Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas

O uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.   Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos  com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.   Em entrevista à Folha, ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.   Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre pelo MIT Media Lab e doutor pela Northwestern University (Chicago), Blikstein estará no Brasil nos dia 17 e 18 de agosto, quando participa da Sala Mundo Curitiba 2011 –encontro internacional de educação que reúne educadores do mundo todo.     Folha – Você conhece experiências com o uso de tablets em sala de aula?   Paulo Blikstein – Aqui em Stanford teve um projeto com o apoio da Apple onde eles queriam substituir livros didáticos na faculdade por iPads. Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda

Ler mais

Texto antidroga em livro escolar para no Senado

Aprovado na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que prevê mensagens antitabaco e antiálcool em livros escolares encontra resistência no Senado Federal.   De autoria do deputado Rubens Otoni (PT-GO), prevê a publicação obrigatória de mensagens educativas sobre “males e riscos inerentes” ao consumo de álcool e tabaco nas contracapas de cadernos e livros escolares.   O objetivo é usar o material didático como forma de prevenção para crianças e adolescentes.   A proposta está agora nas mãos do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), relator da matéria na Comissão de Educação do Senado. Em outubro de 2009, a Comissão de Assuntos Sociais acatou parecer da então senadora Fátima Cleide (PT-RO) pela rejeição à ideia. “Não há mais espaço para o voluntarismo, ainda que bem-intencionado”, dizia o relatório da petista.   “Estudo patrocinado pelo Banco Mundial (…) alerta que os programas educacionais para o controle do tabagismo desenvolvidos em escolas parecem ser menos eficazes que muitos outros tipos de informação, muito embora se tornem mais efetivos quando as intervenções continuam a empregar técnicas modernas de marketing e mensagens ajustadas aos interesses e às motivações dos jovens”, seguia o texto.   Para Fátima, a medida forçaria as empresas de material didático a

Ler mais

Por uma leitura compartilhada

Amazon, Apple e Google construíram um modelo de loja on-line baseado no modelo tradicional e isso não é o que vai funcionar. O Brasil e alguns outros países têm a oportunidade de passar por cima dessas empresas e criar novos modelos e plataformas.   “Gosto de visitar livrarias quando viajo e a Cultura [da Av. Paulista] é a melhor livraria que já vi no mundo. Não digo isso só pela seleção de títulos, mas pela energia de todas as pessoas na loja, olhando os livros.   Mas isso não continuará sendo assim”, comentou Bob Stein na primeira conferência do 2º Congresso Internacional do Livro Digital. E começou a falar e a mostrar imagens da Borders de 10 anos atrás e de hoje, com todos os cartazes que confirmam o fechamento das lojas.   Apoiado em uma apresentação em Powepoint em Comic Sans, o fundador do Institute for the Future of the Book acredita que pelo fato de a Amazon, Apple e Google ainda não terem chegado ao Brasil, e porque o país ainda está atrasado em relação aos outros que já vendem, e com sucesso, livros digitais, este seja um bom momento para o mercado editorial brasileiro.    Em sua

Ler mais

Impacto da tecnologia na educação ainda não pode ser medido, diz OCDE

Relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), divulgado no final de junho, compara dados de acesso às tecnologias da informação e comunicação, em casa ou na escola, com alguns dos resultados do Pisa, de 2009.   Dos 70 que participam do Pisa ((Programa Internacional de Avaliação de Alunos), apenas alunos de 15 anos de 16 países foram analisados neste novo relatório.   Uma das principais conclusões a que se chegou é que ainda não se pode medir o impacto do acesso a computadores e internet em sala de aula a resultados acadêmicos mais positivos.   Segundo afirma seus redatores, é preciso investigar a qualidade das atividades desenvolvidas durante o período escolar para poder chegar a alguma conclusão. Por outro lado, de maneira surpreendente, o relatório afirma no entanto que o mesmo acesso em casa tem influência positiva nas habilidades de leitura em ambiente digital e nas competências de navegação. Como, nesse caso, as atividades estão em geral mais ligadas ao interesse particular dos alunos, é essa motivação diversa que, segundo os autores, deve se refletir de maneira diferente nos dados.   Inclusão digital – A média de acesso nos países que participam do Pisa aumentou nos

Ler mais

Estados e cidades temem custos de plano de educação

Enquanto o Congresso discute o Plano Nacional de Educação (PNE), Estados e municípios temem ficar com a maior parte da conta para cumprir as metas que estão sendo traçadas para a década.   O governo federal estima que, para atingir os 20 objetivos, seja necessário R$ 61 bilhões, além dos atuais 5% do PIB já investidos. Estados e municípios são responsáveis por 80% do gasto público na área.   A Confederação Nacional de Municípios (CNM) se diz preocupada com o cumprimento do plano – só a oferta de creche a 50% da população de até 3 anos, como estabelece o PNE, demandará R$ 18,3 bilhões. Como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) cobre, em média, 46% dos custos com creches, a CNM estima que os municípios terão de desembolsar R$ 9,9 bilhões nos próximos anos.   Outra meta do PNE, a universalização do atendimento escolar da população de 4 e 5 anos na educação infantil até 2016, exigiria R$ 3,3 bilhões – considerando a média de repasses do Fundeb, o complemento dos municípios ficaria em R$ 700 milhões.   A CNM alega que a União concentra recursos no ensino

Ler mais

Ensino fundamental poderá ter jornada de sete horas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 450/11, do deputado licenciado Thiago Peixoto (GO), que define os critérios que os gestores de escolas públicas de educação básica devem adotar para garantir o padrão de qualidade previsto na Constituição.   O texto também especifica as penalidades impostas aos responsáveis que deixarem de adotar os procedimentos previstos.   Entre os critérios obrigatórios de qualidade propostos constam a jornada escolar universal em tempo integral, de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental e de cinco horas no ensino médio. O magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.   A proposta estabelece outros cinco critérios para a melhoria da qualidade do ensino:   – programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos, de duração anual, e com dotação orçamentária específica; – período de tempo semanal dedicado a atividades de planejamento e estudo coletivo, inserido na jornada de trabalho dos profissionais da educação; – elaboração pelas escolas de seus próprios planos de educação, em consonância com o Plano Nacional de Educação; – padrões definidos de infra-estrutura e funcionamento das escolas, de acordo com a relação custo/aluno/padrão/qualidade periodicamente calculada

Ler mais

Como melhorar o ensino

Pesquisadores de quatro universidades brasileiras analisaram 165 estudos nacionais e internacionais sobre aprendizado escolar e concluíram que o fator mais importante em sala de aula é a qualidade do professor.   Uma das análises revelou que um bom docente aumenta em até 68% a proficiência do aluno. O levantamento faz parte de uma iniciativa do movimento Todos pela Educação e do Instituto Ayrton Senna, cujo objetivo é apontar caminhos para a melhoria do ensino no Brasil. Hoje, os estudantes brasileiros alcançam resultados negativos tanto em avaliações nacionais como internacionais. Alunos da 4.ª e 8.ª séries do ensino fundamental e do 3.º ano do ensino médio não atingem metas mínimas. Na média nacional, nenhuma série consegue ter ao menos 35% da turma com o aprendizado correto para a idade.   O tamanho e a composição da turma ocupam o segundo e terceiro lugar, respectivamente, no ranking dos fatores que mais influenciam a capacidade de aprendizado. Classes menores permitem atendimento individualizado e turmas homogêneas – com alunos da mesma idade e desempenho semelhante – facilitam o preparo da aula e a exposição do conteúdo. Em seguida vem o calendário escolar – com fatores como o número de dias letivos e de faltas

Ler mais

Maior rede de livrarias dos EUA vira empresa de software

Num forte sinal das mudanças que o livro eletrônico trouxe ao mercado editorial, a maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble Inc., está se transformando numa empresa de software.   À medida que os leitores se movem mais rápido do que nunca na direção dos livros eletrônicos, deixando para trás suas versões em papel, a empresa cujas lojas estão presentes por todo o país está tentando se reinventar como uma varejista de download de livros, aplicativos e livros eletrônicos.   A transformação ficou clara em janeiro, quando um pequeno grupo de experientes compradores de livros foi despedido. Os compradores da Barnes & Noble eram a realeza do negócio de venda de livros, pequenos titãs cujo gosto desempenhava um papel crucial na decisão de quais livros subiriam aos rankings dos campeões de vendas.  Logo vai haver menos lugares como esta Barnes & Noble para folhear livrospara a empresa, havia poucas opções. O segmento mais promissor desse mercado é a venda de livros eletrônicos, os e-books. E a Barnes precisava investir no futuro.   Hoje, os clientes do site BarnesandNoble.com estão comprando três livros eletrônicos para cada livro tradicional. Quando divulgou seus resultados para o ano fiscal encerrado

Ler mais

Maior rede de livrarias dos EUA vira empresa de software

Num forte sinal das mudanças que o livro eletrônico trouxe ao mercado editorial, a maior rede de livrarias dos Estados Unidos, a Barnes & Noble Inc., está se transformando numa empresa de software.   À medida que os leitores se movem mais rápido do que nunca na direção dos livros eletrônicos, deixando para trás suas versões em papel, a empresa cujas lojas estão presentes por todo o país está tentando se reinventar como uma varejista de download de livros, aplicativos e livros eletrônicos.   A transformação ficou clara em janeiro, quando um pequeno grupo de experientes compradores de livros foi despedido. Os compradores da Barnes & Noble eram a realeza do negócio de venda de livros, pequenos titãs cujo gosto desempenhava um papel crucial na decisão de quais livros subiriam aos rankings dos campeões de vendas.  Logo vai haver menos lugares como esta Barnes & Noble para folhear livrospara a empresa, havia poucas opções. O segmento mais promissor desse mercado é a venda de livros eletrônicos, os e-books. E a Barnes precisava investir no futuro.   Hoje, os clientes do site BarnesandNoble.com estão comprando três livros eletrônicos para cada livro tradicional. Quando divulgou seus resultados para o ano fiscal encerrado

Ler mais
Menu de acessibilidade