A democratização do acesso às tecnologias estimula o debate sobre o letramento digital

Com a democratização do acesso às denominadas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), a apropriação da linguagem digital provoca situações inusitadas e fenômenos que têm despertado o interesse de inúmeros pesquisadores e profissionais da educação.   A professora entra na sala de aula com o objetivo de trabalhar uma proposta de letramento a partir do uso de tecnologia com seus alunos, todos na faixa dos seis anos. A reação de um deles é imediata: “já sei o alfabeto! É asdfghjkl…”. A resposta descreve a sequência de letras do teclado – e não a conhecida sequência alfabética ensinada nas escolas. A cena, que aconteceu em uma escola de periferia de Piracicaba, no interior de São Paulo, será descrita com mais detalhes em livro a ser lançado pela linguista Roxane Rojo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ainda neste ano.   Ao evidenciar uma mudança no desenho da sequência alfabética, a história traz à tona um debate recente: a influência da tecnologia nos chamados processos de letramento. Tablets, web 2.0, redes sociais, blogs, Wikipédia e Google são apenas alguns exemplos dos recursos que prometem mudar as configurações atuais do meio educacional. Mas, para além das promessas, é preciso entender as mudanças causadas pela

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Intel apresenta conceito de tablet educacional

Depois da linha de notebooks Classmate, a Intel apresentou nesta quinta (27) seu conceito de tablet educacional para ser usado nas escolas brasileiras. O produto é apenas uma prévia do que poderá ser lançado no mercado – a Intel ainda negocia a fabricação com empresas de PCs no país –, mas é o primeiro ultraportátil criado exclusivamente para uso em educação.   No mundo, de acordo com a Intel, já são 5 milhões de estudantes que utilizam dispositivos educacionais. Apenas no Brasil, 150 mil alunos em 300 escolas dispõem de notebooks educacionais nas salas de aula.   “A criança cada vez mais tem contato com a tecnologia fora do ambiente escolar. No Brasil, 66% das crianças da classe C tem acesso a computadores. Não faz sentido deixar as novas tecnologias do lado de fora da sala de aula”, explicou Fernando Martins, presidente da Intel. “O aluno do século 21 será mais bem-sucedido se tiver seu ensino integrado às tecnologias”, completou.   Martins ressalva, no entanto, que o tablet é apenas uma ferramenta dentro de uma cadeia que deve ser proposta nas escolas – sozinho ele não é suficiente para “educar”. “O uso de tecnologias assim depende da instituição de uma

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Em marcha em Brasília, professores pedem aplicação de 10% do PIB em educação

Professores de todo o país participaram na ultima quarta-feira, (26),  de uma manifestação, no centro da capital federal, para pedir mais investimentos em educação e o cumprimento da lei que estabelece um piso salarial nacional para a categoria, que atualmente é R$ 1.187,97.Entre as reivindicações, está a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para a educação. Hoje esse patamar está em torno de 5%.   Os manifestantes também defendem a aprovação pela Câmara, ainda este ano, do Plano Nacional de Educação (PNE). A proposta encaminhada pelo Executivo estabelece 20 metas a serem cumpridas até 2020, entre elas, o percentual do PIB a ser investido na área.   Segundo os organizadores da marcha, representantes dos 43 sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estiveram presentes. Os manifestantes caminharam do Estádio Nacional de Brasília até o Congresso Nacional. Na Câmara, representantes do movimento entregaram à presidenta da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), um documento com 140 mil assinaturas em apoio à aplicação de 10% do PIB na educação.   “Viajei 32 horas para chegar aqui, e com certeza valeu a pena. A marcha está bonita e essa mobilização é necessária. O governo precisa

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Decreto institui a Rede e-Tec Brasil

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (27), Decreto nº 7589, instituindo a Rede e-Tec Brasil com a finalidade de desenvolver a educação profissional e tecnológica na modalidade de educação a distância. De acordo com o artigo 4º do Decreto, caberá ao Ministério da Educação implantar a Rede e-Tec Brasil por meio de adesão formal das instituições interessadas, manifestada em termo específico, no qual serão estabelecidos os compromissos dos envolvidos. O Decreto também revoga o Decreto 6301, que instituiu o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – e-Tec Brasil.   DECRETO No 7.589, DE 26 DE OUTUBRO DE 2011 Institui a Rede e-Tec Brasil.   A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,   D E C R E T A :   Art. 1o Fica instituída, no âmbito do Ministério da Educação, a Rede e-Tec Brasil com a finalidade de desenvolver a educação profissional e tecnológica na modalidade de educação a distância, ampliando e democratizando a oferta e o acesso à educação profissional pública

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Nova lei de direito autoral unificará registro de obras

O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, disse na ultima terça-feira, 25, que o projeto da nova Lei do Direito Autoral vai informatizar e unificar, no ministério, a base de registro de obras individuais, hoje descentralizada em vários órgãos.   O anúncio foi feito durante o seminário “Comunicação digital: conteúdo e direitos do autor”, realizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, em conjunto com comissões da Câmara e do Senado. O debate aconteceu no auditório Petrônio Portela do Senado.   De acordo com Mamberti, a nova base de registro também vai esclarecer quais são as restrições de uso das obras, informando as que estiverem sob domínio público. As obras fonográficas terão seu conteúdo armazenado. Hoje, apenas as partituras e letras são arquivadas.   O projeto da nova lei ainda está em estudo no governo, mas a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou a necessidade de antecipar o debate sobre o tema. Segundo ela, a principal questão é a facilidade de acesso às obras permitida pelas novas tecnologias: “Precisamos saber como legalizar e permitir que esse acesso democrático continue acontecendo e, por outro lado, como garantir que o autor viva da sua obra”.   Prazo O professor

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Melhores alunos leem por prazer

A quantidade de tempo dedicado à leitura como lazer na infância e adolescência tende a formar leitores e implica em reflexos na vida adulta.   Um estudo da Organização para a Coope­­ração e o Desenvolvimento Eco­­nômico (OCDE) aponta que os melhores leitores leem mais por estarem motivados a isso e, consequentemente, desenvolvem mais o vocabulário e a capacidade de compreensão.   Na pesquisa, o Brasil aparece junto às nações com os menores índices de leitura entre alunos na faixa dos 15 anos. A publicação Education at a Glance (Educação de Relance, em português) cruzou notas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2009 e dados sobre a quantidade de horas por semana que alunos de vários países afirmaram dedicar à leitura sem obrigação escolar. Os leitores que se saíram melhor na avaliação afirmaram ler ficção. Contudo, a leitura de outros materiais, como revistas, jornais e livros de não ficção também ajuda a fazer da leitura um hábito, especialmente entre leitores mais “fracos” ou iniciantes.   Com exceção dos gibis – em alguns países, crianças que afirmaram ler essas publicações tiveram notainferior do que aqueles que disseram não lê-las –, revistas, livros e jornais contribuem positivamente com a performance

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Governo desiste de ampliar ano letivo, diz secretária de Educação Básica

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse na ultima quinta-feira (20/10), nas páginas pessoais dela no Twitter e no Facebook, que o governo desistiu da ideia de ampliar os dias letivos das escolas de educação básica.   A proposta havia sido anunciada pelo ministro Fernando Haddad em setembro, como forma de ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola. O MEC não confirma oficialmente a decisão, mas, segundo Pilar, o ministro reuniu-se com entidades que representam professores, estudantes, gestores e universidades e o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos. A ampliação deverá se dar pela ampliação da jornada diária.   “O Legislativo receberá a proposta consensuada nessa reunião e assumida pelo MEC”, disse Pilar, sem definir qual seria o mínimo de horas-aula. Atualmente, o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas.   O aumento de quatro para cinco horas diárias, por exemplo, ampliaria a carga horária para mil horas. Em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo da América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina. 

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Instalada comissão especial que analisará qualidade da educação

Foi instalada na ultima quarta-feira, 19, a comissão especial responsável por analisar o projeto de lei (PL 7420/06) que dispõe sobre a qualidade da educação básica e a responsabilidade dos gestores públicos na sua promoção.   A proposta, da ex-deputada Professora Raquel Teixeira, determina que a educação básica, em cada rede e sistema de ensino do País, obedeça a critérios obrigatórios de qualidade, entre os quais a jornada escolar universal em tempo integral de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental, e de cinco horas no ensino médio. Pela proposição, o magistério público também deve contar com plano de carreira e exigir titulação mínima de todos os profissionais da educação.   Após a instalação da comissão, o deputado Newton Lima (PT-SP) foi eleito presidente. Os deputados Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) e Jorginho Mello (PSDB-SC) foram escolhidos vice-presidentes. Pelo projeto, a qualidade do ensino básico será periodicamente aferida por processo nacional de avaliação escolar, conduzido pela União, por intermédio do Ministério da Educação. Os gestores públicos do sistema serão responsabilizados pela obtenção dos padrões mínimos de qualidade.   Para o deputado Andre Moura (PSC-SE), um dos integrantes da comissão, o projeto “constitui inegável avanço em

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Haddad propõe audiências públicas na Câmara sobre aumento de dias letivos

O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugeriu na ultima terça-feira, 18, em Brasília, durante reunião técnica que discute a ampliação da jornada escolar na educação básica e o aumento dos dias letivos, que esses temas sejam objeto de audiências públicas na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.   De acordo com Haddad, é prática do Ministério da Educação ouvir entidades, trabalhadores, instituições, movimentos e academia antes de levar o debate ao Parlamento.   O ministro lembrou que foi assim com a discussão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com o Programa Universidade para Todos (ProUni) e com a expansão da educação superior e da educação profissional e tecnológica na elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para 2011-2020.   A deputada Fátima Bezerra (PT-RN), que faz parte da Comissão de Educação da Câmara, concordou com o debate proposto por Haddad e sugeriu um ciclo de audiências públicas com representantes de todos os setores da educação envolvidos no projeto de ampliação dos dias letivos. Durante a reunião, Haddad revelou que duas resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE) motivam o MEC a tomar decisão sobre o tema. Uma trata

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