Autores pedem mudança nos critérios de seleção de livros didáticos para a escola pública

Os autores de livros didáticos enviaram ao MEC (Ministério da Educação) uma carta sugerindo mudanças nos critérios de seleção das obras que fazem parte do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).   Com base em pareceres que excluíram alguns livros do programa, eles questionam algumas regras do processo e pedem mais objetividade nos critérios de escolha.   O PNLD distribui livros didáticos de todas as disciplinas aos alunos de escolas públicas de 98% dos municípios brasileiros. Para 2012, foi realizada a maior compra desde o início do programa: 162,4 milhões de exemplares ao custo de R$ 1,1 bilhão. O governo é hoje o maior comprador de livros no país e ter uma obra excluída do programa traz prejuízos à carreira de um autor.   A Abrale (Associação Brasileira dos Autores dos Livros Educativos) questiona, principalmente, o fato de algumas obras que foram aprovadas em edições anteriores terem sido reprovadas na seleção para 2012. Na carta enviada ao ministro Fernando Haddad, constam pareceres divergentes de uma mesma obra, sem que, no período, houvesse mudanças nos critérios de aprovação.   Os livros são avaliados por comissões formadas nas universidades federais. As editoras entregam o material descaracterizado, para que o avaliador não saiba

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Cecilia_Condeixa_Amaury_Gremaud2

Educação na medida

Debate sugere que avaliações e indicadores oficiais devem servir como referências para a produção de livros didáticos     Um dos temas de maior relevância para a definição de políticas educacionais foi destaque na programação da Abrelivros na Bienal. Na sessão “Avaliações e indicadores nacionais da educação”, foi discutida a importância dos testes aplicados sobre as escolas como ferramentas para a melhoria do processo de ensino. Participaram do debate Maria Cecília Condeixa, autora de livros didáticos e consultora de Avaliação e Currículo, e Amaury Gremaud, diretor da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (ABAVE) e professor do Departamento de Economia da USP. A conversa foi mediada por Vicente Paz, diretor-geral da Texto Editores/Leya Brasil.   Inicialmente, os debatedores apresentaram o processo de criação dos indicadores. Cada avaliação é feita a partir de provas, criadas a partir de matrizes e itens. Os dados de base são levantados empiricamente, a partir de escolhas metodológicas. Tradicionalmente, a avaliação escolar era centrada em conhecimento conceitual (como ocorre em itens que iniciam perguntando ao aluno “o que são”), denotando foco no nome e na explicação de conceitos. Esse formato apelava para a memorização, mas raramente se pedia que o aluno soubesse como aplicar esse conhecimento na

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Inovar para educar

Pesquisa analisa iniciativas ousadas e revela como o uso de tecnologias pode ter diferentes e produtivos impactos no processo de ensino. Em continuidade à programação do segundo dia na Bienal do Livro, a Abrelivros recebeu em seu estande Marcia Padilha, coordenadora do IDIE – Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa da OEI e Mila Gonçalves, coordenadora de Educação e Cultura da Fundação Telefônica. Gabriela Dias, editora executiva de conteúdo Digital da Editora Moderna, conduziu o debate.   Nessa sessão, intitulada “Inovação Tecnoeducativa – Pesquisa sobre Inovação em Educação da Organização dos Estados Ibero-Americanos – OEI e Fundação Telefônica”, foram apresentados os resultados dessa pesquisa, que mapeou no Brasil iniciativas educativas inovadoras que aliam tecnologia à aprendizagem.   Foram apresentadas as metodologias e os resultados da pesquisa. Dos 64 projetos identificados, 26 se caracterizaram como realmente inovadores. Os critérios determinados pela pesquisa levaram em conta a integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) às tendências da área, como tecnologias móveis e meios sociais.   A pesquisa foi feita em escolas públicas e privadas, levando em conta a utilização de telas digitais: TV, videogame, internet e celular. Foram analisadas iniciativas em que a inovação vai além do aparato. Ou

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Conteúdos digitais: novos aliados do ensino

Para gestores públicos de educação, deve-se investir em equipamentos e na formação do professor para bem utilizar as novas tecnologias.    O estande da Abrelivros na Bienal do Livro do Rio de Janeiro atraiu bastante público logo na primeira sessão do ciclo de debates promovido pela entidade. Dezenas de pessoas foram assistir à mesa intitulada “As políticas públicas de Educação e o uso de conteúdos digitais”, com Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC e Rafael Parente, subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. O debate foi moderado por Ana Raslton, diretora de Tecnologia de Educação e Formação de Educadores da Abril Educação.   Uma das primeiras questões levantadas no debate foi a questão da convivência entre o conteúdo impresso e o digital. Sergio Gotti lembrou que o livro impresso ainda é uma eficaz forma de tecnologia de que dispomos. Já Rafael Parente foi além: para ele, todas as crianças já deveriam receber tablets com conteúdo digital, em vez dos tradicionais cadernos e livros impressos. O subsecretário reconheceu, no entanto, que essa mudança deverá ser lenta e gradual.   Para ambos os debatedores, a oferta

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01_Ruy_Mendes_Gonalves_presidente_da_Abrelivros_de_15-04-91_at_02-05-94

COMUNICADO

É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Ruy Mendes Gonçalves, ex-presidente da Abrelivros e do Grupo Saraiva, ocorrido nessa madrugada de sábado, 3 de setembro de 2011.     Ruy Mendes Gonçalves foi o primeiro presidente da Abrelivros, no período de abril de 1991 a maio de 1994, tendo prestado inestimável contribuição à entidade, bem como ao grupo Saraiva por mais de quarenta e dois anos como Conselheiro e Diretor, a maior parte dos quais na condição de seu principal executivo.   O corpo será velado hoje, 3/9, no Hospital Albert Einstein, bem como a cerimônia de cremação, que será realizada no Crematório Horto da Paz (Rua Horto da Paz 191, Potuverá), Itapecerica da Serra, provavelmente às 16h de hoje. Em 1991, Ruy Mendes Gonçalves foi a pessoa que, ao somar esforços com outros executivos da época, percebeu a importância de se criar uma instituição específica, que representasse e defendesse os interesses do setor do livro didático no Brasil. Foi então criada a Abrelivros. Em 2009, aos 73 anos, lançou uma autobiografia em homenagem ao sexto filho, o caçula, então, com 3 meses. Em “O Serelepe”, lições de vida se misturam às lições de administração. Em 2010, lançou

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