom, que mede os avanços tecnológicos de um país.   Em uma escala que varia de zero a dez, o Brasil atingiu 6,75, pequeno avanço ante os 5,85 registrados em 2008. Entre as áreas com maiores deficiências está a aplicação de tecnologias na educação. Apenas 57% dos alunos matriculados no ensino fundamental estudam em escolas com acesso à internet, considerando instituições públicas ou privadas.   Um dos problemas mais graves, porém, inclui a infraestrutura de conexão em banda larga. O país tem hoje uma das mais baixas velocidades de acesso à internet do mundo, média de 1,3  Megabit por segundo (Mbps), menos de 10% do que registra a líder mundial Finlândia, que apresenta 19,2 Mbps.   O Brasil também está atrás de países como Rússia, EUA e México. “Esse é um desafio com a chegada dos tablets, que precisarão de uma infraestrutura que suporte tráfego pesado de dados e vídeo”, diz Nelson Wortsman, da Brasscom. (CF)  

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OCDE recomenda ao Brasil que aumente qualidade da educação

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomenda que o Brasil tenha entre suas grandes prioridades a melhora da qualidade do sistema educacional, a maior eficiência dos mercados financeiros e a supressão de barreiras aos investimentos em infraestrutura.   Em seu relatório anual sobre as reformas estruturais publicado nesta quinta-feira, a OCDE aponta que os resultados dos estudantes brasileiros são “comparativamente baixos”, quando se levam em conta os índices dos países desenvolvidos.   O organismo aconselhou ao Brasil “aumentar a qualidade da educação nos níveis primário e secundário”, bem como ampliar os estudos universitários do país, que tem problemas de produtividade em relação ao mundo desenvolvido.   No que diz respeito à política econômica, os autores do estudo criticaram os “excessivos requerimentos” em termos de reservas para os bancos e provisões para a concessão de créditos que dificultam a eficiência econômica a longo prazo.   O estudo constata a necessidade de “assegurar tanto a estabilidade como o desenvolvimento dos mercados financeiros”, assinalaram neste documento, que pela primeira vez analisa a situação de seis grandes países emergentes – Rússia, Brasil, África do Sul, China, Indonésia e Índia.   A OCDE lamentou que os programas de infraestrutura elaborados pelo Brasil

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Câmara analisa projeto que prevê plebiscito sobre aplicação de 10% do PIB em educação

Câmara dos Deputados está analisando projeto de decreto legislativo do deputado Ivan Valente (Psol-SP) que prevê a realização de plebiscito no ano que vem para saber se os brasileiros são favoráveis ou não à obrigatoriedade de aplicação do percentual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.   Em 2009, o investimento público em educação foi de 5% em relação ao PIB (1,2% da União, 2,4% dos Estados e 2,2% dos municípios), de acordo com dados do Inep, órgão vinculado ao MEC.   Segundo o deputado, o projeto atende ao artigo 214 da Constituição, que prevê a aprovação de lei para vincular a aplicação de verbas em educação a um percentual do PIB.   O governo já propôs, no  projeto do novo Plano Nacional de Educação, que os investimentos públicos aplicados em educação totalizem pelo menos 7% do PIB até 2020. O projeto será examinado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com informações da Agência Câmara  

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Nos EUA, Lula diz ter orgulho de avanços no ensino do Brasil

“Eu e o José Alencar fomos os primeiros presidente e vice-presidente do Brasil sem diploma universitário, mas fomos os que mais criaram universidades no País”, disse Luiz Inácio Lula da Silva durante um pronunciamento, nesta quarta-feira, em Washington (EUA), durante o Fórum de Líderes do Setor Público patrocinado pela Microsoft.   O ex-presidente disse que os resultados que seu governo, de 2003 a 2010, conquistou na área de ensino são motivos de grande orgulho para ele. “Criamos um programa  que atendeu, entre 2005 e 2010, cerca de 850 mil jovens de famílias pobres que mereceram bolsas de estudo em universidades particulares”, disse Lula.   O ex-presidente disse que graças aos avanços na educação, entre outros, os brasileiros não precisam mais “ter vergonha de mostrar o passaporte quando viajam”. Lula afirmou também que a presidente Dilma Rousseff tem ciência da importância do investimento na educação.   “A presidente Dilma Rousseff assumiu o  compromisso de ampliar o investimento em educação progressivamente até atingir 7% do PIB”, afirmou o ex-presidente. Lula disse ainda que para o Brasil ir adiante é fundamental que os outros países da região também avancem e, para isso, é preciso ser existir uma Universidade da América Latina.   “Não

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CNE adia votação sobre mudanças no ensino médio

A proposta de novas diretrizes para o ensino médio, que prevê autonomia para as escolas definirem as disciplinas com mais espaço na grade curricular, foi retirada da pauta da reunião da ultima quarta-feira, 5, do Conselho Nacional de Educação (CNE).   Com o adiamento, o relator José Fernandes de Lima espera aproveitar o prazo estendido para aprofundar o debate, informou a assessoria do CNE. Não foi informado quando o assunto retorna para a pauta.   O projeto prevê que cada escola trabalhe a partir de quatro áreas de atuação – ciência, tecnologia, cultura e trabalho. A partir da escolha da vocação, monta-se a carga horária, com as escolas adequando as disciplinas de acordo com o seu interesse.   Uma escola focada em cultura, por exemplo, pode dar mais espaço às disciplinas de história e geografia, sem deixar de lado outras matérias, como língua portuguesa e matemática.   Dados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2009, mostram que os alunos do ensino médio estão estagnados no desconhecimento, sem conseguir, por exemplo, identificar a ideia principal de texto ou associar que metade é 50%. Eles receberam nota 3,6, numa escala de 0 a 10 – apenas 0,1 superior à

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Aluno que faz ensino médio à noite pode ficar até um ano a mais na escola

O ensino médio noturno pode durar mais tempo. Se as novas diretrizes para essa etapa da educação básica forem aprovadas pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) amanhã, o aluno que estuda à noite poderá ficar de um semestre até um ano a mais na escola.   A ideia é que ele tenha menos horas de aula por dia, com a possibilidade até mesmo de explorar recursos de educação à distância no currículo.   A proposta é uma das que compõem o documento que pretende flexibilizar o currículo do ensino médio, trazendo a escola para dentro da rotina do aluno e, assim, tornando-a atraente. Com isso, o conselho quer valorizar o projeto político-pedagógico e a identidade de cada escola.   O ensino médio é hoje a etapa mais problemática da educação brasileira. Além de boa parte dos alunos apresentar baixo desempenho escolar, o ensino médio enfrenta uma evasão crônica. Dados de 2009 mostram que 32,8% dos brasileiros entre 18 e 24 anos abandonaram os estudos antes de completar o terceiro ano.   “No caso do ensino médio noturno, sabemos que é difícil manter o aluno quatro horas por dia na escola, pois muitos chegam atrasados do trabalho e saem antes do

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Livro didático tem respostas na internet

As respostas de exercícios presentes em 135 milhões de livros de apoio distribuídos a alunos da rede estadual de São Paulo estão, indevidamente, disponíveis na internet. As respostas são as apontadas no material dos docentes.   Desde 2009, o governo de São Paulo distribui, a cerca de 3 milhões de estudantes, cadernos que podem ser usadas como lição de casa, atividades em classe ou até como avaliação.   O material, que no ano passado custou aos cofres públicos R$ 75 milhões, visa ajudar a organização do conteúdo a ser dado. Cabe ao docente definir como usá-lo.   A Folha verificou haver endereços na internet que oferecem de graça as resoluções sugeridas presentes no material dos professores.   No Orkut, são mais de cem comunidades, uma delas com 300 mil membros. Também há blogs como o “Sem repetentes”, que tem respostas para todas as séries.

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Filosofia vai ter livros didáticos distribuídos na rede pública em 2012

A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país.   No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos dessas disciplinas para orientar o trabalho dos professores. Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio.   A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).   “Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra. Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada.   Ainda faltam professores formados na área

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Mundo novo

Conforme Ancelmo Gois, a portuguesa Leya anuncia sua entrada no mercado de ebooks brasileiros associada a dois parceiros de peso: Editora Abril e Livraria Cultura.   A distribuidora Saraiva e a Gato Sabido devem aderir a plataforma Leya.  

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