Ministério muda Enem para evitar o ranking das melhores e das piores escolas

Falta de normas claras abrem espaços para escola poderem alterar os resultados. Tem novidade no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.   Durante um debate realizado, hoje, em São Paulo, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, informou que o resultado das escolas inscritas passará a levar em consideração o número de alunos inscritos. A decisão já passa a valer para instituições que participaram do último exame, em 2010.   Segundo informações divulgadas pelo G1, o objetivo da medida é contornar resultados que não são refletem a realidade. Ocorre que como os alunos não  são obrigadois a participar da avaliação, abre-se espaço para que as escolas possam manipularos resultados convocando apenas os estudantes mais aplicados para participar da prova.   No entanto, a presidente do Inep não revelou como será a nova configuração na divulgação das notas da última edição do Enem. “Queremos que cada escola tenha cesso à sua nota e saiba qual foi o seu perfil no exame.   O Enem não foi criado para a formação de ranking e não deve ser usado como propaganda”, disse Malvina. O resultado da última edição que estava previsto para ser anunciado

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“Estamos aquém do objetivo, mas cumprindo as metas”, afirma Haddad

O ministro esteve na abertura do evento na manhã da ultima quarta-feira,(17), no Teatro Positivo, e falou para mais de 2,4 mil participantes. Ele resgatou pontos importantes da história da educação no país e ressaltou alguns dos principais desafios do setor para os próximos anos.   “Estamos muito aquém dos nossos objetivos, mas cumprindo as metas. Se mantivermos o ritmo, chegaremos ao final da década com resultados interessantes.   Há vários exemplos no Paraná que estão servindo de exemplo para o país.” A afirmação de Fernando Haddad, ministro da Educação, foi feita durante a entrevista coletiva concedida no Sala Mundo 2011, evento que reúne grandes nomes do Brasil e do exterior para debater temas ligados à educação.   “Nosso país está vivendo uma época de mudança e penso que esse evento, com o auditório lotado, é uma sinalização importante de que o tema interessa aos brasileiros. Se olharmos a fotografia da educação, vemos que a área ainda apresenta muitos problemas. Mas o filme da  educação no país nos mostra que houve melhorias”, afirmou.   Segundo Haddad, o século 20 foi marcado pelo subfinanciamento público em educação. “A Constituição de 88 transformou a educação dos 7 aos 14 anos em direito

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Ferramentas tecnológicas devem ser acessíveis às escolas, diz palestrante

A Tecnologia Educacional foi o tema da palestra de Paulo Blikstein, professor da Universidade de Stanford e pesquisador com foco na confluência das tecnologias com os processos de aprendizagem e da pedagogia.   Blikstein, que dirige um dos principais laboratórios de tecnologia educacional dos EUA, apresentou vários projetos que ajudou a desenvolver, entre eles uma plataforma desenvolvida para ajudar crianças a entenderem a neurociência e o funcionamento do olho humano.   “É usada uma caneta infravermelha para conectar pedaços do sistema, assim a criança pode conectar as partes do cérebro e ver como as imagens mudam. O resultado é uma plataforma que pode ser usada para ensinar várias coisas ao mesmo tempo”, disse. Outro projeto mostrado pelo pesquisador é uma plataforma vertical, a primeira deste tipo no mundo, que pode ser usada para  ensinar física, robótica ou química. “É um display interativo em que crianças podem resolver desafios criados por outras crianças. E funciona por rede, então dá para interagir estando em lugares diferentes. É algo que pode ser explorado de forma colaborativa e que o professor pode ver tudo o que o aluno fez, todas as ações são gravadas, então dá para ver se as crianças estão aprendendo ou

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Brasil teve investimento tardio na educação, afirma doutor em Economia

Para Martin Carnoy, professor da Universidade de Stanford (Estados Unidos), países como Brasil e México começaram a investir muito tarde em educação, o que explica em parte a distância que ainda apresentam em relação aos países desenvolvidos.   Na manhã da ultima quarta-feira (17), Carnoy participou como convidado do Sala Mundo 2011, encontro internacional de educação promovido em Curitiba pelo Grupo Positivo e pela Prefeitura de Curitiba com promoção da Gazeta do Povo. Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, o professor falou a uma plateia de aproximadamente 2,4 mil pessoas, no Teatro Positivo, sobre as lições internacionais em educação e os recentes avanços obtidos pelo Brasil no setor. Segundo Carnoy, 80% da população em idade primária (ensino fundamental) dos Estados Unidos já frequentava a escola em 1910.   Outros países, como o Japão, também investiram cedo nessa etapa de ensino, enquanto no Brasil a universalização do fundamental ocorreu apenas há alguns anos. Em 2003, 96% das crianças brasileiras de 7 a 14 anos frequentava o ensino fundamental, etapa adequada para essa faixa etária.   “O Brasil e o México começaram a investir muito tarde na educação. Hoje eles precisam investir também nos ensinos médio e superior, porque a economia

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Para cumprir metas do novo PNE, serão precisos R$ 100 bi a mais do que prevê MEC

Uma nota técnica divulgada na ultima quarta-feira (17) pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) defende a destinação de 10% do PIB para a área, e não 7% como prevê o projeto do Plano Nacional de Educação II (PNE II), enviado pelo Ministério da Educação (MEC) ao Congresso Nacional.   De acordo com o estudo, se forem mantidos os valores atuais, continuará a dissociação entre acesso e qualidade. Após o processo de democratização da educação básica, iniciado nos anos 1990, o desafio agora é melhorar o ensino.   O CNDE afirma que o custo anual, nos próximos dez anos, para o atendimento das metas do PNE II, precisa ser de R$ 16,9 bilhões, e não R$ 6,109 bilhões como estabelece o MEC. No decênio, serão precisos R$ 100 bilhões a mais do que o previsto. Para chegar nesse resultado, foi utilizado o cálculo chamado Custo Aluno- Qualidade Inicial (CAQi), desenvolvido pela campanha desde 2002. Ele, aponta o valor mínimo necessário para uma educação de qualidade. E ainda está abaixo daquele praticado pelos países desenvolvidos. Sua utilização na elaboração do novo PNE foi aprovada na Conferência Nacional de Educação, mas desconsiderada pelo MEC.   A nota técnica aponta ainda discrepâncias entre

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Brasileiro compra mais livro, mas crescimento do setor é discreto

Estimado em R$ 4,2 bilhões, o mercado editorial nacional cresceu ligeiramente em 2010 (2,63%) mas tem outros, e melhores, motivos para comemorar: o brasileiro comprou mais livros no ano passado.   O volume de vendas ao mercado cresceu 8,3%, e se incluirmos aí as vendas para o governo, esse crescimento fica em torno dos 13%. O preço do livro caiu 4,42%, seguindo uma tendência registrada desde 2004.  As livrarias ainda são os principais pontos de venda, mas quem avança mesmo para garantir uma melhor fatia deste mercado é o porta a porta, que teve o melhor índice de crescimento em 2010. Entre os segmentos de livros, destaque para os religiosos, que produziram mais (36%), imprimiram mais (39%) e, consequentemente, faturaram mais (23,9%). Isso se comparado com o ano anterior porque quem lidera mesmo o setor são os didáticos.  Esses e outros dados da Pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro, da qual participaram 114 editoras que representam 56% do universo em termos de faturamento, foram revelados pela Fipe, Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel) nesta terça-feira, no Rio de Janeiro. As conclusões do Censo do Livro, realizado entre novembro de 2010 e abril de

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Dilma: “estamos fazendo pela educação o que não foi feito nos últimos 100 anos”

Na solenidade onde anunciou a criação de universidades e institutos federais de educação, na ultima terça-feira, (16), a presidenta Dilma Rousseff disse que, se o Brasil tivesse investido mais em educação, teria dado o passo necessário para o pleno desenvolvimento econômico.   “Estamos fazendo em poucos anos o que não foi feito nos últimos 100 anos. Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, muitos anos antes, os passos necessários para que nosso país tivesse o pleno uso dos seus potenciais econômicos e, sobretudo, para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, um padrão de vida mais elevado”.   Sobre os investimentos anunciados hoje em educação superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que o gasto para a implantação de cada instituto federal é R$ 7 milhões, enquanto um campus universitário custa entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. “Fizemos questão de só fazer essa solenidade quando tivéssemos, da área econômica, o aval para a contratação dos profissionais necessários para essa expansão”, disse ele. Na cerimônia, prefeitos de 120 municípios assinaram um compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de institutos federais nas cidades

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Escola pública terá educação financeira

Os alunos do ensino médio de escolas públicas começarão a ter orientação de educação financeira.   Segundo Jaqueline Moll, da diretoria de currículos e educação integral do MEC (Ministério da Educação), a ideia não é criar uma disciplina específica e sim integrar o assunto ao currículo normal das escolas. Ela calcula, porém, que serão ao menos dez anos para consolidar o tema nas escolas. Ainda não está definido quando e em quais locais a educação financeira começará a ser implementada.   “Queremos abordar questões como a história do dinheiro e a geografia financeira e orientar o comportamento dos alunos nesse sentido”, afirmou a especialista.   O projeto é uma das primeiras iniciativas da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), criada pelo Conef (Comitê Nacional de Educação Financeira).   O comitê reúne instituições como o BC (Banco Central), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o MEC. A educação financeira nas escolas vai seguir projeto-piloto de 2010, quando foi dada orientação a 26 mil estudantes da rede pública de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Ceará e Distrito Federal. Apesar de o projeto ser focado em jovens, a orientação sobre como usar e aplicar de maneira mais inteligente o dinheiro não

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Matemática patina onde há mais procura

Os Estados brasileiros que apresentam desempenhos medianos e baixos em matemática nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) são os que mais registram ingressantes nas carreiras de professor da área de exatas, como física e mesmo matemática.   A conclusão é de uma pesquisa do Insper (ex-Ibmec). Para as pesquisadoras Maria Cristina Gramani e Cintia Scrich, essa relação pode ser perigosa, já que forma um ciclo no qual alunos que tiveram um conteúdo defasado se tornam docentes justamente da área em que apresentam mais dificuldades de aprendizagem.   “Isso cria uma relação complicada que só pode ser revertida se reforçarmos a base da educação básica”, explica Maria Cristina Gramani. O estudo, intitulado “O desempenho educacional como fator de influência na escolha da profissão”, analisou o desempenho em matemática de escolas públicas e privadas de todo o País. Para isso, utilizou as notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005, 2007, 2009 para 4.ª série e 8.ª série, e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008.   Para descobrir quais Estados têm os melhores alunos em matemática, foi feito um ranking da eficiência educacional na disciplina, com a relação entre as notas obtidas no Enem

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