Currículo nacional único precisa driblar incertezas
O plano do Ministério da Educação (MEC) de elaborar um currículo nacional único para a educação básica, anunciado no mês passado, despertou reações diversas por parte de pesquisadores e profissionais da área. Em geral, a iniciativa é recebida com otimismo, mas o processo pelo qual esse currículo será definido e os mecanismos para torná-lo efetivo causam dúvidas e preocupações. O Brasil já possui orientações para uma base curricular comum, mas os especialistas são unânimes ao afirmar que os documentos existentes são genéricos demais, causando uma grande variação nos conteúdos ensinados aos alunos em todo o país. Nos últimos anos, o mais próximo ao que se chegou do atual plano foram os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), criados em 1996, obrigatórios à rede pública e opcionais às escolas particulares. Suas diretrizes foram refeitas várias vezes, mas ainda assim não chegaram a indicar conteúdos. “Eles falam de princípios, de áreas, mas são realmente muito gerais e não delimitam um mínimo a ser trabalhado”, afirma a coordenadora do curso de Pedagogia nas Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), Paulla Helena de Carvalho. Modelo australiano é debatido no Brasil Depois de dois anos de debates, a Austrália, país de extensão territorial