MP que reduz impostos de tablets produzidos no Brasil deve ser votada no Senado

A medida provisória (MP) que reduz os impostos incidentes sobre os computadores portáteis do tipo prancheta, conhecidos como tablets, que forem produzidos no Brasil, deve ser votada pelo plenário do Senado na próxima quarta-feira (21).   O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), disse hoje (19) que o relator da matéria, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), concorda com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e deve apresentar seu relatório amanhã (20).   Jucá disse que o texto não deve ser mudado e provavelmente será aprovado conforme o que foi votado pelos deputados. A proposta reduz a zero as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a venda dos tablets produzidos no Brasil.   Durante a tramitação na Câmara, foram retirados do texto enviado pelo Executivo pontos considerados polêmicos, como o que permite a criação de subsidiárias, no Brasil e no exterior, do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública com sede em Porto Alegre e que vai fabricar semicondutores e chips necessários à produção dos tablets no Brasil.   Também foi retirada a parte relativa às mudanças na regulação dos recursos da Financiadora

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Tablets viram aposta para aulas mais dinâmicas

Para tornar as aulas mais dinâmicas e interativas, escolas começam a apostar nos tablets.   A rede do Sistema Educacional Brasileiro (SEB), que tem três mil alunos no 1 ano do ensino médio, distribuídos em 24 escolas em seis estados – São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Paraná -, além do Distrito Federal, adota a nova tecnologia.   Os tablets fazem parte de um projeto digital, que começou há quatro anos, e já disponibilizou sete mil netbooks para os alunos. – Os tablets têm mais apelo sensorial que os netbooks. Eles são uma versão portátil do que o aluno vê nas nossas lousas digitais – conta Rose Bernardi, diretora da escola Pueri Domus, em São Paulo, uma das unidades da rede SEB.   A Pueri Domus entregou aos estudantes, no início deste mês, 170 tablets com sistema operacional Android, que é mais compatível com softwares de conteúdos educacionais. Nos aparelhos, roteiros das aulas e testes simulados, principalmente de Ciências e Matemática.   “Tecnologia sozinha não faz nada” – Também em São Paulo, o colégio Dante Alighieri tem uma espécie de projeto piloto com tablets. Alunos de uma das dez salas do 1 ano do ensino médio e

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Educação é desafio para toda a América Latina, diz ministro

O ministro da educação, Fernando Haddad, apontou a integração como mecanismo para melhorar a educação na América Latina.   Haddad participou, na manhã da ultima sexta-feira, 16, da abertura do Encontro Latino-Americano de Organizações da Sociedade Civil pela Educação, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília.   O ministro falou da importância da educação como assunto de interesse de todos os países latino-americanos. “Temos a convicção de que o intercâmbio das nossas experiências vai nos fazer bem. A América Latina tem uma dívida histórica com a educação, que é um desafio para todos os nossos países”, disse. “Podemos sair todos juntos de uma situação de inércia que marcou todo o século 20, sobretudo no que diz respeito à qualidade, e avançarmos juntos em proveito de um continente que dá atenção ao conhecimento.”   O encontro faz parte do congresso internacional Educação – uma Agenda Urgente e tem como objetivo a criação de uma rede de organizações da sociedade civil voltadas para o tema. Entre as propostas da rede estão as de promover a educação inclusiva e de qualidade, estabelecer metas de colaboração de longo prazo e promover o intercâmbio e a disseminação de experiências em educação.

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Erradicação do analfabetismo some do plano plurianual de metas de Dilma

Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País.   O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso. Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a “reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes”.   O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do Brasil Maior. O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.   O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. “É uma tarefa árdua”, calcula o ministro, com base nos

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Deputados devem apresentar proposta que flexibiliza currículo do ensino médio

O presidente da comissão especial destinada a analisar a proposta do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), afirmou que um grupo de deputados está elaborando um projeto de lei sobre o ensino médio.   O objetivo, segundo ele, é flexibilizar regras para que alunos do ensino superior possam dar aulas em escolas, além de reduzir o currículo obrigatório e garantir espaço para a ampliação da oferta do ensino profissionalizante.   A ideia, de acordo com Vieira, é permitir que alunos do último ano do ensino superior possam dar aulas em classes de ensino médio. Atualmente, uma pessoa interessada em iniciar a carreira docente deve, em regra, concluir um curso de licenciatura. Pela proposta, os estudantes de faculdades teriam a opção de dar aulas remuneradas em regime de contratação temporária.   “Esse discurso de que não tem professor de química, física, matemática é antigo e ninguém resolve. Talvez porque estejamos sendo rígidos demais nas exigências para esses docentes”, disse o parlamentar.   O deputado acredita que a oferta de trabalho temporário deve atrair muitos alunos: “Imagine um estudante de medicina, que tem um gasto grande com livros e materiais didáticos e que não ganha bolsa

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MEC vai colocar em debate três propostas para aumentar tempo na escola

O Ministério da Educação (MEC) vai colocar em debate três propostas para a ampliação do tempo que o aluno passa dentro da escola.   Estão em discussão o aumento do número de dias letivos, de 200 para 220; aumento da carga horária diária, priorizando a educação integral; e, por fim, um “mix” das duas formas, que estabeleceria, por lei, um novo mínimo de dias e um novo mínimo de horas, aos quais as redes se adaptariam da forma mais conveniente. A compreensão da pasta é de que a carga horária de hoje, de quatro horas, é baixa. “Tem gente que defende o aumento da carga horária; outros, o aumento do número de dias letivos. E há essa terceira ideia, de por que não fixar número mínimo de dias e de horas e dar alguma liberdade para a rede – e não a escola – se organizar? É uma terceira ideia que surgiu”, disse ao Estado o ministro da Educação, Fernando Haddad, na ultima quinta-feira (15).   “Por exemplo: se são fixadas no mínimo mil horas e no mínimo 200 dias, a escola pode dar cinco horas por dia e manter 200 dias letivos ou pode dar 4h30 em 220 dias.”  

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Organizações civis lançam rede em prol da educação na América Latina

Entidades de 13 países decidiram unir esforços para melhorar a educação na América Latina. Na manhã desta sexta-feira, (16), representantes de associações de empresários, pesquisadores, professores e educadores vão assinar um compromisso para formar uma rede de ação e cooperação.   A proposta é trocar experiências e exigir de seus governantes providências que garantam uma educação de qualidade a todas as crianças e os adolescentes do continente.   Durante todo o dia, os parceiros vão discutir meios para tornar a rede realidade durante o Congresso Internacional “Educação: uma agenda urgente”, realizado em Brasília pelo Movimento Todos pela Educação. Para Fernando Carrillo-Flórez, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, é importante promover o diálogo entre a sociedade civil a respeito do tema e  o Brasil pode contribuir muito nesse sentido.   “Esse é o país da América Latina que obteve os melhores indicadores de inovação nos últimos anos. Precisamos criar espaços diálogo e trocas de boas práticas para fazer a diferença nas mudanças que queremos”, afirma.   Mais do que recursos para financiar projetos, Carillo-Flórez acredita que o BID pode contribuir disseminando informações e conhecimento entre os países. “A educação não pode ser monopólio do setor público se quisermos

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Equipamentos para uso escolar atraem a atenção da presidenta

Equipamentos como uma lousa eletrônica e um leitor em braile chamaram a atenção da presidenta da República, Dilma Rousseff, em sua visita à exposição de produtos do Seminário Gestão de Compras Governamentais – a Experiência da Educação, em Brasília. Esses aparelhos, produzidos para uso nas escolas públicas, foram apresentados a ela pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.   A lousa eletrônica é composta de uma caneta e um receptor, que, acoplados ao projetor Proinfo (equipamento com computador e projetor ofertado pelo MEC aos estados e municípios), permitem ao professor trabalhar os conteúdos disponíveis em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.   O ministro destacou a interatividade com os conteúdos ensinados, além de uso da ferramenta como quadro digital. O equipamento está em processo de licitação para compra no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   A presidenta afirmou que será feito um esforço enorme para que os equipamentos sejam adquiridos. “São produtos essenciais para os alunos e professores e com certeza contribuem para a educação”, disse.   Outra iniciativa que chamou atenção de Dilma foi o protótipo de um leitor em braile, que permitirá que alunos com deficiência visual escrevam

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Entidade internacional avalia que Brasil prioriza a educação

A educação é uma prioridade para o Brasil, de acordo com o estudo Education at a glance 2011, da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento (OCDE), entidade internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia do mercado.   Na última década, os investimentos do país com educação passaram de 10,5% para 17,4% dos gastos do orçamento público total, terceira maior proporção entre os países da organização.   O estudo aponta que o Brasil é o país que mais aumentou os gastos com educação básica. O investimento por estudante, da pré-escola ao nono ano (oitava série), aumentou em 121% entre 2000 e 2008.   Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, “o relatório da OCDE reconhece o Brasil como o país que mais investiu em educação básica na década. Infelizmente não há o registro disso nacionalmente, mas internacionalmente o mundo reconhece que o Brasil na última década fez o maior esforço de investimento na educação básica dentro todos os países avaliados.”   O aumento do investimento na educação básica impulsiona maior participação no ensino médio. Hoje, 90% dos alunos brasileiros passam pelo menos nove anos na educação formal, um ano a mais que em 2000. No Programa Internacional

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