MEC cogita adotar escolas integrais

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu, na ultima terça-feira (13), na abertura do Congresso Internacional Educação, uma Agenda Urgente, realizado pelo movimento Todos pela Educação, a criação de um regime integral nas escolas públicas do país.   Durante seu discurso, ele reconheceu que a medida exigirá mais recursos da pasta e reafirmou o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff de investir mais no setor. Segundo ele, uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso, é elevar para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos na área até 2020.   Ainda em fase de avaliação, o estudo para aumentar a carga horária está sendo feito em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O ministro informou que as possibilidades em análise são elevar a carga horária diária, que hoje é de quatro horas; ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200.   “Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento. Seja porque a carga horária diária é baixa, seja porque o número de dias

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Para ministro, aumento do gasto reduzirá distância entre escolas

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a distância entre a rede pública e privada no Brasil tende a diminuir por causa do aumento do gasto público por aluno.   Em entrevista à Folha, ele comentou também sobre outros indicadores de um relatório divulgado na ultima terça-feira (13), pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que mostrou que o país está ficando para trás em termos de proporção de adultos com nível superior em relação à média dos países desenvolvidos. Leia abaixo a entrevista de Haddad:   Mesmo considerando o perfil diferente de aluno atendido, a rede pública brasileira segue muito atrás da particular. Por quê? Creio que isto reflete a diferença no investimento por aluno que acontecia entre Estados. Se você pegasse um menino pobre e matriculasse na rede de Santa Catarina e colocasse esse mesmo aluno num colégio no Maranhão, este mesmo estudante provavelmente teria melhor desempenho em Santa Catarina, porque o gasto público por aluno lá era muito maior do que no Maranhão. Isso o Pisa (exame da OCDE que avaliou a distância entre as redes em vários países) não pega.  Na época do Fundef [fundo para financiamento do ensino fundamental criado no governo FHC],

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Mercadante quer parte dos recursos do pré-sal investido em educação, ciência, tecnologia e inovação

O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu na ultima terça-feira, (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado.   O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação (7%). A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários.   “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”. A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff.   O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou

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Termina na quinta inscrição de professores para prêmio de R$ 5.000

Terminam na quinta-feira (15) as inscrições para o prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação em parceria com fundações privadas e organizações internacionais.   Em sua quinta edição, o prêmio vai selecionar até 40 experiências pedagógicas, concluídas ou em execução, desenvolvidas por professores da rede pública de educação básica.   Para concorrer, os educadores devem relatar projetos que tiveram resultados comprovados no enfrentamento de problemas da educação.   A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br.   Os autores dos trabalhos –oito de cada região do país– receberão R$ 5.000 e terão pagas as despesas para participar de um seminário do MEC em Brasília na entrega do prêmio, no fim do ano.   Também será distribuído R$ 2.000 em equipamentos multimídia para as escolas que desenvolveram os projetos premiados.   Todos os trabalhos serão analisados pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense, e avaliados por uma comissão de especialistas convidados pelo MEC.   No conjunto das quatro edições anteriores, concorreram ao prêmio 4.394 trabalhos e 106 professores receberam prêmios que somaram R$ 530 mil.   Neste ano, o prêmio é patrocinado pela Fundação SM, Intel, Instituto Votorantim e Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares).  

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Unicamp oferece curso de tecnologias digitais a distância

O Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação, da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), promoverá, a partir de 10 de outubro, o curso a distância “Utilização de objetos de aprendizagem em sala de aula mediatizado pelas tecnologias digitais”.   Serão 200 vagas, destinadas a professores do 1º ao 9º anos do ensino fundamental. O objetivo do curso, cuja duração será de 66 horas, é disseminar informações sobre os recursos digitais denominados objetos de aprendizagem.   Para a inscrição, os interessados deverão – até 15 de setembro – submeter o formulário disponível no site e em seguida enviar a cópia do RG, CPF, comprovante de escolaridade mínima de segundo grau completo e carta da escola assinada pelo diretor ou coordenador pedagógico comprovando vínculo docente até a 9º série do ensino fundamental para o endereço indicado na página:   http://lantec.fae.unicamp.br/ed88/calendario.htm   Como requisito, o candidato deve ser professor da disciplina de matemática, sendo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da escola onde leciona menor ou igual a 4. É necessário ter acesso à internet para a realização do curso.   Mais informações: lantec.fae.unicamp.br/ed88  

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Mesmo com as notas baixas das escolas públicas, governo avalia como positivo resultado do Enem

O governo avaliou como positivo o resultado do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem-2010), que apontou que oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média.   De acordo com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), na reunião de coordenação nesta manhã a presidente Dilma Rousseff não se mostrou insatisfeita com as notas. A escola mais bem avaliada no ranking foi o Colégio de São Bento, do Rio, com média de 761,7 pontos, de um total de 1.000.   A pior avaliação se deu na Escola Indígena Dom Pedro I, no Amazonas, que obteve apenas 38,2 pontos. A primeira é privada, a segunda, pública. – O resultado do Enem, apresentado pelo ministro (Fernando) Haddad (Educação), é muito positivo.   Houve algumas incompreensões e algumas avaliações que saíram na imprensa, mas o resultado é muito positivo pelo seguinte: a meta que nós temos é crescer 100 pontos em 10 anos e nós alcançamos nesta avaliação última do Enem. Está dentro da meta, houve uma melhora significativa de todo o ensino no país, dentro da meta esperada – disse Vaccarezza.   Ao ser perguntado se a presidente havia ficado insatisfeita com o resultado, o líder negou. –

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Ministro da Educação diz que Enem poderá ser obrigatório

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na ultima segunda-feira (12/9) que a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faria da prova um melhor indicador da qualidade do ensino.   Atualmente o exame é voluntário. O Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o Enem se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório. No ano passado, 56% dos concluintes do ensino médio fizeram a prova.   Outras avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação, como a Prova Brasil, são universais. “Seria uma atividade obrigatória para a conclusão dos estudos. Não significa que o estudante precisaria atingir uma nota específica, mas a mera participação [seria suficiente]. Seria como o Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] em que todos os alunos são convocados a fazer a prova e obrigados a participar”, disse.   Haddad avaliou que “ainda nesta década” o Enem deve acabar com os vestibulares. Desde 2009, a prova passou a ser usada como critério de seleção por parte das universidades públicas, o que fez crescer o número de inscritos no exame. Para o segundo semestre de 2011, foram oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior, por meio do Enem, no

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Sociedade comparava coisas sem a cautela devida, afirma Haddad

Ao modificar a forma de divulgação dos dados do Enem, agrupando as escolas que tiveram índice semelhante de participação dos alunos, o MEC quer ajudar a sociedade a analisar as informações e fazer com que os colégios estimulem seus estudantes a se inscreverem no exame.   “Os técnicos do Inep entenderam que era preciso um avanço maior, pois a sociedade comparava as coisas sem a cautela devida”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, na ultima quinta-feira (8), quando apresentou os dados do Enem para os jornalistas, em Brasília.   Até 2010, o MEC divulgava uma única lista de escolas, de acordo com a pontuação obtida pelos seus alunos. A partir deste ano, os colégios foram divididos de acordo com o porcentual de participação dos alunos. Assim, foram divulgadas quatro listas: de 2% a menos de 25%, de 25% a menos de 50%, de 50% a menos de 75% e de 75% a 100%. Para a presidente do Inep, Malvina Tuttman, as mudanças na divulgação dos resultados ajudarão pesquisadores do instituto, órgãos de pesquisa e universidades a apontar “linhas de investigação que possam subsidiar políticas públicas educacionais”.   Questionado sobre o que seria melhor – uma escola com nota alta,

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XV Bienal do Livro Rio recebe 670 mil pessoas

A XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro foi a melhor edição do evento já realizada, na avaliação da presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Sônia Machado Jardim.   Entre os dias 1 e 11 de setembro, passaram pelo Riocentro 670 mil pessoas, um número 5% maior do que o registrado em 2009. O recorde de público de toda a história do evento foi atingido no feriado do dia 7 de setembro, quando 110 mil pessoas visitaram a Bienal.   Na opinião de Sônia Jardim, a programação cultural ampla e variada foi a principal responsável pelo aumento do público desta edição da Bienal. Para a sua realização, foi feito um investimento recorde de R$ 4,2 milhões (2,5 vezes maior que o da edição de 2009). Ao todo, foram ao Riocentro 113 autores brasileiros (além de 38 mediadores) e 21 estrangeiros – sem contar os 787 que participaram da Bienal a convite de suas editoras. As atrações tiveram uma plateia de mais de 18 mil pessoas. Somente a Maré de Livros, recebeu 110 mil visitantes.   “Oferecemos grandes atrações ao público em geral, mas também uma programação profissional, importante para a indústria editorial”, destacou Sônia Jardim, citando

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