Para especialistas, cultura e esporte ao redor da escola não garantem bom ensino

Para dois especialistas em educação, Simon Schwatzman e Ruben Klein, o fato de um colégio ser cercado de atividades culturais não tem relação direta com o bom desempenho escolar.   O iG mostrou que o Ciep Presidente João Goulart, no Morro do Cantagalo – localizado no prédio do Espaço Criança Esperança, do Affroreggae e visitado frequentemente por presidentes da República, governador e prefeito – teve o pior resultado no Ideb, na rede municipal do Rio.   “Muita badalação e políticos presentes não afetam o resultado positivamente. Político gosta é de inaugurar coisas. O que afeta (o desempenho dos alunos) é como a escola funciona, a direção e se tem o apoio da comunidade, dos pais”, disse Ruben Klein, especialista em avaliações educacionais e consultor da Fundação Cesgranrio.   Ele ressalvou não conhecer a João Goulart e falou em tese sobre o tema. “Em geral, o desempenho está associado ao nível sócio-econômico-cultural (dos pais e da comunidade). Essas desigualdades podem ser compensadas, e vemos muitos casos em que isso acontece, mas é esse o grande desafio”, disse Klein.   O sociólogo Simon Schwatzman, ex-presidente do IBGE, disse que a relação entre ambiente cultural rico e boa educação “não é automática”. “As

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Inscrição para concurso do livro didático vai até 14 de agosto

Termina no próximo dia 14 o prazo para inscrição no concurso Ações Inovadoras no Livro Didático, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   O objetivo é selecionar e premiar as melhores práticas sobre remanejamento, conservação e devolução dos livros, além de disseminar essas experiências para que redes de ensino possam aplicá-las em suas localidades.   Diversos municípios e escolas brasileiros desenvolvem práticas que podem ajudar a aumentar o percentual de devolução do livro didático, no final do ano letivo.   “Tem escola que marca prova com consulta no fim do ano e aproveita para recolher os livros, que serão utilizados por outros alunos no ano seguinte”, afirma Sonia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro do FNDE. “Em outras, são feitas oficinas para encampar os livros no início do ano, o que ajuda na conservação e conscientização dos alunos”.   Podem participar secretarias estaduais e municipais de educação e todas as escolas públicas brasileiras. A inscrição deve ser feita no sítio eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), em Livro Didático > Consultas.   Os vencedores vão apresentar suas experiências no Encontro Nacional do Livro Didático, a ser realizado no início de outubro, em Curitiba e receberão coleções do Programa Nacional

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FNDE tem novo presidente

Após mais de sete anos no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), cinco deles na presidência, o economista Daniel Balaban deixa o órgão para assumir um importante cargo num organismo da Organização das Nações Unidas (ONU): diretor do Programa Mundial de Alimentos.   Em seu lugar, assume o administrador José Carlos Wanderley Dias de Freitas, funcionário de carreira do FNDE e até agora diretor de Administração e Tecnologia da autarquia.  As portarias com as mudanças foram publicadas hoje, 2, no Diário Oficial de União.   “Minha indicação nasceu, sobretudo, do trabalho de todos os servidores do FNDE. O fato de um funcionário da Casa ser nomeado para sua presidência reflete os excelentes resultados alcançados pelo órgão na busca da melhoria da qualidade da educação brasileira”, afirma Freitas. “Sou um representante deste trabalho e espero estar à altura dos desafios que temos pela frente”.   Servidor do FNDE desde 1988, Freitas atuou em diversas áreas da autarquia, como alimentação escolar, livro didático, prestação de contas e administração, entre outras. Em 2004, foi nomeado diretor de Administração e Tecnologia, responsável pelas áreas de recursos humanos, tecnologia da informação, recursos logísticos e compras governamentais.   Além disso, foi presidente do Comitê de

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Escolas recebem recursos para educação integral

Escolas públicas municipais de 19 estados receberam R$ 54,5 milhões do governo federal para implementar a educação integral. Transferidos na última sexta-feira, 29, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os recursos estão disponíveis desde o dia 2, nas contas correntes dos beneficiados.   Para implantar a educação integral, as unidades de ensino contempladas devem oferecer uma jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias. Neste período, além das disciplinas curriculares, os alunos vão desenvolver atividades, entre outras áreas, em cultura e artes; esporte e lazer, educação ambiental, investigação científica e em acompanhamento pedagógico.   Os recursos repassados pelo programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) servem para contratar serviços e adquirir materiais permanentes e de consumo necessários à realização das atividades, assim como para o ressarcimento de despesas com transporte e alimentação dos monitores.       

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Redes colocam notas e metas na porta das escolas

Em agosto, agora na volta às aulas, as fachadas de todas as escolas municipais da capital do Rio receberão um novo componente: uma placa com as notas e as metas que o colégio obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do governo federal, e no IDE-Rio, avaliação do próprio município.   A estratégia carioca não é única. Nos últimos meses, leis, decretos e portarias que exigem que a escola exiba na fachada a nota obtida e a meta a ser alcançada no Ideb pipocaram no País todo. Além disso, um projeto de lei do deputado Edmar Arruda (PSC-PR), em tramitação na Câmara dos Deputados, determina que todas as escolas públicas brasileiras fixem uma placa de no mínimo 1 metro quadrado com a nota do Ideb.   A justificativa é de que, com a maior divulgação dos números, haverá um maior envolvimento e cobrança da família. “A gente entende que os pais, a partir do momento que têm isso de forma mais exposta, terão mais preocupação e vão gerar uma pressão social”, diz Thiago Medeiros, secretário estadual de Educação do Estado de Goiás. A partir do dia 15, as 1.095 escolas da rede vão receber sua placa. “O diretor

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É fundamental investir na formação do diretor

Para o economista e educador norte-americano Martin Carnoy, o Brasil precisa investir melhor na formação não só de seus professores, mas também dos diretores e das equipe de apoio das escolas.   Carnoy estará no Brasil em agosto, para o encontro internacional de educação Sala Mundo Curitiba 2011 (www.salamundo.com.br). Leia abaixo a entrevista que ele concedeu ao Estado.   O sr. escreveu um livro sobre o sistema educacional cubano (A vantagem acadêmica de Cuba). Quais lições o Brasil pode aprender com os cubanos?  O Brasil deve continuar sua luta contra a pobreza infantil. Embora Cuba seja um país de baixa renda, as crianças são saudáveis e bem alimentadas e não enfrentam a violência cotidiana. Elas não sofrem as condições associadas à pobreza que têm um efeito esmagador sobre a capacidade de aprender. Além disso, o Brasil precisa formar melhor seus professores.   Os cubanos são mais bem treinados para ensinar. O Brasil também precisa fazer um trabalho muito melhor de treinamento dos diretores, para eles se certificarem de que os professores estão ensinando bem o currículo. Os diretores de escolas cubanas têm uma ideia muito bem formada sobre como fiscalizar e ajudar os professores a ensinarem bem o currículo nacional.

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Cresce número de alunos “atrasados”

O percentual de alunos do ensino fundamental que não está na série adequada para a sua idade voltou a crescer nos últimos dois anos.   Dados do Ministério da Educação mostram que, no ano passado, o percentual chegou a 23,6%, ou cerca de 7 milhões de alunos. Em 2008, estava em 22,1%. Uma criança deve ingressar no 1º ano do ensino fundamental aos seis anos de idade e concluir a etapa aos 14.   Segundo o MEC, a defasagem ocorre quando o aluno está com três anos a mais do que o ideal para a série. Entre as razões que levam ao atraso estão a entrada na escola após a idade correta, a reprovação e o abandono. Para Jaqueline Moll, da Secretaria de Educação Básica do MEC, é preciso modificar metodologias de ensino e fazer recuperação paralela para que a repetência seja a última alternativa.   A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Cleuza Repulho, afirma que a alta é significativa. “Em um país grande como o Brasil, um aumento de 1% já é preocupante.” Já Maria Helena Guimarães de Castro, ex-secretária de Educação de SP, diz que a leve alta pode ser interpretada como estagnação. “Isso

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“Demita quem não usa Facebook”

Para Cavallero, os editores devem estar preparados para trabalhar em uma empresa orientada para dados, para perder o controle do território e para entrar em novos territórios.   “Nós não conhecemos o livreiro e o distribuidor e agora temos que conhecer o consumidor”, brincou o diretor da italiana Mondadori (cuja sede fica em um prédio projetado por Niemeyer), Riccardo Cavallero, no encerramento do 2º Congresso Internacional do Livro Digital.   Ele foi convidado a falar sobre o papel do editor neste novo momento da indústria do livro e disse que o primeiro passo é entender que mudanças estão acontecendo e que não é mais possível manter distância dos consumidores. “Demita quem não usa Facebook”, disse. “Pensamos: Não está acontecendo comigo. Acontece nos Estados Unidos, mas não no meu país. Acontece com a indústria da música, mas não com a do livro”, completou.   Mas está acontecendo e quem não entrar na dança tem muito a perder. Ele comentou que novos players sem tradição vão chacoalhar as editoras, mas pode ser que eles não estejam vivos quando o mercado encontrar novamente a estabilidade. E que o jeito mais eficaz de morrer antes da hora é investir em um diretor digital. “O

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Um ano depois…

Em um ano, o brasileiro parou de discutir se a chegada do livro digital representaria o fim do livro físico e colocou a mão na massa.   No longínquo março de 2010, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Feira do Livro de Frankfurt realizaram o 1º Congresso Internacional do Livro Digital e o clima era de incertezas, com a maioria dos editores ainda sem coragem de arriscar e de investir dinheiro em experimentos.   Mesmo com poucos títulos convertidos para e-books, as livrarias começaram a se mexer. Em abril, a Gato Sabido deixou de reinar sozinha e teve de dividir os clientes com a Livraria Cultura.   A eBookstore da Saraiva seria inaugurada um mês depois. Hoje, até Ponto Frio, Casas Bahia e Extra vendem livro digital. E Ricardo Eletro, que passou a vender livros este ano, tem planos de incluir as versões digitais em seu site. E tem mais: hoje, até editoras vendem e-books diretamente para o leitor final a partir de seus sites, como é o caso da pioneira Ciência Moderna e do Grupo A.   As distribuidoras Xeriph e DLD também chegaram em 2010 para ajudar as editoras, que já conseguiram produzir, no total, 4

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