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Os desafios do Ensino Médio

Com grande índice de evasão e baixo nível de aprendizagem, a etapa final da Educação Básica precisa ser reformulada.   O último debate no estande da Abrelivros na Bienal do Livro do Rio de Janeiro trouxe um tema de grande relevância no processo de ensino. Para apresentar os caminhos de melhoria nesta etapa, a sessão “Novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio” teve como participantes Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação e do movimento Todos pela Educação, e Sandra Regina de Oliveira Garcia, coordenadora geral do Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do MEC. O encontro foi  mediado por José Carlos Monteiro da Silva (Zeca), diretor editorial da Saraiva/Atual e coordenador da Comissão Editorial da Abrelivros.   Segundo o moderador, ambos têm vivência em sala de aula, de modo que atuam como dirigentes nas respectivas áreas não só com o olhar técnico e teórico, mas também com o ponto de vista da realidade escolar. Para Zeca, essa visão panorâmica é necessária e importante para que as ações propostas tenham efetividade na prática do ensino.   Mozart Ramos iniciou sua fala apresentando a dimensão do Ensino Médio no país. Trata-se de 25.923 escolas, 250 mil turmas, 413 mil

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XV Bienal do Livro – Rio de Janeiro 2011

  Clique abaixo e reveja os resumos dos debates e conheça as respectivas apresentações utilizadas, bem como as fotos das atividades promovidas pela Abrelivros durante a 15ª Bienal do Livro Rio:   01/09 – Palestra: A Educação no Brasil – Conquistas e Desafios   02/09 – Debate: As Políticas Públicas de Educação e o Uso de Conteúdos Digitais Apresentação – Rafael Parente Apresentação – Sérgio Gotti   02/09 – Debate: Inovação Tecnoeducativa – Pesquisa sobre Inovação em Educação da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI e Fundação Telefonica Apresentação – Mila Gonçalves Apresentação – Marcia Padilha     03/09 – Debate: Avaliações e Indicadores Nacionais de Educação Apresentação – Maria Cecília Condeixa Apresentação – Amaury Gremaud   08/09 – Debate: Formando Leitores do Século XXI Apresentação Secretaria Municipal do Rio de Janeiro Apresentação MultiRio   09/09 – Debate: Novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio Apresentação – Mozart Neves Ramos    

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Por uma cidade de leitores

Em diversos programas e projetos, cariocas são estimulados a buscar o prazer da leitura, dentro e fora da escola.       A Bienal do Livro do Rio de Janeiro tem batido recordes de público, com destaque para o grande número de estudantes. Para entender como a cidade tem abraçado a questão da leitura, a Abrelivros recebeu, no seu estande, representantes da Prefeitura Municipal, que apresentaram diversas ações de fomento da leitura. O debate “Formando leitores do século XXI” foi composto por Simone Monteiro, gerente de Mídia-Educação e Helena Bomeny, subsecretária de Ensino, ambas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, além de Ricardo Petracca, diretor de Mídia-Educação do MultiRio. A sessão foi mediada por Ceciliany Alves Feitosa, editora de literatura infantojuvenil da editora FTD.   Inicialmente, Helena Bomeny apresentou os números da rede municipal de ensino: a cidade possui 1065 escolas, 255 creches, além de 26 Espaços de Desenvolvimento Infantil, que integram a creche à Pré-Escola. Cerca de 37 mil professores atendem 700 mil alunos. Segundo a subsecretária, no início da atual gestão descobriu-se que boa parte desses estudantes era composta por analfabetos funcionais – indivíduos que, apesar de saberem ler e escrever, não conseguem interpretar textos

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Alunos de escolas rurais receberão novo material de ensino e aprendizagem

A partir de 2013, os estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental de escolas públicas da área rural, seriadas e multisseriadas, receberão livros didáticos específicos.   As obras serão selecionadas dentro do Programa Nacional do Livro Didático do Campo (PNLD Campo) e vão substituir os cadernos de ensino e aprendizagem e outros materiais impressos usados hoje nas salas de aula.   De acordo com a Resolução nº 40/2011, cabe ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) elaborar os editais de convocação, avaliação e seleção dos livros.   As obras do PNLD Campo compreendem a alfabetização matemática, letramento e alfabetização, língua portuguesa, matemática, ciências, história e geografia, integradas em coleções multisseriadas ou seriadas, disciplinares, interdisciplinares ou por área do conhecimento.   Os livros serão dos estudantes e professores, sem necessidade de devolução ao final do ano letivo. A distribuição integral das obras será feita a cada três anos e nos anos seguintes o FNDE fará reposição para atender as novas matrículas. Os dicionários e obras complementares para as escolas rurais continuarão sendo fornecidos pelo PNLD, como ocorre atualmente.   A quantidade de livros a serem enviados para

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Mundo tem quase 800 milhões de analfabetos, segundo Unesco

A Unesco informou na ultima terça-feira, 6, que 793 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler nem escrever, de acordo com um estudo publicado por ocasião da celebração do Dia Internacional da Alfabetização.   Segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco, a maioria dessas pessoas são meninas e mulheres. “Outras 67 milhões de crianças em idade escolar não leem ou escrevem, e 72 milhões de adolescentes em idade escolar também não estão gozando de seu direito à educação”, indicou a agência da ONU. Em todo o mundo, 11 países têm mais de 50% de adultos analfabetos: Benin, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa. Por regiões, o sul e o oeste da Ásia abrigam mais da metade da população analfabeta mundial (51,8%), tanto que na África Subsaariana vivem 21,4% dos adultos analfabetos.   Dia da Alfabetização – Na Ásia Oriental e no Pacífico estão 12,8% dos analfabetos, nos países árabes, 7,6%, na América Latina e no Caribe, 4,6%. América do Norte, Europa e Ásia Central somam cerca de 2% dos adultos analfabetos, acrescentou a Unesco.   A celebração do Dia Internacional da Alfabetização, no dia 8 de setembro, presta atenção especial

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Procuradoria pede que MEC paralise compra de livros didáticos no PA

O Ministério Público Federal enviou recomendação, na ultima segunda-feira (5), para que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) suspensa a compra de livros didáticos no Pará.   A indicação da Procuradoria é que a suspensão seja imediata para a 10ª Unidade Regional de Educação do Estado. Na área há 18 escolas nos municípios Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Vitória do Xingú e Uruará, que ficam na região da Transamazônica. No total, 12,4 mil alunos estão matriculados nas instituições afetadas.   De acordo com a Procuradoria, o banco de dados do Ministério da Educação que mantém o registro dos títulos dos livros foi fraudado. Os títulos são escolhidos por professores e diretores das escolas, mas, segundo a recomendação, a lista da região paraense foi alterada. As apurações apontaram que o cadastro dos livros foi feito no dia 8 de junho no sistema do ministério. Porém, quatro dias depois, em um  domingo, o banco de dados foi modificado por uma pessoa não identificada. Além de recomendar a paralisação da compra dos livros didáticos, a Procuradoria pediu à Polícia Federal que investigue o caso.   O procurador Bruno Alexandre Gütschow recomendou ainda que o MEC reabra

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Escolas públicas vão receber conjunto com livros e jogos

Em 2012, cerca de 130 mil professores que trabalham na alfabetização de crianças de seis anos de idade, em 90 mil escolas públicas, receberão livros de literatura e jogos infantis para enriquecer as aulas. O material servirá de reforço na aprendizagem da leitura e da escrita de 3,9 milhões de estudantes do primeiro ano do ensino fundamental.   O acervo faz parte do projeto Trilhas, parceria do Ministério da Educação com o Instituto Natura e o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), de São Paulo.   De acordo com o diretor de formulação de conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Sérgio Gotti, 2.008 municípios serão atendidos com o material. Nesse grupo de cidades estão aquelas com índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) abaixo da média nacional (em 2009, de 4,6 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental), as 26 capitais e aquelas com mais de 150 mil habitantes, além do Distrito Federal.   O projeto Trilhas é composto por um conjunto que compreende caderno de orientação sobre o uso dos livros e dos objetos educacionais, dirigido aos gestores das escolas; oito cadernos de orientação e sugestão de atividades para os professores;

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Editores querem esclarecimentos sobre livros digitais

Editores estão em dúvida sobre como se dará a incorporação de conteúdos digitais nos livros destinados às escolas públicas brasileiras, concluíram na ultima sexta-feira (2), na 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, participantes de debate sobre o tema.   O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o ministério está investindo em conteúdos digitais educacionais, demonstração de que essa é uma tendência que veio para ficar.   Existem dúvidas, entretanto, sobre como isso se dará na rede pública de ensino. A gerente executiva da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), Beatriz Grelet, disse que o setor tem conversado com técnicos e gestores do Ministério da Educação (MEC) “para tentar entender o que eles gostariam de estar incorporando aos próximos programas do livro didático”.   Segundo a gerente da Abrelivros, a preocupação é que as decisões tomadas sejam logo repassadas às editoras, para que elas consigam se preparar e participar das licitações. “Porque não são todas as editoras que estão no mesmo nível de desenvolvimento de produção de conteúdo digital”, explicou Beatriz.   Ela acrescentou que ainda não há clareza em relação ao que o MEC vai licitar para o próximo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

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Investimento em tablets precisa ser orientado por planos pedagógicos

A compra de tablets para uso em escolas públicas, anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, só alcancará os resultados esperados se vier acompanhada pela implementação de planos pedagógicos. É o que defendem professores da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e especialistas em inclusão digital.   Eles alertam, ainda, que a fragilidade na formação de docentes em tecnologia podem impossibilitar a utilização com viés educacional. O anúncio do edital para a compra dos tablets para uso já a partir do próximo ano aconteceu na última semana, durante a 15ª Bienal do Livro.   “Não é só saber operar. É preciso aprender a usar essa ferramenta de forma pedagógica”, comentou o professor Gilberto Lacerda. O docente acredita que o uso dos tablets é uma tendência mundial. “Há uma previsão para o aumento da acessibilidade de professores e alunos. Agora, isso depende do contexto.   No Brasil, precisamos formar docentes capazes de usufruir melhor dessas tecnologias”, afirma. Gilberto acredita que a ação é uma forma de dar continuidade ao Programa Um Computador por Aluno (PROUCA), que selecionou escolas brasileiras para receber infraestrutura para acesso à internet, capacitação de gestores e professores no uso da tecnologia. “A questão estrutural precisa ser compensada

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