Escolas públicas vão receber conjunto com livros e jogos

Em 2012, cerca de 130 mil professores que trabalham na alfabetização de crianças de seis anos de idade, em 90 mil escolas públicas, receberão livros de literatura e jogos infantis para enriquecer as aulas. O material servirá de reforço na aprendizagem da leitura e da escrita de 3,9 milhões de estudantes do primeiro ano do ensino fundamental.   O acervo faz parte do projeto Trilhas, parceria do Ministério da Educação com o Instituto Natura e o Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), de São Paulo.   De acordo com o diretor de formulação de conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Sérgio Gotti, 2.008 municípios serão atendidos com o material. Nesse grupo de cidades estão aquelas com índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) abaixo da média nacional (em 2009, de 4,6 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental), as 26 capitais e aquelas com mais de 150 mil habitantes, além do Distrito Federal.   O projeto Trilhas é composto por um conjunto que compreende caderno de orientação sobre o uso dos livros e dos objetos educacionais, dirigido aos gestores das escolas; oito cadernos de orientação e sugestão de atividades para os professores;

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Editores querem esclarecimentos sobre livros digitais

Editores estão em dúvida sobre como se dará a incorporação de conteúdos digitais nos livros destinados às escolas públicas brasileiras, concluíram na ultima sexta-feira (2), na 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, participantes de debate sobre o tema.   O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o ministério está investindo em conteúdos digitais educacionais, demonstração de que essa é uma tendência que veio para ficar.   Existem dúvidas, entretanto, sobre como isso se dará na rede pública de ensino. A gerente executiva da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), Beatriz Grelet, disse que o setor tem conversado com técnicos e gestores do Ministério da Educação (MEC) “para tentar entender o que eles gostariam de estar incorporando aos próximos programas do livro didático”.   Segundo a gerente da Abrelivros, a preocupação é que as decisões tomadas sejam logo repassadas às editoras, para que elas consigam se preparar e participar das licitações. “Porque não são todas as editoras que estão no mesmo nível de desenvolvimento de produção de conteúdo digital”, explicou Beatriz.   Ela acrescentou que ainda não há clareza em relação ao que o MEC vai licitar para o próximo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

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Investimento em tablets precisa ser orientado por planos pedagógicos

A compra de tablets para uso em escolas públicas, anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, só alcancará os resultados esperados se vier acompanhada pela implementação de planos pedagógicos. É o que defendem professores da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e especialistas em inclusão digital.   Eles alertam, ainda, que a fragilidade na formação de docentes em tecnologia podem impossibilitar a utilização com viés educacional. O anúncio do edital para a compra dos tablets para uso já a partir do próximo ano aconteceu na última semana, durante a 15ª Bienal do Livro.   “Não é só saber operar. É preciso aprender a usar essa ferramenta de forma pedagógica”, comentou o professor Gilberto Lacerda. O docente acredita que o uso dos tablets é uma tendência mundial. “Há uma previsão para o aumento da acessibilidade de professores e alunos. Agora, isso depende do contexto.   No Brasil, precisamos formar docentes capazes de usufruir melhor dessas tecnologias”, afirma. Gilberto acredita que a ação é uma forma de dar continuidade ao Programa Um Computador por Aluno (PROUCA), que selecionou escolas brasileiras para receber infraestrutura para acesso à internet, capacitação de gestores e professores no uso da tecnologia. “A questão estrutural precisa ser compensada

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Dúvidas iniciais sobre o Programa do Livro Popular

Pequenos editores acompanham, entre animados e preocupados, os primeiros passos do Programa do Livro Popular, anunciado pela presidente Dilma Rousseff, na abertura da Bienal do Livro Rio.   Se o incentivo à ampliação de leitores pela compra de livros pelo governo a R$ 10 é visto com bons olhos, a faixa única de preços faz editores como Haroldo Ceravolo, da Alameda, temerem a inviabilidade de produção.   “É preciso que seja economicamente viável produzir livros com esse preço final, caso contrário a tendência será sempre a venda de encalhe de grandes editoras ou de volumes de má qualidade material”, diz o editor, eleito para a presidência da Libre, que reúne casas pequenas e médias.   A preocupação foi apresentada a Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, que não pensa em alterações no formato que idealizou. “Precisamos ter a clareza de que nem todas as editoras terão interesse ou possibilidade de produzir livros para o programa. Não dá para esperar participação de 100% do mercado”, afirma.

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Escolas testam formas de usar tablets em sala

Com o lançamento de novos modelos e a queda de preços, os tablets invadiram as escolas. Nos colégios de classe média alta, quase todos os estudantes têm o seu. Mas, passada a curiosidade inicial, o que fazer com ele?   Um colégio de São Paulo tentou entender o interesse dos adolescentes e mostrou que, quando o assunto é literatura, o livro de papel vence a concorrência. A pesquisa do colégio Humboldt, realizada em junho com 241 estudantes do ensino médio, mostrou que 84% deles não abrem mão da leitura em livros de papel, mesmo com a chegada dos e-books, que agregam vídeos e áudios.   “A sensação de segurar o papel não dá para substituir. Fico animada só de ver a prateleira cheia de livros”, diz Julia Gabriel Silva, de 15 anos, que cursa o 1.º ano do ensino médio.   Em outros colégios, os coordenadores pedagógicos estão empenhados em desenvolver metodologias e atividades em que o tablet seja usado para estimular os alunos nos conteúdos de disciplinas por vezes bem áridas.   “Sempre uso nas aulas de física, de biologia e de matemática”, diz Bárbara Carli, de 15 anos. Ela é aluna do colégio Dante Alighieri e, por já

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Escolas testam formas de usar tablets em sala

Com o lançamento de novos modelos e a queda de preços, os tablets invadiram as escolas. Nos colégios de classe média alta, quase todos os estudantes têm o seu. Mas, passada a curiosidade inicial, o que fazer com ele?   Um colégio de São Paulo tentou entender o interesse dos adolescentes e mostrou que, quando o assunto é literatura, o livro de papel vence a concorrência. A pesquisa do colégio Humboldt, realizada em junho com 241 estudantes do ensino médio, mostrou que 84% deles não abrem mão da leitura em livros de papel, mesmo com a chegada dos e-books, que agregam vídeos e áudios.   “A sensação de segurar o papel não dá para substituir. Fico animada só de ver a prateleira cheia de livros”, diz Julia Gabriel Silva, de 15 anos, que cursa o 1.º ano do ensino médio.   Em outros colégios, os coordenadores pedagógicos estão empenhados em desenvolver metodologias e atividades em que o tablet seja usado para estimular os alunos nos conteúdos de disciplinas por vezes bem áridas.   “Sempre uso nas aulas de física, de biologia e de matemática”, diz Bárbara Carli, de 15 anos. Ela é aluna do colégio Dante Alighieri e, por já

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MEC pode ser obrigado a fornecer livros didáticos também em formato digital

A Câmara analisa o Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital.   Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.   O autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.   Tramitação Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta: PL-965/2011

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MEC pode ser obrigado a fornecer livros didáticos também em formato digital

A Câmara analisa o Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital.   Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.   O autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.   Tramitação Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta: PL-965/2011

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Autores pedem mudança nos critérios de seleção de livros didáticos para a escola pública

Os autores de livros didáticos enviaram ao MEC (Ministério da Educação) uma carta sugerindo mudanças nos critérios de seleção das obras que fazem parte do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).   Com base em pareceres que excluíram alguns livros do programa, eles questionam algumas regras do processo e pedem mais objetividade nos critérios de escolha.   O PNLD distribui livros didáticos de todas as disciplinas aos alunos de escolas públicas de 98% dos municípios brasileiros. Para 2012, foi realizada a maior compra desde o início do programa: 162,4 milhões de exemplares ao custo de R$ 1,1 bilhão. O governo é hoje o maior comprador de livros no país e ter uma obra excluída do programa traz prejuízos à carreira de um autor.   A Abrale (Associação Brasileira dos Autores dos Livros Educativos) questiona, principalmente, o fato de algumas obras que foram aprovadas em edições anteriores terem sido reprovadas na seleção para 2012. Na carta enviada ao ministro Fernando Haddad, constam pareceres divergentes de uma mesma obra, sem que, no período, houvesse mudanças nos critérios de aprovação.   Os livros são avaliados por comissões formadas nas universidades federais. As editoras entregam o material descaracterizado, para que o avaliador não saiba

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