Dúvidas iniciais sobre o Programa do Livro Popular

Pequenos editores acompanham, entre animados e preocupados, os primeiros passos do Programa do Livro Popular, anunciado pela presidente Dilma Rousseff, na abertura da Bienal do Livro Rio.   Se o incentivo à ampliação de leitores pela compra de livros pelo governo a R$ 10 é visto com bons olhos, a faixa única de preços faz editores como Haroldo Ceravolo, da Alameda, temerem a inviabilidade de produção.   “É preciso que seja economicamente viável produzir livros com esse preço final, caso contrário a tendência será sempre a venda de encalhe de grandes editoras ou de volumes de má qualidade material”, diz o editor, eleito para a presidência da Libre, que reúne casas pequenas e médias.   A preocupação foi apresentada a Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, que não pensa em alterações no formato que idealizou. “Precisamos ter a clareza de que nem todas as editoras terão interesse ou possibilidade de produzir livros para o programa. Não dá para esperar participação de 100% do mercado”, afirma.

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Escolas testam formas de usar tablets em sala

Com o lançamento de novos modelos e a queda de preços, os tablets invadiram as escolas. Nos colégios de classe média alta, quase todos os estudantes têm o seu. Mas, passada a curiosidade inicial, o que fazer com ele?   Um colégio de São Paulo tentou entender o interesse dos adolescentes e mostrou que, quando o assunto é literatura, o livro de papel vence a concorrência. A pesquisa do colégio Humboldt, realizada em junho com 241 estudantes do ensino médio, mostrou que 84% deles não abrem mão da leitura em livros de papel, mesmo com a chegada dos e-books, que agregam vídeos e áudios.   “A sensação de segurar o papel não dá para substituir. Fico animada só de ver a prateleira cheia de livros”, diz Julia Gabriel Silva, de 15 anos, que cursa o 1.º ano do ensino médio.   Em outros colégios, os coordenadores pedagógicos estão empenhados em desenvolver metodologias e atividades em que o tablet seja usado para estimular os alunos nos conteúdos de disciplinas por vezes bem áridas.   “Sempre uso nas aulas de física, de biologia e de matemática”, diz Bárbara Carli, de 15 anos. Ela é aluna do colégio Dante Alighieri e, por já

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Com o lançamento de novos modelos e a queda de preços, os tablets invadiram as escolas. Nos colégios de classe média alta, quase todos os estudantes têm o seu. Mas, passada a curiosidade inicial, o que fazer com ele?   Um colégio de São Paulo tentou entender o interesse dos adolescentes e mostrou que, quando o assunto é literatura, o livro de papel vence a concorrência. A pesquisa do colégio Humboldt, realizada em junho com 241 estudantes do ensino médio, mostrou que 84% deles não abrem mão da leitura em livros de papel, mesmo com a chegada dos e-books, que agregam vídeos e áudios.   “A sensação de segurar o papel não dá para substituir. Fico animada só de ver a prateleira cheia de livros”, diz Julia Gabriel Silva, de 15 anos, que cursa o 1.º ano do ensino médio.   Em outros colégios, os coordenadores pedagógicos estão empenhados em desenvolver metodologias e atividades em que o tablet seja usado para estimular os alunos nos conteúdos de disciplinas por vezes bem áridas.   “Sempre uso nas aulas de física, de biologia e de matemática”, diz Bárbara Carli, de 15 anos. Ela é aluna do colégio Dante Alighieri e, por já

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MEC pode ser obrigado a fornecer livros didáticos também em formato digital

A Câmara analisa o Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital.   Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.   O autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.   Tramitação Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta: PL-965/2011

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Autores pedem mudança nos critérios de seleção de livros didáticos para a escola pública

Os autores de livros didáticos enviaram ao MEC (Ministério da Educação) uma carta sugerindo mudanças nos critérios de seleção das obras que fazem parte do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).   Com base em pareceres que excluíram alguns livros do programa, eles questionam algumas regras do processo e pedem mais objetividade nos critérios de escolha.   O PNLD distribui livros didáticos de todas as disciplinas aos alunos de escolas públicas de 98% dos municípios brasileiros. Para 2012, foi realizada a maior compra desde o início do programa: 162,4 milhões de exemplares ao custo de R$ 1,1 bilhão. O governo é hoje o maior comprador de livros no país e ter uma obra excluída do programa traz prejuízos à carreira de um autor.   A Abrale (Associação Brasileira dos Autores dos Livros Educativos) questiona, principalmente, o fato de algumas obras que foram aprovadas em edições anteriores terem sido reprovadas na seleção para 2012. Na carta enviada ao ministro Fernando Haddad, constam pareceres divergentes de uma mesma obra, sem que, no período, houvesse mudanças nos critérios de aprovação.   Os livros são avaliados por comissões formadas nas universidades federais. As editoras entregam o material descaracterizado, para que o avaliador não saiba

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Autores pedem mudança nos critérios de seleção de livros didáticos para a escola pública

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Cecilia_Condeixa_Amaury_Gremaud2

Educação na medida

Debate sugere que avaliações e indicadores oficiais devem servir como referências para a produção de livros didáticos     Um dos temas de maior relevância para a definição de políticas educacionais foi destaque na programação da Abrelivros na Bienal. Na sessão “Avaliações e indicadores nacionais da educação”, foi discutida a importância dos testes aplicados sobre as escolas como ferramentas para a melhoria do processo de ensino. Participaram do debate Maria Cecília Condeixa, autora de livros didáticos e consultora de Avaliação e Currículo, e Amaury Gremaud, diretor da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (ABAVE) e professor do Departamento de Economia da USP. A conversa foi mediada por Vicente Paz, diretor-geral da Texto Editores/Leya Brasil.   Inicialmente, os debatedores apresentaram o processo de criação dos indicadores. Cada avaliação é feita a partir de provas, criadas a partir de matrizes e itens. Os dados de base são levantados empiricamente, a partir de escolhas metodológicas. Tradicionalmente, a avaliação escolar era centrada em conhecimento conceitual (como ocorre em itens que iniciam perguntando ao aluno “o que são”), denotando foco no nome e na explicação de conceitos. Esse formato apelava para a memorização, mas raramente se pedia que o aluno soubesse como aplicar esse conhecimento na

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Cecilia_Condeixa_Amaury_Gremaud2

Educação na medida

Debate sugere que avaliações e indicadores oficiais devem servir como referências para a produção de livros didáticos     Um dos temas de maior relevância para a definição de políticas educacionais foi destaque na programação da Abrelivros na Bienal. Na sessão “Avaliações e indicadores nacionais da educação”, foi discutida a importância dos testes aplicados sobre as escolas como ferramentas para a melhoria do processo de ensino. Participaram do debate Maria Cecília Condeixa, autora de livros didáticos e consultora de Avaliação e Currículo, e Amaury Gremaud, diretor da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (ABAVE) e professor do Departamento de Economia da USP. A conversa foi mediada por Vicente Paz, diretor-geral da Texto Editores/Leya Brasil.   Inicialmente, os debatedores apresentaram o processo de criação dos indicadores. Cada avaliação é feita a partir de provas, criadas a partir de matrizes e itens. Os dados de base são levantados empiricamente, a partir de escolhas metodológicas. Tradicionalmente, a avaliação escolar era centrada em conhecimento conceitual (como ocorre em itens que iniciam perguntando ao aluno “o que são”), denotando foco no nome e na explicação de conceitos. Esse formato apelava para a memorização, mas raramente se pedia que o aluno soubesse como aplicar esse conhecimento na

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