Formação de leitores a domicílio

Nos próximos meses, o programa começa em mais 14 estados, incluindo o Rio de Janeiro (as inscrições estão abertas para a seleção de agentes) e a expectativa do MinC é ter 15 mil agentes de leitura trabalhando em todo o Brasil até 2014.   “Não saber ler é como ser cego. Precisamos ser guiados”, diz Maria Alves ao descobrir um mundo novo após ser alfabetizada aos 73 anos. Sua metáfora da cegueira foi confidenciada a Célia Moura Rantzi, uma cabeleireira de 27 anos cuja vida também foi transformada pela leitura e por histórias como a de Maria.  Há quatro meses, Célia trabalha como um dos Agentes de Leitura, programa de formação de leitores do Ministério da Cultura em parceria com governos estaduais e municipais. São Bernardo do Campo, a cidade onde vive, na Grande São Paulo, foi a primeira a colocar o projeto em prática, em maio. São 185 agentes treinados há um ano para atuar como estimuladores de leitura — e divulgadores de livros — em bairros carentes da cidade.   O programa segue um modelo implementado em menor escala em 2005 pelo governo do Ceará, seguindo uma ideia do educador Fabiano dos Santos Piuba.   — Martelava na

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Como a inclusão digital será feita nas escolas brasileiras?

Um dos destaques do II Congresso do Livro Digital, organizado pela CBL em São Paulo, foi a palestra de , do Publishing Perspectives. Após citar números do mercado de e-books lá fora, Ed entrou na nossa seara e se entusiasmou: “O governo brasileiro, que faz compras substanciais de livros para escolas de todo o país, anunciou que vai começar a comprar ‘conteúdo digital’ em 2014 — o que pode ser chamado de ‘Dia D’”.   Embora as estatísticas nessa área por ora só sejam relevantes nos Estados Unidos, é compreensível que uma notícia dessas assombre os gringos. Afinal, não é todo dia que um player do tamanho do governo federal entra no jogo – e mesmo que o impacto imediato seja apenas nos livros didáticos (textbooks, na palestra de Nawotka), é de se esperar que esse contato precoce com o livro digital influencie os hábitos de leitura da população jovem a médio e longo prazo.   Em outras palavras, livro didático digital na escola pública pode querer dizer um mercado significativo para outros tipos de e-books no futuro – e esse futuro pode nem estar tão distante assim!   O X da questão   O que não entrou na equação

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Jovem negro poderá ser prioridade do ProJovem, diz assessora do MEC

A assessora da Secretaria de Educação Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC) Misiara Cristina Oliveira afirmou no ultimo dia 18, quinta-feira, que o ProJovem Urbano poderá priorizar o jovem negro.   O programa, destinado aos jovens de 18 a 29 anos, combina a formação no ensino fundamental com iniciação profissional. Atualmente, os critérios do ProJovem estão sendo revistos pelo MEC. A assessora participou de audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, que acaba de ser encerrada.   De acordo com a assessora, a qualificação profissional, prevista no programa, também  deverá ser aperfeiçoada. Misiara Oliveira considera essa uma das grandes fragilidades atuais do ProJovem. Além disso, segundo ela, está sendo discutida a ampliação do programa para municípios com 100 mil habitantes. Atualmente, o ProJovem prevê parcerias com prefeituras de municípios com mais de 200 mil habitantes.   Misiara Oliveira respondeu aos questionamentos do deputado Eudes Xavier (PT-CE), que solicitou a audiência. O parlamentar afirmou preocupar-se com a formação continuada dos educadores e educadoras; com o controle da frequência dos alunos e das tarefas feitas por eles; com a orientação profissional dada a elas no programa; e com a articulação  do programa com estados

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Ministério muda Enem para evitar o ranking das melhores e das piores escolas

Falta de normas claras abrem espaços para escola poderem alterar os resultados. Tem novidade no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.   Durante um debate realizado, hoje, em São Paulo, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, informou que o resultado das escolas inscritas passará a levar em consideração o número de alunos inscritos. A decisão já passa a valer para instituições que participaram do último exame, em 2010.   Segundo informações divulgadas pelo G1, o objetivo da medida é contornar resultados que não são refletem a realidade. Ocorre que como os alunos não  são obrigadois a participar da avaliação, abre-se espaço para que as escolas possam manipularos resultados convocando apenas os estudantes mais aplicados para participar da prova.   No entanto, a presidente do Inep não revelou como será a nova configuração na divulgação das notas da última edição do Enem. “Queremos que cada escola tenha cesso à sua nota e saiba qual foi o seu perfil no exame.   O Enem não foi criado para a formação de ranking e não deve ser usado como propaganda”, disse Malvina. O resultado da última edição que estava previsto para ser anunciado

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“Estamos aquém do objetivo, mas cumprindo as metas”, afirma Haddad

O ministro esteve na abertura do evento na manhã da ultima quarta-feira,(17), no Teatro Positivo, e falou para mais de 2,4 mil participantes. Ele resgatou pontos importantes da história da educação no país e ressaltou alguns dos principais desafios do setor para os próximos anos.   “Estamos muito aquém dos nossos objetivos, mas cumprindo as metas. Se mantivermos o ritmo, chegaremos ao final da década com resultados interessantes.   Há vários exemplos no Paraná que estão servindo de exemplo para o país.” A afirmação de Fernando Haddad, ministro da Educação, foi feita durante a entrevista coletiva concedida no Sala Mundo 2011, evento que reúne grandes nomes do Brasil e do exterior para debater temas ligados à educação.   “Nosso país está vivendo uma época de mudança e penso que esse evento, com o auditório lotado, é uma sinalização importante de que o tema interessa aos brasileiros. Se olharmos a fotografia da educação, vemos que a área ainda apresenta muitos problemas. Mas o filme da  educação no país nos mostra que houve melhorias”, afirmou.   Segundo Haddad, o século 20 foi marcado pelo subfinanciamento público em educação. “A Constituição de 88 transformou a educação dos 7 aos 14 anos em direito

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Ferramentas tecnológicas devem ser acessíveis às escolas, diz palestrante

A Tecnologia Educacional foi o tema da palestra de Paulo Blikstein, professor da Universidade de Stanford e pesquisador com foco na confluência das tecnologias com os processos de aprendizagem e da pedagogia.   Blikstein, que dirige um dos principais laboratórios de tecnologia educacional dos EUA, apresentou vários projetos que ajudou a desenvolver, entre eles uma plataforma desenvolvida para ajudar crianças a entenderem a neurociência e o funcionamento do olho humano.   “É usada uma caneta infravermelha para conectar pedaços do sistema, assim a criança pode conectar as partes do cérebro e ver como as imagens mudam. O resultado é uma plataforma que pode ser usada para ensinar várias coisas ao mesmo tempo”, disse. Outro projeto mostrado pelo pesquisador é uma plataforma vertical, a primeira deste tipo no mundo, que pode ser usada para  ensinar física, robótica ou química. “É um display interativo em que crianças podem resolver desafios criados por outras crianças. E funciona por rede, então dá para interagir estando em lugares diferentes. É algo que pode ser explorado de forma colaborativa e que o professor pode ver tudo o que o aluno fez, todas as ações são gravadas, então dá para ver se as crianças estão aprendendo ou

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Brasil teve investimento tardio na educação, afirma doutor em Economia

Para Martin Carnoy, professor da Universidade de Stanford (Estados Unidos), países como Brasil e México começaram a investir muito tarde em educação, o que explica em parte a distância que ainda apresentam em relação aos países desenvolvidos.   Na manhã da ultima quarta-feira (17), Carnoy participou como convidado do Sala Mundo 2011, encontro internacional de educação promovido em Curitiba pelo Grupo Positivo e pela Prefeitura de Curitiba com promoção da Gazeta do Povo. Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, o professor falou a uma plateia de aproximadamente 2,4 mil pessoas, no Teatro Positivo, sobre as lições internacionais em educação e os recentes avanços obtidos pelo Brasil no setor. Segundo Carnoy, 80% da população em idade primária (ensino fundamental) dos Estados Unidos já frequentava a escola em 1910.   Outros países, como o Japão, também investiram cedo nessa etapa de ensino, enquanto no Brasil a universalização do fundamental ocorreu apenas há alguns anos. Em 2003, 96% das crianças brasileiras de 7 a 14 anos frequentava o ensino fundamental, etapa adequada para essa faixa etária.   “O Brasil e o México começaram a investir muito tarde na educação. Hoje eles precisam investir também nos ensinos médio e superior, porque a economia

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Para cumprir metas do novo PNE, serão precisos R$ 100 bi a mais do que prevê MEC

Uma nota técnica divulgada na ultima quarta-feira (17) pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) defende a destinação de 10% do PIB para a área, e não 7% como prevê o projeto do Plano Nacional de Educação II (PNE II), enviado pelo Ministério da Educação (MEC) ao Congresso Nacional.   De acordo com o estudo, se forem mantidos os valores atuais, continuará a dissociação entre acesso e qualidade. Após o processo de democratização da educação básica, iniciado nos anos 1990, o desafio agora é melhorar o ensino.   O CNDE afirma que o custo anual, nos próximos dez anos, para o atendimento das metas do PNE II, precisa ser de R$ 16,9 bilhões, e não R$ 6,109 bilhões como estabelece o MEC. No decênio, serão precisos R$ 100 bilhões a mais do que o previsto. Para chegar nesse resultado, foi utilizado o cálculo chamado Custo Aluno- Qualidade Inicial (CAQi), desenvolvido pela campanha desde 2002. Ele, aponta o valor mínimo necessário para uma educação de qualidade. E ainda está abaixo daquele praticado pelos países desenvolvidos. Sua utilização na elaboração do novo PNE foi aprovada na Conferência Nacional de Educação, mas desconsiderada pelo MEC.   A nota técnica aponta ainda discrepâncias entre

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Brasileiro compra mais livro, mas crescimento do setor é discreto

Estimado em R$ 4,2 bilhões, o mercado editorial nacional cresceu ligeiramente em 2010 (2,63%) mas tem outros, e melhores, motivos para comemorar: o brasileiro comprou mais livros no ano passado.   O volume de vendas ao mercado cresceu 8,3%, e se incluirmos aí as vendas para o governo, esse crescimento fica em torno dos 13%. O preço do livro caiu 4,42%, seguindo uma tendência registrada desde 2004.  As livrarias ainda são os principais pontos de venda, mas quem avança mesmo para garantir uma melhor fatia deste mercado é o porta a porta, que teve o melhor índice de crescimento em 2010. Entre os segmentos de livros, destaque para os religiosos, que produziram mais (36%), imprimiram mais (39%) e, consequentemente, faturaram mais (23,9%). Isso se comparado com o ano anterior porque quem lidera mesmo o setor são os didáticos.  Esses e outros dados da Pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, da qual participaram 114 editoras que representam 56% do universo em termos de faturamento, foram revelados pela Fipe, Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel) nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. As conclusões do Censo do Livro, realizado entre novembro de 2010 e abril de

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