Mercadante diz que formará equipe sem olhar filiação partidária

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou na ultima terça-feira, (24), que vai formar sua equipe de assessores e técnicos do Ministério da Educação com base em critérios de “competência”, sem dar importância à filiação partidária.   Segundo ele, a educação deve ser tratada de forma “suprapartidária” e sua gestão à frente da pasta não servirá de plataforma para projetos políticos pessoais. Mercadante discursou durante a cerimônia de transmissão do cargo deixado por Fernando Haddad, que se prepara para a disputa pela Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Ele afirmou que não usará a gestão à frente do Ministério da Educação como “trampolim” para projetos políticos pessoais.   “Minha gestão à frente deste ministério não será um trampolim para projetos pessoais ou partidários. Será sim uma alavanca suprapartidária para a melhoria da educação brasileira, assim como aconteceu no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirmou.   O novo ministro enumerou, durante a cerimônia, elogios aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro Fernando Haddad e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   “Nos governos de Fernando Henrique Cardoso houve progresso significativo como o ensino obrigatório”, disse Mercadante. Ele destacou, no entanto, que foi

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Haddad conclui gestão no MEC e defende a visão sistêmica da educação

Ao se despedir do comando do Ministério da Educação, o ex-ministro Fernando Haddad destacou a importância dos investimentos nesse setor, em todos os níveis, da creche à pós-graduação, e disse que o futuro do país passa pela educação.   Haddad falou durante a cerimônia de posse do novo titular da pasta, Aloizio Mercadante, na tarde da ultima terça-feira, 24, no Palácio do Planalto. À frente do MEC desde 2005, Fernando Haddad defendeu que a educação deve ser vista de maneira sistêmica, destacando a busca contínua pela universalização do acesso aos sistemas de ensino. “O legado que nós temos que garantir a todos os brasileiros, indistintamente; o direito a um passo a mais na educação”, disse Haddad. O desenvolvimento da educação, segundo o ex-ministro, só é possível quando os entes federativos assumem o compromisso com a qualidade do ensino. Por isso agradeceu ao Congresso Nacional, que, durante seu mandato, aprovou duas emendas constitucionais e mais de 50 projetos de lei.   Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu a Haddad, a quem classificou de “grande ministro da educação”, e defendeu que, no que se refere à educação, democracia significa acesso a oportunidades. Aos novos ministros, Aloizio Mercadante, da Educação, e Marco

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Mercadante assume sob pressão interna

Aloizio Mercadante toma posse hoje, 24, como ministro da Educação com a cabeça voltada para o quebra-cabeça de montagem da estrutura da pasta. Sob pressão de servidores, o sucessor de Fernando Haddad trocará pelo menos quatro ocupantes de cargos de confiança do ministério.   Tiveram as saídas confirmadas a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, e os secretários Eliezer Pacheco, Carlos Abicalil e Maria Pilar Lacerda. Considerada uma área sensível da pasta, o Inep é a situação que pode trazer mais dores de cabeça ao ministro – o órgão é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   As mudanças ainda não foram anunciadas oficialmente, mas são confirmadas por fontes do ministério. A especulação em torno da saída de Malvina começou na semana passada e se confirmou ontem. A decisão, contudo, não foi digerida pelos funcionários do Inep. A Associação dos Servidores do órgão (Assinep) entregou uma carta aberta endereçada a Mercadante pressionando pela permanência da atual presidente.   Eles se dizem descontentes com as possíveis mudanças no alto escalão do órgão — a quarta desde 2009. “Nos últimos três anos, o órgão sofreu sucessivas e abruptas substituições de presidentes, dificultando o

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Educação na mídia

Uma maior democratização do acesso ao ensino superior e o orçamento recorde a projeção para 2012 é de R$ 85 bilhões – são as duas maiores marcas da gestão Haddad no MEC, segundo educadores. Para eles, o saldo dos últimos sete anos é positivo, apesar das seguidas falhas nas últimas três edições do Enem e dos avanços lentos na Educação básica.   “Os indicadores nacionais permitem ver o avanço da Educação sem nenhuma postura subjetiva. Desde orçamento, porcentual de alunos que finalizaram o ensino fundamental e até a melhora no ensino médio, que ainda tem deficiências”, afirma o educador Jorge Werthein, ex-diretor do escritório da Unesco no Brasil.   “O País teve muitos avanços também no ensino superior. O Programa Universidade para Todos (ProUni) é um exemplo, acompanhado da maior oferta de vagas em federais.”   Os números referentes à expansão de vagas e matrículas em faculdades e universidades na gestão Haddad são frutos de projetos como o ProUni, que já concedeu 1 milhão de bolsas, e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), criado em 2007.   Desde então, foram criadas 14 instituições e mais de 100 campus. A previsão do MEC

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Mercadante assume MEC e muda cúpula

Apesar da mobilização de servidores pela sua permanência, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, deve deixar o cargo com a posse, nesta terça-feira, 24, do novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.   O Inep é a autarquia do Ministério da Educação (MEC) que cuida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O secretário da Educação Superior, Luiz Cláudio Costa, continua na equipe, mas deve ser remanejado. Segundo o Estado apurou, o nome dele é cotado para assumir a presidência do Inep – que teve três presidentes nos últimos três anos.   Na ultima sexta-feira, (20), a Associação de Servidores do Inep entregou a um assessor de Mercadante uma carta em que “manifesta sua preocupação com a possibilidade de mais uma substituição da alta gestão comprometer a continuidade de todo o processo de oxigenação, reestruturação, fortalecimento e aprimoramento científico e metodológico das atividades do órgão”.   Pesa contra Malvina o fato de não ser ligada politicamente ao PT. Uma hipotética substituição de Malvina por Luiz Cláudio Costa, cujo nome encontra resistência dentro do Inep, é vista mais como uma questão política. Para os servidores, Malvina é um nome técnico que defendeu o instituto,

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Tudo igual

A proposta do Ministério da Educação (MEC) de unificar os currículos escolares do Brasil ainda vai render muito debate em 2012. Trata-se de um documento chamado “Expectativas de Aprendizagem”, que apresentará orientações complementares às novas diretrizes curriculares, estas propostas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2010.   De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação Básica do MEC, o intuito é estabelecer objetivos e direitos de aprendizagem a serem alcançados pelos alunos. Para isso, serão delineadas as experiências a serem vivenciadas por eles, a formação e as condições necessárias para a realização das expectativas de aprendizado.   O documento está em fase de ajustes. A previsão é de que as orientações comecem a valer nas escolas de todo o Brasil a partir do ano letivo de 2013. “A proposta não é repetir os formatos de listagem de conteúdos. O objetivo é oferecer um instrumento de organização da vida do professor e do aluno”, explica a assessoria em nota enviada por e-mail à equipe do Caderno Escola.   O receio é que a unificação dos currículos se torne um instrumento que engesse a atividade de professores e escolas, que terão menos liberdade para definir seus conteúdos e

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Haddad reconhece falhas no Ensino Médio

Prestes a deixar o governo para disputar a Prefeitura de SP, o ministro Fernando Haddad (Educação) reconhece que não conseguiu avançar como queria no ensino na área rural e no acesso de jovens ao ensino médio. Após quase sete anos à frente do MEC, ele passa amanhã, (24), seu cargo ao também petista Aloizio Mercadante.   Haddad diz que os problemas no Enem desde 2009 foram “pontuais”. Em relação à qualidade de ensino -no ensino médio, 29% dos estudantes têm o conhecimento esperado em português -, Haddad diz que antes havia uma tendência de piora.  “Algo que gostaria de ter feito mais seria na Educação no campo, a pescadores, quilombolas, indígenas e população ribeirinha”, disse à Folha na semana passada.   Acesse a íntegra da matéria aqui.   O Grupo Folha não autoriza a publicação na íntegra do conteúdo produzido pelo jornal Folha de S.Paulo  

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A revolução dos portáteis

Uma nova safra de equipamentos portáteis está chegando ao mercado. São novos ultrabooks, tablets e smartphones. Você vai se surpreender com os avanços desses dispositivos, a começar pelo ultrabook, um dos maiores sucessos do Consumer Electronics Show (CES 2012), realizado em Las Vegas, há duas semanas. Tudo indica que 2012 será o ano do ultrabook. Para reforçar essa previsão, é bom lembrar que serão lançados 70 modelos diferentes de ultrabooks nos próximos meses, em todo o mundo. Por isso, não duvido que esse computador se transforme até numa espécie de sonho de consumo de tecnologia pessoal. Uma dream machine.   Sua chegada ao mercado brasileiro deverá ocorrer daqui a três meses. Embora ainda seja um conceito recente de computador portátil, o ultrabook veio para ficar. Por isso, sugiro que você esqueça três nomes do passado: notebook, laptop e netbook. Pense daqui para frente em ultrabook. Como é fácil de concluir, ele se inspirou no conceito, na elegância e no sucesso do Macbook Air, da Apple, criado por Steve Jobs e lançado em 2008. Sua expansão mundial agora resulta de uma iniciativa da Intel, que lançou o Projeto Ultrabook há poucos meses e obteve a adesão de mais de uma dúzia

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O futuro dos livros didáticos

Na ultima quinta-feira, (19), realizou-se a última promessa de Steve Jobs. A Apple entrou no mercado americano de livros didáticos. Associada às maiores editoras americanas, ela produzirá livros a US$ 14,99, uma verdadeira pechincha.   No mesmo lance, lançou o aplicativo iBooks Author (grátis), que transforma qualquer autor num editor. O Author turbinará o mercado de livros feitos em casa e vendidos na rede. Já os e-books didáticos prenunciam uma revolução, com vídeos, áudios e imagens que mudam ao toque do freguês. Tudo isso por menos da metade do preço de um livro de papel.   Em 2010, o MEC gastou R$ 855 milhões no bem-sucedido Programa Nacional do Livro Didático. Desse ervanário, pelo menos R$ 700 milhões foram gastos com papel e impressão. Coisas como alfafa e cocheiros no tempo das carruagens. Os dias das grandes editoras de livros didáticos penduradas em parques gráficos durarão o quanto duraram os estábulos no início do século passado. Se o governo for humilde na compra de ferragens, porém ambicioso no planejamento da capacitação de professores e de técnicos capazes de estimular e organizar autores, todo mundo ganha.  

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