Em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer aparelho

As transformações que o livro está sofrendo e como o consumidor está se comportando dentro deste novo cenário foram os temas da palestra de Dominique Raccah, CEO e publisher da Sourcebooks, durante o primeiro dia do 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital.   Segundo Raccah, nunca houve tantas oportunidades para as editoras como existem hoje, mas para aproveitá-las é preciso entender o cenário e se perguntar “o que quer o consumidor?”.  Nos Estados Unidos, segundo Raccah, o perfil do leitor que usa um e-reader é, em média, uma mulher por volta dos 44 anos com renda acima da média e que, em geral, consome ficção. Esse também é o perfil do leitor fiel de livros impressos.   As mesmas pessoas que visitam livrarias e colecionam livros em suas estantes estão agora lendo em Kindles, Nooks e outros leitores digitais. Para ela, essa escolha está acontecendo porque o e-reader traz algumas vantagens que saciam o desejo do leitor ávido: portabilidade, o acesso instantâneo a muitos títulos e a possibilidade de carregar vários livros ao mesmo tempo.  Além disso, a questão do preço também faz diferença na hora de escolher entre um livro digital e um impresso. Além de serem mais

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Alunos preparados para o século 21

Nem tudo continua igual na escola de ontem e de hoje: nos últimos anos, por exemplo, a tabela periódica ficou maior, com o reconhecimento de novos elementos químicos. Da mesma forma, o currículo de Português foi atualizado depois que a língua ganhou outras regras de ortografia.   A necessidade de mu­­danças, no entanto, não se limita aos conteúdos específicos das disciplinas. Se­­gundo estudiosos da educação, os estudantes do século 21 precisam desenvolver competências e habilidades que não eram tão importantes há 50 anos, mas que hoje são essenciais.   “Essa noção de que a escola tem o dever de transmitir um conjunto organizado de informações e conhecimentos que vão durar para o resto da vida não se sustenta mais. O que os estudantes precisam em termos de educação é mais do que sentar e ouvir o professor discorrer sobre Matemática, Física ou Biologia.   Hoje nós temos na ponta dos dedos qualquer informação que desejamos e há outras competências que os estudantes precisam absorver”, afirma Eduardo Chaves, que durante mais de 30 anos foi professor de Filosofia da Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atual­­mente trabalha como consultor do Instituto Ayrton Senna e da Microsoft.   Além do

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Digitalização barateia compra de livros didáticos nos Estados Unidos

Há um debate muito grande acontecendo agora nos Estados Unidos sobre se o livro em papel vai desaparecer da sala de aula, afinal muitas escolas já estão usando os tablets.   Além de aliviar as costas dos jovens, ao mesmo tempo é um material mais interativo, conectado à internet. Uma empresa criou recentemente o que está sendo considerado uma das maiores inovações em termos de produção de livros didáticos.   Eles trabalham especialmente com universidades e colocaram um livro de Biologia, com mais de mil páginas, em um aplicativo.   O mais interessante dessa experiência é que você pode comprar o livro por capítulos, o que acaba barateando o material. Além disso, eles desenvolveram um software onde você consegue anotar ao lado desse livro  e, com isso, passa a fazer parte de uma rede social com professores e alunos que estão debatendo em tempo real aquele conteúdo. Ou seja, o livro se transforma imediatamente em uma plataforma interativa conectada a uma rede social com professores e alunos.   Algumas faculdades de Medicina já estão solicitando que os alunos comprem apenas esse aplicativo. 

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Nada substitui o poder dos livros

Ele sempre quis escrever. Entretanto, os caminhos da vida levaram esse carioca a estudar em Nova York e a fazer carreira na TV Globo como correspondente internacional até chegar à direção da televisão na Europa.   De volta ao Rio, Roberto Feith cometeu a “loucura” de comprar o controle de uma pequena editora, a Objetiva. Para desespero da concorrência, deu certo. E seis anos atrás, o Grupo Prisa-Santillana comprou o controle acionário da empresa mantendo o ex-jornalista a frente do negócio no Brasil.   Semana passada, em conversa por telefone, de seu escritório no machadiano bairro do Cosme Velho, no Rio, Feith comemorou mais um feito. A Objetiva assinou contrato para editar, a partir do ano que vem, nada menos que 27 títulos do poeta e escritor Mário Quintana.   Aqui vão trechos da entrevista:   Editar livros é bom negócio?   Pode ser um bom negócio, mas o mar está turbulento. Tem de ficar atento porque qualquer equívoco custa caro. Uma metáfora que me ocorre é a da dança das cadeiras. A quantidade de editoras é crescente, mas, quando a música parar, as empresas que não estiverem estruturadas vão sobrar.   Por que os livros são tão caros no

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Edital do MEC deverá aceitar itens digitais

O MEC planeja a inclusão de “objetos digitais” (animação, vídeo ou simulador) no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) só em 2014. A publicação do edital sobre o tema está prevista para ocorrer ainda neste ano.   Aqui no Brasil, a substituição dos livros didáticos por conteúdos eletrônicos acontece a passos mais lentos na rede pública.   Na rede privada, o processo avança mais rápido e o uso de tablets encontra-se em fase de testes em algumas escolas. Dois colégios tradicionais da capital paulista, o Visconde de Porto Seguro e o Dante Alighieri, vão iniciar, neste segundo semestre, projetos-piloto com o uso do aparelho. De olho nesse mercado, as editoras já se preparam. A Moderna -maior fornecedora de livros didáticos do governo federal- diz que tem orientado sua produção para itens adaptáveis a plataformas móveis. Especialistas como Paulo Blikstein, da Escola de Educação de Stanford (EUA), fazem ressalvas. “O fundamental é desenvolver atividades e conteúdos”.

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Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas

O uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.   Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos  com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.   Em entrevista à Folha, ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.   Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre pelo MIT Media Lab e doutor pela Northwestern University (Chicago), Blikstein estará no Brasil nos dia 17 e 18 de agosto, quando participa da Sala Mundo Curitiba 2011 –encontro internacional de educação que reúne educadores do mundo todo.     Folha – Você conhece experiências com o uso de tablets em sala de aula?   Paulo Blikstein – Aqui em Stanford teve um projeto com o apoio da Apple onde eles queriam substituir livros didáticos na faculdade por iPads. Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda

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Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas

O uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.   Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos  com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.   Em entrevista à Folha, ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.   Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre pelo MIT Media Lab e doutor pela Northwestern University (Chicago), Blikstein estará no Brasil nos dia 17 e 18 de agosto, quando participa da Sala Mundo Curitiba 2011 –encontro internacional de educação que reúne educadores do mundo todo.     Folha – Você conhece experiências com o uso de tablets em sala de aula?   Paulo Blikstein – Aqui em Stanford teve um projeto com o apoio da Apple onde eles queriam substituir livros didáticos na faculdade por iPads. Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda

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Texto antidroga em livro escolar para no Senado

Aprovado na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que prevê mensagens antitabaco e antiálcool em livros escolares encontra resistência no Senado Federal.   De autoria do deputado Rubens Otoni (PT-GO), prevê a publicação obrigatória de mensagens educativas sobre “males e riscos inerentes” ao consumo de álcool e tabaco nas contracapas de cadernos e livros escolares.   O objetivo é usar o material didático como forma de prevenção para crianças e adolescentes.   A proposta está agora nas mãos do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), relator da matéria na Comissão de Educação do Senado. Em outubro de 2009, a Comissão de Assuntos Sociais acatou parecer da então senadora Fátima Cleide (PT-RO) pela rejeição à ideia. “Não há mais espaço para o voluntarismo, ainda que bem-intencionado”, dizia o relatório da petista.   “Estudo patrocinado pelo Banco Mundial (…) alerta que os programas educacionais para o controle do tabagismo desenvolvidos em escolas parecem ser menos eficazes que muitos outros tipos de informação, muito embora se tornem mais efetivos quando as intervenções continuam a empregar técnicas modernas de marketing e mensagens ajustadas aos interesses e às motivações dos jovens”, seguia o texto.   Para Fátima, a medida forçaria as empresas de material didático a

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Por uma leitura compartilhada

Amazon, Apple e Google construíram um modelo de loja on-line baseado no modelo tradicional e isso não é o que vai funcionar. O Brasil e alguns outros países têm a oportunidade de passar por cima dessas empresas e criar novos modelos e plataformas.   “Gosto de visitar livrarias quando viajo e a Cultura [da Av. Paulista] é a melhor livraria que já vi no mundo. Não digo isso só pela seleção de títulos, mas pela energia de todas as pessoas na loja, olhando os livros.   Mas isso não continuará sendo assim”, comentou Bob Stein na primeira conferência do 2º Congresso Internacional do Livro Digital. E começou a falar e a mostrar imagens da Borders de 10 anos atrás e de hoje, com todos os cartazes que confirmam o fechamento das lojas.   Apoiado em uma apresentação em Powepoint em Comic Sans, o fundador do Institute for the Future of the Book acredita que pelo fato de a Amazon, Apple e Google ainda não terem chegado ao Brasil, e porque o país ainda está atrasado em relação aos outros que já vendem, e com sucesso, livros digitais, este seja um bom momento para o mercado editorial brasileiro.    Em sua

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