Sem música para os ouvidos

Lei federal que obriga implantação da disciplina nas escolas entra em vigor nesta quinta-feira, mas maioria das instituições ainda não se adaptou, deixando para 2012. A consonância de vozes e instrumentos que embalam corações, marcam passos e movimentos e fazem história ao longo dos séculos vai reger, a partir desta semana, uma orquestra de conhecimento. Harmonia, melodias e letras farão parte do novo contexto das escolas brasileiras.  Quinta-feira começa a valer a obrigatoriedade do ensino de música para o nível básico. Pelo menos na teoria. A Lei 11.769, publicada em 18 de agosto de 2008, deu prazo de três anos letivos para as instituições se adaptarem. Mas, justamente a palavra “letivos” se tornou a tábua da salvação de quem, a essa altura, ainda não tem ideia de como fazer e, por isso, precisa esticar um pouco mais o prazo de adequação. Por essa interpretação, corroborada pela dificuldade de se implantar algo novo em plena segunda metade do calendário escolar, os sistemas de educação deverão fazer valer as novas regras apenas em 2012.   A Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) concorda que os termos da lei deixam margem para essa brecha. E informa que o órgão federal

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MinC deverá supervisionar instituições

Não vai dar para fugir de jeito nenhum da supervisão estatal das entidades de gestão coletiva.   Esta é a posição de Márcia Barbosa, responsável pela Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (DDI/MinC), depois de ler e debater com um grupo interministerial especializado as 158 contribuições públicas que chegaram à pasta no segundo – e último – período de revisão do anteprojeto de lei que pretende modernizar a atual Lei de Direito Autoral.   – A intenção é que a gente (o ministério) estabeleça sim uma supervisão da gestão coletiva – reforça Márcia. – Mas sempre nos termos da Constituição, sem intervenção. Ninguém vai tomar uma associação para geri-la. Encontraremos outros meios.   Em maio, O GLOBO revelou um quadro de descontrole administrativo no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), entidade privada de gestão coletiva que recolhe e paga os direitos autorais de todos os músicos do país. A polêmica em torno do caso fez com que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que já havia declarado posição contrária à fiscalização estatal desse tipo de órgão, a aceitasse ao menos como uma possibilidade.   Ao que tudo indica, o segundo período de consulta pública sobre o

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Projetos de escolas públicas dominam experiências inscritas

Projetos de leitura de escolas públicas, particulares e comunitárias representam 57% das 1.825 experiências inscritas no prêmio Vivaleitura de 2011. Nesta edição, concorrem projetos das 27 unidades federativas. São Paulo, com 362 relatos, tem o maior número de inscritos, seguido do Paraná (168) e de Minas Gerais (164).   Dados da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e a Cultura (OEI), entidade que coordena o Vivaleitura, mostram que o número de inscritos pode subir, pois ainda são esperados relatos enviados pelos Correios. As inscrições foram encerradas na quarta-feira, 10.   Do total de experiências recebidas pela coordenação, 1.036 (57%) são de escolas; 600 (33%) da categoria sociedade, que reúne empresas, organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades e instituições sociais; 189 (10%) de bibliotecas públicas, particulares e comunitárias. Cada categoria concorre a prêmio de R$ 30 mil, em dinheiro.   Este ano, a seleção dos trabalhos concorrentes ocorre em três etapas. Na primeira, uma comissão de especialistas em leitura analisa todos os trabalhos para verificar quais atendem aos critérios previstos no regulamento; na segunda, a coordenação do prêmio indica os 15 finalistas, cinco por categoria, com divulgação prevista para 30 de setembro; na última, uma comissão de jurados escolhe três experiências

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Ciclo de Debates da Abrelivros na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

A Abrelivros participará da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, de 1 a 11 de setembro de 2011, desenvolvendo um ciclo de debates gratuitos em seu estande no Riocentro. Para participar basta enviar um e-mail para contato@abrelivros.org.br até o dia 25 de agosto de 2011. Clique aqui  para conhecer a programação.  

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Brasília lança Plano do Livro e da Leitura

Brasília lançou o Plano do Distrito Federal do Livro e da Leitura (PDLL) na noite da ultima quarta-feira, (10), na abertura do Fórum + Livro + Leitura. Ele estabelece diretrizes para a formação de uma sociedade leitora e também prevê políticas, programas, eventos e ações de promoção da leitura.   A meta é transformar Brasília na primeira capital sem analfabetismo. Para isso, preve a democratização do acesso; fomento à leitura e à formação de mediadores; valorização da leitura e da comunicação; e apoio à criação e ao consumo de bens da leitura.   O PDLL foi elaborado pelo Governo do Distrito Federal, por meio das secretarias de Cultura e de Educação. Entre as ações já definidas e previstas para 2011 estão a revitalização da Biblioteca Nacional de Brasília e o fortalecimento do Programa Mala do Livro. No encerramento da primeira noite, autoridades assinaram a carta “Brasília, Capital da Leitura”.  

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Prêmio Professores do Brasil: inscrições até 15/9

Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação.   A quinta edição vai selecionar até 40 experiências concluídas ou em execução, sendo oito por região do país. Os autores dos trabalhos receberão R$ 5 mil em dinheiro, troféus e certificados.   Para concorrer, os educadores devem relatar projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, com resultados comprovados no ano letivo de 2010, que atendam aos objetivos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007.   As experiências, conforme o regulamento da quinta edição do prêmio, devem estar relacionadas a uma ou várias das seguintes ações: promover a permanência, o sucesso escolar, a redução da repetência, do abandono e evasão de estudantes da educação básica; aumentar a participação da família na escola, a inserção da escola na comunidade, a inclusão educacional social, racial, digital; trabalhar para a formação ética, artística e cidadã dos alunos.   Podem candidatar-se professores da educação básica em exercício da atividade docente em escolas públicas e de instituições educacionais comunitárias, filantrópicas e confessionais conveniadas aos sistemas públicos de ensino.   A inscrição tem duas etapas. Na primeira, o professor preenche o formulário e envia pela internet;

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Internet nas escolas

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou os resultados da primeira edição da Pesquisa TIC Educação, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).   Segundo a pesquisa, 81% das escolas públicas urbanas possuem laboratório de informática. O acesso à internet ocorre a partir desses laboratórios, já que em 86% das escolas entrevistadas os computadores estão conectados à rede.   Para os diretores, professores e coordenadores pedagógicos da amostra, a infraestrutura, no entanto, não é suficiente para o ensino do uso do computador e navegação na internet aos alunos, o que torna a atividade menos frequente.   Segundo os educadores, o fator de limitação para o uso efetivo das tecnologias de informação e comunicação seria o número insuficiente de computadores conectados à internet e a baixa velocidade de conexão.   Fora do ambiente escolar a rede também é um instrumento pouco utilizado para organizar e mediar a comunicação entre professor e aluno e entre os alunos. Apenas 20% dos professores entrevistados utilizam a internet para esse tipo de atividade.   A principal barreira indicada pelos professores, para maior aproveitamento no uso das

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EUA: apenas 10% dos alunos acha importante escrever em papel

Um dia após o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgar os resultados de uma pesquisa sobre o uso da rede no processo educativo da rede pública de ensino, o site americano Education Database Online apresenta um infográfico que demonstra a frequência de acesso dos alunos locais à tecnologia e aos gadgets eletrônicos em geral.   As diferenças são evidentes, como era de se esperar, mas é curioso perceber que por lá também há discrepâncias de conceito, como o fato de que apenas 10% dos alunos acredita que anotações no caderno são importantes para os estudos.   De acordo com a pesquisa, 98% dos estudantes possuem algum tipo de dispositivo eletrônico e, segundo dados de um levantamento da Universidade de Maryland, a abstinência de uso da tecnologia por aproximadamente 24 horas levou vários jovens a apresentar sintomas similares aos da dependência de drogas e álcool.   No momento em que se discute o futuro do livro e a lenta adoção do ebook como formato de leitura, impressionantes 46% dos entrevistados apontou preferência pelo formato digital para suas leituras, ao passo que 82% deles utiliza os dispositivos eletrônicos para escrever. Enquanto a pesquisa do CGI.br afirmava que “apenas 20% dos professores

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Professor sabe menos de computador que o aluno

Os alunos sabem mais que os educadores sobre conteúdos digitais e ferramentas tecnológicas.   No País, 64% dos professores admitem a defasagem sobre o uso do computador em relação a suas turmas, segundo dados da primeira edição da pesquisa TIC Educação, realizada pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).   Divulgado na ultima terça-feira, (9), o estudo pretende identificar o uso dos computadores e da internet nas escolas brasileiras e se o conteúdo aprendido se transforma em conhecimento. Foram entrevistados 1.541 professores, 4.987 alunos, 497 diretores e 428 coordenadores pedagógicos em 497 instituições de ensino da rede pública municipal e estadual. Conhecer o computador é um dos desafios para integrar as tecnologias da informação e da comunicação às atividades pedagógicas em sala de aula, de acordo com o estudo.   A distância entre o professor e o equipamento pode ser percebida em sua desconfiança com relação ao conteúdo oferecido pela internet – 31% deles não confiam nos dados disponíveis na web. Outros 35% creem que os   estudantes ficam sobrecarregados de informação e 31% pensam que os estudantes perdem o contato com a realidade.   Coordenador de

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