Unicef corrige informação sobre adolescente brasileiro na escola

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou informação equivocada em seu relatório, Situação da Adolescência Brasileira 2011, apresentado na ultima quarta-feira, 30 de novembro, em Brasília.   Segundo o documento, o percentual de adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola no país é de 20%. O índice correto é de 14,8%.   A agência internacional admitiu o problema e informou que tanto o relatório impresso quanto o eletrônico apresentam a informação real. Segundo o professor Mário Volpi, responsável pelo estudo, o erro constava de um slide apresentado durante a entrevista coletiva de divulgação do trabalho.   A informação correta está na página do Unicef na internet.    

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Adiado mais uma vez, Relator promete apresentar Plano Nacional de Educação na semana que vem

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) decidiu adiar mais uma vez a apresentação de seu relatório sobre o PNE (Plano Nacional de Educação). A argumentação dele para decidir postergar a exposição é a falta de um entendimento com o governo sobre o quanto será investido em educação. “O governo pediu um pouco mais de prazo para poder tomar a sua decisão”, justificou o deputado.    PNEO parlamentar petista informou que irá protocolar o projeto às 16h da próxima segunda-feira (5) e a leitura será feita na terça-feira (6), às 14h. Ontem à noite, o deputado participou de uma reunião no Palácio do Planalto, com a equipe econômica do governo e com o ministro da Educação, Fernando Haddad.   “Sai da conversa com uma percepção de que ontem consolidamos um espaço para se chegar a um entendimento com a área financeira”, afirmou Vanhoni, na expectativa que novas conversas no fim de semana poderão chegar próximo a um consenso no valores defendidos. Segundo a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, os grupos de apoio ao projeto ligados aos sindicatos não aceitam um índice menor que 8% do PIB para investimento em educação.     “O governo

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20% dos adolescentes entre 15 e 17anos estão fora da escola

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou na ultima quarta-feira, (30), em Brasília, uma pesquisa sobre a situação dos adolescentes brasileiros.   O relatório analisa a situação de meninas e meninos de 12 a 17 anos a partir da evolução de 10 indicadores entre 2004 e 2009. Na área da educação, o órgão aponta que 20% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola, em uma faixa etária que abrange praticamente todo o ensino médio. Quando analisada a faixa de 6 e 14 anos a situação é mais tranquila, com apenas 3% fora da escola. Na área da educação, o Unicef propõe como uma ação imediata o estabelecimento de um plano específico no Plano Nacional de Educação (PNE) para os adolescentes fora da escola, em risco de evasão ou retidos no ensino fundamental.   O PNE estabelece 20 metas para a educação brasileira nos próximos dez anos e é analisado na Câmara dos Deputados. Para a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, os principais motivos para a evasão são problemas de qualidade no ensino fundamental, pressão no trabalho e aumento de adolescentes mães.   De acordo com a pesquisa da Unicef, em 2009, 75,7% das

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Empresários criticam ensino no Brasil: falta conhecimento básico

De acordo com a pesquisa feita com instituições públicas de ensino, somente 11% dos estudantes que terminam o terceiro ano do Ensino Médio demonstram aprendizado satisfatório em matemática, e cerca de 28% se formam com conhecimento de português.   A tarefa era simples: como auxiliar administrativo de uma multinacional, o estagiário de ensino médio deveria analisar a ficha de diversos funcionários da empresa e calcular a percentagem de trabalhadores que possuíam ensino superior, ensino básico e curso técnico.   O jovem não sabia nem por onde começar o levantamento e não conseguiu realizar o trabalho. O caso não é isolado, garantem empresários do setor industrial, e reflete a realidade de deficiência do ensino brasileiro, responsável pela má qualificação da mão de obra. Diretor global de Recursos Humanos da Vale, Luciano Pires conta que, recentemente, a segunda maior mineradora do mundo abriu 600 vagas para aprendizes no Pará e conseguiu selecionar apenas 200 candidatos. Para ele, o grande problema está na base da pirâmide educacional.   “Existe muito o que fazer, sobretudo em matemática e português”, afirma. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira, realizou uma pesquisa com mais de 200 empresários

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Brasil segue Austrália e vai adotar currículo único em 2012

A secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, afirmou durante o evento Diretrizes Curriculares e Expectativas de Aprendizagem, realizado nesta semana pela Fundação Itaú-Social em São Paulo, que o país vai adotar um currículo unificado para a educação, que será desenvolvido no decorrer do próximo ano. E uma das inspirações para o modelo brasileiro são as ações implementadas na Austrália, que também tem um sistema federativo.   Segundo o Barry McGaw, diretor da Agência de Currículo e Avaliação na Austrália (Acara), e um dos mentores do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), foi a perda de competitividade que motivou o país a mudar os rumos do ensino.   “Na primeira avaliação do Pisa, só tínhamos um país a nossa frente em qualidade, a Finlândia. Em 2006, fomos o sexto melhor. Em 2009, perdemos ainda espaço com a entrada de Cingapura e Hong Kong. E a justificativa que muitos educadores davam era de que a prova pedia que os estudantes decorassem o conteúdo. Mas nós íamos mal inclusive nas questões que exigiam apenas interpretação”, avalia.   McGraw conta que a Austrália passou por duas grandes ondas de reformas, tributária e política, com foco em melhorar

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Relator apresenta parecer sobre o Plano Nacional de Educação

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) apresenta hoje, 30, seu parecer sobre o projeto do Executivo que institui o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10). A entrega do documento vem sendo adiada desde o final de outubro.   A maior polêmica, segundo o presidente da comissão especial destinada a analisar a proposta, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), diz respeito à meta de investimento público no setor. A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 10.   O PNE aponta 20 metas para a educação brasileira nos próximos dez anos. Na parte financeira, a proposta do governo é o aumento das verbas públicas aplicadas no setor dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7% até o final da década. Entidades da sociedade civil, porém, pedem pelo menos 10%. Esse valor representa a soma daquilo que é aplicado pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios na área.   Vanhoni já havia sinalizado que deverá propor um número intermediário no texto, entre 7% e 10% do PIB. O aumento de índices seria gradativo, com metas intermediárias ao longo da década. Esse valor, contudo, não foi acordado e o relator ainda negocia com a área econômica do governo e com

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MEC quer parceria pela alfabetização

O Brasil vai conhecer hoje, 29,  detalhes do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa. Com a meta de garantir que todas as crianças cheguem ao fim do 2º ano do ensino fundamental com plena capacidade de leitura e escrita, a iniciativa será apresentada pelo Ministério da Educação (MEC), em São Paulo, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).   O projeto será dividido em cinco eixos de intervenção na rede pública de ensino.   “Queremos ampliar a meta que já estabelece a obrigatoriedade da alfabetização até os 8 anos de idade, inspirados no Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), do Ceará.   Ao debater o currículo do ensino fundamental e o que o aluno precisa para aprender a ler, temos de pensar nas condições do aprendizado. Se a criança não traz de casa as condições adequadas, cabe ao estado proporcionar isso a ela, com a criação de espaço de acesso ao mundo letrado na escola”, disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. O anúncio foi feito durante o seminário Ciclo de Debates Gestão Educacional, organizado pela Fundação Itaú Social, na capital paulista.   O programa modelo contempla cinco eixos: de

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Brasil troca experiências com a Finlândia em educação básica

A cooperação e a troca de experiências nas áreas de currículo, tecnologias, avaliação e gestão na educação básica são temas do encontro Brasil-Finlândia, que acontece em Brasília, nos dia 28, 29. O evento é promovido pelo Ministério da Educação e pela Embaixada da Finlândia.   Para a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Jaqueline Moll, embora os sistemas de ensino dos dois países sejam muito diferentes, especialmente quanto ao número de estudantes, professores e escolas, existe interesse mútuo no diálogo para futura cooperação.   O estudo do currículo da educação básica finlandesa é um dos temas da pauta. Da apresentação feita pela diretora do Conselho Nacional Finlandês de Educação, Kaisa Vähähyyppä, sobre a organização educacional do seu país, Jaqueline Moll destaca como importantes a autonomia assegurada aos professores para ensinar e avaliar como cada estudante aprende os conteúdos, o diálogo de professores e estudantes, o diálogo de professores e pais, e o foco na formação de cidadãos autônomos.   Aprender a realizar tarefas é um elemento chave no currículo da escola finlandesa desde o primeiro ano. No espaço escolar, as crianças se revezam em grupos para cuidar das plantas, da biblioteca, da coleta de

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O projeto de Ana

Dez meses depois de causar comoção no meio artístico ao anunciar que iria rever o projeto de lei de direito autoral formatado pelo ex-ministro da Cultura Juca Ferreira em seus últimos dias no cargo, a ministra Ana de Hollanda encaminhou à Casa Civil no fim de outubro sua versão final do projeto.   O envio do documento, feito após aprovação de um grupo interministerial, transcorreu sob total sigilo, obedecendo a uma determinação do Ministério da Cultura (MinC).   Nesta semana, O GLOBO teve acesso ao projeto de lei proposto por Ana e a toda a documentação que o acompanhou. O conteúdo do projeto final surpreende pelo alto grau de semelhança com a versão que havia sido proposta pelo ex-ministro Juca Ferreira no fim de 2010.   Em quase um ano de trabalho, sofreu alteração substancial apenas cerca de 15% dos artigos, incisos e alíneas. Em linhas gerais, a lei submetida pelo ministério à aprovação da Casa Civil segue três direções. Primeiro, pretende corrigir erros conceituais que embaralham a interpretação da legislação atual (a de número 9.610, de 1998) e sobrecarregam a Justiça de processos. Depois, busca incluir informações que haviam sido omitidas ou descritas de forma insuficiente na lei em

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