Alfabetização para todos

Especialistas em educação avaliam que entre os adultos a resistência ao estudo e a baixa autoestima são as principais barreiras à alfabetização, por mais que esse seja um direito garantido pela Constituição. No final de abril de 2011, a divulgação de alguns dados do Censo Demográfico 2010 revelou que o Brasil está mais velho. Dos 190 milhões de habitantes, 14 milhões são de pessoas com 65 anos de idade ou mais.   Sabemos que, dada a melhoria da qualidade de vida no país, a longevidade do brasileiro foi ampliada. Se em 1991, a população com 65 anos ou mais era de 4,8% do total de habitantes, esse índice chegou a 5,9% em 2000 e a 7,4% em 2010.   Mas, como nem tudo é perfeito, a conquista da longevidade contrasta com a maior taxa de analfabetismo incidindo justamente sobre os mais velhos. Aqueles com 25 anos ou mais representam 92,6% dos analfabetos brasileiros. Deles, as pessoas de 50 anos ou mais representam 21% e na Região Nordeste, a de percentual mais elevado, 40,1%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2009).   Justiça seja feita, ao longo dos anos houve uma redução da taxa de analfabetismo na região (de

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Escolas públicas vão discutir temas da conferência Rio+20

No início do ano letivo de 2012, o Ministério da Educação enviará vídeo sobre meio ambiente às escolas públicas do país. A proposta da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC é levar professores e estudantes a discutir as questões que serão abordadas, em junho, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.   Estarão em pauta temas como economia verde, governança, leis ambientais e a história da luta pela preservação do meio ambiente no planeta.   “A política do MEC não é propor a criação de uma disciplina nas escolas, mas que a educação ambiental seja um tema transversal; ou seja, não apenas um assunto a ser tratado no Dia da Árvore ou na Semana do Meio Ambiente”, diz o coordenador de educação ambiental da Secadi, José Vicente de Freitas. “O que o MEC propõe, e oferece suporte, por meio de metodologia, material didático e recursos, é que as escolas desenvolvam ações permanentes e continuadas para que os alunos desenvolvam a consciência ambiental.”   O Programa Dinheiro Direto da Escola (PDDE) do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prevê a liberação de R$ 350 milhões, a serem aplicados pelas escolas públicas, em três

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Tablets serão enviados de paraquedas para crianças

A ONG “Um Laptop por Criança” (OLPC) pretende enviar tablets para crianças de países em desenvolvimento e testar a capacidade delas interagirem com os dispositivos.   Conforme matéria publicada no portal Tech Tudo, depois de caírem do céu em paraquedas, os tablets serão absorvidos pelas comunidades remotas. Um ano depois, membros da OLPC irão aos lugares estudar e analisar os efeitos da chegada dos tablets na educação das crianças.   Os equipamentos terão livros e aplicativos educativos para incentivar a educação. Os equipamentos serão desenvolvidos para resistirem a impactos e até aos efeitos da chuva. O primeiro tablet da OLPC, o XO-3, tem atingido sucesso no Peru, onde foi lançado como instrumento para que as crianças ensinassem seus pais a ler.   O dispositivo terá uma bateria que pode ser recarregada a partir da luz solar e uma tela de 10 polegadas concebida para oferecer fácil visualização mesmo debaixo da luz do sol. As informações são do site TechTudo.  

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A vez do tablet educacional

A promessa era estimulante: “Um notebook por aluno ao custo de US$ 100”. A ideia, recebida num primeiro momento com entusiasmo pelo governo brasileiro, foi sugerida em 2005 por Nicholas Negroponte, um dos principias incentivadores do uso da tecnologia na educação.   No entanto, apesar do caráter revolucionário da proposta, ela não foi promissora. Fabricantes não conseguiram oferecer equipamentos com esse custo e o projeto simplesmente não decolou no país. Porém, com o recente sucesso dos tablets, o sonho de introduzir interatividade digital em massa na vida dos alunos parece ter ganhado um novo fôlego.   Em agosto deste ano, o governo convocou uma audiência pública para ouvir especialistas do mercado sobre os prós e os contras do uso desse tipo de dispositivo por professores e alunos. E o primeiro ponto positivo está, justamente, onde o notebook deixou a desejar. Se com os computadores portáteis o preço foi tido como um dos principais entraves para a adoção em escolas, as pranchetas digitais contam com o benefício da Medida Provisória 534/2011, que prevê isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para dispositivos fabricados no Brasil.   “O processo educacional mudou e

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Dorina Nowill fecha parceria para aprimorar os livros Daisy

A Fundação Dorina Nowill para Cegos desenvolve uma parceria com a organização americana Benetech para começar a oferecer os livros digitais Daisy em iPads, da Apple, e aparelhos que utilizam o Android, sistema operacional do Google.  Os livros no formato Daisy possuem ferramentas que viabilizam o acesso a textos por parte de pessoas com algum tipo de limitação à leitura. Entre as ferramentas há diversos níveis de ampliação de caracteres e a leitura da obra em voz sintetizada. Por enquanto, no Brasil, os livros Daisy são oferecidos apenas em CD. Segundo Pedro Milliet, responsável pela arquitetura de informação do livro digital da Dorina Nowill, a parceria com a Benetech visa desenvolver aplicativos em português e espanhol para o uso dos livros Daisy em tablets e celulares. Segundo ele, a criação desses aplicativos é fundamental para que mais pessoas com restrições à leitura tenham acesso a livros. “Hoje em dia, quem não carrega um celular?”, pergunta.  Outro ponto que deve ampliar esse acesso, segundo Milliet, é o fato de que a terceira e mais nova versão do sistema ePub, que é o mais utilizado para a produção de livros digitais, contêm as ferramentas do formato Daisy. Em outras palavras, qualquer e-book poderá

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Edital para livros didáticos do PNLD 2014 inclui conteúdos digitais

Editores interessados em participar do Programa Nacional do Livro Didático em 2014 (PNLD 2014) devem ficar atentos aos prazos divulgados hoje, no Diário Oficial da União (DOU), pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   O período de pré-inscrição das obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental vai de 9 de dezembro próximo a 1º de maio de 2012. A entrega dos exemplares para avaliação será de 7 a 11 de maio de 2012.   Para o PNLD 2014, os interessados também poderão apresentar objetos educacionais digitais complementarmente aos livros impressos. Em caso de aprovação, esse novo material será enviado aos alunos junto com as obras impressas. “Os conteúdos multimídia oferecem novas possibilidades de trabalho aos professores e de aprendizado aos alunos”, afirma Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE.   “Serão selecionados livros do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, nos componentes curriculares de língua portuguesa, matemática, ciências, geografia, história e língua estrangeira moderna – inglês ou espanhol”, completa Torino.   Os livros inscritos serão avaliados, e aqueles que forem aprovados integrarão o Guia do Livro Didático 2014, que conterá um resumo das obras selecionadas para que professores e diretores possam escolher o que

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Fundação Biblioteca Nacional anuncia R$200 milhões para políticas do livro

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), Galeno Amorim, anunciaram na última sexta-feira, 28/10, na cerimônia de abertura da Feira do Livro de Porto Alegre, o investimento de aproximadamente R$ 211 milhões em políticas públicas do livro e da leitura em 2011.   O montante será aplicado em especial na implantação e modernização de bibliotecas pelo Brasil, assim como em projetos de atualização de acervos. O plano de investimento prevê também a construção de 340 Bibliotecas nas Praças dos Esportes e da Cultura, num total de R$ 103,5 milhões.  Saiba mais  

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Programa do governo federal que distribui laptops falha ao não preparar professores

Mais de R$ 80 milhões depois, o programa Um Computador por Aluno (UCA) acumula problemas.   Projeto federal que distribui laptops a alunos dos ensinos fundamental e médio, o UCA, criado em 2007, tropeça quando o assunto é treinamento de professores e infraestrutura. Por conta disso, quatro anos depois do lançamento, ainda é possível encontrar professores que não foram treinados e, portanto, não fazem o uso correto das máquinas, escolas sem tomadas suficientes ou armários para guardar os laptops. Mas não é só. Nem sempre as escolas contam mesmo com um computador por aluno, o que faz com que os estudantes tenham que revezar os equipamentos. Segundo um relatório da Câmara dos Deputados, realizado em 2010, os problemas no UCA começaram com a implementação do programa. Cinco escolas fizeram parte do pré-piloto, em 2007, e receberam computadores doados.   O levantamento feito em São Paulo, Rio, Tocantins, Distrito Federal e Rio Grande do Sul  apontou que apenas a escola gaúcha tinha o “paradigma Um para Um testado em toda sua extensão”. Em São Paulo, “o uso do laptop é compartilhado por dois alunos em cada um dos quatro turnos”, de acordo com o relatório. Em Piraí, no Rio, “o acesso

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Prova mostra que mais de 40% dos alunos alfabetizados não sabem ler e escrever

No primeiro semestre deste ano, a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) realizada pela primeira vez, nas capitais de todo o país, por crianças que concluíram o 3º ano do ensino fundamental, apontou que 43,9% não aprenderam o que era esperado em Leitura para esse nível de ensino. Em relação à Escrita, 46,6% não atingiram o esperado.   Parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a prova foi aplicada em escolas públicas e privadas, e mostrou que mesmo nas particulares nem todos os alunos atingem 100% de aproveitamento. No caso da Leitura, 48,6% dos estudantes da rede pública tiveram o desempenho esperado. Nas particulares, o percentual foi de 79%. Em relação à Escrita, 43,9% dos alunos matriculados na rede pública aprenderam o esperado, e 86,2% dos da rede privada.   – Nenhuma criança pode concluir esse período, chamado de ciclo de alfabetização, sem estar plenamente alfabetizada. O que a prova mostra é que estamos ampliando a desigualdade educacional, já que muitos alunos não têm as ferramentas básicas para os anos seguintes – diz Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, ressaltando que mesmo as escolas particulares

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