Currículo nacional único precisa driblar incertezas

O plano do Ministério da Educação (MEC) de elaborar um currículo nacional único para a educação básica, anunciado no mês passado, despertou reações diversas por parte de pesquisadores e profissionais da área.   Em geral, a iniciativa é recebida com otimismo, mas o processo pelo qual esse currículo será definido e os mecanismos para torná-lo efetivo causam dúvidas e preocupações.   O Brasil já possui orientações para uma base curricular comum, mas os especialistas são unânimes ao afirmar que os documentos existentes são genéricos demais, causando uma grande variação nos conteúdos ensinados aos alunos em todo o país.   Nos últimos anos, o mais próximo ao que se chegou do atual plano foram os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), criados em 1996, obrigatórios à rede pública e opcionais às escolas particulares. Suas diretrizes foram refeitas várias vezes, mas ainda assim não chegaram a indicar conteúdos.   “Eles falam de princípios, de áreas, mas são realmente muito gerais e não delimitam um mínimo a ser trabalhado”, afirma a coordenadora do curso de Pedagogia nas Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), Paulla Helena de Carvalho.   Modelo australiano é debatido no Brasil Depois de dois anos de debates, a Austrália, país de extensão territorial

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Educação Básica será desafio de Mercadante

Atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve assumir o comando do Ministério da Educação (MEC) ainda neste mês com o desafio de priorizar a Educaçãobásica brasileira, que atende a mais de 50 milhões de crianças e jovens e soma 2 milhões de professores da Educação infantil ao ensino médio. Essa é a principal expectativa e cobrança de dirigentes, trabalhadores e especialistas do setor ouvidos pelo Valor. A lista de necessidades na Pasta é extensa: melhoria da gestão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que apresentou problemas nas últimas três edições; esforço efetivo do MEC para que Estados e municípios cumpram a Lei Nacional do Piso Salarial dos Professores, que motivou 17 greves em redes estaduais em 2011 e novas políticas de formação inicial de docentes, com maior influência do ministério na reformulação dos cursos de pedagogia e licenciaturas. Especialistas destacam também o aumento da participação da Pasta no financiamento da Educação básica; maior transparência e rapidez na divulgação dos resultados das avaliações educacionais. Outro desafio do novo ministro será fazer deslanchar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Além disso, o nome de Mercadante é usualmente associado à aceleração das políticas de aplicação

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Mercadante admite que “é possível” sua nomeação para o Ministério da Educação

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, começa a admitir publicamente a possibilidade de trocar de endereço na Esplanada dos Ministérios e se tornar o novo ministro da Educação, em lugar de Fernando Haddad que deve sair do governo –provavelmente, na segunda quinzena de janeiro (após a conclusão dos primeiros resultados do Sistema de Seleção Unificado – Sisu)– para ser candidato a prefeito de São Paulo. Mercadante participou dia 5 de janeiro do programa de rádio Bom Dia, Ministro, parceria da EBC Serviços com a Secretaria de Comunicação Presidência da República. Ao ser perguntado sobre a eventual ida para o MEC e seus planos para a área, o ministro não afastou a possibilidade. “Eu tenho visto todas essas informações na imprensa, mas vamos aguardar a reforma ministerial. Eu prometo a você que, se isso acontecer, e é possível que aconteça, eu estarei aqui à disposição e nós poderemos discutir a pasta da Educação.” Cauteloso, Mercadante lembrou que a nomeação “só vale depois que estiver no Diário Oficial” e lembrou que “quem indica ministro é a presidenta da República”. Ele fez questão de salientar ainda que quem fala sobre a agenda da Educação é o atual ministro Fernando Haddad. “Eu

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Sistema braile é ferramenta para garantir direito à leitura

MEC em parceria com estados e municípios, vem desenvolvendo ações de educação para universalizar o direito ao acesso à leitura e ao conhecimento pedagógico.   Na quarta-feira, 4 de janeiro, foi comemorado o Dia Mundial do Braile. O sistema é um dos principais meios de acesso das pessoas com deficiência visual à leitura e à escrita. O Ministério da Educação, por intermédio do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Benjamin Constant, em parceria com estados e municípios, vem desenvolvendo ações de educação para universalizar o direito ao acesso à leitura e ao conhecimento pedagógico. Entre 2009 e 2011, o governo federal investiu recursos de R$ 5,7 milhões para a reestruturação e a modernização dos 55 centros de apoio pedagógico para o atendimento à pessoa com deficiência visual (CAP) e Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille (NAPPB) e aumento de sua capacidade de produção. Também foram investidos R$ 3,2 milhões em financiamento de livros didáticos, paradidáticos e complementos para alunos com deficiência visual, matriculados em turmas regulares. Com o objetivo de promover o atendimento educacional especializado, no contraturno escolar, em 2009 e 2010, foram montadas 2125 salas de recursos multifuncionais tipo II, com recursos de acessibilidade

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Educação Infantil: desafio é entender as necessidades do aluno

Muito antes de ensinar crianças a ler e escrever, escola e família devem estar preparados para lidar com uma série de outras necessidades que vão garantir que o aluno se desenvolva plenamente durante os anos seguintes. Voltada a crianças de zero a seis anos, a Educação Infantil é uma obrigação do Estado, mas inserir ou não a criança no ambiente escolar durante essa etapa é uma escolha da família.   Especialistas afirmam que as diretrizes pedagógicas estão melhorando a qualidade do ensino, mas a área ainda apresenta carências. Segundo a diretora da Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdiC) da Unicamp, Roberta Borges, a escola precisa prestar atenção às necessidades das crianças nesta etapa, que diferem dos alunos mais velhos.   “A educação infantil esbarra na formação do professor e na organização de espaços. O professor realmente preparado deve realizar um trabalho voltado ao desenvolvimento da criança, e não apenas adaptar aquilo que é proposto aos estudantes maiores”, diz.   De acordo com Roberta – também organizadora do 2º Fórum Internacional de Educação Infantil, realizado em novembro -, a Educação Infantil deve voltar-se às habilidades cognitivas sem deixar de lado o desenvolvimento afetivo e físico. “É preciso ensinar valores, regras,

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Analfabetismo entre jovens em favelas é o dobro que em áreas urbanas regulares

A taxa de analfabetismo entre as pessoas com 15 anos ou mais que vivem em favelas é 8,4%, o dobro da relativa às áreas urbanas regulares de municípios que concentram essas comunidades. O dado faz parte do levantamento Aglomerados Subnormais – Primeiros Resultados, baseado em informações do Censo Demográfico 2010, divulgado ontem (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).   O estudo revela que a situação mais grave é encontrada em Alagoas, onde 26,7% das pessoas que moram em assentamentos irregulares são analfabetas. Em seguida, aparecem a Paraíba (21,3%) e o Rio Grande do Norte (16,3%). A taxa de analfabetismo no Brasil é 9,6%. Ainda de acordo com o levantamento, mais da metade dos moradores de aglomerados subnormais (55,5%) são pessoas pardas, seguidas de brancas (30,6%) e de pretas (12,9%).   A maior parte da população (34%) dessas comunidades tem rendimento mensal na faixa que vai de mais de meio salário mínimo até um salário mínimo. Apenas 4,6% ganham mais de dois salários mínimos. Entre a população que vive nas áreas urbanas regulares em municípios com ocorrência de favelas, 26% têm rendimentos que vão de mais de meio salário mínimo até um salário mínimo e 27,1% ganham mais

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Nove em dez alunos do 9º ano não fazem contas com centavos

Nove em cada dez alunos de escolas públicas brasileiras do 9º ano (antiga 8ª série) não sabem, por exemplo, fazer contas com centavos. Essa é uma das conclusões de um estudo feito com exclusividade para o UOL Educação com as notas da Prova Brasil de 2009.   O exame serve para avaliar a proficiência dos estudantes e é utilizado no cálculo do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Mais de 80% dos estudantes brasileiros estão em unidades da rede pública.   De acordo com o estudo, feito pelo economista Ernesto Faria, 89,4% dos alunos do último ano do ensino fundamental tiveram desempenho “abaixo do básico” e “básico” na disciplina. Isso quer dizer que tiraram notas menores que 300 na prova –em uma escala que chega a 425 em matemática e a 350 em português. Tirar menos que 300 significa, segundo um documento do MEC (Ministério da Educação) que divide as notas em faixas, que o estudante não consegue fazer operações de adição, subtração, divisão ou multiplicação que envolvam centavos em unidades monetárias, resolver problemas com porcentagens ou reconhecer um círculo e uma circunferência.   As classificações são usadas pelo movimento Todos pela Educação e por alguns Estados para “categorizar”

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Haddad diz que deixa Ministério da Educação em janeiro

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na ultima segunda-feira, 19, que deixará a pasta em janeiro para se preparar para a eleição municipal de São Paulo em 2012.   O ministro, pré-candidato do PT, concedeu entrevista à rádio Estadão ESPN e informou que a presidente Dilma Rousseff estabeleceu o mês de janeiro para se desligar do cargo. Ele ressaltou que pretende, nos próximos meses, estudar os problemas da capital para compor seu programa de governo para a disputa eleitoral. Haddad disse não ter ainda informação de que o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, o substituirá no cargo e evitou sugerir nomes para a presidente Dilma.    “Não tenho a informação do Mercadante, não conversei com a presidente sobre o assunto”, afirmou. Sobre sua campanha, Haddad afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende entrar firme na campanha para a sucessão da prefeitura de São Paulo já em março, quando deverá ter encerrado o tratamento médico contra um câncer na laringe. Em janeiro, Lula ainda será submetido a sessões de radioterapia. O ministro disse ter conversado neste fim de semana com o ex-presidente, que disse estar confiante na cura da doença. “Mas Lula disse que podemos

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Comissão aprova Programa Pequenos Escritores

A Comissão de Educação e Cultura aprovou na ultima quarta-feira, (14), o Projeto de Lei 1224/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que institui o “Programa Pequenos Escritores”, a ser executado nas escolas da rede pública, em todos os níveis da educação básica.   O projeto tem o objetivo de contribuir com a Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03). Pela proposta, as escolas deverão instituir oficinas de leitura e produção de textos, com vistas a descobrir novos talentos.   Caberá à União disponibilizar recursos para os estados e municípios a fim de financiar o programa. Além disso, a União deverá também firmar convênios com gráficas e editoras encarregadas da edição dos trabalhos selecionados.   Escola indutora O relator, deputado Artur Bruno (PT-CE), apresentou parecer pela aprovação. Segundo o parlamentar, o programa proposto vem ao encontro do que já dispõe nossa legislação, que prevê incentivos ao desenvolvimento de uma sociedade leitora.   Artur Bruno cita pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, a qual constata que a escola, apesar de suas limitações e dificuldades, tem um papel fundamental no desenvolvimento da leitura dos brasileiros.   “É importante que a escola tenha bons professores-leitores, que além de ministrar o conteúdo curricular saibam abrir as portas

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