Impacto da tecnologia na educação ainda não pode ser medido, diz OCDE

Relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), divulgado no final de junho, compara dados de acesso às tecnologias da informação e comunicação, em casa ou na escola, com alguns dos resultados do Pisa, de 2009.   Dos 70 que participam do Pisa ((Programa Internacional de Avaliação de Alunos), apenas alunos de 15 anos de 16 países foram analisados neste novo relatório.   Uma das principais conclusões a que se chegou é que ainda não se pode medir o impacto do acesso a computadores e internet em sala de aula a resultados acadêmicos mais positivos.   Segundo afirma seus redatores, é preciso investigar a qualidade das atividades desenvolvidas durante o período escolar para poder chegar a alguma conclusão. Por outro lado, de maneira surpreendente, o relatório afirma no entanto que o mesmo acesso em casa tem influência positiva nas habilidades de leitura em ambiente digital e nas competências de navegação. Como, nesse caso, as atividades estão em geral mais ligadas ao interesse particular dos alunos, é essa motivação diversa que, segundo os autores, deve se refletir de maneira diferente nos dados.   Inclusão digital – A média de acesso nos países que participam do Pisa aumentou nos

Ler mais

Estados e cidades temem custos de plano de educação

Enquanto o Congresso discute o Plano Nacional de Educação (PNE), Estados e municípios temem ficar com a maior parte da conta para cumprir as metas que estão sendo traçadas para a década.   O governo federal estima que, para atingir os 20 objetivos, seja necessário R$ 61 bilhões, além dos atuais 5% do PIB já investidos. Estados e municípios são responsáveis por 80% do gasto público na área.   A Confederação Nacional de Municípios (CNM) se diz preocupada com o cumprimento do plano – só a oferta de creche a 50% da população de até 3 anos, como estabelece o PNE, demandará R$ 18,3 bilhões. Como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) cobre, em média, 46% dos custos com creches, a CNM estima que os municípios terão de desembolsar R$ 9,9 bilhões nos próximos anos.   Outra meta do PNE, a universalização do atendimento escolar da população de 4 e 5 anos na educação infantil até 2016, exigiria R$ 3,3 bilhões – considerando a média de repasses do Fundeb, o complemento dos municípios ficaria em R$ 700 milhões.   A CNM alega que a União concentra recursos no ensino

Ler mais

Ensino fundamental poderá ter jornada de sete horas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 450/11, do deputado licenciado Thiago Peixoto (GO), que define os critérios que os gestores de escolas públicas de educação básica devem adotar para garantir o padrão de qualidade previsto na Constituição.   O texto também especifica as penalidades impostas aos responsáveis que deixarem de adotar os procedimentos previstos.   Entre os critérios obrigatórios de qualidade propostos constam a jornada escolar universal em tempo integral, de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental e de cinco horas no ensino médio. O magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.   A proposta estabelece outros cinco critérios para a melhoria da qualidade do ensino:   – programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos, de duração anual, e com dotação orçamentária específica; – período de tempo semanal dedicado a atividades de planejamento e estudo coletivo, inserido na jornada de trabalho dos profissionais da educação; – elaboração pelas escolas de seus próprios planos de educação, em consonância com o Plano Nacional de Educação; – padrões definidos de infra-estrutura e funcionamento das escolas, de acordo com a relação custo/aluno/padrão/qualidade periodicamente calculada

Ler mais

Como melhorar o ensino

Pesquisadores de quatro universidades brasileiras analisaram 165 estudos nacionais e internacionais sobre aprendizado escolar e concluíram que o fator mais importante em sala de aula é a qualidade do professor.   Uma das análises revelou que um bom docente aumenta em até 68% a proficiência do aluno. O levantamento faz parte de uma iniciativa do movimento Todos pela Educação e do Instituto Ayrton Senna, cujo objetivo é apontar caminhos para a melhoria do ensino no Brasil. Hoje, os estudantes brasileiros alcançam resultados negativos tanto em avaliações nacionais como internacionais. Alunos da 4.ª e 8.ª séries do ensino fundamental e do 3.º ano do ensino médio não atingem metas mínimas. Na média nacional, nenhuma série consegue ter ao menos 35% da turma com o aprendizado correto para a idade.   O tamanho e a composição da turma ocupam o segundo e terceiro lugar, respectivamente, no ranking dos fatores que mais influenciam a capacidade de aprendizado. Classes menores permitem atendimento individualizado e turmas homogêneas – com alunos da mesma idade e desempenho semelhante – facilitam o preparo da aula e a exposição do conteúdo. Em seguida vem o calendário escolar – com fatores como o número de dias letivos e de faltas

Ler mais

Maior rede de livrarias dos EUA vira empresa de software

Num forte sinal das mudanças que o livro eletrônico trouxe ao mercado editorial, a maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble Inc., está se transformando numa empresa de software.   À medida que os leitores se movem mais rápido do que nunca na direção dos livros eletrônicos, deixando para trás suas versões em papel, a empresa cujas lojas estão presentes por todo o país está tentando se reinventar como uma varejista de download de livros, aplicativos e livros eletrônicos.   A transformação ficou clara em janeiro, quando um pequeno grupo de experientes compradores de livros foi despedido. Os compradores da Barnes & Noble eram a realeza do negócio de venda de livros, pequenos titãs cujo gosto desempenhava um papel crucial na decisão de quais livros subiriam aos rankings dos campeões de vendas.  Logo vai haver menos lugares como esta Barnes & Noble para folhear livrospara a empresa, havia poucas opções. O segmento mais promissor desse mercado é a venda de livros eletrônicos, os e-books. E a Barnes precisava investir no futuro.   Hoje, os clientes do site BarnesandNoble.com estão comprando três livros eletrônicos para cada livro tradicional. Quando divulgou seus resultados para o ano fiscal encerrado

Ler mais

Maior rede de livrarias dos EUA vira empresa de software

Num forte sinal das mudanças que o livro eletrônico trouxe ao mercado editorial, a maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble Inc., está se transformando numa empresa de software.   À medida que os leitores se movem mais rápido do que nunca na direção dos livros eletrônicos, deixando para trás suas versões em papel, a empresa cujas lojas estão presentes por todo o país está tentando se reinventar como uma varejista de download de livros, aplicativos e livros eletrônicos.   A transformação ficou clara em janeiro, quando um pequeno grupo de experientes compradores de livros foi despedido. Os compradores da Barnes & Noble eram a realeza do negócio de venda de livros, pequenos titãs cujo gosto desempenhava um papel crucial na decisão de quais livros subiriam aos rankings dos campeões de vendas.  Logo vai haver menos lugares como esta Barnes & Noble para folhear livrospara a empresa, havia poucas opções. O segmento mais promissor desse mercado é a venda de livros eletrônicos, os e-books. E a Barnes precisava investir no futuro.   Hoje, os clientes do site BarnesandNoble.com estão comprando três livros eletrônicos para cada livro tradicional. Quando divulgou seus resultados para o ano fiscal encerrado

Ler mais

Quase metade das cidades paulistas usa apostila nas escolas municipais

Dos 644 municípios do Estado de São Paulo, 282 – ou 44% – utilizam sistema apostilado de ensino, de acordo com levantamento feito neste ano pelo Anglo, um dos mais tradicionais métodos do País.   Dentre eles estão 115 cidades que abandonaram totalmente os livros didáticos, distribuídos gratuitamente pelo governo federal, e outros que continuam utilizando o material, mas também aderiram às apostilas.   É um aumento vertiginoso. Em 1998, não havia sequer um convênio dos sistemas com as prefeituras paulistas. De 2008 para 2011, o número de prefeituras que adotam as apostilas passou de 187 para 282. Para atuar nesse nicho, os sistemas que antes atendiam à rede privada agora desenvolvem material específico para as escolas públicas.   “As públicas são um nicho de mercado e nos preparamos para entrar nele”, afirma Francisca Paris, diretora pedagógica dos sistemas de ensino da Saraiva. A editora, que mantém o Ético, voltado às particulares, criou neste ano o Agora, direcionado apenas para a rede pública. Está atuando em três cidades do Estado.   O Grupo Santillana, da editora Moderna, que já possuía o sistema Uno, também lançou um modelo específico para esse novo segmento: o Uno Público.   Demanda. O crescimento da

Ler mais

Projeto torna obrigatório ensino de cultura árabe e islâmica nas escolas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1780/11, da Ouvidoria Parlamentar, que inclui no currículo obrigatório dos ensinos fundamental e médio o ensino de cultura árabe e tradição islâmica.   Segundo a proposta, os alunos deverão estudar a história dos povos árabes, a cultura e religiosidade islâmica e o papel do árabe na formação da sociedade contemporânea. Pela proposta, esses conteúdos deverão ser incluídos em todas as disciplinas, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história.   O texto é fruto de sugestões da sociedade civil apresentadas na primeira audiência pública do projeto “A Câmara quer te Ouvir”, ocorrida no fim de abril, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.   O projeto, da Ouvidoria da Câmara, promove debates nas capitais para ouvir a população sobre temas em discussão no Legislativo. Na justificativa do PL, é lembrada a tragédia ocorrida na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, quando um ex-estudante matou 11 alunos e suicidou-se, no início de abril. Logo após o crime, algumas notícias vincularam o assassino ao fundamentalismo islâmico, o que depois foi desmentido.   Segundo a proposta, o caso demonstrou a necessidade de “promover a cultura da paz” e combater preconceitos.  

Ler mais

O futuro do Brasil depende da educação

Filosofia, Sociologia, Música e Espanhol. Depois de incluir, nos últimos anos, essas disciplinas no currículo do ensino médio, o Conselho Nacional de Educação estuda acrescentar uma sobre direitos humanos no ensino básico.   É louvável assegurar às crianças e aos jovens brasileiros o estudo de novas áreas do saber nas escolas públicas, pois isso lhes daria maior compreensão do mundo que os cerca, levando-os a refletir e agir com civilidade, consciência e respeito.   “Daria maior compreensão…”, com o verbo no condicional? Por que não dará, com o verbo no futuro? Porque é impossível atingir tal estágio sem antes atacar as questões fundamentais que comprometem a qualidade da educação. Classificado nas últimas posições do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), com problemas crônicos de ingresso tardio na escola, repetência, professores desmotivados, mal remunerados e mal preparados, infraestrutura precária e famílias distantes do processo de ensino, o Brasil está numa encruzilhada.   Uma das maiores economias do mundo, com fortes índices de crescimento e de redução de desigualdade social, só manteremos e ampliaremos as conquistas dos últimos anos com grandes investimentos em educação. Para não perder em competitividade precisa formar mão de obra qualificada. Para atender às exigências da classe

Ler mais
Menu de acessibilidade